Notas iniciais
Oi gente!Voltei. Sentiram saudades? Eu sei que estou atrasada ,mas as aulas voltaram e e não tenho mais descanso nenhum. Então, peço mil desculpas a vocês. Boa leitura!

–Pai?

Correr pelo meio das árvores, com um espartilho prendendo a sua respiração, não é nada fácil. Parei mais de cinco vezes para recuperar o fôlego, sendo que não estou correndo a nem 2 minutos.

O jardim da propriedade Zeklos, contém árvores metricamente separadas e arbustos delineados a imagens grandiosas, elaborando a visão de um jardim perfeito.Há alguns quilômetros que esta regra não está sendo seguida. O que me faz acreditar, que não estou mais na propriedade do Conde.

Já faz algum tempo que não avisto meu... pai.Quando finalmente chego ao ponto onde ele está, ele desaparece e reaparece mais a frente.E a mesma frase sempre o acompanha:”Você está atrasada” ou “Corra!”.A cada passo que dou na direção oposta a mansão, sua voz se torna mais nítida, agora não mais como um sussurro.

Porém, dessa vez ele desapareceu de vez. Deixando-me perdida em um território desconhecido. Caminhei alguns passos a frente, com a esperança de que ele reaparece-se ou proferisse alguma palavra.Mas nada além do som de grilos chega aos meus ouvidos .

Então, em meio ás arvores avisto uma clareira. Flores brancas e amarelas enfeitam o monótono verde do gramado, a luz solar, antes escondida pelas folhas nos mais altos galhos, iluminam as gotas de orvalho e uma grande árvore com galhos extensos e cipós pendurados, localiza-se no centro.

Onde ele está?Eu imaginei tudo, só pode ser isso. Vão ter que me mandar para o manicômio!Eu sou perigo para todos, até para eu mesma. Faz mais de quilômetros que não o vejo, estou realmente preocupada com a minha sanidade.

Quando estou preste a me virar e tentar voltar pelo caminho que fiz até aquii, mesmo sabendo que provavelmente não irei conseguir. Escuto-o novamente.

–Kiz , estou aqui.-Olho para a graciosa arvore encoberta por cipós , encontrando Abrahim Mazur , com um pequeno sorriso no rosto.-Sabia que não me decepcionaria!

Movi-me rapidamente ao seu encontro, sem me incomodar com a constante reclamação dos meus pulmões. E então, ele desapareceu e um enorme buraco no chão se pôs a minha frente. Parecia-me uma toca de coelho...a toca “do coelho”.Nunca Imaginei que um pequeno coelho , faria uma toca do tamanho de um ser humano.Porém, aqui está a minha prova.

–Boa viagem, kiz!-Escuto sua voz em minhas costas. E então sou empurrada bruscamente, caindo na imensa toca de fronte a mim.

Dizem que quando se sente a um passo da morte, se revivem todos os momentos já vividos. Mais já que sou Rose Hathaway e não sou considerada... Normal. Só um pensamento me vem à cabeça. Como uma toca de coelho pode ser tão funda? Estou caindo a algum tempo , até mesmo o embrulho no estomago, que se sente quando se cai de uma altura considerável, já não está mais pre....

De repente, uma parada brusca provoca uma latejante dor em minhas costas, como se minhas costelas estivessem dilaceradas, retirando o ar dos meus pulmões. O único que posso dizer é que não estou morta, caso contrario não sentiria dor ou falta de ar. Minha visão está turva, por conta da dor e uma tontura avassaladora invade meu corpo.

Sinto gosto de ferrugem em minha boca. Só pode ser sangue...meu sangue.O tempo não queria passar, muito menos a morte vinha me fazer uma visita.Podem ter se passado minutos ou horas.Ouço passos sendo dados em minha direção , mas esse não é o meu maior problema.Afinal , estou incapacitada , não tenho como me defender ou fazer algo a respeito.

Minha cabeça é inclinada para cima e sinto uma leve pressão no meu lábio inferior. Então, um liquido viscos adentra a minha boca, e ela se fecha instantaneamente.

–Beba isso pequena, vai ajudar. -Minha visão ainda não está estabilizada e não reconheço o dono da voz. Será que eu deveria beber algo que um completo estranho me oferece?Bem... Pior não pode ficar.

Alivio não seria a palavra correta para descrever a sensação que senti, quando o liquido misterioso passeou pela minha garganta. Senti-me em completo êxtase, como se pela primeira vez estivesse realmente viva. Minha visão foi restaurada, juntamente com minha coluna, que a poucos segundos juraria que estava quebrada.

–Qual seu nome?-Finalmente consegui encarar o homem a minha frente. Seus olhos eram verdes, cabelo castanho desarrumado propositalmente e o cheiro de cravo da índia exalava de seus poros.

–Quem é você?-Minha voz saiu fraca e rouca. Olhei ao redor e...Onde eu estou?Dessa vez tenho certeza de que estava em um jardim, não em um salão. Nunca vi um lugar assim, ainda mais, um lotado de portas com maçanetas de ouro maciço. Nem mesmo os Zeklos tem dinheiro suficiente para bancar um lugar como este. –Onde eu estou?

–Eu perguntei primeiro!-Levantei-me, ignorando a momentânea tontura que em atingiu.

–Sou Rose Hataway!Agora, você pode responder as minhas perguntas?!-Odeio admitir, mas estou apavorada. Não faço ideia do que está acontecendo, estou perdida e com um homem por mim desconhecido. Mas não vou chorar ,fugir ou me esconder. Tenho que descobrir que merda é essa, e ele vai me ajudar. Querendo ou não.

–Muito prazer, senhorita. -O homem faz uma pequena reverencia, com um sorriso presunçoso nos lábios. Reviro os olhos. -Sou Adrian!Mas , todos me chamam de Absolem.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Estou um pouco insegura com o caminho que a fanfic ta tomando . Vocês acham que está bom assim? Deixem seus comentários . Bjs.