Notas iniciais
Oi gente! Não me matem.Eu sei que demorei muito pra postar e peço desculpas.Minhas provas de final de ano chegaram e eu não tive tempo pra escrever , e depois , minha formatura ( EU ME FORMEI NO 3° DO ENSINO MÉDIO!!!), que foi no sábado estava chegando e eu não conseguia um tempo pra escrever.E depois eu tentei escrever , mas tinha tanta coisa na minha cabeça que eu não conseguia escrever. AHH, novidade. Um fã de VA decidiu fazer uma web série da saga e ela está prevista para o ano que vem. Vou deixar o link pra vcs: https://www.youtube.com/channel/UCcFXmtAwx5DnzNtjusKUcRw/feed Eu não escrevo a um bom tempo, então me desculpem qualquer coisa. Boa leitura!

Leiam as notas iniciais, por favor

As arvores que nos cercavam começaram a se tornar escassas, as sombras se produziam a frente de nossos pés e alguns animais noturnos jaziam a espreita. O farfalhar das folhas abaixo de nós era reconfortante em meio ao silencio. Utilizando a ultima arvore como refugio nos escondemos em sua sombra.

A vegetação rasteira a nossa frente se estendia por longos quilômetros , um caminho de terra partia o chão coberto pelo verde escuro ao meio e prosseguia até chegar ao muro acinzentado e envelhecido que rodeava o castelo. A escuridão favorecia ao ambiente, tornando-o sombrio.

– Bem vinda ao castelo da Rainha Tasha!- Adrian fez uma pausa com uma expressão assustadoramente centrada e apontou para nossa direita onde a vegetação esverdeada era o único a preencher o vazio. — Fique a vontade para explorar nossos lindos jardins que... Não tem absolutamente nada a lhe oferecer. E a nossa esquerda...

– Adrian!-O repreendi.

–O que aconteceu com seu senso de humor pequena flor?

– Não sei – meu sarcasmo já fez questão de aparecer — talvez tenha desaparecido no momento em que decidi entrar no castelo de uma desequilibrada que teria o prazer enorme de me entregar aos braços estendidos da morte. — Dei-lhe meu melhor sorriso e voltei minha atenção para o vasto campo a nossa frente.

–A morte é só a próxima grande aventura. – Um sorriso sincero fugiu de seus lábios. –Seu pai me disse isso uma vez. –Não pude impedir que um sorriso triste surgisse em meus lábios. Essa era uma das frases favoritas dele. –Não tenha medo de enfrentar seus temores, pequena. – Continuou Adrian. Para ele poderiam ser simples palavras que formaram uma frase de conforto, mas para mim foi... tão maior. Era como se ele soubesse o que acontecia em minha vida e quisesse abrir meus olhos para uma realidade que com uma simples reação minha poderia chegar a existir, eu só precisava agir. Precisava salvar Dimitri. Precisava dizer não ao Zecklos. Precisava tomar as rédeas da minha vida e não permitir que ela fosse controlada pelos outros. “ Está maluca, você não pode fazer isso. As consequências só vem depois de um tempo, Rose, no começo pode parecer bom , mas e depois quando a culpa e o arrependimento lhe alcançarem ? Como será? Se entrar neste castelo pode não voltar, se dizer não ao Zecklos sua mãe sofrerá e se mudar o rumo de sua vida será julgada de todas as formas possíveis.” Ralhou meu subconsciente. E ele estava certo. Eu queria , mas não podia. Nunca pude.

Adrian segurou minha mão e a apertou suavemente. Uma sensação familiar me atingiu — de estar segura, é desta mesma forma que me sinto quando estou com minha Mãe, Christian, Mia, Sidney, Mark... Dimitri. Droga, até mesmo Ivan fazia parte desta lista. Querendo ou não as pessoas que conheci aqui começaram a fazer parte da minha vida e da minha lista. O conforto por saber que as pessoas que você ama se importam com você não pode ser explicado. Elas me davam força pra continuar e afastavam o medo... Sim, eu tinha medo. Medo de ser julgada, de fazer quem amo sofrer e medo do que eu mesma seria capaz de fazer. O rosto do meu pai veio a minha cabeça e com ele sua voz melodiosa invadiu minhas memórias: Não tenha medo de enfrentar seus temores, filha, pois pode se arrepender depois por não tê-lo feito.

Meu pai não me ensinou assim, ele sempre quis que eu me levantasse e atravessasse os obstáculos, mesmo que fossem difíceis e demorasse a ultrapassa-los, a última coisa que ele iria querer era que eu desistisse por medo.

–Como seguiremos agora? –Perguntei em um lapso de coragem. A noite pode ter chegado e patrulhas podem não estar sendo feitas, mas duvido muito que o castelo esteja desprotegido. -Como vamos entrar?

–Você não vai gostar. — Adrian levou a mão ao seu bolso esquerdo e de lá tirou um pequeno frasco contendo um líquido colorido azulado, parecido com uma das poções de Yeva.Perai...UMA POÇÃO DA YEVA? — Beba.

–VOCÊ FICOU...- Adrian cobriu minha boca com sua mão. -Você ficou louco? –Retornei minha fala aos sussurros. -Eu não vou beber isso!

–Vai sim.

–Não vou.

–Vai sim se quiser salvar o Belikov. -Golpe baixo.

–Eu não vou beber essa coisa. — Continuei ainda aos sussurros. — Você sabe o que aconteceu da ultima vez que eu mexi com as coisas daquela bruxa velha? — Absolem fez menção de me interromper e eu o cortei. -Eu virei uma chinchila...uma chinchila!

–Rose, nada de mal vai acontecer com você, eu garanto. — Relutante peguei o pequeno frasco em suas mãos e o abri.

–Vai doer?

–Vai!

–Que merda!-Murmurei antes de entornar o frasco em minha boca.

A dor atravessou cada célula do meu corpo em instantes, minha respiração se tornou acelerada e meus olhos ficaram embaçados. Eu podia sentir o som dos meus órgãos se remodelando, mas era diferente de quando me transformei pela primeira vez, eu não estava virando algo diferente ou fugindo da minha natureza humana... eu estava ficando menor.

Eu queria gritar...Deus, como eu queria gritar!

Absolem percebendo isso colocou a mão sobre minha boca e estranhamente, sua mão parecia estar ficando maior... e maior. Um grito reverberou de minha boca sem que eu pudesse mais contê-lo. Abafada pela mão de Adrian, senti que minha voz ia se tornando cada vez mais fina e baixa, minha estatura ficava menor a cada estante — juntamente ao meu vestido que também se encolhia. Adrian a muito havia me soltado, meus gritos –agora- não passavam de pequenos ruídos e minha estatura não ultrapassava de 20 centímetros de altura.

Pelo menos eu ainda estava vestida!

–O efeito só dura uma hora, então devemos nos apressar. Fique quieta e não se mexa muito. — Depois desta fala, fui colocada no bolso de seu fraque azul escuro. Eu não conseguia enxergar nada. -E se eu fosse você não encostaria em nada ai dentro, não limpo este bolso a anos.- Não pude reprimir uma careta.

Senti que Adrian estava se movendo. Ouvi o som de patas de cavalo batendo no chão e precisei me segurar no tecido interno de seu bolso para não cair, esbarrando vez ou outra com algum objeto. Encostei em algo grudento e agradeci por não conseguir enxergar direito-não tinha a menor curiosidade de saber o que era. Quando senti o cavalo parar, um solavanco me empurrou para frente.

–Quem vem lá?-Uma voz perguntou.

–Pensei que a essa altura já me reconhecesse Mikhail. -Disse Adrian.

–Entre Adrian. -Senti mais uma vez os movimentos do cavalo, porém estes não duraram. A mão de Adrian se infiltrou em seu bolso, me tirando de lá.

–Irei te levar a sala de reuniões, não saia de lá sobre hipótese alguma. Levarei o Príncipe Belikov até você e depois... Depois nós daremos um jeito.

Absolem desviava de toda e qualquer pessoa que atravessava nosso caminho, me escondendo por debaixo de seu fraque e de encontro ao seu peito, mas deixando uma brecha para que pudesse enxergar o castelo. As paredes vermelhas do castelo eram desenhadas com pequenos fios de dourados que formavam desenhos abstratos, o piso branco e polido refletia o reflexo de Adrian .Haviam quadros nas paredes e salões de piso branco e teto oval. Imagino como seria se a família Zecklos ou Ivashkov vissem este lugar, consigo até ouvir os muitos elogios e pedidos de Tatiana por algo parecido ao seu marido- para ela nada nunca seria suficiente – quanto maior e mais caro , melhor.

Continuamos a caminhas pelos salões e corredores infinitos do castelo.

Ao passarmos por um salão oval, avistamos uma porta de madeira maciça gigante e a adentramos. Uma mesa redonda se encontrava em seu centro, cinco cadeiras com almofadas pretas e entornos de prata estavam ao seu redor. Um pouco mais a frente da mesa estava um trono de prata com uma almofada vermelha, feito para que a Rainha pudesse se sentar.

Adrian deu a volta na mesa e parou em frente a um armário simples- que até então eu não havia notado- e que não condizia em nada com o ar luxuoso que as peças do cômodo exalavam.

–Fique ai e não saia até que eu volte. Logo você voltará ao seu tamanho normal, acredito que mesmo assim você irá caber ai dentro. — Adrian me tirou da proteção do tecido azul e abrindo as portas do grande armário de madeira, me depositou sobre uma pilha de pergaminhos contidos em seu interior. — E não faça barulho. — Com está ultima frase Absolem fechou o armário, permitindo que uma fresta deixasse o ar e a luz entrarem e então se retirou, me deixando sozinha.

Os minutos foram se passando e minha paciência acabando. Quando finalmente decidi que não iria mais ficar parada e procuraria Adrian, uma sensação, agora familiar, atravessou meu corpo. Eu estava voltando ao normal. E ao contrário do que imaginava, não senti dor alguma, na verdade, senti um alivio. Era como se meu corpo estivesse amarrado para que eu continuasse naquela forma miúda, e quando meus ossos e órgão começaram a se expandir, não pude evitar fechar meus olhos e aproveitar a sensação de prazer que percorreu meu corpo.

Quando finalmente acabou, soltei um suspiro. Meu corpo coube no armário. Nunca gostei de ser pequena, principalmente por este ser sempre o tópico das piadinhas de Christian, mas este fato nunca me foi tão útil quanto neste momento.

O som das pesadas portas de madeira me trouxeram a realidade, estava pronta para sair do armário e me encontrar com Dimitri quando ouvi um...gemido? Coloquei meus olhos no pequeno espaço deixado por Adrian entre as portas de madeira do armário. Prendi a respiração.

A minha frente estavam... Peter e Demetria .

Notas finais
Espero que tenham gostado. Comentem , favoritem e recomendem, por favor No capítulo que vem teremos um POV diferente.E talvez teremos hentai. Até o próximo.Bjs
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.