It's all in your blood
4 Primeiras Respotas
Notas iniciais
Então você sai para procurar sua irmã, que você descobriu estar desaparecida, e se encontra com outros dois monstros na mesma situação, e um deles anda com o idiota que vive dando problemas pro seu pai. Mas que maravilha não?
– Então esse pirralho é o Conde do Submundo? Dava vontade de rir, quantos anos aquele garoto parecia ter? Uns doze ou treze no máximo.
– Não acredito que isso seja relevante agora. Mas acho que seria um bom começo se descobrirmos se os desaparecimentos tem alguma relação entre si.
– Ainda não acho que deveria contar algo a um rato imundo como você. Eu respondi.
Ele apenas suspirou. Aquilo me irritou muito, porque uma criança como aquelas estava se portando como um adulto. Só de olha-lo tinha vontade de dar uma martelada nele.
– Bem, acho que você pode colaborar mais aqui não? – Ele se virou para a morena, que parecia ligeiramente confusa. Ela apenas olhou em volta, ela estava claramente apreensiva.
– Eu não acho que seja uma boa ideia conversamos aqui.
– Tem alguma coisa que pode nos ajudar? Ele olhou para ela com uma cara extremamente inocente. E cada vez mais eu tinha vontade de acerta-lo.
– Venham comigo.
Nós a seguimos. Enquanto andávamos, eu e o Conde em miniatura trocamos alguns olhares, a garota na nossa frente, que se não me engano ela se chamava Ririchiyo, nem percebeu. Logo chegamos a um simples hotel, ela subiu as escadas silenciosamente. Chegamos a um quarto que estava com a porta apenas encostada. Ela abriu a porta, percebi que havia algo em seu olhar, mas não consegui identificar. Quando a porta estava completamente aberta, senti um cheiro forte de sangue e de... Cachorro?
– O que aconteceu aqui? Eu perguntei.
– Não sei. – Ela foi entrando e eu fui logo atrás dela. – Por algum motivo eu não acordei a noite mesmo com tudo isso acontecendo.
– Quem exatamente estava aqui?
– Meu... – ela fez uma pequena pausa. – Meu agente do Serviço Secreto, se vocês querem saber ele tem o sangue de uma raposa de nove caudas.
OK. Isso explicava o cheiro de cachorro.
– Como assim ele tem sangue de um youkai?
– Algumas famílias possuem sangue de youkai na sua linhagem, no caso da minha família é sangue de akuma. Em algumas poucas gerações, o sangue se manifesta de tal forma que podemos usar suas habilidades, e somos colocados como reencarnações desses antepassados youkais.
– Então seu agente é a reencarnação de raposa de nove caudas?
Comecei a juntar as peças. Ter um kitsune sob seu poder já seria algo muito perigoso, e pelo que eu ouvira o demônio do Conde estava na lista dos mais poderosos, mas o que minha onee-sama tinha a ver com isso? Ela era uma vampira poderosa, mas não era o único youkai de sangue puro existente, e temos mais irmãs.
Quando me dei conta, os dois estavam me encarando.
– O que foi?
–Não sei. – O Conde respondeu. – Você parecia estar... Pensando.
– Ora seu...
Eu estava prestes a pegar meu morcego, Kou, quando Ririchiyo se colocou entre nós dois.
– Não acho que seja hora para rixas infantis, seja lá quais elas forem. Ela tentava disfarçar, com uma expressão indiferente, mas a preocupação era percebível em sua voz.
O Conde suspirou, e voltou a observar o quarto. Ele olhava tudo meticulosamente, como se fosse experiente naquilo. A atitude arrogante dele fazia meu pulso formigar de vontade de socar aquela carinha de criança.
– Você estava aonde quando isso aconteceu?
O interrogatório continuou, aos poucos deduziram que deveriam ter usado alguma erva ou algum feitiço para coloca-la em sono profundo. Eu fiquei no canto, entediada, tentando me lembrar de alguma aula daquela escola inútil que pudesse me ajudar. Ficava tentando relacionar: Kitsune, Akuma, Sangue Puro. Ficava repetindo isso na minha cabeça. Mas estava um pouco difícil, já que fazia algum tempo que eu não me alimentava, e o sangue estava me fazendo falta.
– Merda! Foi a única coisa que eu disse quando consegui relacionar, as coisas.
– O que foi? Os dois me perguntaram em uníssono.
– Eu não tomo nada há algum tempo e...
– Isso nos importa? O Conde veio perguntando.
– Não é isso Sherlock. – Ele realmente queria me irritar. – O que estou falando é que a resposta é essa: Sangue.
– Não estou entendendo. Ririchiyo se aproximou de mim.
– Eu estava andando nos corredores da minha escola, quando ouvi duas bruxas comentando sobre o quanto o sangue pode ser útil na formula de um feitiço. Talvez seja isso. O sangue forte de um Kitsune presente em um corpo humano e um sangue de um Akuma forte suficiente. – Então suspirei frustrada. – Mas não consegui encaixar minha onee-sama nisso.
A miniatura de Conde começou a pensar e logo achou uma resposta coerente.
– Seu pai é um dos Lordes do Inferno certo? O que faz de vocês herdeiras de certo modo.
– A reencarnação da Nove Caudas, um dos mais fortes dos Akumas e uma herdeira do Inferno. Que tipo de feitiço precisaria disso.
Ririchiyo perguntava enquanto passava a mão sobre alguns cortes na parede, que pareciam ter sido feitos com uma espada. Aquilo parecia incomoda-la mesmo ela disfarçando.
– Acho que conheço alguém que saiba. O Conde disse com um sorriso maléfico no rosto.
Sem que eu percebesse quando aquilo começara, um brilho roxo tomou conta do chão daquele quarto, olhei para o Conde e sua pupila estava fina como a de um gato, e sua íris tinha um brilho intenso e rosa. Começamos a afundar no chão, e tudo a nossa volta ficou preto. Senti como se estivesse dentro de uma caixa, e alguém estivesse girando-a muito forte, estava gelando e comecei a me sentir meio enjoada e fechei os olhos.
Quando abri meus olhos estávamos em um beco, as paredes a nossa volta eram de tijolo rebocado. O Conde estava com uma roupa muito estranha, como se fosse do séc. XVIII, o short e o casaco azul marinho, a camisa preta de gola bufante, a meia preta que ia até a altura de seus joelhos, o sapato social preto de salto baixo com um laço, a cartola azul marinho com um estranho enfeite de tecido preto e uma pequena caveira branca. Se contássemos a bengala poderíamos dizer que ele estava tão másculo quanto um campo de margaridas.
– Bem vindas à parte baixa do Submundo senhoritas. Ele disse naquele tom arrogante que tanto me irritava.
Fale com o autor