Ivy Greene

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Oioioioi!!!!! Como estão os meus leitores??? Ta ai mais um capítulo pra vocês. Mil perdões pela incrível demora!! Mas sem mais delongas... Boa leitura!!!

Meu relógio biológico me despertou. A salinha, antes escura, agora recebia um pequeno filete de sol que entrava pela janela fechada e coberta por uma densa cortina empoeirada. Minhas costas doíam por ter dormido no sofá pequeno e velho, mas meu coração sorria, e a dor física de nada se comparava com a felicidade emocional daquele momento, pois encostado-se a meu do meu busto, estava Draco Malfoy dormindo docemente.

Doce. Acho que essa é uma das muitas palavras que não se encaixam na pessoa que eu dizia conhecer e odiar tanto. Mas que era perfeita agora. Eu sentia seus braços encostados de leve em torno da minha cintura e me trazendo uma sensação incrível de aconchego. Imaginei se toda essa loucura no mundo bruxo não estivesse acontecendo.

O que seria de nós dois? Ainda nos odiaríamos, ou a rivalidade com Harry não existiria e seríamos apenas desconhecidos que se esbarram nos corredores de Hogwarts?

Mas se em uma pequena porcentagem disso tudo estivéssemos da forma como estamos agora? O que não ajuda muito, já que não sei, realmente como estamos. Juntos? Apenas nos distraindo? Ou sabe-se Merlin o que... Imagino como eu o apresentaria aos meus pais, e se eles aprovariam a petulância e orgulho desse loiro.

Meu coração doeu. E a bolha em que eu estava, alegre e saltitante, estourou. Tudo veio como um baque e o loiro deitado em cima de mim se tornou um peso que meus pulmões não puderam agüentar.

Comecei a hiperventilar. Meu peito descia e subia fortemente e começou a doer. Eu precisava de ar.

— Dra... co. – eu chamava fracamente, a falta de ar estava impossibilitando minha fala.

Mas apesar da minha intensa necessidade biológica por ar. A única coisa que tomava minha mente era meus pais.

Eles estavam com os seqüestradores. E eu precisava buscá-los. Agora!

Cutuquei o loiro, mas ele dormia igual uma pedra. Balancei mais forte seu corpo e ele despertou assustado, quase caindo do sofá e me levando junto.

Por um momento ele quis me xingar, mas quando me viu sentar e percebeu que eu não conseguia respirar uma expressão de desespero tomou seu rosto.

— Ivy, o que aconteceu?

— Eu não... Eu não... – coloquei minhas mãos em meu pescoço e me levantei.

Não me importei com minha nudez e fui direto para a janela. Estava emperrada e meus dedos se desesperaram na tranca.

Malfoy apareceu atrás de mim e, com sua varinha, abriu a janela. A lufada de ar que meu rosto recebeu foi revigorante.

Fechei meus olhos e inspirei o máximo de ar possível. Eu precisava me acalmar e pensar racionalmente. Eu tinha que estar na minha inteira razão para poder recuperar os meus pais.

Precisei de alguns minutos para minha respiração, junto com meus batimentos cardíacos, se estabilizarem.

A mão quente de Draco encostou em meu ombro e me fez abrir os meus olhos.

— Está se sentindo melhor? – sua voz estava carregada de preocupação.

Apenas assenti.

Ele me virou vagarosamente e percebi que ele já tinha vestido sua calça e minha nudez voltou a me incomodar. Abaixei o rosto tentando esconder a vermelhidão que se tornou meu rosto e me soltei de sua mão para me vestir.

Estava colocando a calça e procurando minha blusa quando suas mãos tomaram minha cintura.

— O que você está fazendo? – ele perguntou rente ao meu ouvido.

— Procurando a minha blusa, que você jogou sabe Merlin onde. – falei me esforçando ao máximo para minha voz não falhar.

Ele riu baixo. E me soltou indo para o lado do sofá e pegando minha blusa escura de botões.

Sorri agradecendo e peguei de suas mãos o tecido. Ele me ajudou a colocar os botões em ordem, mas não levantei meu olhar para o dele.

Não faço idéia do por que, mas uma timidez enorme tomou conta de mim.

— Está se sentindo melhor mesmo? – ele pegou em meu queixo e me forçou a olhá-lo.

— Estou. – sorri de leve.

Ele aproximou nossos lábios e me deu um selinho demorado e cheio de significado.

— Ontem foi a melhor noite da minha vida. – sussurrou quando separou os nossos lábios.

Um sorriso maior tomou os meus lábios. Tomei sua nuca e encostei nossas testas, ficamos longos segundos aproveitando nosso último momento de paz.

— Também foi a melhor noite da minha.

Nos separamos, mas não deixamos de manter nossos olhos grudados um no outro.

— Ivy... Você não era virgem... Era? – ele perguntou acanhado.

Sorri de lado e balancei a cabeça.

— Não. Isso te incomoda?

Ele levou sua mão até sua nuca e demorou alguns segundos para responder.

— Não... Talvez... Com quem...?

Ri.

— Por que isso importa? – levantei uma sobrancelha.

— Por que... Não sei... Só, sei lá, curiosidade?

— Malfoy... você está com ciúmes?

Ele arregalou os olhos e tossiu tentando fechar a cara.

— Não!

Gargalhei. E tomei sua nuca com as mãos. Beijei de leve seus lábios e me afastei para poder falar.

— Não importa com quem já dormimos. Só importa o que nós tivemos ontem, que foi a coisa mais especial que já aconteceu comigo.

Ele sorriu, mas não seu normal sorriso irônico. Apenas um sorriso leve, que fez seus olhos cinza brilharem.

— É melhor nós irmos, Draco. – fechei meu rosto e fiquei séria outra vez. – Já está ficando tarde.

Ele também fechou a cara e assentiu.

— Por isso você teve um ataque agora a pouco?

Assenti e nos separei, indo pegar minhas coisas. Mas Malfoy me parou no meio do caminho e me fez olhá-lo pela segunda vez.

— Vamos conseguir, Ivy. – ele disse lentamente, me fazendo acreditar em cada sílaba. – Confie em mim.

Pequei em suas mãos que estavam em minhas bochechas e sorri de leve.

— Eu confio.

O tempo estava cinza. Densas nuvens tomavam o céu e impediam de seu habitual azul celeste se mostrar. Pingos começavam a cair e incomodavam meus olhos atentos à rua de terra a minha frente. A caravana com meus pais devia passar em alguns minutos. Seguindo essa mesma rua, após uma curva e um grande carvalho ficava a prepotente missão Malfoy. Só de pensar que eu estava a uma pequena distancia do monumento de pedras me dava arrepios. Porém não queria pensar nisso, precisava estar focada na minha missão, e concentraria toda a minha atenção e força à isso.

Meus ouvidos captaram um farfalhar não muito distante. Pareciam passos na terra. Eles estavam vindo.

— Acho que são eles. – o loiro agachado ao meu lado sussurrou próximo ao meu ouvido.

Me limitei a responder assentindo.

Eram cinco no total. Um tomava a retaguarda, dois seguravam meus pais amarrados e amordaçados e os dois restantes vinham empunhando suas varinhas e atentos a sua volta.

— O plano é o seguinte. – sussurrou ainda mais baixo o loiro. – Pegamos os dois com as varinhas. Depois de termos derrubado eles, você toma conta do da frente e eu cuido dos seus pais.

— Como você pretende tomar conta de dois deles sozinho? – sussurrei de volta.

— Não me subestime, Ivy. – disse mais sério.

Melhor não discutir com ele, principalmente agora. Meus pais precisavam da nossa ajuda.

— Ao meu sinal. – ele disse.

Assenti.

Eles estavam passando pelo ponto em que nos escondíamos nos arbustos. O que tomava a frente passou a centímetros da minha cabeça e segurei a respiração. Peguei toda a coragem que tinha e me vesti dela. Logo meus pais passaram sendo arrastados. Mais alguns segundos e atacaríamos.

Draco me cutucou, e ao cair meu olhar sobre ele, sinalizou para eu pegar o que vinha pela direita, o mais próximo a mim. Concordei e apertei mais minha varinha. Meus nós dos dedos já estavam ficando brancos.

Cinco segundos... quatro segundos... três segundos... dois... um.

Ataquei.

Estuporei com um feitiço não-verbal e seu corpo enorme e pesado atingiu o meu e me enterrando na terra. Fiquei alguns segundos esmagada antes de ouvir os barulhos de feitiços sendo lançados. Juntei todas as minhas forças e sai debaixo do sequestrador. Levantei rapidamente e vi Malfoy atrás de uma árvore enquanto era atacado pelos quatro seqüestradores restantes.

Merda.

— Petrificus Totalus! – gritei e acertei o que segurava minha mãe, usando-a de escudo, por pouco não acerto ela que caiu no chão se debatendo por cima do corpo do homem.

O que estava na frente teve um segundo de distração e foi estuporado pelo loiro que já havia saído de trás da árvore.

Corri até onde minha mãe estava e comecei a soltar seus braços e tirar sua mordaça.

— Sua varinha, onde está sua varinha? – gritei enquanto uma chuva de feitiços vinham em nossa direção.

Eu gritava contra-feitiços e nos protegia como podia. Mas ainda havia dois restantes e eles corriam por entre as árvores enquanto nos atacavam.

Minha mãe tateou as vestes do seqüestrador que eu derrubara e de lá puxou sua varinha. Logo estávamos em pé e tentando acertar os outros dois.

Meu pai estava caído perto dos meus pés e sua cabeça sangrava. Ele estava desacordado.

Por Merlin, que ele esteja vivo.

Abaixei-me e senti seus pulsos, embora fracos ainda havia batimentos. Me permiti relaxar, mas uma faísca passou a centímetros da minha cabeça e me pus de pé rapidamente outra vez.

— Avada Kedavra. – um seqüestrador gritou.

Senti um baque no meu corpo e atingi o chão lamacento. Gritei com a dor do ombro quando ele acertou uma pedra.

Ouvi a voz de Draco enquanto ele estuporava o meu atacante e ele caiu mole no chão. Restava um.

Olhei pra cima e o loiro me lançava um olhar desesperado enquanto me puxava para eu ficar de pé outra vez.

— Temos que sair daqui. – ele me disse e eu assenti.

Nos abaixamos perto do corpo do meu pai e, antes que o último seqüestrador nos lançasse um feitiço, aparatamos.

Notas finais
E entao.... o que acharam??? Por favor, mandem reviews!!!! Quero saber o que estão achando!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.