Notas iniciais
Mil desculpas pelo enorme atraso. Desculpem mesmo.
É que estou passando por um período muito difícil. Problemas familiares. E pensei até em parar de escrever definitivamente.MAS pela ENORME consideração que eu tenho por vocês leitores decidi termina-la pelo menos. Enfim quem se importa com meus problemas, vamos ao capítulo.

–Você está bem? Onde ele te acertou?

–Eu to bem! Foi no braço!-gritou a garota.

Chang Sun correu atrás do homem. Este havia parado e o olhava risonho.

–Não acredito! Você Chang Sun?! Quem diria!Protegendo ela?! Você enlouqueceu?!-o homem gritava.

–Por que fez aquilo?! Porque atirou nela?!

–Vim cumprir o seu serviço.

–Eu ainda tinha tempo!

–Mas a mataria?

Chang Sun não respondeu, estava imóvel.

–E você se considera um assassino?-SeungHo perguntou rindo.

SeungHo ria de Chang Sun. Até que foi interrompido com um soco na boca, abrindo assim um grande talho em seus lábios.

SeungHo colocou dois dedos sobre os lábios, vendo o sangue não pensou duas vezes. Revidou o golpe fortemente, fazendo com que Chang Sun cambaleasse e ficasse com um joelho no chão e uma mão apoiada sobre o mesmo.

SeungHo pegou sua arma e gatilhou. Apontou para a cabeça de Chang Sun.

–Eu devia acabar com a sua vida agora! E depois terminar o meu serviço com aquela vadiazinha!

Ouvindo as últimas palavras de SeungHo, Chang Sun não se controlou. Colocando todas suas forças nas pernas passou uma rasteira em SeungHo.

Este caiu no chão soltando a arma.

Chang Sun pegou a arma de SeungHo. Levantou-se do chão e chutou o homem.

–Diga adeus Yang.

Disparou em direção à cabeça do “companheiro de trabalho”.


E com um abrir e fechar de olhos, estava tudo terminado.

Chang Sun voltou correndo até a garota, que permanecia ajoelhada no chão com a mão sobre o braço.

–Como está?-Chang Sun perguntou olhando o braço da garota.

Como você acha que eu estou? Acabei de levar um tiro!

Chang Sun ignorou a resposta da garota.

–Está doendo muito?

A expressão de dor tomava o rosto da garota, esta apenas acentiu.


–Tudo bem. Vamos cuidar disso.

********

JaYeon reuniu suas últimas forças, e caminhou um pouco junto a Chang Sun.

Pararam em frente a uma casa, de aparência simples. A fachada em um tom pastel, já desbotado. O portão de madeira mostrava-se consumido por cupins.

–Onde estamos?–Ela perguntou um tanto ofegante.

–Na casa de um amigo. Ele faz medicina. Ele vai te ajudar.

Chang Sun empurrou o portão.

JaYeon estava apoiada em Chang Sun.

A garota gemia de dor, seu casaco bege estava ensangüentado.

Chang Sun abriu a porta da sala. E puxou JaYeon para entrar.

O garoto que estava sentado no sofá comendo Ramen olhou-os boquiaberto.


–Preciso de ajuda.- Chang Sun disse.

********

SangHyun estava com sua pequena maleta branca.

Tudo que usaria estava sobre a pequena pia do banheiro, já esterilizado.

A garota estava agora com uma regata branca, também ensangüentada. Deixando a mostra o seu ferimento.

Chang Sun estava encostado à porta, apenas olhando-os.

SangHyun pegou uma garrafa com um líquido de cor amarela.

–Toma... –disse colocando a garrafa na frente da garota.

–Eu não bebo... -A garota disse segurando mais um gemido de dor.

–Vai ajudar a diminuir a dor. –o garoto mais novo disse perto do ouvido de JaYeon.

Chang Sun puxou-o devagar em protesto quanto o ato.

A garota pegou a garrafa e colocou na boca, tomando um longo gole. E logo em seguida tossindo.

SangHyun inseriu a pinça sobre o ferimento.


A garota soltou um grito abafado. Sua expressão de dor apenas aumentou.

*********

Pouco tempo depois os pontos e o curativo já estavam feitos. JaYeon estava dormindo na cama de SangHyun.

–Ela está dormindo. Agora me explique. Que droga é essa? No que você se meteu dessa vez Chang Sun?

–Eu estou protegendo ela.

–Protegendo?! Pensei que você fizesse o contrário hyung!

–Cala a boca!

–Mas o que você pretende fazer?

–Vamos levá-la aquele antigo depósito aquele ferro velho abandonado onde eu me escondo.

–Como assim vamos?

–Você vai junto oras!

–O que?! Claro que não!!

–Vai sim! SangHyun! Você sabe que eu preciso da sua ajuda!

–Não! Não posso ir você sabe muito bem! Eu tenho um trabalho digno e uma faculdade! Não me meta nas suas sujeiras!

Chang Sun agarrou SangHyun pela gola da blusa e o empurrou contra a parede.

–Escuta aqui garoto! Sempre livrei a tua cara quando estávamos na escola! Você me deve muitas! E não é por mim! É por ela! Você sabe que ela é importante! Me ajude somente dessa vez e eu juro que nunca mais apareço na sua frente!

–Me... solta... hyung...

Chang Sun afastou-se de SangHyun.

–Se eu te ajudar promete que vai sair dessa vida?-O menor perguntou.

O maior fez sinal de negativo com a cabeça. E SangHyun suspirou.

–Você sabe que eu não posso.

SangHyun caminhou até Chang Sun e colocou a mão sobre seu ombro.


–Tá bem! Eu te ajudo!

********

Levaram a garota adormecida até o suposto ferro velho abandonado.

Lá havia dois trailers.

Chang Sun e JaYeon ficaram em um. E SangHyun em outro.


JaYeon dormia tranquilamente. Em quanto o rapaz estava ao seu lado, acordado. Velando o seu sono.

*******

Já era por volta das 9:30 da manhã. JaYeon acordou assustada com o pesadelo que tivera. Olhou ao seu redor e viu Chang Sun dormindo ao lado da cama.

P.O.V JaYeon

Eu estava com tanto medo. Há um dia eu ainda estava trabalhando e cuidando da minha casa. E agora estou em um trailer, levei um tiro no braço, fui ameaçada, estão me caçando como se fossem leões esfomeados e eu uma inocente presa.

Lee Chang Sun não havia mudado nada. Me neguei acreditar que fosse ele. Depois de tudo que aconteceu, como ele ainda tinha coragem de vir atrás de mim? Como poderia ainda estar vivo? Como poderia querer me proteger? Dar as costas ao seu próprio patrão?!

Passei um ano tentando esquecê-lo, e quem diria que agora ele está do meu lado, me protegendo.

P.O.V JaYeon off

JaYeon levantou-se da cama improvisada. Tomou cuidado para não pisar em Chang Sun que estava deitado no chão.

Caminhou com certa dificuldade. Seus passos ficaram bambos e ela caiu de joelhos no chão.

Chang Sun acordou. Assim que viu JaYeon no chão levantou e correu até ela.

–O que você está fazendo?! Você sabe que não pode ficar fazendo esforço!

Chang Sun pegou-a no colo. E caminhou até a cama.

–Só queria andar.– a garota falou docemente.

–Enlouqueceu foi?!

–Desculpa...

Colocou-a na cama.

–Fique quieta aí! E não se atreva levantar dessa cama!

O rapaz saiu do trailer. E caminhou até o trailer do amigo. Bateu nas janelas.

–SangHyun! Abre!

A porta foi aberta. SangHyun esfregava os olhos. E bocejava.

–O que foi hyung?

–Preciso que cuide da JaYeon.

–Onde você vai?!

–Resolver uns problemas.

–Você vai demorar?

–Volto a noite...

–Aish!

–Não precisa fazer muito. É só trocar o curativo dela... Para não infeccionar.

–Quem faz medicina mesmo?–SangHyun perguntou irônico.

–Cale a boca! E também só preparar algo para ela comer... Ficar de olho nela... Para que ela não saia da cama.


–Tá agora vai logo!

*******

SangHyun entrou no trailer. Viu JaYeon deitada na cama, tremendo.

Caminhou a ela.

–Você está bem?

SangHyun ajoelhou-se ao lado da cama.

–Estou com frio...

O garoto colocou a mão sobre a testa da garota.

–Você está com febre. Seu ferimento deve ter infeccionado.

SangHyun medicou a garota, tendo como resultado a febre diminuída. Então começou a refazer o curativo.

–Onde Chang Sun está?

–Ele saiu. Foi resolver uns problemas.

–Quando ele volta?

–A noite...

–SangHyun... Há quanto tempo conhece o Chang Sun?

–Hummm... Uns 15 anos.

–Nossa...

–E você?

–Três anos.

O garoto pegou o esparadrapo, e começou a colocar.

–SangHyun...

–Humm...

–Por que Chang Sun está me protegendo?

O garoto suspirou.

–Bom noona. Ele está te protegendo por que... Ele gosta de você... Não está na cara?!

Ela riu cinicamente.

–Até parece... Tem algum dinheiro na jogada não é?

–Não sei... Mas ele gosta de você. Sempre gostou, desde a escola.

–Se ele gostasse mesmo de mim, não teria feito o que fez...

SangHyun finalizou o curativo.

–Ele te magoou JaYeon?

A garota apenas acentiu.

–O que ele fez?


–Deixa pra lá. Isso não vem ao caso SangHyun...

**********

Chang Sun caminhava pela cidade. Já havia comprado tudo o que os três precisariam em quanto estivessem escondidos.

O céu já estava enegrecido. As ruas estavam desertas.

O rapaz continuou seu caminho, mas algo o afligia.

Estava com a sensação de que alguém o seguia. Colocou as sacolas que segurava no chão. E olhou para trás. Suspirou e pegou novamente as sacolas.

E voltou a caminhar alguns passos foram dados. E colocou as sacolas novamente no chão.

–Pode aparecer.

Nada. Novamente o silêncio tomou o local.

–Anda!–gritou.

Sem sinal de vida humana no local. Pegou as sacolas do chão e voltou a andar.

Chang Sun foi segurado por trás. Colocaram sobre seu rosto um pano.

–Bye Bye Chang Sun!

O liquido do pano fazia com que Chang Sun ficasse zonzo.

Reconhecia bem aquilo, era clorofórmio, já havia usado várias vezes em seus serviços.


Chang Sun se debatia. Conseguiu acertar uma cotovelada no homem. Mas logo perdeu a consciência.

********

Chang Sun acordou em uma sala escura.

Sentiu que seus pés estavam amarrados. Mas suas mãos estavam livres.

–O que diabos?!

Apalpou seu corpo em busca de alguma de suas armas, mas viu que estava sem sua jaqueta.


–Olha só! A bela adormecida acordou!-a voz ecoou pela sala escura e fria.

*********

Já se passava das 21:30. SangHyun fazia companhia para JaYeon.

–Chang Sun está demorando não é?-A garota perguntou,sua voz e seus gestos, mostravam preocupação.

A garota apertava as mãos.

–Sim...- SangHyun segurou o celular– Já liguei várias vezes para ele, mas ele não atende.

–Isso é muito ruim não é?

O garoto acentiu e suspirou.

–Devemos fazer algo?

–Como assim devemos?! Você não está em condições de fazer nada!

–Então você vai fazer o que?


–Nada. Por enquanto nada.

*******

Chang Sun tentava se soltar.

–Não adianta tentar se soltar. Você está muito bem amarrado.

–Onde estou?

–Cale a boca! Quem faz as perguntas aqui sou eu!

–Quem é você?

–Onde ela está?

–Ela quem?

–JaYeon!

–Não sei quem é.

–Pare de bancar o idiota Lee Chang Sun. Sei muito bem o que você faz! Vi você e JaYeon conversando em frente o trabalho dela. E que você matou um companheiro seu ontem. Agora me diga onde JaYeon está!

–Não sei de quem você está falando!

–Olha me ajude! E você não vai morrer! Apenas te levamos preso.

–Que proposta legal.-Chang Sun disse rindo.

O homem o calou com um soco na boca. Chang Sun sentiu o gosto de ferro invadir-lhe a boca.

–Eu vou perguntar só mais uma vez. Onde JaYeon está?

–Você quer mesmo saber?-Chang Sun começou a rir novamente. -A essa hora o corpo dela já está tomado por lavas.

Notas finais
Desculpem pelos erros ortográficos estúpidos. Eu achei esse Cap meu chato por conter muitas informações.
Mereço reviews?