It's my life
2 Capitulo 2 - Apenas um pouco de Diversão
Notas iniciais
Capitulo 2 – Apenas um pouco de diversão
Acordo assustada com um barulho de uma briga ocorrendo no andar de baixo, levanto com pressa sentindo uma tontura, mas saio correndo para a cozinha. Encontro Jhonny brigando com Katy e um pote quebrado de pasta de amendoim no chão. Katy chorava e meu instinto foi correr e abraça-la.
Violet: O que está havendo? – Olho para Katy e Jhonny preocupada.
Jhonny: ESSA GAROTA INSUPORTÁVEL ESTRAGOU A MINHA COMIDA! – Agora sim, esse é o Jhonathan que eu conheço. Histérico por coisas mínimas, estressado e odioso com tudo e com todos, inclusive com alguém tão pequena e doce como a Katy.
Violet: Jhonny, calma. Foi só um acidente, né? – Acaricio Katy com carinho fazendo-a parar de chorar.
Jhonny: Você só mima essa garota Violet! Vai crescer e virar uma ingrata igual você! – Ele esbraveja para mim, as ofensas do maior não me afetam muito, mas não me agrada quando ele fala mal da pequena na minha frente.
Violet: Ela não é mimada, Jhonny. E o único ingrato é você, que faz questão de manter distância da sua própria família. – Abraçada em mim a pequena escondia o rosto na minha camisa. Eu sabia que essas brigas faziam mal a ela, então tentava manter um tom de voz mais baixo evitando fazer com que ela se sinta ainda mais assustada ou coagida com a situação.
Jhonny: Quando eu fizer 18 eu vou sumir e nunca mais vou precisar olhar na cara de vocês – Ele diz ríspido saindo da cozinha apressado. Palavras doloridas que saiam da boca do maior com frequência, para mim era como uma promessa vazia, mas para Katy era mais um tijolo na muralha da China que ele construía entre nós e ele.
Guinevere, nossa empregada, limpa e cata os cacos de vidro do nosso lado em silêncio. Ela sabia que quando Jhonny estava tendo seus surtos de raiva era melhor esperar passar antes de fazer qualquer coisa, do contrário poderia ser o próximo alvo do ódio gratuito dele.
Violet: Obrigada Guinevere – Agradeço-a, ela tinha cuidado de mim desde pequena, era da família para mim.
Guinevere: Disponha jovem princesa. – Ela sempre me chamou assim, ao Jhonny era jovem mestre e para Katy pequena princesa. Um jeito carinhoso de nos tratar, mesmo já com certa idade Guinevere ainda cuidava de nós, quando as contas apertaram ela não se importou em ficar com o salário atrasado. Ela ficou pela gente, pelo nosso bem. Ela e James eram o que tínhamos mais perto de avós, já que as famílias não falavam com nossos pais e menos ainda conosco, com exceção dos Stotchs é claro.
Violet: Katy – Coloco a garota com certo esforço na cadeira da cozinha – Quer me contar o que houve? – Pergunto preparando o café da manhã para nós duas enquanto Guinevere limpava o chão.
Katy: E-eu só queria pasta de amendoim... Mas o Jhonny não tinha terminado de usar, mas era a minha vez então puxei o pote e ele quebrou... – Ela olhava cabisbaixa para mesa com um olhar triste contendo as lágrimas. – Não queria ter quebrado foi um acidente, desculpa Vi.
Violet: Eu sei, foi mesmo só um acidente Katy, não ligue para o que o nosso irmão fala. Eu já disse, ele só é muito estressado. Que tal se eu fizer aqueles ovos mexidos especiais? – Sorrio gentil para a menor, acariciando o topo de sua cabeça levemente.
Katy: Pode ser... – Ela diz limpando o rosto.
Dou um leve beijo na testa dela, vou até a sala e coloco o CD que a nossa mãe ouvia pela manhã, nada muito especial, era apenas a trilha sonora de um filme de romance que ela adorava, composta principalmente por solos de piano e som de chuva. Era relaxante e nos trazia boas memórias, foi por causa dessas músicas que aprendi a tocar piano muito nova. Aos 10 toquei em uma festa que demos em nossa antiga mansão na Flórida, meus pais se encheram de orgulho ao tocar a música deles.
Vou para a cozinha e começo a fazer os ovos mexidos especiais da mamãe, era o jeito dela de nos fazer comer tomate e outras coisas que não queríamos comer com frequência. Ela picava e colocava nos ovos mexidos pela manhã, era nutritivo e gostoso ao mesmo tempo. Katy me observava hipnotizada, as vezes me perguntava se, me vendo assim, ela se lembrava da nossa mãe, já que em vários aspectos eu a lembrava, assim como as vezes Katy me lembrava nosso pai, quando olhava nos olhos azuis escuros dela.
Faço algumas torradas e Guinevere me ajuda com um suco de laranja, sirvo o café para nós 2 pois sabia que a essa altura, a senhora Guinevere já deveria ter se alimentado. Sento-me junto de Katy, acariciando suas costas levemente a incentivando a comer. Sua carinha já esbanjava um sorriso leve ao aproveitar o café da manhã ao meu lado. Observo a garotinha com carinho no olhar, minha pequena irmãzinha, a quem eu protegeria de tudo e todos.
Olho para o relógio de canto, já eram 11 horas da manhã. Eu tinha levantado tarde, logo não acordei nenhum dos dois e, portanto, já estávamos um pouco atrasados para nos encontrar com Butters. Depois da discussão essa manhã eu tinha certeza que nosso irmão não se juntaria a nós, então instruo a menor a se banhar e arrumar-se para sair. Faço o mesmo, visto uma blusa branca de mangas cumpridas e um short Jeans azul claro. Fazia sol naquela cidade gelada, mas mesmo assim fiz Katy se agasalhar, para que não sentisse frio em momento nenhum.
Acho que a pequena tinha entendido que o irmão não iria conosco, pois quando desci ela já estava pronta com tudo na mão para irmos. Peguei minha bolsa e minhas chaves e fechei a porta, coloquei meu capuz e puxei o da Katy para cima também, saímos andando ao local de encontro. Troquei mensagens com Butters que já nos esperava na porta do parque de diversões.
Butters: Bom dia meninas! – Ele sorri animado em nos ver, Katy sorri correndo para ele. Eu aceno com a cabeça removendo o meu capuz.
Violet: Bom dia Leo, então, pronto para altas aventuras? – Eu pisco para ele sorrindo levemente.
Butters: É claro! Vamos, vocês vão adorar! – Ele nos guia para dentro do parque, Katy corre ao nosso redor para lá e para cá, se divertindo com as possibilidades.
Violet: Katy, não vá muito longe, pode se perder. – Digo preocupada, meu olhar não desgruda da garota um segundo.
Butters: Vi, não se preocupe! South Park é tranquila, ninguém faria mal a Katy! Somos uma cidade pacífica na medida do possível, ainda que se já uma cidade de loucos, todos zelam bastante pela proteção das crianças.
Me acalmo um pouco com a ideia de tranquilidade da cidade do interior. Havia me esquecido que não estávamos mais em uma metrópole e sim em uma cidade menor, mais pacífica. Suspiro levemente e sorrio.
Violet: Claro, tem razão. Alguns hábitos não morrem, me preocupo só isso. – Abro um sorriso singelo e feliz para o garoto que retribui.
Butters: Eu entendo, vocês vieram de uma cidade grande, mas agora porque não relaxamos e vamos curtir? A pequena Katy já está se habituando muito bem – Ele aponta para a mais nova que agora estava pegando um algodão doce, inocente, doce, pura. Sorrio sem perceber ao vê-la tão feliz aproveitando o doce. – Você ama ela mesmo né? – Ele me pergunta.
Violet: Mais que tudo no mundo. – Eu respondo sem hesitar – Ela é minha maior prioridade agora, alguém que preciso proteger.
Butters: Queria ser amado assim... Não que meus pais não me amem, mas as vezes eles são difíceis... — Ele diz hesitante.
Violet: Você quis dizer narcisistas? – Olho para ele preocupada. – Eu vi o jeito que eles te tratam, como se você fosse um ser obediente a eles, um escravo ou algo assim. A represaria que seu pai te deu... Aquilo foi.... – Digo irritada.
Butters: Uma merda. Eu sei.
Katy se aproxima de nós e eu mudo minha feição para uma mais tranquila.
Katy: Vi, posso ir naquele avião?! – Ela aponta para um brinquedo de aviões que sobem e descem.
Violet: Claro, acho que pode ir sim. – Eu digo observando-a se afastar em seguida animada. – Enfim, você deveria enfrentar seus pais Léo, confronta-los, dizer como se sente.
Butters: É difícil para mim, Vi. É complicado lidar com rejeição para mim, então eu uso desenhos e ... outras coisas para me expressar. – Ele diz fechando os próprios punhos.
Violet: Tipo se fantasiar? – Jogo verde para ele. Estava curiosa para saber o que era aquele desenho dele com uma fantasia prata que ele havia desenhado.
Butters fica surpreso e envergonhado: Como sabe disso?! – Ele me segura pelos ombros.
Violet: E-eu vi na sua mesa, aquele dia. – Explico um pouco surpresa com a aproximação de Leo, deixo de observar Katy para fixar meus olhos no garoto.
Butters: Eu... não posso te dizer aqui. Me encontre nos depósitos essa noite e venha disfarçada. Acho que podemos fazer negócios juntos.
Sinto seu olhar brilhar de uma forma... vilanesca? Meu corpo de arrepia, o que será que meu primo inocente estava aprontando? Eu precisava descobrir. Seja lá o que for, vou protege-lo mesmo que seja de si mesmo!
Violet: T-tudo bem, pode contar comigo. – Digo passando de um olhar preocupado para um determinado.
Butters se anima sorrindo novamente de um jeito doce. Começo a suspeitar de, talvez uma bipolaridade, mas não sou especialista para dizer. Apenas analiso seu sorriso enquanto sorrio de volta. Eu sempre fui uma pessoa analítica, parecia avoada, mas sempre observei as coisas importantes ao meu redor.
Butters: Hey Vi, porque não vamos juntos na montanha-russa enquanto esperamos a Katy? – Ele sugere, Katy era pequena, alguns brinquedos ela não tinha tamanho para entrar. Ela era como eu, um pouco menor que as pessoas de nossas respectivas idades.
Violet: Tudo bem acho... – Digo olhando para Katy uma última vez na fila enquanto faço gestos para ela indicando que ia para a montanha russa. Ela acena e eu sigo o garoto. – Então Leo, me conta mais sobre o que você gosta de fazer? – Pergunto caminhando ao seu lado.
Butters: Ah! Puxa, eu gosto de ver desenhos, jogar videogame, brincar com meus amigos e amo desenhar! – Ele diz sorrindo alegremente listando suas coisas favoritas. – E você Vi, o que gosta de fazer?
Violet: Bem, eu não tenho muito tempo livre, mas gosto de ouvir música, jogar, ler, cantar e experimentar coisas novas. Tenho muitas preocupações, é difícil ser eu. – Sorrio desconcertada.
Butters: Meus pais comentaram algo de vocês serem artistas... É verdade?
Violet: Ah sim, eu sou “idol” canto e danço. Jhonny é cantor e compositor, as vezes performamos juntos. Só a Katy que não entrou para a indústria da música, quero que ela seja mais centrada que nós, que ela estude e seja o que ela quiser ser. – Nos posicionamos na fila da montanha russa.
Butters: Oh isso é demais! Adoraria ver vocês performando! – Ele parecia realmente empolgado.
Violet: Ah, claro quando quiser. Eu meio que achava divertido isso no começo. Agora só quero manter o fluxo de caixa, nós ganhamos nosso próprio dinheiro para nos mantermos, ganhamos muito bem claro, mas nem se compara a antes.
Butters: Ah sim vocês eram riquinhos né?
Violet: Éramos, alta sociedade nos conhecia bem. Claro depois que a empresa quase faliu só o que restou foi nosso nome e nossas carreiras como artistas para nos bancar. Mas já estou firmando um contrato por aqui, talvez dê um dinheiro bom. Também sei que Jhonny está conseguindo investidores para novos perfumes que a empresa está fabricando. Já estamos nos estabilizando de novo – Sorrio satisfeita, nossa família estava começando a ganhar bem, não como antes, mas éramos ricos o suficiente de novo.
Butters: Caramba isso é demais, vocês são da minha idade e já tem tudo isso. Gente de metrópole é diferente mesmo... – Ele diz surpreso.
Violet: Na verdade não exatamente – Dou uma leve risadinha. – Somos órfãos então tivemos que ganhar algum dinheiro. Eu não queria que nos separassem, então lutei e me esforcei muito para conseguirmos manter nossa vida, por isso nos mudamos pra cá. Seus pais são nossos guardiões e nós pagamos menos por uma casa depois dos trilhos haha.
Butters: Nossa você é demais Vi! Muito bonito você se dedicar para manter vocês unidos, deve ser bom ter irmãos. – Percebo o olhar triste do garoto.
Violet: Em parte é, mas é frustrante também. Mas não se preocupe Leo – Passo o braço por seu ombro – Vou cuidar de você também! De agora em diante, serei sua protetora e sua melhor amiga! Se seus pais te colocarem de castigo de novo ou qualquer um se atrever a mexer com você, não hesite em me ligar! – Sorrio confiante para ele, meus olhos expressam a ternura que sinto pelo garoto. Vou protege-lo do mal que espreita em sua própria casa, ou fora dela. Estava determinada a cuidar e garantir que meu primo se torne alguém que consiga lutar por si mesmo.
Butters fica emocionado, ele deixa algumas lágrimas cair. Instintivamente eu o abraço e ele retribui fortemente, me afasto levemente segurando seu queixo com delicadeza e carinho – Não chore, comigo aqui você não precisará chorar nunca mais, basta me chamar. – Seguro suas mãos com carinho, ele assente com a cabeça e um sorriso leve nos lábios. Ainda segurando uma de suas mãos guio ele para o carrinho da montanha russa. Sentamos na segunda fileira para que ele ficasse mais tranquilo, logo o brinquedo começou a se mover o Butters parecia hesitante.
Violet: Se quiser pode me abraçar, se isso fizer você se sentir melhor. – Olho carinhosamente para ele passando novamente meu braço sua cintura segurando-o.
Butters: O-obrigado. – Ele se agarra na minha cintura apertando com força, faço uma leve feição de dor, mas suspiro. Ele estava sendo forte e bravo por mim.
Violet: E lá vamos nós! – O trajeto da montanha russa se inicia, com loops, quedas livres, o garoto ria e se assustava ao mesmo tempo, isso me fez dar boas gargalhadas. Até o fim do passeio eu só sabia gritar de emoção e rir. – Hahaha! Isso foi demais! – Digo saindo do carrinho com a liberação das travas e estendendo a mão para o garoto – Vem eu te ajudo!
Butters tremia, mas segurou minha mão, ele quase caiu quando o segurei com força pelos braços.
Violet: Hey, calma campeão, devagar, vem. – Vou guiando-o com calma pela escada. Nos últimos degraus ele tropeça, suas pernas falham e ele cai em cima de mim no chão. – Ouch!— Digo ao atingir o chão com o garoto por cima.
Butters: Ah! Violet! Oh hamburguers! Desculpa, eu te machuquei?! – Ele me olhava preocupado.
Violet: Não, estou bem e você? Se machucou? Caiu uns 3 degraus...
Butters: Não, graças a você! Me salvou...
Violet: E sempre vou salvar – Digo acariciando levemente a cabeça dele. – Consegue se levantar? – Digo olhando terna nos olhos dele.
Butters: Oh Hamburguers! Claro, estou em cima de você, perdão. – Ele se levanta, me estendendo a mão para levantar.
Violet: Obrigada! Não sabia que tinha medo de montanha russa... – Digo sorrindo para ele.
Butters: N-na verdade não curto muito esses brinquedos radicais, mas achei que você ia gostar, você gostou?! – Ele pergunta preocupado e meio ansioso.
Violet: Eu adorei – Sorrio terna e toco levemente sua mão – Mas acho que estou a fim de fazer algo mais tranquilo hoje, o que me diz? – Sugiro caminhando ao seu lado de mão dada, guiando-o ainda preocupada com a estabilidade dos seus membros inferiores.
Butters: E-eu acho que é melhor – Ele sorri tímido e algo chama sua atenção atrás de mim – Oh, é o Clyde! – Ele acena para alguém atrás de mim, eu me viro e sorrio para o garoto que nos encarava fixamente, ele olha para os lados nervoso e começa a correr.
Violet: Que reação estranha...
Butters: O Clyde é meio assim mesmo... e bem chorão também. – Ele observa o local onde o amigo estava anteriormente.
Violet: Vamos ver se a Katy já foi no brinquedo, aí podemos ir até a lanchonete para almoçar – Sorrio sugerindo guiando o garoto de madeixas loiras até o brinquedo de aviões.
Butters: Ótima ideia, olha a Katy ali.
Katy: Poxa vocês demoraram, fui umas 3 vezes nesse brinquedo, já estava ficando enjoada – Ela faz uma careta.
Violet: Então porque foi três vezes? Podia ter nos encontrado na saída da montanha russa. – Olho sorrindo desconfiada para a garota enquanto seguimos para a lanchonete.
Katy: Ah, porque era divertido – Ela sorri e olha para a minha mão segurando a do Butters, ela faz uma carinha de surpresa e olhinhos apaixonados. Me desvencilho rapidamente da mão do garoto.
Violet: N-não é nada disso, somos primos Katy – Digo desviando o olhar. Seria estranho poxa!
Katy: Eu não disse nada... – Ela sorri sapeca cruzando os braços na cabeça, se eu não conhecesse a peça!
Butters: Do que vocês estão falando? – Ele pergunta confuso.
Katy: Quanta inocência... – Até ela pensa assim? Caramba... talvez eu devesse dar umas lições no Leo, se uma garota mais nova que ele já acha ele inocente, imagina o resto do mundo.
Violet: Depois eu te conto Leo, vamos almoçar.
Katy: Seu nome é Butters ou Leo? – Ela pergunta curiosa, Katy sempre foi muito curiosa e adorava perguntar, porque queria bancar a sabichona para os amiguinhos, ainda assim, sempre me orgulhei e apreciei sua sagacidade.
Butters: Meu nome é Leopold Butters Stotch, mas meus amigos me chamam de Butters. A Vi que sempre me chamou de Leo. – Ele diz tímido.
Violet: É seu primeiro nome e particularmente acho lindo Leopold, então pra mim você sempre vai ser Leo. – Sorrio ternamente para o garoto que cora.
Katy: Fleeeerty – “Flerte” É o que ela quis dizer com uma cara sapeca. Eu tenho o costume de flertar, mas não era o caso.
Butters: Obrigado – Ele agradece corado — O que é um Fleeeerty? — Ele pergunta observando curioso a menor, enquanto entramos na fila dos lanches.
Violet: Flerte, é o que ela quis dizer. Katy acha que todo o elogio que faço a alguém é um flerte. – Digo com indiferença observando o cardápio.
Butters cora intensamente: A-ah! E-eu não posso, eu já namoro Violet!
Olho para ele surpresa, aquele menino inocente tinha namorada?! Isso eu jamais imaginaria, será que ela era boa com ele? Mulheres fazem garotos como Butters de gato e sapato, eu precisava descobrir se ela era uma boa companhia para ele. Pera, que? O que eu estava pensando?! Essa minha obsessão doentia em proteger tudo e todos, ele precisa disso. Quebrar a cara se for necessário. Fico uns segundos presa nesse pensamento e lembro de responde-lo, como já passou um intervalo maior que o esperado sem resposta o clima ficou estranho, então brinco para descontrair.
Violet: Oh! Jura? Essa não, logo agora que eu iria te mostrar o meu amor por você? – Me aproximo dele e ele cora mais ainda – Eu to brincando. Lembra? Flerte? – Dou risada descontraída e ele finalmente relaxa.
Butters: Que susto... Você é divertida Vi! – Ele sorri tranquilo novamente, joguei bem.
Escolhemos as nossas comidas e Katy começa a perguntar da namorada de Butters enquanto eu observo e reúno informações, essa mania analítica! Charlotte, 15 anos, canadense, se conhecem desde os 10 anos, terminaram algumas vezes, cabelos castanhos claros curtos, namoro a distância. Faço notas mentais e sem pensar pergunto:
Violet: E ela é boa com você? – Que pergunta mais óbvia, Katy me olha intrigada. Infelizmente minha irmã me conhece tão bem quanto eu mesma, e o contrário também era verídico, a essa altura, sagaz como ela é, já tinha sacado que minha proteção obsessiva recaiu sobre Butters, ela suspira com um olhar preocupado sobre mim.
Butters: Sim, ela é doce comigo, sempre vem me visitar! Adoraria apresenta-lá para vocês alguma hora! – Ele diz animado comendo suas batatas fritas com seu hamburguer.
Violet: Claro, adoraríamos, aliás, não é difícil? Um namoro a distância assim... – Sinto um chute na minha canela, era Katy me repreendendo. Eu sei, horrível pensar que a garota poderia trair ele, mas se fosse o caso eu deveria saber. Deveria intervir? Só se julgasse necessário. Eu sei que passei dos limites e Katy estava certa de me repreender, não era da minha conta. Eu parecia uma louca com esses pensamentos, já estava me sentindo culpada pela pergunta.
Butters: Ah, não, na verdade já nos acostumamos. A distância foi sempre um elemento presente, mas enquanto a gente se falar e se ver com frequência não me atrapalha em nada, é até bom, uma namorada no meu pé sempre? Como poderia brincar com meus amigos né? – Ele me responde inocentemente.
Doce Butters, não acredito que dei uma de doida e ele nem percebeu a maldade na pergunta, a reação do garoto deixou Katy aliviada e ao mesmo tempo com raiva de mim. Deveria achar uma loja de chocolate dos bons essa noite, do contrário eu enfrentaria o gelo da pequena princesa. Quando Katy fica brava ela é mais fria que a rainha das neves! Ela já me ignorou por 3 dias por ter me esquecido do aniversário dela, comprei o presente atrasado, ela não me perdoou e tive que levar ela em todos os seus lugares favoritos até ela voltar a falar comigo.
Continuamos comendo e conversando amigavelmente, sempre atenta a tudo e com meu capuz levantado, sabia que meu cabelo chamava atenção quando passávamos muito tempo em um só lugar. Quando terminamos incentivei os dois a irmos em barraquinhas de jogos mais tranquilos, primeiro porque estávamos cheios e segundo porque Butters não iria aguentar outro brinquedo radical. Por fim ganhamos um coelho enorme para Katy, fiz questão de pegar uma Hello Kitty pequena para Butters e o menino tentou pegar um ursinho de casaco para mim.
Violet: Pode deixar, não uso muito ursinhos de pelúcia... – Eu digo vendo a frustração do garoto na sua 10ª tentativa – Já sei! Eu quero ir com você no Carrossel pode ser? – Aponto para o brinquedo segurando na sua mão tentando anima-lo.
Katy: Fleeeeerty ~- Novamente aquela cara de sapeca.
Violet: Não... Anda vamos, tem unicórnios... – Sou interrompida
Katy: UNICORDNIOS?! EU QUERO IR DE UNICOOOORNIOOO! – Ela ama unicórnios. Quem não né? São coloridos e adoráveis. Sorrio com a pressa da garota e foco no garoto que me seguia animado.
Violet: E você, prefere a carruagem ou podemos ir lado a lado nos cavalos brancos? – Pergunto subindo com ele no brinquedo, observando a instrutora do parque colocar Katy no tão famigerado unicórnio.
Butters: Os cavalos estão bons... – Ele sobe em um mais externo e eu subo no do lado.
O brinquedo começa a se mover meu capuz cai no susto do movimento brusco do brinquedo mas relevo, concentrada em observar a Katy se divertindo, olho para Butters que sorria para mim, a quanto tempo não me divertia em família assim?
Butters: Oh, é o Clyde ali de novo! – Ele acena para um garoto de college vermelha e cabelos castanho claro, o mesmo da vez passada. O garoto de vermelho cora e fica da cor da blusa, ele começa a chorar e sai correndo de novo.
Violet: Sério, ele está bem? – Olho preocupada, isso é uma reação normal da região? Algum tipo de costume diferente? Sério já está ficando meio bizarro...
Butters: Ah sim, o Clyde reage assim perto de garotas bonitas. Ele deve ter apaixonado em você, mas não se engane, ele se acha o bonitão e compra as garotas com sapatos, mas ele é um mimado chorão! – Ele diz empenhado.
Violet: Ah! – Dou uma leve risada – Compreendo, tomarei cuidado. Obrigada Leo! Mas não se preocupe eu... não estou atrás de um romance agora. Se eu puder passar longe é até melhor... – Digo apreensiva. Esse assunto ainda me machuca.
Butters: Término recente? – Ele pergunta visivelmente preocupado.
Violet: É, é tipo isso. – Não exatamente, já fazia um tempo, um ano quase eu acho, mas ainda me doía um pouco, traição não é fácil de perdoar. Não doeu porque eu amava a pessoa, doeu porque veio no momento e da pessoa que eu menos esperava. Esse assunto era um espinho no meu peito, que ainda cutucava, mas estava me curando quase inteiramente. Não queria explicar, dizer que estava bem e que passou era melhor do que contar tudo.
Butters: Eu sinto muito, mas se precisar de ajuda... – Ele segura a minha mão com carinho. Você merece o mundo Léo, se ele não fosse tão sujo.
Violet: Agradeço Leo, só de você me apoiar nessa cidade, já me ajuda muito! – Sorrio para ele carinhosamente.
Butters: Claro Vi! Não vou te deixar sozinha nem por um instante! Você me protegeu e me salvou, então o mínimo é retribuir. – Ele sorri terno para mim.
Violet: Minha sorte é boa, sempre protejo quem eu quero! Vou sempre estar aqui por ti também!
Katy: Os dois podem parar de graça? O passeio já acabou. – Ela diz cruzando os braços em nossa frente, nem havíamos percebido que o carrossel tinha parado.
Violet: Ops – Olho para ela sem jeito, ela estava brava comigo, to ferrada. Vai ter que ser um chocolate dos bons!
Butters: E... se a gente for ver o circo? – Ele pergunta desconcertado enquanto saímos do brinquedo.
Katy: Tem um circo itinerante aqui?! – Ela pergunta animada. Normalmente crianças tem medo de palhaços ou ficam meio coagidas com eles de começo, Katy por outro lado sempre os adorou, ela os achava realmente divertidos.
Violet: Vamos sem dúvidas – Seria minha chance de me redimir?! – Onde fica?
Butters: Atrás do parque! Vem tem uma sessão agora as 16 horas! – Ele diz correndo animado com Katy, para a parte de trás do parque.
Estava feliz com o nosso progresso, Katy estava se abrindo mais, tinha descoberto mais sobre o Leo, tive a chance de protege-lo e ele se sentiu seguro comigo. Os dois estavam correndo distraídos quando avistei uma barraca desmoronando por um defeito no cabo de suspensão, meu corpo se moveu sozinho com agilidade empurrando os dois para fora do alcance do toldo. Ele caiu sobre mim, mas eu sai ilesa. Se sorte fosse um super poder esse seria o meu, não importa o quanto me arriscasse eu sempre me dava bem, azar tinham meus inimigos que cruzassem meu caminho, isso me lembrava o porquê de ser Ladynoir, a gata preta que dá azar pros seus adversários, mas é a sorte em pessoa.
Katy: VIOLET! – A garota gritava preocupada, seus olhinhos já com lágrimas assustada. De igual modo Butters estava incrédulo ao lado dela assustado e surpreso com o que acabará de acontecer.
Violet: Hey, eu to bem. Sem drama ok? – Eu abraço os dois. – Vocês estão bem? – Observo a multidão se juntar – Vamos sair daqui. – Não queria aparecer em algum jornal, minha presença na cidade precisava ser a menos chamativa possível.
Katy: Oh Vi, que susto...
Butters: Como? Ele caiu bem em cima de você! – Ele perguntava ainda surpreso.
Violet: Ah sorte, acho. – Dou de ombros, espero Katy se virar e sussurro — Te explico essa noite...
Sinto um sorriso se abrir nos lábios dele assim como nos meus, acho que ambos tínhamos segredos a serem revelados nessa fatídica noite, cada vez mais instigada em saber o que o inocente Butters, escondia por baixo do seu sorriso inocente e pensamentos avoados.
Assistimos o espetáculo do circo por 2 horas. Eu aproveitei pra relaxar um pouco observando a pequena se divertindo, ela nem prestava muito atenção em mim e pude cochilar um pouco, apenas pequenos resquícios de sono ainda guardados da noite anterior. O humor de Katy tinha melhorado, ainda bem.
Butters: Obrigado pelo dia de hoje meninas foi excelente! – Ele se despedia, já nos portões de fora do parque.
Katy: Obrigadinha! Eu amei! – Ela dizia rodopiando com seu coelho gigante pelo estacionamento.
Violet sussurrando: Te encontro em 2 horas, nos depósitos.— Olho para ele determinada com um leve sorriso no rosto.
Butters: Isso. Enfim, até mais meninas! – Ele acena se afastando.
Levo Katy para casa e falo para ela se preparar para o jantar. Nós não costumamos comer em família, Jhonny já havia jantado. Comemos eu e a Katy, fiz ela tomar outro banho e como estava cansada, fui com ela. Lavei seus cabelos e os meus, enxuguei, troquei como se fosse um bebê e coloquei para dormir. Ela estava tão cansada que apagou.
Fui checar Jhonny, o quarto dele estava fechado, mas ouvi ele jogando alto em call com os amigos antigos dele. Suspirei aliviada, entrei para o meu quarto e tranquei minha porta. Vesti minha fantasia, um body preto de um material resistente que imitava couro, meias calças fumê, botas afiadas o de sempre. Meus acessórios de gato, a máscara e minha capa preta. Peguei o meu bastão e saí apressada para os depósitos. A noite já tinha tomado o céu quando cheguei, Butters me esperava, mas estava diferente. Sobre sua roupa usual, partes de papel alumínio, em sua cabeça como um capacete, uma capa com alumínio, botas e luvas também. Fiquei confusa, me aproximei e ele me olhou de forma estranha.
Ladynoir: Butters? – Pergunto meio hesitante. Um sorriso maléfico se forma no rosto do garoto.
Professor Caos: Meu nome aqui é Professor Caos, meu alter ego vilanesco. – Ele dá uma risada que estou certa de que era para ser “malvada”.
Ladynoir: Professor Caos, hum? — Vilanesco? Um vilão? Abusado moralmente pelos pais, ignorado pelos amigos, sua forma de se expressar era essa então Caos? Tudo bem eu acho, fica mais difícil de te proteger, mas nada que eu não possa lidar. – Meu nome é Ladynoir. – Me curvo gentilmente.
Professor Caos: Ladynoir, vilã ou heroína? – A pergunta que eu não queria ouvir. Se eu disser vilã será mentira. Se disser heroína, talvez nos tornemos inimigos?
Ladynoir: Anti-heroína, eu faço o que me der na telha! – Então é isso, esse é o momento que eu desenvolvo esse meu lado nessa cidade, pelo bem do Léo, sem mentiras.
Professor Caos: Anti-heroína, puxa essa é nova! – Sinto que ouvi o Butters falar mas logo ele recupera seu tom maldoso – Bom, Ladynoir. Sou o maior vilão da cidade! Trago Caos e destruição, mas tenho feito parte dos amigos da liberdade (Freedom Palls), Ex- Guaxinim e amigos (Coon and Friends) e não tenho causado muito Caos, mas pretendo voltar! Com sua ajuda claro, vem vamos entrar. – Agora complicou pro meu lado.
Ladynoir: Vamos por partes, primeiramente, me conte sobre esse galpão. Sobre você e eu analiso a sua proposta. – Não posso julgar sem saber com quem e o que estou lidando.
Adentro com o Professor Caos o galpão cheio de tralhas tecnológicas, uma mesa cumprida no centro, alguns hamsters, um garoto ruivo pequeno trabalhado e alguns mexicanos andando para lá e para cá. Começo a me preocupar na ideia de que de fato ele está com algum plano maligno de verdade, plantas de alguns lugares da cidade espalhados pela parede de forma aleatória e desenhos por todos os lados. Uma mistura caótica poderia se dizer.
Professor Caos: Esse é meu local de trabalho, a sede do Professor Caos e do General Desordem! – Ele aponta para o garoto ruivinho, deveria ter a idade da Katy, talvez um pouco mais velho. Ele me olha surpreso e vermelho.
Ladynoir: Prazer em te conhecer, General – Estendo o mão mas o garoto só diz coisas sem sentido.
General Desordem: General, sou conhecer prazer te... – Ele fica confuso com o que tinha acabado de falar. Tento não rir, mas escapa e sorrio gentil para ele.
Ladynoir: Espero que possamos ser bons amigos – Sorrio doce e ele balança a cabeça animado.
Professor Caos: Enfim, temos alguns mexicanos e alguns civis trabalhando para nós na nossa mais nova invenção. – Ele puxa a capa de uma máquina revelando-a – A gerador de Caos 2.0, uma máquina que pode cuspir de 10 à 20 mil litros de ketchup e mostarda!
Ladynoir: Ah...pera que?! – Eu achando que era algo sério! Ketchup e Mostarda? Mas WTF!
Professor Caos: Não é demais? Vou espalhar molho por toda a cidade, nas roupas recém lavadas e todos ficaram com roupas manchadas e terão que usa-las assim mesmo!
Eu olhava para ele incrédula, era algum tipo de vingança porque riram dele com a roupa manchada? Que porcaria de vilão! Mas isso era bom, significava talvez que ele não se metesse em confusão tão sérias quanto eu imaginei.
Professor Caos: Terra para Ladynoir, ta ai? – Ele me chamava, acho que fiquei muito tempo desligada de novo.
Ladynoir: Desculpe! Eu estava analisando a tecnologia por trás da sua máquina e é fascinante! Por favor me explique um pouco mais! – Eu minto tentando disfarçar.
Professor Caos: Mas antes, você topa me ajudar? Só preciso que impeça os Amigos da Liberdade de atrapalhar esse plano!
Ladynoir: Atrapalhar? E quem são os amigos da liberdade? – Pergunto curiosa, ele já citou 2x esse grupo, deve ser importante.
Professor Caos: Tá, vou tentar explicar.
Primeiramente, o Coon criou o Coon and Friends (Guaxinim e amigos), compostos por: Human Kite (Pipa Humana), Toolshed (Ferramentas), Mysterion (Mistério) Tuppeware, Mosquito, Iron Maiden (Dama de Ferro) e claro o Coon (Guaxinim)... e tinha mais um carinha de menta e cereal, mas não vem ao caso.
Ladynoir: Eita quanta gente! E ae o que aconteceu? – Começo a ficar instigada sobre o assunto, uma organização de heróis? Essa cidade era mais animada do que eu pensei.
Professor Caos: Bom, papo vai papo vem, eles se dividiram e mais gente surgiu. O Coon foi expulso do seu próprio grupo sob a liderança do Mysterion, ele cansou e saiu do grupo quando Coon retornou, uma bagunça. Por fim Mysterion e Iron Maiden, que virou Professor Thimothy, formaram os Amigos da Liberdade, que inicialmente foi composto por eles e: Toolshed que seguiu o Mysterion, junto com Tupperware e a eles se aliou o Wonder Tweek e a Call Girl.
No lado de Coon ficou o Human Kite, Mosquito, Super Craig que é namorado do Wonder Tweek, Fastpass (Passo rápido) e o Capitan Diabetes (Capitão Diabetes), eles brigaram muito e tudo mais.
Ladynoir: Entendo – Estava observando as imagens dos heróis que o Professor Caos tinha no painel e foquei nesse “Mysterion”. Ele parecia ser um tipo de líder dos heróis, dava pra notar só de ver sua foto. Não tenho ideia, mas algo me chamou a atenção nele.
Professor Caos: Por fim todos se juntaram e formaram os Amigos da Liberdade! Por sinal adoraria te levar e...
Ladynoir: Acho que deveríamos ir por partes. Se eles são heróis e você quer fazer o Caos, não deve mostrar sua arma secreta que no caso, sou eu. Parecem que eles não são tudo isso, então vamos fazer um acordo. Eu topo em te ajudar caso eles te prendam ou algo do tipo, mas não vou me mostrar, ficarei nas sombras te protegendo por lá. Imagino que eles não tenham te machucado né?
Professor Caos: Ah não, só me enfiam em uma jaula com coco quando o plano dá errado, mas me liberam depois de uns dias. Ah! Já tomei uns tapas do Mysterion, mas acho que mereci.
Ladynoir: Ninguém vai te machucar. E nem deixarei que te prendam, e se acontecer, vou te salvar, quantas vezes forem necessárias das garras desse Mysterion – Fecho os punhos com força, ninguém pode machuca-lo enquanto estiver sob minha proteção.
Professor Caos: Na verdade é sempre ele que me tira da jaula. Mysterion é o único lá que realmente parece ligar para o bem da cidade, ele ajuda e protege a cidade patrulhando sozinho várias e várias vezes na noite. Mas como sou o vilão o castigo de ir pra cadeia é inevitável.
Ladynoir: Por isso estou aqui, como anti heroína posso anular sua punição e ninguém precisa saber. – Sorrio determinada para ele relaxando.
Professor Caos: Mesmo?! Mas e se te pegarem?! – Ele olha preocupado.
Ladynoir: Terão de se esforçar para me capturar, vou me manter escondida boa parte do tempo, ainda salvarei pessoas, mas você será a minha prioridade. Se eles me capturarem eu vou garantir que você ainda fique livre e quando você causar o Caos novamente e eles abaixarem a guarda eu vou fugir, pode ter certeza! Toma, um celular descartável. Esconda-o bem entre suas vestes, onde ninguém achará e me chame se for preso. – Dou a ele um celular pequeno apenas com o meu número. Olho para ele com determinação.
Professor Caos: Parece ser o começo de uma dupla promissora! É um prazer te trazer pro lado sombrio da força minha querida Ladynoir. – Ele sorri malicioso.
Ladynoir: O prazer é absolutamente todo meu, e sobre o lado sombrio, eu sempre estive nele. – Sorrio maliciosa sobre as minhas vestes pretas.
Professor Caos: Aliás, para firmar nossa parceria, me revele um pouco dos seus poderes. – Ele sorri ativando suas próprias luvas – Eu tenho poderes elétricos e sou ótimo com tecnologia e maquinas. E você?
Ladynoir: O de sempre, 7 estilos diferentes de lutas marciais, um golpe fatal chamado Cataclismo que sempre deixa meu adversário inconsciente e uma sorte grande demais. Sou a gata mais sortuda do mundo! Gatos pretos dão azar? Só para quem cruzar o meu caminho, Meow! – Faço uma pose de gato e arranco um riso do vilão.
Professor Caos: Wow você parece ser surpreendente, adoraria te ver em batalha um dia! – Ele me observava com cuidado curioso sobre minhas habilidades.
Ladynoir: Não tão breve, espero poder usar meus dotes em espionagem, enganação e ilusão para te proteger sem lutar físicas. Não quero machucar ninguém sem necessidade. – Me pego olhando para foto daquele herói de capa roxa de novo, qual o meu problema?
Professor Caos: É, não quero que eles se machuquem, mas quero completar minha vingança. Aqueles moleques do sexto ano vão ver só... – Ele fala com sangue nos olhos, era de fato vingança, eu tinha acertado.
Ladynoir: Preciso ir agora, acordo firmado? – Estendo minha mão a ele.
Professor Caos: Acordo firmado! – Ele aperta minha mão e eu puxo ele para um abraço.
Ladynoir: Não hesite em me ligar, estou aqui por você agora. – Aperto ele com força, não vou permitir que ninguém o machuque, nem nas suas tramoias de vilão, nem como Butters, juro protege-lo a qualquer custo.
Professor Caos retribui o abraço com carinho, no fundo era o que ele precisava, ser reconhecido e amado. Espero de coração que com o tempo ele se torne um herói transmitindo coisas boas as pessoas. Me despeço e coloco meu capuz sob minha cabeça antes de sair, sigo por um beco extenso, deixando a área dos depósitos.
Me pego pensando nas informações que aprendi hoje, tinha que rever e anotar tudo o que poderia lembrar, não consegui dizer se o que o Butters faz está certo ou errado. Se você pudesse se vingar da mesma maneira com a pessoa que te fez mal, sem precisar pensar no politicamente correto, você faria? Eu sinto que nesse quesito meu coração é sombrio no fundo como o dele, eu faria. Eu me vingaria se pudesse, ainda não aprendi a perdoar completamente.
Perdida em pensamentos não percebo quando 2 bandidos tentam me cercar, eles já estavam avançando sobre mim, mas facilmente nocauteio os dois. Um mortal para trás e dois toques de cataclismo, como eu disse, desmaio instantâneo. Observo-os, eram bandidos larápios, do tipo que batem carteira, eu deveria estar extremamente distraída essa noite ou cansada, pois novamente alguém se aproxima e eu só sinto quando está nas minhas costas.
???: Quem é? Diga seu nome! – A voz era rouca e melodiosa, uma voz masculina, estranhamente atrativa.
Eu não deveria estar ali, só fui visitar o Butters, não era pra ter me encontrado com ninguém, péssima hora, péssimo lugar. Sem resposta e sem me mover a voz tornou a repetir a pergunta, agora mais perto. Não posso ficar, preciso fugir! E foi o que eu fiz, saquei meu bastão e subi no telhado, disparando em uma corrida frenética, um quarteirão a frente me dou ao luxo de olhar para atrás mas só para perceber que estava sendo perseguida por um vulto que eu nem sequer me dei ao trabalho de ver quem era, independente de quem fosse, não deveria ter me visto! Acelero o passo e escuto a coisa atrás de mim, o dono da voz me chamar novamente.
???: Espera! Eu só quero conversar! – A voz rouca me chama, tão tentadora, o que há de errado comigo hoje!?
Acelero o passo e com meu bastão subo aos céus pulando uma grande distância entre dois prédios, a distância da avenida principal. Meu capuz desce com o vento frio da noite revelando minhas orelhas de gato e minha capa também se abre revelando minhas curvas e cauda. Quando pouso vejo o vulto distante parado me olhando das sombras, por um segundo achei que tinha conseguido. Porém, com um impulso de sombras ele se arremessa na minha direção!
Como isso era possível?! Eu começo a correr agora já imaginando o pior! E se isso não for nem humano! Se for um bicho? Um demônio?! Eu estava apavorada a esse ponto! Tinha visto filmes o suficiente para saber que um negócio que faz o que essa coisa fez não deve ser bom! De repente a coisa me alcança, ficando lado a lado na corrida comigo.
Reconheço o ponto de interrogação verde no capuz, Mysterion? Eu tinha observado a foto, era igualzinho, talvez um pouco menos criança do que na foto, ele me encarava também enquanto corríamos, viro rapidamente para olhar o caminho e percebo uma viga enorme em nossa direção.
Ladynoir: CUIDADO! – Meu corpo como sempre se movendo sozinho, me jogo em direção a ele salvando nós dois de uma morte nada bonita. Enrolo nós dois em minha capa preta evitando que nos machuquemos na queda. Por sorte caímos em um jardim de rosas vermelhas suspenso, o único ruim foi passar pelos arbustos de rosas, que nos arranharam um pouco com os espinhos. Protejo a cabeça do garoto perto ao meu peito por toda a descida. – Você está bem?! – Minha primeira preocupação foi ver se ele estava bem. – Quase fomos atingidos por uma viga! – Olho rapidamente ao redor e de volta para ele.
Mysterion: Estou bem, obrigado por me proteger – Ele me olha desconfiado mas surpreso. Acho que não esperava que eu o protegesse.
Ladynoir: Que bom... – Observo com cautela o garoto buscando algum machucado e logo vejo um arranhão em sua bochecha – Oh droga, por favor deixe eu cuidar disso... – Pego uma pomada e um curativo em meu cinto, me aproximo dele ajoelhada ao seu lado, passo com cuidado a pomada em seu rosto e depois coloco o curativo com cuidado.
Mysterion: O-obrigado – Ele estava corado, acho que não estava acostumado a cuidados tão próximos, tão fofo. – Porque não me diz seu nome? E porque correu de mim?
Ladynoir: Meu nome é Ladynoir e bom... eu fugi porque... não sei se poderia estar onde eu estava. Achei melhor correr, justiceiros devem ser permitidos nessa cidade, afinal você está aqui. – Tento fazer uma meia verdade ao herói, retiro o acesso da pomada da bochecha dele. Pronto e... – dou um beijo em cima do curativo – Assim vai sarar mais rápido! – Digo guardando as coisas.
Mysterion: O-O-obrigado por cuidar de mim. – Ele parecia desconcertado com o gesto. – Você é uma heroína incrível, tanto em habilidades quanto no coração, precisamos de mais gente assim nessa cidade. – Ele sorri para mim de forma misteriosa. Seu sorriso escondido sobre seu capuz e mascara, tão enigmático, misterioso, sombrio e com o sorriso mais encantador do mundo!
Ele era tão fofo, mais fofo que a sua foto antiga que o Caos havia me mostrado, eu sentia meu coração acelerar perto dele, como isso era possível se eu nem sequer conhecia ele? Mas mesmo assim, eu o queria e esse desejo estava crescendo perigosamente em meu coração.
Ladynoir: Disponha! Agradeço os elogios – Coro levemente – Mysterion né? Te vi em alguns jornais acho – Minto tentando puxar assunto, queria manter esse homem do meu lado, ouvir sua voz atraente e olhar para ele apenas o suficiente para gravar a sua presença na minha mente, já que obviamente eu não poderia vê-lo tão breve novamente. Me mantenho próxima a ele, aproveitando o calor de seu corpo na noite fria da cidade.
Mysterion: Sim, sou Mysterion, é um prazer conhece-la. – Ele sorri de forma enigmática. – E o que mais você sabe sobre mim, Ladynoir? – Ele pergunta com um sorriso travesso no rosto, isso me quebrou. Se ele sorrir assim para mim por toda eternidade ficarei satisfeita.
Ladynoir: Sei que é um herói, vigilante noturno de South Park, tem força e poderes sobre humanos, velocidade sem igual e .... é extremamente charmoso. – A última parte acaba escapando dos meus lábios, eu não consigo esconder, foi amor à primeira vista? Tão intenso que nem consigo raciocinar direito, só o que consigo pensar é nele. Toco levemente a bochecha dele, perto do curativo caso precise usar de desculpa. Acaricio com cuidado o rosto do herói, com um sorriso leve no rosto.
Mysterion: V-você também muito charmosa... tem um sorriso lindo, não consigo resistir. – Ele me encara fixamente, corado, surpreso com o elogio que eu havia feito.
Seria recíproco? No alto daquele prédio, em meio as luzes cintilantes da cidade, em um jardim de lindas rosas vermelhas, estaríamos Ladynoir e Mysterion, se apaixonando? Precisava saber, não poderia dormir, sem ao menos senti-lo.
Ladynoir: Talvez não devesse resistir... – Digo com uma voz sedutora, aproveitando a minha mão em seu rosto para traze-lo levemente até mim, mais perto do meu rosto.
Mysterion: Desculpe, mas sou um herói e tenho responsabilidades, não poderia me envolver romanticamente... – Ele olha surpreso minha aproximação, mas se afasta gentilmente.
Ladynoir: Claro, eu sei bem como é... mas então que tal uma pequena diversão? 5 Minutos do seu tempo é tudo o que eu te peço... – Mesma abordagem sedutora, me aproximo com olhar e tom de voz sedutores, cada passo milimétricamente esquematizado para valorizar meu corpo. Esse garoto precisava ser meu, mesmo que rapidamente, ou eu me arrependeria para sempre.
Mysterion: Eu... acho que tudo bem, mas não podemos nos relacionar mais que isso.... – Ele parecia hesitante, mas cedeu ao meu pedido.
Sem perder tempo eu o empurro gentilmente para a grama de novo e ponho meu corpo sobre o dele. Sabia sobre técnicas de sedução, faziam parte do meu trabalho também. Pressiono levemente meu corpo sobre o dele, minhas curvas tocando-o, encaixo-me perfeitamente sob seu corpo.
Ladynoir: Depois disso, você não vai me tirar da sua cabeça... – Digo maliciosa e sem dar a ele tempo de resposta.
Selo nossos lábios suavemente para só depois intensificar o beijo, inesperadamente resolvo tomar a iniciativa e aprofundar o beijo, peço passagem e ele cede. Exploro cada canto de sua boca com profundidade e intensidade em um beijo quente e apaixonado. Aproveito para explorar com minhas mãos o corpo do herói e após um tempo ele faz o mesmo, se rendendo a essa paixão proibida e avassaladora que tomou conta de nós dois. Seus toques eram gentis, mas maliciosos, podia sentir ele tocando a região da minha bunda e só envolta dos meus seios. Ele havia cedido e permitiu se perder em meio a essa loucura noturna, aproveito para beijar seu pescoço depositando suavemente meus lábios quentes em sua pele fria, ouço leves gemidos de sua boca e sorrio entre os beijos. Dou um pequeno chupão no pescoço do garoto, queria que sentisse a intensidade do sentimento que eu estava tendo por ele e guardasse uma lembrança minha com ele. Seguro sua cabeça com carinho, acariciando-a enquanto mantenho o controle dele com beijos até seus ouvidos mordiscando sua orelha de leve.
Ladynoir sussurra: Você é delicioso...— Digo ofegante.
Novamente, sem chance para respostas, eu selo os lábios com ele mais uma vez em um beijo apaixonado, mas dessa vez mais curto, o tempo estava se esgotando. Mordo de leve puxando o lábio inferior dele, beijando-o e finalizando passando de leve a língua nos lábios do herói.
Ladynoir: Como prometido, só uma pequena diversão... – Eu acaricio o rosto do garoto que parecia olhar para mim como se não quisesse parar. – Devo ir agora... espero te ver novamente meu herói, para quem sabe, repetir a dose. – Saio de cima de Mysterion que me olhava de forma sedutora.
Mysterion: O prazer foi meu... Vou pensar na oferta, mas mantenha isso entre nós... – Ele se recompunha arrumando o colarinho de sua capa, escondendo o chupão em seu pescoço.
Ladynoir: Será nosso segredinho, meu gatinho. – Pisco para ele enquanto saio pulando pelos telhados, satisfeita com a diversão da noite. Mais que satisfeita, estava muito feliz! Queria revê-lo, queria ter ele pra mim!
Besteira, no fundo sabia que por mais que essa paixão fosse totalmente avassaladora, não nos conhecíamos, havia sentido uma atração forte por ele e era isso. Pelo menos eu tentaria me convencer disso, foi uma diversão noturna, preciso voltar aos meus afazeres. Não beijei ninguém por mais de um ano, isso deve ter algo haver né?
Todas as lojas de doces estavam fechadas, então resolvo ir direto para casa, tomara que Katy já tenha esquecido até amanhã a minha fala inconsequente. Isso, volte para a realidade, volte a ser Violet e esqueça o herói. Você prometeu o mundo aos seus protegidos, tem um dever com eles, não pode abrir espaço para mais nada, nem ninguém agora.
Entro pela janela, fechando-a. Me troco e caio na cama exausta pelo dia de hoje, amanhã Katy e Jhonny vão para a escola, mas eu preciso resolver nossas coisas. Espero que dê tudo certo... Toco meus lábios suavemente sorrindo, o gosto da boca do Mysterion, essa foi minha última lembrança antes de adormecer, com um coração quente novamente.
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