It's all in your blood
10 Sobreviva
Notas iniciais
Ririchiyo conseguiu desviou por pouco do chute de Moka, se abaixando. Ela tentou atacar a albina pelas costas, mas a vampira era rápida demais, e a sua espada mal arranhava sua pele. A aura que emanava dela era assustadora, como se fosse formada por anos de dor e sofrimento de almas presas para sempre no mais profundo canto do Hades.
Kokoa também não estava com facilidade alguma. O akuma se movia como uma sombra, por mais que ela se esforçasse não havia modo de toca-lo. Aquelas asas enormes o escondiam quando ele se movia, e as sombras nas paredes pareciam obedecer ao seu comando, elas aumentaram e deixaram a sala com o mínimo de iluminação possível. Entretanto, por mias que a situação fosse assustadora, Kokoa sentia seu sangue ferver.
– Pare de se esconder nas sombras seu maldito! Tem medo de me enfrentar cara a cara?
Então a ruiva sentiu algo a segurar por trás. As sombras começaram a entrar em seu corpo, e envolve-la por completo. Ela mal conseguia se mover, aquilo fora muito rápido.
– Não sou eu quem está com medo agora não é? Ela ouviu a voz do moreno em seu ouvido, mas não conseguiu enxerga-lo por causa das sombras.
Ela apenas prestou atenção para saber de onde a voz vinha. E se certificou de que ainda estava segurando Kou.
– Que alma interessante... Tão solitária.
Num único movimento, Kokoa fez com que Kou se transformasse em uma clava com espinhos e a movimentou em direção à voz, que estava bem atrás dela, um pouco mais para a direita. As sombras se afastaram, em quando ela recuperou a visão, pode avistar o akuma recuando, ele se movia como um felino, e as suas asas estavam levantadas. Ela viu um filete fino de sangue escorrendo no braço dele. Ao ver que tinha conseguido feri-lo, um sorriso se abriu nos lábios de Kokoa.
– Tentando encostar-se a uma vampira de sangue puro? Vou fazer você conhecer o seu lugar!
Ela avançou com toda a força que tinha, mas Sebastian não desviou. Apenas segurou a clava com uma das mãos, e com a outra enlaçou a cintura dela. A ruiva nunca imaginou que ele faria algo assim. E ela ficou encarando aquele brilho róseo, aqueles olhos felinos e sentiu que poderia perder sua alma. Sebastian fechou suas asas em torno dos dois deixando eles na completa escuridão.
– Você que vai conhecer o seu lugar. O akuma disse lambendo os lábios.
Enquanto isso Ririchiyo e Moka ainda estavam em uma luta acirrada. Uma atacava com muita força e a outra se desviava com maestria. Mas a diferença era que Moka não se cansava, ao passo de que a morena já estava cansando daquela “dance macabre”.
No fundo da sala, Ciel tentava não ser morto por uma das caudas de Miketsukami, nem ser enterrado por livros. A cada investida da raposa ele era jogado em uma das estantes que preenchiam a sala. Ele mal tentava atacar, ele não tinha a força de um akuma completo e sabia que nenhum de seus golpes ia surtir algum efeito em Miketsukami. Mas aquele não era o foco dele, ele apenas precisava de algum tempo para confirmar algo.
Foi quando ele viu As asas de Sebastian se fechando em torno dele, e reparou que Kokoa não estava em lugar nenhum em seu campo de visão. Ele já entendeu o que estava acontecendo.
– Você enche a boca pra falar do seu sangue puro. – Ciel falou alto o suficiente para que ela escutasse. – Mas não consegue nem ao menos sobreviver?
Não demorou mais que dois segundos para Sebastian ter que recuar mais uma vez. A Kokoa que apareceu ali estava totalmente mudada. Além de sua roupa estar quase destruída, o que estava diferente eram seus olhos. Ela encarava o akuma a sua frente de uma forma totalmente diferente. Ela estava com a raiva estampada em seu rosto, mas seus olhos possuíam uma séria determinação. Kou agora era uma morning star.
– Vou fazer você e seu conde sofrerem e muito. Vou mostrar o que significa ser uma vampira de sangue-puro! Seu desgraçado!
Ela mudou totalmente o modo de atacar. Agora Sebastian estava precisando se esforçar para desviar. E precisava tomar um mínimo de cuidado para não ser acertado.
Isoladas em outro canto. Moka e Ririchiyo ainda tinham sua “dance macabre”. Mas Ririchiyo já estava ficando esgotada, a outra era rápida demais.
– Esta cansando criança?
Ririchiyo não respondeu, e tentou atacar mais uma vez, e falhou novamente.
– Sabe o que seria engraçado? Se eu torturasse o seu cãozinho na sua frente.
Quando ouviu aquilo Ririchiyo parou assustada, e nem percebeu que iria ser acertada por um chute lateral. Só se deu conta quando estava no chão e havia sangue saindo de sua boca enquanto ela tossia.
– Você não poderia fazer isso. Vocês estão trabalhando juntos.
– Eu? Trabalhando junto com esses dois? – Ela deu uma risada de gelar os ossos. – Quem você acha que eu sou? Estamos apenas sendo controlados, e os três tem consciência disso.
– E você não se importa de ver sua irmã quase morrendo nas mãos de alguém que você odeia?
– Não subestime os poderes de Kokoa. E realmente, quanto tempo você acha que isso vai durar?
Ririchiyo se pôs de pé. Sabia que a vampira poderia estar falando a verdade, e que aquilo poderia ter sido um comando do bruxo. De qualquer modo, ela sabia que devia pelo menos sobreviver. Ela pegou sua espada mais uma vez.
– Você ainda vai tentar lutar? O que uma descendente qualquer como você vai conseguir fazer comigo? Além de ser uma vampira de sangue puro, estou na minha forma demoníaca completa.
– Você me disse para não subestimar Kokoa. Então vou te ensinar a não subestimar uma descendente de youkai.
Agora ambas atacavam, mas Ririchiyo passou a empenhar mais força em seus ataques. Enquanto pensava em qual serias o plano de Ciel.
Como se fosse alguma espécie de resposta, Ela ouviu um barulho alto, de concreto quebrando e eles voltaram sua atenção para o alto da escada, que estava praticamente destruído. Ciel estva la no topo, e na sua perna uma terrível ferida aberta. Miketsukami ainda estava la embaixo, o que significava que o conde fora lançado. A Kyuubi kishin tinha a boca cheia de sangue e rosnava com prazer.
Contudo Ciel começou a rir. Rir como uma criança e, com muito esforço, se arrastando, se locomoveu até o “trono” e sentou-se lá. Ainda ria enquanto tampava seu olho direito com a mão.
– Posso saber o que esta divertindo tanto o conde?
Folter perguntou do canto onde ele estava. Durante todo esse tempo ele estava assistindo tudo do mesmo lugar.
– Xeque. O conde anunciou
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