It's my life
3 Capitulo 3 – Amizade é para cuidar, dividir e compartilhar.
Notas iniciais
Capitulo 3 – Amizade é para cuidar, dividir e compartilhar.
Acordo pela manhã com o despertador. Tive um sonho essa noite, na verdade foi como reviver a memória que eu tive com o herói. Mysterion, porque você não sai da minha cabeça?
Me levanto suavemente desligando o despertador e esfregando os olhos, tentando me livrar desse sonho. Foi só uma diversão, já acabou. Hora de voltar a ser Violet.... já passou da hora. Tomo um gole d'água na minha cabeceira, faço minha higiene matinal e começo a me arrumar. Roupa social, camisa de manga cumprida branca, saia lápis, meia calça. Pego os saltos na mão e vou para o quarto de Katy.
Entro suavemente pela porta, minha irmãzinha dormia tão tranquilamente abraçada no coelho que havíamos ganhado para ela no parque no dia anterior. Me dou ao luxo de observa-la por alguns segundos, sem perturbar seu sono. É por você Katy, em especial, que faço tudo isso. É por te ter em minha vida, por saber que precisa de mim que eu luto, contra todos inclusive contra mim mesma, pra que você tenha sonhos tranquilos, minha linda princesinha.
Me aproximo com cautela e sento ao seu lado, ela percebe minha presença e resmunga baixinho sem abrir os olhos, suspendo o despertador dela antes mesmo que toque.
Violet: Bom dia princesa, são 7:00 da manhã... Vamos levantar? — Meu tom de voz é suave, enquanto acaricio os cabelos da menor. Ela se vira para o outro lado e eu sorrio. — Vamos Katy, querida ou vai se atrasar...
Katy: Já vou mãe... — Me assusto levemente e Katy também parece ter acordado com o que saiu de seus lábios — Já vou Violet... — Ela acerta a fala tristemente se levantando.
Meu coração dói, devo ter falado como nossa mãe quando nos acordava, tento não demonstrar, sorrio gentilmente e me levanto da cama indo em direção a porta.
Violet: Coloque a manta por cima da sua cama, Guinevere arrumará depois. Desça quando estiver pronta...
Katy: Cadê meu uniforme?
Violet: Elementary School South Park, não tem uniforme definido... Pode vestir o que quiser, algo quente de preferência. — Acostumada a escolas particulares com uniforme era de esperar a estranheza por parte da pequena. — O uniforme de educação física já está na sua bolsa.
Katy: Tá bom... -Ela começa a mexer no armário e eu torno a pegar meus saltos e descer para a cozinha.
Guinevere já estava de pé e arrumava uma mesa do café farta. Ela fazia por gosto mesmo, só quem comia era Katy, eu e Jhonny estávamos sempre atrasados, quase não tomávamos café da manhã. Pego um achocolatado que a doce senhora preparava para mim todas as manhãs, não curtia café, preferia chás e chocolates, meu paladar era doce. Pego uma torrada enquanto coloco os sapatos, Katy já descia arrastando sua mochila e Jhonny vinha emburrado atrás, ele odiava acordar cedo.
Violet: Vou acompanhar vocês para a escola.
Jhonny: Já comprei o meu carro, vou nele. — Ele diz com indiferença, eu tinha reparado no carro preto na garagem, mas não quis arrumar encrenca. Apenas assenti com a cabeça e sorri levemente para Katy.
Katy: Você não vai pra escola? -Ela pergunta bocejando aproveitando os pães quentinhos com os ovos mexidos dela.
Violet: Não, tenho alguns assuntos para resolver.
Katy: Então ficarei sozinha... — Ela fica cabisbaixa, eu realmente não queria ver ela triste. Olho para Jhonny que revira os olhos mas vai até Katy para conforta-la.
Jhonny: Estarei com você. Aliás vamos no meu carro, todos vão saber como eu e você somos super legais.
Vejo a garotinha assentir com a cabeça e voltar a comer, olho com um olhar agradecido para Jhonny que me ignora. Não importa, se ele deixar Katy feliz já me sinto bem. Me despeço deles e dou um longo beijo na testa da pequena.
Violet: Tenha um dia lindo como você, minha princesa. Amanhã prometo que vou a escola com vocês, realmente tenho muito o que fazer...
Katy: Eu sei, você trabalha muito... Acha que vou arrumar uma amiga? — Ela me pergunta meio receosa, a hesitação em sua fala demonstra seu nervosismo. Coloco sua lancheira em sua bolsa e olho para ela.
Violet: Seja você mesma, quem vier ao seu encontro por você ser você é quem de fato quer estar ao seu lado. Dinheiro não compra amizades, Katy. Amizade vem de conexão e de amor, encontre uma amiga que seja boa com você pelo o que você é.
Katy: E como vou saber? Que ela não está interessada só porque tenho dinheiro?
Violet pensa um pouco antes de responder — Não diga que é rica e evite demonstrar, veja as perguntas ou a conversa com a pessoa, se falar muito sobre bens materiais pode considerar fora das opções. Agora se tudo o que essa pessoa disser for sobre outras características suas de uma forma boa e gentil, essa sim é uma boa amiga. — Sorrio gentilmente para a garota.
Katy: Tudo bem... Vou tentar... — Ela diz se levantando e arrumando a mochila nas costas.
Jhonny: Tá vamos, ou estaremos atrasados.
Digo tchau novamente antes de me virar para James que se aproximava da cozinha.
Violet: Bom dia James. — Cumprimento com um sorriso pegando minha bolsa e conferindo se estava tudo ali. Dou uma última olhada no espelho, tinha prendido o cabelo em um coque as pressas mas estava bonito então não mexi.
James: Bom dia, jovem princesa. Vamos a gravadora hoje? — Ele observara minhas vestes, estava claro que iria resolver assuntos de cunho profissional.
Violet: Sim, gravadora e depois para prefeitura. Meu empresário e o segurança nos encontrarão na gravadora. Tenho valores a receber e uns contratos para assinar, burocracia... Talvez leve o dia todo... — Burocracia me irritava, demorava muito para analisar contrato fazer as contas, era um saco.
James: Não tenho nada para hoje jovem princesa, serei seu acompanhante se me permitir. — Ele pega a chaves do carro branco, maior e mais robusto, reforçado a prova de balas, uma fortaleza ambulante.
Seguimos para fora, uso meu sobretudo para me proteger do frio e um cachecol branco tampando meu rosto com um óculos de sol. Frio e sol ao mesmo tempo, o clima era diferente em South Park. Os vidros fumê permitiam a vista da cidade, ainda que não desse para ver nada na visão de quem estava de fora.
Passamos pela rua principal, o ônibus da escola passava para pegar alguns adolescentes no ponto. Eles brincavam entre si, vi o garoto de casaco vermelho, Clyde o nome dele. Lembro-me de que não mandei mensagem a Butters para confirmar se ele estava bem ontem, verifico o outro celular escondido de James. Uma ligação perdida. Devo me preocupar? Resolvo mandar uma mensagem, se ele não me responde-se até o almoço eu ligaria. Mensagem enviada
Quando chegamos na gravadora meu empresário já me recebeu com um sorriso de orelha a orelha, não era para menos, tinha vendido 10 milhões de cópias no meu CD solo e com o Jhonny foram 50 milhões. Estávamos decolando, em direção ao infinito e além nas vendas, que empresário não ficaria feliz? Agora precisávamos entrar nessa nova gravadora da cidade, com meus números não seria difícil, o problema é que eles não ofereciam muito apoio visual, de edição. A reunião se estendeu mais que o previsto, quando fomos em direção a prefeitura já era quase 10 da manhã. Sem mensagens
Comecei a sentir meu coração apertado, mas me concentrei para acabar logo com aquela reunião e ir atrás do garoto. Uma proposta de trabalho, 5 milhões por um show inteiro na noite do dia dos namorados. Não prestei muita atenção nos detalhes, fui confirmar se Katy estava bem por mensagens no meu celular usual, obtendo uma resposta positiva, mas sem sinal de Butters.
Quando acabou pedi para James dirigir para casa correndo pois estava passando mal de fome. Uma meia verdade, a fome estava avassaladora, mas precisava me apressar para encontrar o garoto. Chegando em casa, peguei um prato com a comida que Guinevere tinha preparado e pedi para avisar para ninguém me perturbar, pois precisava dormir, menti que estava com dor de cabeça. Corri para cima, tranquei meu quarto e engoli a comida enquanto ligava para Butters, 10 tentativas e na 11° ele me atendeu!
Violet: Butters?! Onde você está? Estava preocupada!
Butters: Os amigos da liberdade me prenderam... — A voz dele parecia fraca.
Violet: Fala o endereço, onde fica?!
Butters: É a mansão dos Blacks...
Violet: A caminho!
Os Blacks, uma família afrodescendente a única rica da cidade, me lembro vagamente deles em uma de nossas festas de luxo ainda na Flórida, eles faziam uma viagem a cidade e meus pais convidaram o filho deles pra brincar comigo durante a festa. Não me recordava o nome da criança, tinha a minha idade acho. Já sabia mais ou menos onde era a casa deles, não era difícil de adivinhar.
Me troco rapidamente com minha mente repassando a rota da casa dos Blacks, supondo que os pais trabalhassem e que o filho deles estava voltando da escola eu precisava agir rápido. Sai correndo o mais rápido que pude pela janela de casa, cruzei a cidade para o bairro nobre pelos telhados da cidade com capuz na cabeça tentando parecer o mais invisível possível. A mansão dos Black era grande, analisei com cautela o lugar e vi o cabelo loiro de Butters em uma janelinha pequena perto do chão, no que deveria ser o porão. Sem hesitar pulei pelo portão, desabilitando os alarmes com eletricidade do meu bastão e o mesmo com as câmeras de segurança, tinha menos de 1 minuto para sair com Butters e religar as câmeras, para que ninguém percebesse.
Abri a janela, me esgueirei por ela. Butters como professor Caos parecia cansado, como se não tivesse dormido bem, estava em uma jaula escrito "Jaula do Guaxinim".
Ladynoir: Caos, fique em silêncio, precisamos ser rápidos, vou te tirar daqui. — Digo já abrindo o cadeado da jaula dele com o meu "abridor".
Professor Caos: Você veio mesmo... Eu tô tão cansado... Não como nada desde ontem à noite... — Ele parecia péssimo mesmo.
Ladynoir: Não se preocupe, vamos sair daqui. O duto de ventilação da no telhado, vamos escapar por ali. — Abro o cadeado e seguro Professor Caos com firmeza, passando o braço dele pelos meus ombros. — Se segura.
Abro o duto de ventilação com um toque e coloco meu amigo dentro. Entro com ele e fechou a portinha, para que ninguém repare como a fuga aconteceu. Professor Caos foi carregado pelo meu bastão praticamente até a saída. Religuei as câmeras correndo, tinha passado um pouco mais de 1 minuto, não tinha certeza se iriam reparar nessa falha.
Religo os alarmes, e quando estico meu bastão já em fuga percebo alguém chegando. Escondo Professor Caos e eu nas sombras, era só o filho dos Blacks, quase não deu tempo. Assim que ele entra na mansão eu saio com Professor Caos pendurado em meus ombros. Um sentimento de felicidade e alívio em meu coração, mas estava triste pelo o que meu primo passava.
Levo ele para minha casa escondido e alimento ele devidamente. Ele insiste em voltar para casa e eu concordo, mas como Violet, claro. Sabia pela tristeza no olhar de Butters e na análise dos meus "tios" que ele ficaria de castigo e para evitar esse transtorno apareço com Butters em sua casa, dizendo que foi muito gentil em me acompanhar na noite anterior até em casa e ficar comigo até então. Arrumei outra desculpa de que o telefone de casa parou de funcionar de repente e que não havia feito portabilidade dos celulares e, portanto, não teria como avisar. Por sorte o celular de Butters usual estava sem carga o que nos ajudou na mentira. Sorrindo eles só colocaram Butters no quarto e agradeceram meu "empenho em traze-lo de volta.”
Pude ainda os convencer de deixá-lo continuar a brincar por aí antes de ir embora, o que os Stochs aceitaram, ainda que com alguma dificuldade. Butters disse que iria tomar um banho e me encontraria em breve. Concordei e sai encapuzada seguindo pela rua principal, até ver uma pequena competição de videogames acontecendo na loja local, o prêmio era quantos doces pudesse carregar na loja de doces da esquina e um troféu de melhor jogador.
Olhei a hora, já era quase 14h mas Katy só voltaria para casa as 15h, eu teria tempo o suficiente pra ganhar o prêmio pra ela, aposto que ela ficaria feliz com uma loja de doces para ela se deliciar. E também teria tempo caso Butters quisesse arquitetar o plano como Professor Caos essa noite.
Verifiquei a fila, a maior parte dos competidores era menino. Por sorte estava com um casaco grosso que tinha comprado antes de ir para South Park, lilás e calças pretas mais folgadas. Entrei na fila como quem não queria nada e alguns minutos depois alguns garotos falavam alto atrás de mim frases tipo "Quase perdemos o campeonato por causa disso", "Não importa vamos jogar", sem entender do que falavam me incomodei com o barulho. Quando chegou minha vez, cai contra um garoto bem mais velho.
Garoto mais velho: Se prepara para perder.
Não pude retribuir a provocação, por estar disfarçada até o rosto escondido no capuz não disse nada, o jogo disse por mim. Era um jogo de luta novo, um pouco mais complexo do que o anterior que eu sempre jogava com Jhonny. Antes da gente sair na mão, a gente resolvia tudo no videogame. Quem lavava a louça, quem estava certo na discussão... Até o acidente e morte dos nossos pais, Jhonny ficou mais violento e partiu para agressão física.
Tiro o flashback do passado da minha mente e me concentro no jogo. 3x1 para mim, parecia que ia ser fácil, o garoto saiu xingando. Os próximos, todos derrotados por placares humilhantes. Os mais difíceis foram um garoto de chapéu verde que disputava a semi final comigo e perdeu pelo placar de 3x2 e um outro de capuz laranja, que empatou comigo na final, porém como era de se esperar eu acabei saindo vitoriosa.
Lojista: Parabéns ao nosso novo campeão... Qual seu nome garoto?
O lojista me olhava com o microfone na minha cara, comecei a ficar tensa, os 4 últimos competidores e outros jogadores derrotados me olhavam e eu congelei sem saber o que falar. De repente ouço a porta se abrir e vejo a figura de Butters que parecia me procurar, ele me reconheceu pelo grande casaco lilás.
Butters: Vi! Eu estava te procurando! O que faz aqui?
Suspiro aliviada e me sinto confortável para tirar o capuz e conversar com Butters tranquilamente, me esquecendo por um momento que fingi ser menino.
Violet: Estava te esperando Léo! — Sorrio sinceramente ao garoto, dando um abraço gentil em suas costas por cima dos seus ombros — Você demorou então vim me divertir! Ganhei um prêmio! — Digo animada ao rapaz que sorri desconcertado.
Um garoto gordo olhava para nós surpreso e disse — PORRA EU PERDI PRA UMA MULHER!?
Dou conta que todos olhavam para nós surpresos, principalmente o garoto do capuz verde e o garoto de laranja. Me sinto coagida e por reflexo seguro a mão de Butters e o ticket do prêmio, um tanto envergonhada com os olhares — Agradeço o prêmio! Vamos Léo! — Puxo o garoto para fora do estabelecimento correndo e dando risada, primeiro por vergonha depois por diversão.
Butters me acompanha confuso mas ri comigo da mesma forma.
~POV MENINOS ~
Antes da competição de videogames Token Black ou Tappuware avisou aos amigos que Professor Caos tinha sumido da cela dele. Uma reunião de urgência foi convocada na então sede da Freendom Pals, quando todos estavam presentes Coon começou o seu show.
Coon: QUEM FOI O FILHO DA PUTA QUE SOLTOU O PROFESSOR CAOS?! FOI VOCE MYSTERION?!
Mysterion parecia meio distraído, mas respondeu a Coon com sua voz rouca e séria — Não.
Human Kite: Se não foi você quem foi?
Toolshed: Só a gente tem acesso a base, talvez os pais do Token?
Tuppawere: Eu perguntei se eles tinham descido, mas eles nem tem a senha de acesso...
Todos olhavam um para o outro desconfiados.
Professor Timmoth: Se algum de nós libertou o Professor Caos diga agora e enfrente as consequências como um verdadeiro herói.
Um silêncio dominou o recinto.
Coon: Vocês são um bando de mentirosos!! Quem liberou o Professor Caos?! Foi você Call Girl?! Eu disse que trazer sua namorada pra cá era péssima ideia Stan!
Toolshed: Cala a boca Cartman! Call Girl estava comigo no intervalo, não foi ela!
Call Girl: Quem foi tinha a chave, porque o cadeado está aberto. E só quem tem a chave é você Coon!
Coon: Tá insinuando o que?!
Fastpass: S-só quem s-sabia da c-chave era v-v-voce Coon. E o P-professor Timmoth que e-estava comigo o t-tempo t-todo hoje
Super Craig: Eu estava com o Tweek o dia todo, todos nós temos álibis. E você Coon? — Ele sorri de canto, deixar o Eric puto era muito satisfatório.
Coon: Cala a boca viado! Eu estive com os meninos o dia todo!
Human Kite: Isso é verdade, mas se não foi ninguém aqui, quem abriu a jaula?
Mysterion que tinha se aproximado do cadeado reparou que ele estava levemente riscado, era muito pouco para uma conclusão. Então ele preferiu juntar mais informações antes.
Professor Timmoth: E se o Professor Caos arrumou um jeito de sair?
Toolshed: O que ? Mas como?
Human Kite: E porque só agora? Depois de tanto tempo?
Professor Timmoth: Não sei dizer, mas depois de tanto tempo preso, ele deve ter pensado em algo. Afinal, ele também é um gênio do mal.
Fastpass: G-genio é um p-pouco demais...
Coon: Seja como for ele deve ser responsabilizado! Todos a favor de jogar o Professor Caos na jaula levantem mão!
Quase todos levantam a mão exceto Mysterion, o garoto parecia distraído ainda, até Coon chamar sua atenção
Coon: Porra presta atenção na votação!
Call Girl: Mysterion, sei que não gosta de prender o Professor Caos, mas se ele conseguiu escapar precisamos saber como.
Mysterion volta sua atenção a mesa e assente silenciosamente levantando a mão na votação.
Professor Timmoth: Todos a favor, hoje à tarde iremos atrás do Professor Caos, assim que sol se por.... Aliás tá faltando gente.
Fastpass: M-mosquito t-ta segurando o l-lugar na fila da c-competiçao de v-video game.
Quase todos os garotos em uníssono: A COMPETIÇÃO!
Quase todos saem correndo se trocando no meio do caminho em direção a competição de videogames, restando só Fastpass, Professor Timmoth e Call Girl na sala.
Call Girl: Nossa, que pressa.
Professor Timmoth: A competição vale todos os doces que puder pegar na loja da esquina.
Call Girl: Ah! E garotas também podem jogar né?
Fastpass: S-se v-voce quiser ser h-humilhada, só os m-melhores vão j-jogar esse a-ano.
Enquanto isso, na fila do vídeogame...
Clyde: Aqui galera guardei lugar! — Ele segurava o lugar dos amigos que vinham correndo
Cartman: Caralho quase esqueci da competição!
Kyle: Se eu perdesse a competição por causa dele, eu ia ficar muito puto!
Stan: Não importa agora, vamos jogar!
A fila avançava e logo uma figura de lilás começou a ganhar de todo mundo. O garoto ganhou do campeão atual e desbancou todo o time do Clyde em minutos. No time do Stan, Cartman foi primeiro e perdeu de lavada. Stan foi o segundo, conseguiu ganhar uma mas perdeu as outras. Kyle deu mais trabalho para o garoto de lilás mas perdeu também. Kenny estava ansioso e determinado a ganhar com o apoio dos amigos.
Stan: Acaba com ele cara!
Kyle: Vai Kenny! Ganha os doces pra gente!
Cartman: Porra Kenny se você perder eu te mato!
Kenny começou a jogar e empatou com o garoto rival ficando uma partida só longe do prêmio. Mas no final o garoto de lilás venceu o loiro sem dificuldades. Kenny fica cabisbaixo.
Stan: Pow cara cê jogou bem...
Kyle: Foi quase mano, muito perto mesmo.
Cartman: Como que cê perdeu?! Tá de hack esse muleque não é possível.
Quando o garoto de lilás ia dizer o seu nome Butters interrompe entrando pela porta. Ele fala com o garoto de lilás denominando ele de Vi.
Logo a figura de casaco lilás tira o capuz, revelando ser uma linda menina, com cabelos longos vinhos, olhos púrpura e um sorriso estonteante. Os garotos admiram a beleza da garota e Clyde comenta algo aos cochichos com os meninos do seu time "É ela".
Cartman: PORRA EU PERDI PRA UMA MULHER?!
Kenny admirava a garota, ela era habilidosa e linda, mas ao ver ela agarrada ao Butters supôs que eles estavam juntos. A garota puxa Butters para fora sumindo na rua. Os garotos estão incrédulos pela reviravolta e Kenny recebe o troféu no lugar da garota, já que ela fugiu com um prêmio só. Ele pensa que irá entregar o prêmio para ela caso eles se vejam novamente.
Cartman: Butters... Professor Caos deve ter dedo nisso!!
Stan: Cara o que o Professor Caos tem a ver?
Cartman: Ela tava colada nele! Certeza que ele treinou ela para conseguir os doces, ou contratou uma garota gamers profissional pra ganhar os doces e fazer seus planos malignos
Kyle: Isso é demais até pra você. Anda vamos pra casa...
POV MENINOS OFF
Butters e Violet correram pela rua principal, rindo e se divertindo com a possibilidade de pegarem quantos doces queriam. Porém em dado momento Violet ficou mais séria, ela queria perguntar porque os amigos do garoto o prenderam. Afinal, que tipo de "amigos" prendem o outro sem comida ou água por metade do dia!? Violet estava começando a se revoltar, ainda não tinha parado pra pensar sobre, mas agora que estava com Butters queria conversar com ele mais profundamente, tentar achar uma explicação para isso.
Violet: Butters, se importa se eu fizer uma pergunta...? — Imagino que eu tenha soado meio assustadora, pois o garoto se virou para mim confuso e até surpreso, já que até a pouco estávamos rindo juntos.
Butters: Claro Vi, o que foi? E porque está tão séria...? — Ele me perguntou um tanto receoso.
Violet: Porque seus amigos te prenderam na jaula? Você não é dos amigos da liberdade também? — Pergunto séria, não queria assusta-lo, mas não estava entendendo o porquê.
Butters: A-ah bem, eu sou o vilão e é isso o que acontece com os vilões, mas sempre me tiram de lá quando lembram... — Eu estava começando a ficar verdadeiramente irritada.
Violet: Como assim "quando lembram"?! Você já passou quanto tempo naquela jaula?! — Estava começando a me preocupar, que porra de amizade é essa?!
Butters: 2 ou 3 dias... Meus pais ficaram possessos quando sumi... Ah, e teve uma vez que o Cartman me prendeu em um bunker também, foi quase uma semana acho...
Violet: WTF?.... — Que isso ?! Isso é normal aqui? Trancar um amigo sem mais nem menos, mas que porra?! Calma, se controla. Talvez seja de brincadeira né? — Então... Isso é recorrente?
Butters: Às vezes... Desde que entrei pra Freendom Pals tem acontecido menos, mas toda vez que eles encanam comigo acabo indo para na jaula. — Ele tinha um olhar baixo, isso fez crescer uma sombra no meu coração. Mas no fundo, eram só adolescentes né?
Violet: Entendo, se precisar, não hesite em me chamar. Agora você sabe que eu vou sair correndo pra te salvar. — Eu sorrio gentilmente para ele.
Butters: A-ah sim! E eu agradeço muito. Eles devem estar se mordendo pra saber quem me liberou. — Ele sorri maliciosamente. Acho até fofo, não combinava muito com a personalidade dele e ao mesmo tempo combinava perfeitamente.
Violet: Sim — Dou uma leve risadinha — É o nosso segredinho. — Faço um gesto de segredo para ele. — Tá afim de um sorvete?
Butters: Na verdade, estou bem cansado. Acho que vou para casa hoje, amanhã colocaremos o plano em ação.
Violet: Claro, descanse você precisa. — Acaricio levemente o rosto do garoto e sorrio gentilmente, vejo Butters corar mas ele sorri para mim.
Butters: Você é sempre tão gentil comigo Vi... Porque? — A pergunta me pegou desprevenida. Não poderia contar da minha obsessão pela proteção do garoto, era algo muito íntimo e no mínimo ele me acharia estranha.
Violet: S-somos família! Eu dou muita importância pra família e eu vejo sua apreensão... Quero poder te ajudar. — Não era inteira mentira, família era de fato importante e um argumento em minha humilde opinião, bem convincente.
Butters: Entendo — Ele me abraça levemente. — Obrigado por me proteger, farei o mesmo sempre que puder.... Por mais que pareça impossível... — Ele sorri tristemente. Me pergunto se salva-lo feria seu ego masculino. Entendo um pouco sobre homens, convivi com o Jhonny e ele é o típico "hétero top".
Violet: Só de você estar ao meu lado já me sinto aliviada. Seria terrível para mim não ter nenhum amigo na cidade, então agradeço se ficar ao meu lado. — Tento anima-lo com um sorriso gentil e pelo olhar determinado do garoto ele pareceu tomar aquilo com sua "missão especial".
Butters: P-pode deixar Vi! Estarei ao seu lado o tempo todo! — Ele parecia animado, sorrio levemente desconcertada e me pergunto se a presença constante do garoto seria de alguma forma incomoda. De fato, estava acostumada a ter Katy por perto, Butters grudado na minha saia não seria de todo mal.
Conversamos mais um pouco sobre nossos gostos e coisas aleatórias. Era estranho, com ele me sentia uma adolescente novamente. Quase me esqueci que precisava voltar pra casa. Me despedi do garoto deixando-o em segurança em casa, senti que alguém nos vigiava, então me certifiquei de ativar o localizador do celular que havia dado para ele.
Butters: Algum problema? — Ele me olhou meio preocupado e sério segurando o celular de volta, já na porta de sua casa.
Violet: Garantia apenas. Se cuida, amanhã de manhã se quiser te dou carona.
Butters: Não precisa! Sempre vou de carona com meu pai de manhã, mas agradeço o convite! -Ele sorri animado.
Violet: Sem problemas — Dou um leve beijo na bochecha dele — Até amanhã — Sorrio alegremente, parece que Butters não tinha muito contato físico, ele corou apenas com um beijo na bochecha. Quando ele fecha a porta, suspiro preocupada. Ele era inocente demais, feito de gato e sapato pelos amigos, precisava corrigir desde a postura dele e isso daria trabalho.
Ouço uma leve discussão na casa dos Stochs assim que ele fecha a porta, eu juro que não iria intervir, mas não sei, algo em mim falou mais alto e eu tornei a tocar a campainha. Quem me atendeu foi o Stephen, pai do Butters, ele me olhava confuso e olhava para Butters que estava no pé da escada segurando-se no corrimão.
Stephen: Violet? Oi, o que faz aqui? – Ele me olhava desconfiado, mão era para menos, Butters tinha sumido, voltou comigo e agora estou eu lá na porta dele novamente incomodando. Começo a pensar que tomei uma atitude no mínimo impulsiva, não queria ver Butters sofrendo com aquela discussão. Coloquei o meu sorriso mais encantador no rosto e olhos bem gentis e respondi ao homem de meia idade com toda a educação do mundo.
Violet: Olá senhor Stephen, boa tarde, quer dizer, quase noite – Dou uma leve risadinha ao perceber o sol ficando laranja, indicando o anoitecer – Desculpe incomodar novamente hoje, mas eu desejava saber se Butters pode dormir lá em casa novamente? – Minha pergunta naquele contexto devia ser estranha, pensar que seria a segunda noite que ele passaria comigo, na visão dos pais dele – Sabe o que é? O Jhonny vai sair hoje a noite e só tem o James lá com a gente... Eu queria ter a companhia de outro homem, mais jovem, para ajudar a vigiar a casa sabe? Estamos meio sozinhas lá também... Seria possível ele dormir mais essa noite comigo? – Eu faço o sorriso e a cara mais fofa e inocente que eu já tinha feito na vida. Não sabia se era o suficiente para convence-lo mas vejo Butters se animar ao fundo e isso me motiva a insistir.
Stephen: Ah... eu não sei Violet, é meio de semana, Butters tem aula amanhã. – Ele olha para a esposa e ela acena com a cabeça um sim. Isso enche o meu coração e o do Butters de esperança.
Violet: Ele pode levar as coisas lá para casa! E eu peço para meu motorista leva-lo para a escola, sem problema nenhum! Ele vai estar pontualmente em sala de aula, isso eu prometo! – Eu sorria determinada, enquanto acompanhava o olhar esperançoso e o sorriso agradecido do garoto.
Linda: Bom querido, se ele vai conseguir ir para escola tranquilamente, não vejo porque não. A senhora Guinevere está lá com vocês? – Ela pergunta e eu respondo firmemente.
Violet: Sim, ela fará o jantar hoje, um frigassê de frango com macarrão ao molho branco, queijo e carne assada ao ponto. – Dou detalhes da refeição, como se indicasse que o garoto seria bem alimentado.
Stephen: Parece um jantar e tanto... Bom, tudo bem então, pode ir Butters, pegue sua mochila e uma muda de roupas para dormir dessa vez. – Ele olha sério para Butters que sobe as escadas para o quarto sorrindo. – Pode acompanha-lo se quiser.. – Ele me cede passagem e eu agradeço educadamente seguindo o garoto.
Subo as escadas e vejo Butters preparando sua mochila, eu me sento na cama sorrindo, observando a empolgação quando ele tenta enfiar a Hello Kitty pequena a todo custo na bolsa.
Violet: Quer que eu leve ela na mão? Eu finjo que você que me deu ela, ninguém olhará torto. – Pego gentilmente a pelúcia da mão do garoto que sorri para mim agradecido e fechando a mochila.
Butters: Obrigado Vi, você me livrou de uma bronca daquelas! – Ele sorria para mim e eu só conseguia olhar com ternura para ele.
Violet: Não tem de que... já pegou tudo? – Ele acena positivamente – Então, vamos! – Digo abrindo a porta do quarto dele, descendo as escadas e finalmente se despedindo dos pais dele.
Durante o percurso da minha casa nós conversamos sobre o dia, mas ele parecia muito exausto, então parei em uma cafeteria que ele indicou para comprar café para ele. Um garoto loiro e de cabelos bagunçados nos atendeu, ele parecia ter algum tique.
Butters: Oi Tweek! – Butters cumprimenta o garoto. Wonder Tweek, deve ser ele, fácil de reconhecer. Analiso o garoto enquanto ele se vira para cumprimentar de volta.
Tweek: O-Oi Butters... Ah! – Ele grita me olhando. Isso foi indelicado e muito deselegante. Eu tenho um fraco por garotos loiros, da pra perceber pelo jeito que trato Butters, então eu relevei a situação e sorri gentil para o garoto.
Violet: Olá! Gostáriamos de um Frappucino sem café de chocolate e um café com leite bem docinho para viagem, por gentileza. – Sorrio mais uma vez com os olhos e os lábios, o garoto me olha por um tempo e começa a preparar o pedido sem mais perguntas.
Butters: Ah é, Violet, esse é o Tweek. Tweek essa é a Violet, ele é um dos... – Interrompo ele gentilmente.
Violet: Seus amigos de escola... eu reparei também. – Eu pisco para ele maliciosamente indicando que já havia entendido que ele era o Wonder Tweek. Butters me olhou maliciosamente, o mesmo olhar do Professor Caos. Tweek viu a troca de olhares entre nós e corou, deve ter interpretado mal, ele entregou nossos pedidos e se despediu sem dizer mais nada, parecia envergonhado, estranho.
Butters: Esse café é pra mim? – Ele pergunta quando entrego o copo para ele.
Violet: Sim você está quase desmaiando de sono, precisa jantar. Pedi um café pequeno e com leite, para que consiga aguentar chegar em casa, jantar e se aprontar para dormir. Espero que seja dosagem suficiente... – Bebo meu frappucino olhando para ele de canto.
Butters: Nossa você pensa em tudo... Enfim, acho que ele não percebeu que estávamos falando do Wonder Tweek. – Ele recomeça o assunto do herói da cafeteria.
Violet: Ela não reparou, só viu seu olhar malicioso, mas acho que interpretou mal a situação. – Não era difícil imaginar que Tweek entendeu o olhar como flerte. Se juntarmos isso, com o fato de eu ter abraçado o Butters na frente dos amigos dele, inclusive desse Tweek, não fica difícil supor que eu e o meu querido primo temos um caso. Até porque nenhum momento ele conseguiu dizer que sou apenas a prima dele, o que em alguns lugares não modificaria a situação. Era ruim pensarem isso? Ou talvez nos ajudasse futuramente em algum plano?
Butters: Acha que podemos discutir um plano de ação na sua casa? – Ele me pergunta enquanto nos aproximamos dos trilhos.
Violet: Claro, logo Katy vai para cama, nós podemos discutir os “poderes” dos seus amigos em particular. – Já estamos na porta de casa, quando fiz sinal de silencio ao abrir a porta.
Katy: Violet! Oi! Onde esteve? Oi Butters! – Ela nos cumprimenta animada.
Violet: Estava a trabalho, depois fui ajudar Butters com alguns... problemas pessoais. O Jhonny está? – Digo colocando a bolsa no cabideiro.
Katy: Ele saiu com uns amigos da escola... Falando nisso eu fiz uma amiga hoje! – Ela me diz com o maior sorriso do mundo nos lábios.
Violet: Sério Katy?! Isso é ótimo! Como ela é? – Eu digo enquanto sugiro que Butters se sente, eu e Katy fazemos o mesmo sentando no sofá, a pequena senta no meu colo.
Katy: Ela é pobre, mas muito fofa! Ela disse que a minha fita no cabelo era linda e meus olhos também! Ela me ofereceu um lanche que ela trouxe mas eu dei pra ela o meu, porque o lanche dela era bem pouquinho... – Ela me conta e fico um por desconcertada com o modo que ela fala.
Violet: É muito bom compartilhar a sua refeição querida, mas não pode chamar as pessoas menos favorecidas de pobres... É pejorativo... – Eu sorrio desconcertada com a falta de modos e sinceridade da garota, era normal, ela era uma criança, então cabia a mim ensinar o correto.
Katy: Mas é verdade e todo mundo diz que eles são a família mais pobre, ela é zoada por isso não tem amigas assim como eu. – Ela diz e eu sinto ainda mais pena dela e da menina.
Violet: Katy... vamos esclarecer uma coisa, ok? Bullying é coisa séria, se você ou ela tiver esse tipo de problema falem para o coordenador. Se ele não resolver falem comigo. Depois, eu fico muito feliz com o fato de você ter uma amiga, não importa a classe social ou o padrão de vida que ela leva. Ela foi gentil com você não foi? E ela te tratou bem certo? Você gosta dela? – Pergunto mesmo já sabendo a resposta da garota, que sorri com sinceridade.
Katy: Sim! Tudo sim! Ela é gentil e uma boa amiga Vi! – Ela me diz com firmeza e sorrindo.
Violet: Então ela é perfeita. Desejo conhecer ela amanhã ok? — Sorrio gentil para ela, que me olha surpresa e animada.
Katy: Você vai amanhã para a aula?! – Ela sorri animada e feliz.
Violet: Sim, vou sair um pouco depois, tenho um assunto a resolver, você pode fazer companhia ao Butters e eu vejo vocês lá. Preciso passar em um lugar antes de ir para a escola. – Sorrio gentil para ela e para o Butters que acenam afirmativamente para mim antes de sermos interrompidos por Guinevere.
Guinevere: O jantar está servido princesas. Bem vindo, senhor Leopold. – Ela anuncia e cumprimenta o garoto com elegância.
Butters: A-ah obrigado, mas é só Butters... – Ele diz tímido, me seguindo até a mesa.
Guinevere: Claro, senhor Butters... – Butters sorri constrangido com a situação e olhando para mim, eu sorrio de volta balançando a cabeça dizendo para deixar para lá.
Logo nós aproveitamos o jantar conforme havia descrito aos pais do garoto, mas logo ouço leves tossidas. Meu ouvido era muito bom para certas coisas, com preocupação, mas sem demonstra-la, levanto-me da mesa com a licença dos outros dois e vou até a área de serviço. Guinevere estava tossindo, escondida de nós. Claro, ela não queria preocupar nós, as “crianças” que ela cuidava. Me aproximo tocando levemente em seu ombro, com um sorriso gentil nos lábios, ao mesmo tempo ela se vira surpresa e com terno olhar para mim.
Violet: Deveria tirar o dia de folga amanhã, o frio desse lugar faz mal a qualquer um. Por favor, descanse. Precisamos da senhora, mas só se estiver descansada. – Falo firme porém carinhosa com ela.
Guinevere: M-mas jovem princesa e os lanches de amanhã? E os afazeres do dia? – Ela me olha com preocupação.
Violet: A casa pode ficar suja um dia e o Jhonny não vai se importar de comer as sobras do jantar ou não ter o lixo recolhido do quarto apenas por um dia. Vou deixar avisado, por favor descanse, nós tiramos a mesa. – Seguro em sua mão, levando para os quartos aos fundos, era uma mini casa para ela e James morarem conosco com conforto, deixo-a na porta com minhas sinceras estimas de melhoras. Guinevere tinha escolhido os fundos pois dava no jardim de rosas que plantaram e ela e James cultivavam com amor. Ela me agradece e eu volto a mesa de jantar, já sem fome, preocupada com ela.
Butters: Tudo bem Violet? – Ele me pergunta se levantando e ficando ao meu lado como um cão fiel. Eu gostava, parecia um golden retriver, era fofo e cômodo para mim, me trazia conforto.
Violet: Sim, Guinevere está gripada só isso, logo passa. Pode me ajudar a tirar a mesa? Katy, pode ir tomar banho, já subo para te por na cama. – Sorrio levemente para ela.
Katy: Tudo bem Vi, posso ir dormir sozinha hoje. – Ela diz compreensiva, ela vem em minha direção e eu me abaixo para receber um beijo doce dela em minha bochecha. – Boa noite irmãzona. – Katy era perfeita, nunca me deu trabalho, estava admirada de ver ela indo dormir sozinha, ela estava crescendo e isso era bom, pois a cada ano que passava menos tempo eu tinha para ela e eu me preocupava se ela se sentia deixada de lado, mas parecia se virar bem sem mim, o que me tranquilizava, um pouco.
Butters: Bom, acho que somos só eu e você então. – Ele sorri para mim me ajudando a pôr os pratos na máquina de lava louças.
Parece até que já ouvi isso antes, em algum filme. Percebo que Katy já havia subindo e me aproximo subitamente dele. Sua expressão era de espanto quando toquei em seu rosto com delicadeza, ao me aproximar pude notar sua respiração irregular. Ainda que eu tivesse “namorado” só uma vez, eu sabia que isso significava medo ou ansiedade.
Violet: Butters – Mudo a minha abordagem, queria dar uma lição nele – Sabe que você é um pouco inocente demais para a sua idade não é? – Eu digo delicadamente, em um tom calmo e sereno, enquanto aliso a blusa dele com cuidado, com toques leves, alterando entre seus olhos e minhas mãos.
Butters: S-s-sei que não sou muito... ligado em algumas coisas, principalmente no quesito paquera, mas não acho que seja um problema... ou é?... – Ele me pergunta com um olhar inseguro mas ainda corado por me ter tão perto de seu corpo.
Violet: Sim, eu acredito ser um pequeno problema...Isso pode acarretar em desilusões amorosas... – Digo pausadamente, observando o rosto dele e identificando um leve arquejar em seus lábios para uma feição triste – Ou já acarretou...
Butters: É-é... teve uma vez que eu interpretei mal uma garota... E no fim ela não quis nada comigo... – Ele parecia triste, me compadeci de sua tristeza e o abracei empaticamente.
Violet: Eu imagino que deve ter sido ruim, mas eu posso te ajudar com isso. A se sentir mais confortável com toques e aproximações, isso pode até ajudar em seu relacionamento. – Olho para ele terna. – Entendo disso, faz parte do meu trabalho e eu acho que posso ajudar você a se sentir mais confiante com isso!
Butters: E como toques e aproximação vai me ajudar?... – Ele me segue subindo as escadas até meu quarto, com sua mochila nas costas.
Violet: Você é tímido demais em alguns casos. Podemos mudar isso. –Abro a porta do quarto. – Se me permite dizer Leo, não gosto do jeito que seus amigos te tratam. – Fecho a porta atrás dele.
Butters: E-eu sei que eles podem ser meio complicados de entender... – Ele tenta se explicar, mas não era só complicado, era loucura.
Violet: Olha, eu sei que não tenho nada a ver com isso, mas eu não quero você machucado, então tudo o que eu puder fazer, sem mudar sua essência, eu quero fazer... –Me aproximo dele – Consigo perceber sua agitação sempre que me aproximo. Algo como ansiedade, você fica feliz, mas tem medo ao mesmo tempo. – Digo olhando em seus olhos fixamente.
Butters: *engole seco* A-ah... É que você é bem bonita Violet... é complicado explicar... – Ele olha para as mãos desviando o olhar de mim e mexendo nelas com frequência.
Violet: Isso intimida você? Não te julgo, mas não quero que isso te intimide, não quero que nada te intimide. Olhe pra mim Leo. – Pego no queixo dele – Se quer lutar, se quer vingança, nunca abaixe sua cabeça. Nem pra mim, nem pra ninguém. Saiba a hora de obedecer e a hora de retrucar. – Encosto ele na parede, sinto ele respirar acelerado e desviar o olhar. – Olha pra mim Butters. – Meu tom de voz é firme, ele me olha. – Me encare, não desvie o olhar de mim.
Butters: I-isso é necessário?... – Ele me pergunta coagido e eu fecho os olhos levemente sem tirar o olhar dele.
Violet: Sim... – Me aproximo mais, ele ainda me olhava, noto que é um progresso, mas ainda estava muito nervoso. – Leo... – Torno minha voz mais sedutora, tocando levemente seu braço – Quero que segure na minha cintura... – Ele cora com intensidade.
Butters: N-Não, Vi... E-eu... – Ele parecia hesitante, isso me irritou. Ele não podia hesitar, era essa voz tímida que fazia ele ser intimidado.
Violet: Segura na minha cintura. – Torno a repetir e ele obedece. Com um tom dominante ele obedecia, um clássico caso de submissão. – Vamos tentar algo diferente... Você trouxe? Sua “roupa”... – Olho para ele de canto, ele vai até a mochila e retira a fantasia de Professor Caos. – Vista, farei o mesmo.
Vou até o banheiro para me trocar rapidamente. Devidamente vestidos, ele ainda parecia coagido, mas levemente mais confiante, o alter ego dava confiança para ele, na medida do possível.
Professor Caos: E agora Lady? – Ele me pergunta ainda sem olhar para os meus olhos. Me aproximo novamente, não consigo desconfigurar meu andar sedutor, os saltos provocavam essa condição e ele parecia se constranger a cada passo que eu dava em sua direção.
Ladynoir: Vamos discutir o plano de ação devidamente. Mas Caos... – Pego no queixo dele e me aproximo de seu rosto, muito mais do que como Violet. – Olhe para mim, eu gosto quando me olha. Jamais farei mal a você, só quero que tenha coragem de encarar qualquer um que te intimide, se conseguir fazer isso poderá conquistar mais do que imagina. – Meu rosto estava tão próximo dele quanto possível, sem toca-lo. Eu respeitava o namoro dele, por mais que como Ladynoir eu não tivesse o costume de respeitar qualquer coisa. Só minha liberdade importava com esse traje, assim como para Butters só sua vingança importava com seu alter ego. Sinto ele suspirar em meu rosto como se estivesse se recompondo.
Professor Caos: Certo, Lady. Vou tentar ficar o mais confortável com sua proximidade possível com este alter ego. – Ele sorri maliciosamente.
Como imaginei, como Professor Caos ele se sentia mais livre para ser como ele de fato gostaria, se quisesse ser atrevido, ele seria. Se quisesse se vingar ele faria. Se tivesse que ficar próximo de uma garota sem gaguejar ou se sentir ansioso ele seria. Isso só mostrava que ele era mais forte do que eu pensava.
Ladynoir: Perfeito. – Sorrio em retribuição, por hora iria cessar as provocações, queria saber o plano dele antes dele dormir. – Então, vamos aos negócios... Me conte seu plano.
Eu e Professor Caos conversamos sobre tudo durante aquelas horas juntos, tomei a liberdade de anotar algumas informações sobre alguns heróis:
Mysterion ♥
Vigilante noturno, utiliza sombras e ataques físicos (socos e chutes), tem uma arma, segundo alguns colegas e o super poder dele é imortalidade (?).
Admito que não entendi muito bem a parte da imortalidade, mas Caos me disse que era o super poder que todos tinham que escolher e por acaso ele escolheu esse. Quase sorri enquanto Caos falava dele, fiquei com vontade de perguntar a identidade dele, alias de todos, mas isso me desconcentraria, saber quem ele era... me pergunto se eu iria atrás dele...
Coon
Gordo, mas ágil. Usa garras de outros apetrechos para combate. Líder do grupo junto com Professor Timothy, o ataque dele pode ser poderoso (por seu grande peso), tem ego frágil mas não é bom provoca-lo (segundo Professor Caos).
Professor Timothy
Super poder da mente (?) aparentemente ele só “fala” quando quer, mas é um bom estrategista.
Não sei até em que ponto isso é inventado ou real, mas serve para ter uma base, ao invés de lutar a cegas. Se tudo der errado eu ainda terei vantagem no campo de batalha, informações. Enquanto eles não saberão nada sobre mim e era exatamente assim que eu gostava de trabalhar.
Pipa Humana (Human Kite)
Acho esse nome horrível, ele voa (passa por cabos nos telhados) e tem visão de raio laser (?), ele parece fazer parte do grupo original.
Ferramentas (Toolshed)
Controla ferramentas, com o poder da mente (?), mas precisa ter tomada perto pra funcionar (óbvio)
Call Girl
Única garota do grupo e parece que namora o Toolshed na real. Ela meio que serve de informante para eles. Super poder é ser hacker. É a mais realista até agora, mas segundo o Professor Caos, o casal em si é meio estranho, não pedi muitos detalhes.
Tuppaware
Ele era pra ser um robô feito de tupawarres e ter super resistência, achei meio tosco, mas vai que são potes de vidro né?
Mosquito
Super irritante, segundo Professor Caos, pois vive fazendo um zombido chato sempre que fala. Ele voa e usa mosquitos nos ataques (?) e parece ter problemas com garotas do Raisins (ver depois o que é isso)
FastPass (Passo rápido)
Um garoto de muletas mas seu super poder é ser super rápido. Sem comentários, sinto que se dissesse algo seria enviada ao inferno direto.
Wonder Tweek e Super Craig
São o casal gay daqui e parece que isso é de alguma forma importante (?), segundo Professor Caos, são os mais normais. Tweek tem poder de elementos e o Craig tem força (eu acho, o Butters já estava com sono nessa parte), eles tem o poder do amor, ou algo assim, como combo especial por isso anotei eles juntos.
Capitão Diabetes
Novato no grupo, ele tem diabetes e come doce pra ganhar super poderes de força, mas quando sua insulina acaba ele pode morrer (???) Gente cade a mãe desse menino?
Após as anotações percebi que Professor Caos estava caindo de sono. Sorri suavemente e toquei seu ombro.
Ladynoir: A reunião já acabou, que tal tomar um banho e ir deitar? – Sugiro com um sorriso no rosto. Ele só assente, pegando uma toalha e seu pijama fofo estampado.
Me troco escondendo a fantasia no quarto e quando Butters surge trocado eu guio ele, que estava quase dormindo em pé, para minha cama. Minha vez de banhar e quando saio e visto o robe ele já está dormindo tranquilamente. Não quis sair do lado dele, algo em mim dizia para protege-lo e era tão fofo ver ele dormindo, era como cuidar de mais um irmão mais novo. Eu tinha um sofá no meu quarto que eu deixava roupas jogadas, arrumei ele e peguei uma coberta para mim, me deitando por lá mesmo, sem deixar de vigiar o garoto nem por um segundo.
Mas o sono não vinha, insônia. Eu tinha episódios de insônia desde nova, mas ficaram mais frequentes após a morte dos meus pais, noites em claro, chorando, gritando no travesseiro. Com o passar do tempo se tornaram apenas noites que eu patrulhava a cidade, dormia em torno de 3 à 5 horas no máximo por dia.
Olho para fora, a noite estava quente e tranquila, suspiro olhando de vez em quando para Butters dormindo. Hoje não poderia sair, não com ele ali. Resolvo me deitar e fechar os olhos esperando o sono, que chegou eventualmente, enquanto eu pensava novamente no herói misterioso, imaginando cenários que eu gostaria de viver com ele.
Vivendo um amor platônico que talvez nunca se tornasse verdadeiro, assim era a minha vida, uma linha tênue entre o real e o irreal. Adormeço na esperança de ainda poder revê-lo, mesmo que de longe e observar seu lindo sorriso, só mais uma vez.
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