Notas iniciais
Gente, primeiro quero me desculpar pela demora absurda! Estava louca para postar o primeiro capítulo mas minhas aulas voltaram e meu descanso acabou (hahaha). Não tenho tempo nem para escrever mais! Mas enfim, aqui vai o capítulo 1. Espero que gostem!

– A gente devia ter pedido a de pepperoni. — A garota sugeriu.

– Assim não teria graça. — Ele brincou — Qual é, Lydia! Pizza de brócolis com alho, frango e queijo é muito mais elaborada do que a de pepperoni, que a gente vive pedindo.

– Elaborada até demais! Essa coisa me embrulhou o estômago! — A ruiva falou — Olha aqui Stiles, se eu acordar amanhã com uma caganeira "monstra", a culpa vai ser toda sua!

– Hahahahahaha. — O garoto deu uma risada leve — Nossa, que responsabilidade a minha. — Levantou as mãos pro alto, como se estivesse se rendendo — Acho que nem vou dormir essa noite! — Ele brincou, por fim.

– Você é um besta — Lydia jogou a borda da pizza que comia, no amigo.

– Ei! — Stiles pegou um pedaço da sua, onde tinha mais queijo, e revidou.

Começaram uma guerra. De pizza. Sim, vocês leram certo: pizza. Pedaços de brócolis, queijo e frangos, voavam de um lado para o outro do quarto. Os dois gargalhavam.

– Madame, cuidado com os seus cabelos loiro-avermelhados, acho que joguei muito brócolis nele. — Stiles e essa mania de dizer que o cabelo da amiga era "loiro-avermelhado".

– Porque você não viu o seu! — Ela sorriu — Exagerei no quei...

– Alguém, pelo amor de Deus, pode me explicar o que tá acontecendo aqui? — Xerife abriu a porta do quarto, esbaforido.

– É.. Oi, pai! — Stiles deu um leve sorriso, e colocou as mãos no cabelo moreno, espetado. Estava envergonhado — Você não ia chegar mais tarde hoje?

– Já é tarde. — O pai do garoto falava enquanto examinava o caos que tinha acontecido dentro do quarto — Agora, eu quero saber, o que vocês dois inventaram dessa vez? — Sr. Stilinski viu Lydia. Sorriu pra ela, e acenou, dizendo um "oi".

– Então, xerife — A garota começou — Primeiro, quero deixar bem claro que seu filho é uma lástima pra escolher sabor exótico de pizza — Stiles sorriu. Quase riu. — A gente estava humildemente conversando, quando ele começou a jogar brócolis em mim. — Ela mostrou o cabelo ruivo, coberto de arvorezinhas verdes, para o pai do seu melhor amigo.

– Espera aí! — O garoto interviu. — Volta a fita! Quem começou tudo isso foi ela. — Sorriu maliciosamente — Essa garota deve aparentar ser um anjo, mas ela é terrível!

– Cala a boca, ou! — Lydia riu, e deu um leve empurrão no amigo.

– Muito bem, já que os dois participaram dessa "guerra" — O xerife decidiu falar. — Os dois têm o direito de limpar o que sobrou dela. — A garota e o garoto fecharam a cara.

– Mas pai, como o senhor disse, já tá tarde! A Lydia tem que dirigir até a casa dela, que é cinco quarteirões daqui. — O moreno começou a falar — É perigoso sair por aí, nesse breu. Vai que acontece alguma coisa?

– Stiles! Por favor! Você conhece a amiga que tem! — O pai sorriu. — A Lydia pode dormir em casa, hoje. Igual nos velhos tempos! Sem problema. Essa daqui é como se fosse a segunda casa dela.

– Por mim, tudo bem. — a ruiva sorriu, entrelaçando as duas mãos nervosamente.

– Se tá tudo bem pra você,- Stiles disse — então tá tudo bem pra mim. — O garoto descansou um dos braços no ombro da melhor amiga.

– Ótimo! — O Xerife se animou. — Agora, parem de enrolar e limpem essa bagunça!

– Eiei, pai, não sou a gata borralheira! — O garoto falou.

– Mas é meu filho.

– Mas, e a Lydia? Ela também não é a gata borralheira e nem sua filha.

– Stiles! Pare de me distrair, porque isso não vai dar certo! — A garota cobriu a boca para abafar a risada. O garoto estava com a cara fechada.- A Lydia é como se fosse uma filha pra mim. Você sabe disso. — Ela sorriu.

– Ah, vamos lá! — A ruiva tentou animá-lo — Pelo menos, você vai limpar o quarto comigo. Olha só que demais! Não vai poder reclamar, jamais! — Ele revirou os olhos e riu.

– Enquanto vocês arrumam essa zona, eu vou me deitar. Meu turno hoje, foi cansativo. — Xerife suspirou, passando a mão pelo cabelo ralo loiro.

– Pode ir, Sr. Stilinski. Deixa que eu mesma arrumo o sofá da sala pra mim e pro Stiles.

– Obrigada, Lydia, querida. — Deu um leve beijo na testa da garota. — E você, filho, faça o favor de ajudar sua amiga.

– Pai, eu acho que não tô afim não. — Um silêncio tomou conta do quarto. O garoto quebrou-o com sua risada. — Por favor, né gente! É claro que eu vou ajudar. Não sou preguiçoso nem nada do tipo.

– Eu discordo da parte do "não sou preguiçoso". — A ruiva levantou o dedo indicador, como se estivesse na sala de aula, pronta para fazer uma pergunta ao professor. O Xerife ria.

– Psiu, fica quieta aí! — Stiles começou a fazer cócegas amigáveis na amiga.

– Ok, já deu. Vão logo fazer o que vocês tem que fazer e me deixem descansar em paz. — O pai do garoto interviu. — Boa noite! — Stiles abraçou o pai e Lydia acenou a ele, desejando "bons sonhos".

Assim que o Sr. Stilinski se retirou, os dois amigos colocaram a "mão-na-massa". Demoraram um bocado até finalizarem tudo, mas enfim, conseguiram.

Na hora de dormir, a ruiva deitou-se em um braço do sofá e o moreno, no outro. Ela usava uma camiseta de um dos pijamas do garoto, que, a propósito, ficava grande nela (a barra da blusa ia até a metade da coxa). Cada um pegou o seu cobertor, se arrumou na posição mais confortável que conseguiam, e um longo silêncio tomou conta da sala de estar.

– Ei, Stiles, tá acordado?

– Ãhn? Oi? Quê? Que foi? — O garoto esfregava os olhos.

– Desculpa ter te acordado. — Ela sussurrou.

– Ah, tudo bem. — Ele a tranquilizou — Contanto que o assunto seja interessante, tudo bem você ter me acordado no meio do meu sono da beleza.

– Você é ridículo. — Ela bufou, fazendo que uma mecha de seu cabelo ruivo se movesse. — Eu te chamei porque é assunto sério.

– Vá em frente. — Stiles sentou no sofá.

– Então, é que, eu tava pensando. — A garota começou. — Eu.. eu.. eu.. — Lágrimas começaram a deslizar sobre suas bochechas levemente coradas. — Sabe, Stiles — Ela soluçava. — eu pareço estar sendo forte. Aparentemente, eu estou super bem, super foda-se pelo o que aconteceu hoje de manhã, mas de verdade... — Respirou fundo. Segurou algumas lágrimas — Eu não estou aguentando! — Voltou a chorar.

Stiles a abraçou. Sentiu o coração da garota, batendo violentamente. Estava realmente muito machucada. Ele a conhecia. Sabia que havia alguma coisa de errado com ela, desde que entrara em sua casa.

– Dói. Dói mesmo. Dói muito! — O garoto acariciava as pesadas madeixas ruivas. — Lydia, presta atenção, — Se afastou dela, mas segurou em sua mão. — o Parrish é um cara legal. Ele é bem firmeza, gente fina e tal. Você o amava, ou ama, sei lá. Eu só quero deixar uma coisa bem clara: mesmo ele sendo uma pessoa simpática, esse carinha não te merece. — Stiles abriu um sorriso de lado. — Você é uma garota magnífica! Por isso, fique sabendo que quem saiu perdendo nessa história foi ele. E, ah, pare de sofrer. Pare de derramar essas lágrimas salgadas de arrependimento que você não deve ter. Ser traída deve ser um "pé-no-saco" mesmo, mas saiba que ele te amava. Muito. Sempre que falava seu nome, os olhos do Parrish chegavam a marejar. — Fez uma pausa — Minha amiga, não sei que dor é essa que você tá sentindo nesse momento, mas, por favor, Lydia, confia em mim. Eu quero te ver feliz, radiante, como você é e sempre foi. Essa sua fase "pelo-amor-alguém-me-mata-fui-traída-que-dor-de-cotovelo", me deixa tão triste. — Ela limpou as lágrimas do rosto. Fungou o nariz.

– Pro seu governo, eu não estou com "dor de cotovelo".

– Aham, sei.

– Meu Deus, você é impossível! — ela deu uma gargalhada. Estava meio chorosa ainda. — Mas enfim, depois desse seminário que acabei de ouvir, não posso reclamar de você pelos próximos 5 minutos.

– Wow, 5 minutos! Que progresso é esse? Até eu tô orgulhoso de mim depois disso. — Ela o empurrou levemente.

– Obrigada, seu idiota, sarcástico mais fofo do mundo! Você é o melhor presente que eu pude ganhar na vida!

– E a Prada?

– Que que tem?

– Quando sua mãe te deu ela, lembro muito bem que você disse que foi o melhor presente da sua vida. — Ele zombou.

– Stiles! — Com um movimento rápido, encontrou uma almofada próxima e arremessou. Segundos depois, um barulho em meio ao silêncio garantiu que ela havia acertado o alvo. Ouviu a risada do melhor amigo. O último som que ouviu antes de sorrir e cair no mais profundo sono.

Notas finais
Vou pedir o mesmo que no "prólogo". Seguinte, aceito elogios, críticas, ajuda e até dicas nos comentários. Adoraria saber a opinião de vocês! Espero que tenham gostado. Postarei o próximo capítulo assim que puder!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.