It's all in your blood

7 Quem? Quando? Por quê?


Notas iniciais
Acho que consigo postar mais de um cap essa semana Desculpe o nome lixoso do cap kkkkkk

A situação não podia estar pior para o meu lado, com tantos monstros imundos e inúteis por aí, porque logo o Folter? Eu precisava me acalmar ficar nervosa não ia me ajudar a resgatar minha onee-sama.

– Kokoa, poderia nos dar mais informações?

Ririchiyo me olhava, ainda preocupada. Eu me sentei de novo, e suspirei.

– Ao todo são três lordes do inferno, três famílias que impõem as regras do submundo. Meu pai é um deles, mas antes, os Folters estavam em nosso lugar. Por graves descumprimentos de leis, eles foram afastados, a família Shuzen foi escolhida e os Folters caíram em desgraça perante os outros Lordes.

Eles sempre culparam os Shuzen por rebaixa-los, mas nós mal participamos do julgamento Então, há gerações eles vêm tentando caçar ou capturar membros de nossa família. Então começou uma espécie de caça aos Folter, membros da nossa família, ou até mesmo de famílias relacionadas a nossas os caçaram, eles sempre foram bruxos muitos poderosos, há um séculos eles foram dados como erradicados, não se via mais um traço deles na terra, ou no submundo.

Todos os presentes na sala me ouviam com atenção.

– Bem, — O Conde comentou. parece que vocês deixaram alguns escapar.

Calma Kokoa, conte até dez, você precisa dessa boneca de porcelana para ajudar a onee-sama. Tenta não esmagar a cabeça dele na parede, tente ficar calma.

– Não acho que seria prudente falar desse modo Ciel. A morena falou... Qual era mesmo o nome dela? Do modo como Kokoa contou eles parecem ser fortes.

– Parecem não. Eles são.

Quem falava agora era a outra akuma, que estava com jeito de pedófila. Se bem que o Conde já deveria ter seus cem anos. Ela se levantou e foi até o corpo pendurado no fundo da sala. Quem em nome do universo guarda um corpo em uma teia de aranha no fundo da sala?

– Os Folters foram muito importantes para o submundo. Ela acariciava o rosto daquele homem morto. Então era pedofilia e necrofilia ali? Muitos dos feitiços que conhecemos hoje foram criados e descobertos por eles. E até alguns feitiços simples que qualquer outra criatura poderia usar, como por exemplo, conservação de corpos.

Eu mentiria se dissesse que não estava com uma imensa vontade de vomitar naquele momento.

– Então só nos falta saber para que exatamente ele vai querer os três e... Ririchiyo, não acredito que você vá conseguir sinal de celular aqui embaixo.

Virei meu rosto para a morena. Tenho que gravar o nome dela... Ou não. Ela tecava no celular dela com uma velocidade absurda.

– Enquanto vocês estão aí discutindo o passado como um bando de velhinhas fazendo tricô. Eu estava tentando achar algo que nos ajudasse a prosseguir.

– Você anda bem espertinha para quem mal sabia que isso tudo existia. O Conde retrucou.

– Como se isso fosse me impedir de algo. Apenas não estou afim de perder tempo tomando chá na casa de amiguinhos.

Ela respondendo o Conde de porcelana? Subiu dez pontos no meu conceito.

– E você algo que valesse a nossa atenção.

– Nada além de um eclipse lunar total. Daqui a... Ela conferiu as horas no celular, já que naquela parte do submundo parecia estar sempre à noite. uma hora e meia, vai estar no ponto alto. Uma lua de sangue.

– Mas que palco perfeito. Para qualquer coisa. Hannah comentou.

– E onde poderá ser visto esse eclipse? Eu perguntei.

– Deixe me ver... Alguns países da Europa. Incluindo Inglaterra...

– Aquele desgraçado!

Eu e Ririchiyo prestamos atenção no Ciel. Ele estava... Rindo? E Hannah também? Aquela dupla me deixava desconfiada. E muito.

– O que foi agora? Eu perguntei.

– Nos estamos enfrentando um idiota excêntrico o bastante para querer fazer seu show na minha antiga mansão.

– Então já temos o local e o tempo que nos resta. Ririchiyo falou com certa confiança na voz. E o que estamos fazendo aqui ainda?

Eu e Ciel nos levantamos, senti algo estranho, um misto de ansiedade com medo. Conseguimos caçar muitos deles, mas isso não quer dizer que minha linhagem não sofreu perdas.

– Então adeus Hannah, Claude, Alois, Luca.

Tá bom, além de nós três tinha um ser vivo e um cadáver, e os mordomos não estavam ali. Ciel estava dando adeus para quem? Como se estivesse lendo minha mente e quisesse me responde, Hannah abriu a boca de um modo anormal, uma mão grande entraria ali sem problemas. Seus olhos assumiram um brilho rosa, as pupilas eram apenas finas fendas pretas e verticais.

– Adeus Ciel Phantomhive.

Já ouviu três quatro vozes ao mesmo tempo? Da mesma boca? Não é nem um pouco legal. Deu para distinguir a voz da Hannah, de um homem, e pelo jeito havia duas crianças. Aquilo era totalmente doentio.

Depois de vermos aquela despedida uma névoa nos envolveu, e em dois segundos estávamos em frente ao portão daquela mansão. Eu já disse aquilo era doentio.

– Bem, acho que já temos como ir, não é mesmo Conde?

– Não é tão fácil assim. Ele me olhava como quem olha uma criança que acabou de dizer algo obvio e idiota. Eu ainda ia esmagar a cabeça dele contra o asfalto. Tenho que ficar mais perto geograficamente de Londres para poder abrir um portal e...

Naquele segundo senti algo que, pela expressão dos dois, eles também sentiram. Um frio inexplicável, um arreio pelo corpo todo e a sensação de estar no fundo de um rio quase congelado. Começamos a olhar em volta, procurando onde estava a criatura que estava causando isso. Logo estávamos envoltos em névoa negra. Eu não enxergava mais que dez centímetros a minha frente. Forcei minha visão, para ver se enxergava algo dentro da névoa, e vi um youkai com qual nunca tinha me deparado. Era do tamanho de um urso, tinhas patas como a de um tigre, uma cauda de boi e uma enorme tromba de elefante. Pelo menos era o que parecia, já que ele era feito de névoa, não tinha como ter uma ideia concreta.

Fui agarrar Kou, mas ele não estava no meu ombro. Onde estava aquela coisinha imprestável?

– Kou? Kou! Tentei chama-lo.

– Kokoa. Ouvi a voz de Ririchiyo. Isso é só um Baku, eles se alimentam de pesadelos, tente ter alguma lembrança ruim. Ele vai comer e vai embora.

Acalmei-me. Arranjar uma lembrança ruim ou um pesadelo não foi tão difícil. Logo a névoa se dissipou. Ainda estávamos em frente à mansão. Senti Kou no meu ombro. Eu jurava que naquela hora ele não estava ali. Rrichiyo estava um pouco mais afastada, a minha direita, ela parecia estar mais pálida, mas pela expressão no rosto dela estava bem. Mas onde estava Ciel?

Ao mesmo tempo nós duas olhamos para trás, senti que iriamos ter um pequeno atraso. Ciel estava ajoelhado no chão, as mãos na cabeça, o rosto em pânico total. O youkai estava atrás dele, e o que vi antes descrevia aquele ser de névoa muito bem. Ele estava com a tromba sobre a cabeça dele, e parecia estar sugando algo.

– Ciel?

Ririchiyo começou a chama-lo, eu me juntei a ela, mas ele não respondia.

Ciel estava imerso em seu mundo sombrio de pânico, e nós não estávamos com tempo para isso.

Notas finais
Acho que esse atraso vai ser meio... muito longo. O Ciel tem lembrança ruim pra dar e vender.