Notas iniciais
Olá o/ Primeira vez em que posto algo aqui hehe Na cidade, que eu criei na fanfic em que incrivelmente não tem nome, eles comemoram o Halloween um dia antes, então espero que não estranhem. Boa leitura! ♥

Ah o Halloween...

Uma data comemorativa para as crianças ficarem com diabetes de tantos doces e quando a noite termina, cadáveres assombram as casas que tenham pestes que aprontam toda vez e dizem que uma criança fora arrastada de seus aposentos por um ser fantasmagórico com sua face inverti...

—Sarah! – A loira advertiu a garota a sua frente, que esta sentada contando histórias para os pequenos, virou a cabeça encontrando a irmã mais velha.

—Mia! – Repetiu a fala da mesma usando o nome dela – Estava apenas contando umas historinhas, nada demais.

—Nada demais? – Disse sarcasticamente – Nada demais... É nada demais assim como o Halloween passado Sarah, eles passaram a noite em claro e você ainda faz isso? Como você é irresponsável! Nossos pais pediram para que cuidássemos dos nossos irmãos, não os fazendo ficarem traumatizados!

—É para eles aprenderem Mia, se não alguém ira fazer por mim lá fora e não será de algo bobo, será algo pior... Ainda mais quem eu iria assustar de noite? – A mais velha arregalou os olhos.

—É você que assusta eles de noite? – Sarah engoliu a seco negando com a cabeça enquanto os pequenos acenavam que sim.

—É claro que não, é o vizinho e não eu! Ainda mais com que eu poderei assustá-los? – Ela revirou os olhos com a resposta da mais nova e retirou uma fantasia de “Dona Morte” dentro do baú das crianças. – Não é meu.

—É sim! Ela coloca isso sempre um dia antes do Halloween e toda vez que abrimos para pegar nossas fantasias ela coloca isso para nos dar susto – Johan diz apontando para a irmã acusando-a e ela dá um tapa leve na perna do mesmo murmurando “Fica quieto pirralho!”.

—Sarah, por favor, não faça mais isso... Faltam poucas horas para o Halloween então deixe as crianças quietas. – Mia pediu esfregando os dedos pela testa. – Johan e Marta, vão para o meu quarto enquanto falo com a irmã de vocês, por favor.

Em segundos depois os dois estavam animados ao entrar na cama da irmã, pelo canto dos olhos ela pode ver os dois começarem a pular na cama dela e mesma sorri, olha diretamente nos olhos de Sarah esperando que a mesma falasse algo.

—Eu não vou pedir desculpas. – Sarah se levantou indo em direção a sua prateleira de livros tirando um da mesma.

—Não estou pedindo que peça desculpas – Segurou a mais nova pelos ombros – Estou pedindo para que você pare, eles são crianças e tende a enxergar aquilo que teme, então pare.

—Está bem! – Mia respira aliviada ao saber que a sua irmã concordou – Mas se eles tentarem alguma gracinha não me impeça – As duas riram.

—Nunca faríamos isso. – Marta diz encostada na porta junto á seu irmão gêmeo.

—Ainda mais como poderíamos fazer o que você faz? – Johan continua a frase dela.

—Só temos oitos anos – Concluíram juntos.

—Apenas precisam de alguns anos de prática para atacar o terror na vizinhança. – Sarah disse dando uma piscadela para eles que deram risada com a face surpresa de Mia. – Você falou que era para eu parar de assustá-los, ou seja, eu posso ensina-los á assustar.

—Você não tem concerto. – Mia revirou seus olhos claros.

—Claro que não, sou insubstituível e todos me amam. – Ambos, no quarto, deram risada e Mia colocou os mais novos para se arrumar.

—Do que você vai Marta? – Mia perguntou enquanto segurava dois trajes na mão, bruxa e Jack a Caveira.

—O Jack – A ruiva disse enquanto andava até a irmã e a mesma entregou a fantasia – E você Johan?

—Eu vou de Jack Sparrow – Apareceu com a roupa no devido lugar com maquiagem e tudo. – A Sarah me ajudou por incrível que pareça.

—Não faço mais também – Sarah deu risada enquanto buscava sua fantasia e rapidamente apareceu vestida de vampira sexy. – Estou linda o suficiente para chamar atenção de Klaus?

—O seu amigo? – Mia perguntou tentando não parecer diferente.

—Ciúmes, mana? – Sarah sabia que Mia gostava de seu amigo, pois percebia as bochechas vermelhas dela quando se falava o nome “Klaus”. – Relaxa, ele é todo seu...

—Esqueceu que ele tem namorada idiota? – Mia andou até seu quarto para poder se fantasiar e sua irmã a seguia junto aos mais novos.

—Ah qual é! Uma traição vinda dele não vai ser nada comparada com o que a namorada dele fez. – Sarah disse enquanto olhava para a mais velha pelo espelho. – Ela o traiu mais de dez vezes e ela pensa que ele não vê, ele é meu amigo então ele anda comigo e teve uma vez em que estávamos indo para a quadra quando vi dois casais se beijando ele viu e andou como se não tivesse visto, pois era sua querida namorada.

—Como se isso fizesse com que ele me notasse de uma vez – A garota murmurou enquanto fazia as marcações no lado de sua boca, que fazia parte de sua maquiagem do personagem Coringa.

—Ele gosta de você Mia! – Ela quase marcou no lugar errado ao ouvir isso.

—Se ele gosta de mim, por que ele não falou para mim? – Voltou a se arrumar respirando fundo.

—Do mesmo jeito que você não falou para ele, mas que porra Mia! – A mais velha se levantou assustando a mais nova.

—Eu disse para ele ano passado e adivinha só! – Fingiu estar animada, mas rapidamente mudou para a face enraivecida – Ele disse “Por que eu iria gostar de uma nerdzinha como você? Alguém tão ridículo e tão cheio de si, odeio esse tipo de gente!”, é... Ele realmente gosta de mim Sarah.

—Eu... Eu não sabia – A mais nova se sentiu envergonhada e se encolheu ao sair do quarto sem sussurrar um “me desculpe” antes de ir.

Mia mordeu seu lábio inferior e ao sentir seus olhos lacrimejados avisando-a que irá chorar respirou fundo tentando espantar a dor em seu peito, as palavras saindo da boca de seu amado faziam um efeito avassalador e sentia raiva de si mesma por gostar de alguém tão egocêntrico que nem mesmo imaginaria que ele fosse amigo da sua irmã, já que ela era tão antissocial. Minutos depois quando terminou sua maquiagem pensou em colocar seus óculos os colocou a frente de seu rosto e se olhou no espelho, ela sabia que era linda e tinha um corpo esbelto, mas a vergonha não deixava se mostrar e respirou fundo quatro vezes, segurou seus óculos em uma só mão e aos poucos ia quebrando ele enquanto fechava sua mão.

[...]

—Woah... – Disseram Marta chamando atenção de Johan e Sarah, que se entenderam ao falar em que casa eles iriam pregar uma peça de madrugada.

—Vai vestida assim? – Mia ficou surpresa ao ouvir essas palavras saírem da boca de Johan. – Está mostrando um pouco de suas pernas... – Disse emburrado cruzando seus braços ao olhar as pernas da irmã que a maior parte estava sendo ocultada pela bota.

—Acho que ela ficou linda assim. – Sarah disse bagunçando os cabelos louros dele e ela mais Mia seguiram atrás dos mais novos enquanto eles pediam doces para os vizinhos Sarah sussurrou no ouvido de Mia. – Eu tenho uma leve impressão que essa roupa é pra jogar na cara dele.

—E se for? – As duas deram risadas e Sarah percebeu o olhar que a maioria dos garotos lançavam a elas.

— Parece que hoje seremos os banquetes das invejosas.

—Estou parecendo ridícula com essa maquiagem, nunca usei tanto assim...

—Deve ser por que você nunca usou maquiagem? – Ela a encarou fechando os punhos dando um soco leve em seu ombro o que fez ambas darem uma gargalhada – Você por acaso pintou o cabelo?

—Sim, por quê? – Perguntou assim que viu a face surpresa de Sarah.

—Por isso que parece tão real, achei que era peruca. – Deu risada chamando atenção de um garoto em especial e o mesmo olhou para ela – Klaus! – Escondeu a raiva por um momento para depois jogar a bomba no amigo.

—Oi Sarah e... – Não conseguiu reconhecer a garota do lado da mesma por causa da maquiagem – Amiga da Sarah.

—Acho que você errou... – Mia disse com o semblante sério e ele ergueu sua sobrancelha ainda com o sorriso galanteador em sua boca – Não é amiga – Aproximou seu rosto do dele colocando as mãos na cintura afastando o casaco fazendo com que ele olhasse para as pernas dela – É irmã.

Mia se afastou podendo olhar a expressão surpresa dele e rapidamente seguiu os gêmeos que encaravam tudo, Johan ergueu a mão para Mia que segurou a mesma e andaram até a casa da senhora Margarete que tinha um filho da idade dos gêmeos.

—É a Mia? – Klaus perguntou á Sarah que o encarava com raiva.

—Não, um ET... Falando nisso, estou extremamente brava com você. – Ele a encarou torto – Eu soube pela minha irmã que você deu um fora nela da pior forma possível.

—E agora eu me arrependo amargamente. – Encarou o traseiro da mesma que, sem que ela queira, rebolava o fazendo perder o ar.

—E se for por mim vai se arrepender mais ainda.

[...]

—Tem certeza senhora Margarete? – Mia perguntou para a mesma pela segunda vez ao receber a proposta vinda da mesma.

—Sim Mia, pode ir se divertir lá na casa da Karen e tome cuidado com as bebidas. – Abraçou a mais nova e fechou a porta.

—Então...? – Sarah perguntou assim que sua irmã atravessou a rua. – Podemos?

—Você está me vendo com o Johan e a Marta, Sarah? – Retrucou a pergunta de forma divertida, mas sua face se tornou séria ao observar o olhar desejoso de Klaus sobre seu corpo – Vamos antes que eu desista de ir.

A casa de Karen era perto da escola então não tiveram problemas ao encontra-la e no percurso todo Sarah tagarelava dizendo: “Aposto que vai ter um Harley Quinn macho para você na festa” e em todos os comentários dela relacionados á homens para sua irmã Klaus bufava de ódio. Queria ter a amiga o ajudando, mas ao tentar fazer a proposta á ela enquanto Mia estava conversando com a vizinha dela ela o lançou um olhar flamejante capaz de derreter a alma.

—Minha Joker! – Karen gritou chamando atenção de vários á sua volta assim que saiu de sua casa avistando Mia. – Nunca imaginaria que veria você assim Mia, toda sexy.

—Te surpreendi muito minha Harley Quinn? – Mia rodou afastando o casaco ao parar na frente de Karen que a olhava de boca aberta e sussurrou para a amiga – Vulgar de mais?

—Vulgar é a roupa da Evelyn. – Karen puxou a loira pelo braço que fez uma corrente, pois Sarah segurou o braço da irmã junto a Klaus. – Ela veio de caveira mexicana, mas ao se fantasiar com alguma roupa considerada como mexicana ela veio com um pano só.

—Deve ter ficado horrível – Mia deu risada e Karen acompanhou observando Sarah e Klaus se sentarem no bar improvisado.

O som eletrizado machuca um pouco dos ouvidos de Mia, mas aos poucos se acostumou com o ambiente começando a balançar a cabeça de acordo com a batida e retirou seu casaco o colocando na cadeira que tinha ao lado da porta. Karen olhou para a menina da cabeça aos pés e Mia gargalhou.

—Acho que você vai roubar meu namorado desse jeito. – Karen tampou os olhos do afrodescendente que estava próximo às duas. – O meu cachorro-quente não vai ficar perto de você.

—Bela fantasia Scott! – A loira exclamou segurando o riso ao ver a fantasia dele, mas não aguentou e acabou gargalhando mais uma vez. – Desculpa, está engraçado.

—Eu poderia elogiar sua fantasia se eu não estivesse com meus olhos tampados – Scott tentou retirar as mãos da namorada e, infelizmente, não teve sucesso – Desisto de ver.

—É pra desistir mesmo, agora vai pegar uma bebida. – Virou o garoto o colocando na direção do bar e o soltou fazendo o mesmo andar até o local. – Agora vamos dançar.

A morena segurou os pulsos da loira a puxando para cima enquanto andavam até a pista e começaram a dançar, pular e inventar passos engraçados fazendo ambas rirem. Klaus observava a garota arrependido e mal percebe a loira mais nova conversar com ele, já que estava tão entretido á observar as curvas da mais velha.

—KLAUS! – O grito afeminado o retira de seu transe e obrigando ele a olhar para o lado. – O que você está fazendo aqui?

É a sua namorada acompanhada de um garoto já bêbado.

—Com certeza não é a mesma coisa que você – O garoto deu um gole em sua cerveja, que na realidade era de Sarah, e viu o sorriso debochado de Marylin.

—Então me diga o que você está fazendo aqui. – Ela estava com pressa, que já massageava a coxa do garoto ao seu lado.

—Talvez eu faça uma garota gritar meu nome na cama hoje.

Ele se levantou deixando Marylin boque aberta e andou até Mia agarrando sua cintura fazendo com que ela sentisse a intimidade dele contra uma de suas nádegas. Ela encarou Karen de olhos arregalados ao ver a amiga se afastar abafando uma risada nada discreta e Mia tentou se afastar, infelizmente, não conseguiu pelos braços fortes a rodeando. Derrotada, encostou sua cabeça no ombro do garoto ao sentir a respiração pesada dele em seu pescoço e se arrepiou assim que beijos calorosos foram distribuídos no pescoço alheio, mas ao lembrar-se das palavras saindo de sua boca mostrando seu veneno seu corpo ficou tenso e trincou seu maxilar.

—Quer fazer ciúmes na namorada Weston? – A garota perguntou enquanto se virava para ficar de frente para o garoto, que ainda tinha suas mãos sobre o quadril dela.

—Pense o que quiser – Sussurrou no ouvido dela mordendo o lóbulo da orelha dela.

Ela pensou que suas pernas poderiam muito bem fraquejar e que poderia desmaiar nos braços dele, mas ela não queria demostrar tal fraqueza e partiu em direção de seu ouvido roçando os lábios por cima da orelha do mais novo. Ela começa a beija-lo por todo o seu pescoço ouvindo-o chamar seu nome baixinho, quase num sussurro.

—Se quer fazer ciúmes, faça direito. – Arranhou a nuca dele e ele, com certa delicadeza, puxou a loira até o segundo andar quase derrubando os convidados ao redor.

No corredor ele a segurou pela cintura puxando-a para cima colocando a garota na mesa que tinha abaixo de um quadro e apertou a coxa dela com força ouvindo o gemido de dor vindo dela, sem hesitar finalmente se beijaram e assim que as línguas se encontraram pareciam que estavam dançando que como música tinham os batimentos de seus corações.

Eles entraram no quarto desengonçadamente, quase tropeçando nos próprios pés, Klaus de relance ergueu seu olhar por todo o quarto encontrando ninguém o que o deixou satisfeito e se surpreendeu por ouvir a voz de Mia entrando em seus ouvidos dizendo:

—Sem preliminares. – Ela sussurrou em desespero.

Ele a presou na parede – Vai ser do meu jeito.

Ele retirou apressadamente a roupa da garota deixando-a constrangida por ser a única nua no local, até que se envergonhou mais ainda quando ele a caminha até a cama de forma delicada e ele retirou sua roupa ainda encarando Mia com seus olhos claros tão intensos, ela se sente sufocada com o olhar dele. Já ambos nus ele a beija lentamente, enquanto segura a cintura dela com uma de suas mãos e a outra serpenteia até seu seio direito acariciando-o.

Ele estava sendo extremamente carinhoso e seus toques ás vezes iam dos mais delicados aos mais possesivos possíveis o que deixa Mia espantada. Ela gemeu quando o mais novo introduziu dois dedos de uma vez em sua entrada arqueando seu corpo por reflexo e ele movimentou mais rápido ainda ouvindo os gemidos altos dela, sem previsão retirou os dedos dela a penetrando com seu membro assim que Mia abriu sua boca para poder reclamar, seus gemidos eram abafados por beijos e no quarto – Que é de Karen – os quadris se chocando eram ecoados.

[...]

Com as botas em mãos ela caminhou até o corpo debruçado sobre a cama beijando o topo da cabeça encarando rapidamente o rosto sereno dele que ainda tinha vestígios de sua maquiagem e dele, uma caveira com a boca vermelha e branca. Despediu-se acariciando o rosto do mais novo com um sorriso abobado em seus lábios...

Tive o melhor dia da minha vida — Pensou Mia olhando Klaus na cama da porta – Infelizmente durou uma noite só.

Na escola foi recebida por um garoto loiro de porte físico exagerado, o que a deixou levemente enojada – odiava esses “tipos” de pessoa – e bastou mais um passo a sua direção que espirros vieram à tona deixando-a atordoada.

—Desculpa... Meu perfume – Sam disse levemente corado. – Chamo-me Sam, prazer em conhecê-la – O sorriso malicioso foi colocado em seus lábios deixando Mia levemente surpresa.

Sem se importar com o olhar do garoto a sua frente – Prazer em conhecê-lo, mas poderia me dar licença? Tenho que ir para a sala.

Sussurros são ouvidos envolta de Sam que foi deixado no meio do corredor por Mia e o mesmo bradou á todos “Calem suas bocas!”, sua voz ecoou até o corredor onde Klaus estava encostado na parede de uma sala esperando Mia. “Este lêmure de pelos negros e olhos esbugalhados vive em árvores da floresta de Madagascar e tem hábitos noturnos. Além da visão otimizada, o aye-aye possui um dedo maior que os demais, que é usado para caçar larvas nos buracos das árvores.” A voz da professora de biologia adentrou nos ouvidos de Klaus.

Mia está atrasada.— Pensou trincando seu maxilar, ele estava preocupado com ela.

—O que está fazendo aqui? – Karen perguntou assim que saiu da sala.

—Esperando a Mia... – Karen estranhou, mas ao lembrar-se da noite passada um sorriso maroto apareceu em seus lábios fazendo o garoto corar. – Sem comentários, por favor.

—Meu Deus! – Exclamou chamando atenção de algumas garotas, que os encarava esperando algo polêmico – Senhor Weston está esperando a futura Senhora Weston, Mia! Incrível como o mundo dá voltas...

—Eu só quero saber como ela está. – Murmurou sentindo o sangue se esquentar loucamente em seu rosto.

—Da última vez que falei com ela, no telefone, ela parecia querer soltar arco íris para todos os lados. – Fez a encenação de um arco íris com suas mãos e fez Klaus dar risada.

A morena se despediu ao receber uma mensagem do centro da conversa, Mia, e elas se encontraram na mesa do pátio. Karen, discreta como é, já perguntou os detalhes da noite anterior e Mia recusava de todas as formas já que a garota á sua frente é teimosa demais para ceder facilmente, mas conseguiu a atenção dela quando disse “É urgente, então cala a boca pelo amor de Deus!”.

—O que é tão urgente? – Colocou as mãos abaixo do queixo sorrindo falsamente, ela não queria conversar sobre aquilo e sim sobre um nome: Klaus.

—É sobre um ga... – Parou de falar no exato momento em que o loiro sentou-se à mesa delas.

Sam tentava de todos os jeitos conversar com ela, mas o que sempre resultava era uma palavra fria da garota como resposta para cada pergunta dele e ao observar que ele não saíra de lá tão fácil se levantou puxando Karen até o banheiro feminino.

—Okay, isso foi muito e MUITO estranho. – Exclamou Karen quando chegou ao banheiro.

—Era disso que estou falando, quando cheguei aqui ele veio falar comigo dizendo “E aí! Chamo-me Sam” e praticamente por culpa dele que eu faltei nas duas primeiras aulas! Ele me seguiu até agora e isso está me assustando.

—Eu soube que ele seguiu o ex-namorado da ex-namorada, que antes era atual, dele por causa de ciúmes... – Karen comentou deixando a amiga pior do que já estava – Será que ele ficou com ciúme de você com o Klaus?

—Por que ele teria?! – Quase gritou, mas ao lembrar-se do garoto do lado de fora abaixou sua voz.

—Talvez seja porque ele queria tirar o lacre? – Mia não entendeu o raciocínio da colega e a mesma bufou explicando fazendo a loira ficar vermelha – Talvez ele quisesse enfiar o sabre de luz dele em você Mia.

—Como você consegue pensar em uma coisa dessas?! – Bagunçou os cabelos fazendo Karen rir e levantar os ombros – E ainda mais, porque ele queria tirar o meu “lacre” sendo que nem foi o Klaus que tirou?

—Como assim? – Sorriu travessa ao ouvir a confissão dela. – Já pode ir dizendo, com que foi?

—Com o vizinho... Marcos Velasquez. – Suas bochechas coraram rapidamente.

—Nunca ouvi falar dele. – Percebeu onde a conversa estava levando resolveu retomar as rédeas – Continuando, pode ir contando tudo.

Ao explicar a situação para sua amiga, Karen ficou em silêncio pensando no que responder á ela e finalmente parou de andar em círculos, que deixou a loira um pouco mais calma.

—Se você gosta do Klaus você deveria tentar se aproximar dele – Omitiu o fato dele ter procurado a mesma – Agora esse tal de Sam, é melhor se afastar dele entendeu? Se ele continuar a te seguir o único jeito é falar com a diretora.

[...]

Mia calmamente passeava pelas ruas da pequena cidade em que vive, depois de ter conversado com Karen se abrindo para a mesma sobre o que ela se sentia em relação á Klaus e como se sentia incomodada com a aproximação esquisita de Sam. Tudo no loiro dava-lhe repulsa como o corpo exagerado de músculos do garoto, a colônia masculina borrifada por todo o corpo dele parecia que ele tomou banho de perfume o que a faz espirrar toda vez que se encontra com ele.

—Mia? – A voz grossa Sam soa ao seu lado fazendo seu estômago revirar.

Não é como ele revira ao lado de Klaus, de ansiedade, e sim de total desconforto que a faz suar frio, como se estivesse com vontade de ir ao banheiro no meio de uma prova.

—Oi Sam... – Tentou, tristemente, sorrir para ele.

O que pareceu mais uma careta.

—Eu queria conversar com você – Um sorriso malicioso apareceu em seus lábios e ele tentou se aproximar de Mia fazendo-a se afastar.

—Desculpa, já tenho compromisso.

Sorriu falsamente para ele tentando continuar a andar, mas foi impedida com a mão de Sam sobre seu cotovelo a jogando contra a parede de musgo e plantas que ali cresciam. A rua estava deserta e possibilidades negativas vieram á mente de Mia quase a fazendo gritar por socorro, mas ninguém a ouviria.

—Você vai conversar comigo por bem ou por mal... Escolha – O tom dele é ameaçador.

Mia tremia muito, estava nervosa e queria chorar, os olhos tempestuosos de Sam pareciam mais escuros do que a noite e seu estômago revirava compulsivamente. Tentou de todas as formas sair dos braços de Sam que a rodeou pela cintura tentando beija-la á força quando ele foi afastado dela quase a fazendo cair e quando ergueu sua cabeça para enxergar o que estava acontecendo encontro Klaus em cima de Sam.

Sua mão estava com sangue do nariz de Sam que tinha o rosto totalmente ensanguentado, parecia uma cena de terror á qualquer um que passasse naquele instante e Mia com um pouco de coragem que restou segurou o pulso dele.

—Você vai mata-lo! – Advertiu fazendo-o se erguer.

—Se fosse por mim, faria algo bem pior... – Murmurou enquanto cuspia no rosto de Sam, já inconsciente. – É melhor darmos o fora daqui, antes que venham com suas tochas. – Brincou e Mia o puxou em direção á sua casa.

Quando chegaram perceberam a casa silenciosa e Mia mandou Klaus se sentar na cadeira para que pudesse limpar o sangue na mão dele, segurou um pano em mãos limpando superficialmente e resmungos viam dele – Quando ela colocou a bolsa de gelo piorou – depois de algum tempo calados Klaus percebe que a mesma, possivelmente, queria ficar sozinha e se levantou murmurando um “tchau” enquanto anda até a porta.

—Por favor... – Virou sua cabeça encontrando os olhos verdes lacrimejados – Fique.

Ela precisava dele mais que tudo e ele também a queria, até mesmo um deficiente visual poderia saber disso, não era um simples gostar e eles não podiam colocar o “amar” no meio do caminho. Amor é algo puro, é algo que dura sempre e é uma palavra forte que deveria ser usada com sabedoria não de forma estupida dizendo á todos que os amam.

Ele caminhou até ela jogando sua jaqueta de couro no sofá segurando a cintura dela beijando lentamente e acaricia as costas dela fazendo a mais velha apertar mais ainda o abraço envolta do pescoço dele, como tentasse saber se era verdade e que ele não escaparia de seus braços como nos sonhos. Mas ali ele estava, beijando-lhe a boca carinhosamente e sendo retribuído.

O dia favorito deles talvez seja o Dias das Bruxas.

Notas finais
Obrigada por ter lido até aqui, espero que tenham gostado e peço desculpas se encontrou algum erro :cUm beijo, um queijo e uma batata! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!