– Uma raça irreconhecível e praticamente indetectável, o que é o mais assustador – berrou Fury – E onde Rogers e Stark se meteram? Alguém sabe? – completou, olhando furioso para todos na sala, que resumiam-se em Maria Hill, Natasha Romanoff, Clint Barton, Bruce Banner e o próprio Diretor. Ninguém respondeu. — E Thor? Cadê o Thor? – Mais silêncio.

– Bom, do Thor nós não sabemos. Mas... Homem de Ferro e Capitão América se apresentando, senhor. – retrucou Tony, aproximando-se com um sorriso no rosto. – O que é que manda?

– Pelo amor de... Isso é o “mais rápido possível” de vocês? Pararam num motel, ou o que? – berrou novamente o Diretor, obviamente nada satisfeito. – Pessoas estão morrendo lá fora! Essa sua superarmadura é só fachada, Stark? Porque velocidade você provou que não tem.

– É claro que é veloz. Muito veloz, aliás. Porém eu estava poupando energias para a luta! Onde estão os filhos da put...

– Pedimos desculpas, a todos vocês.– Steve interrompeu o namorado, que sempre se exaltava por demais – Mas, por favor, parem de discutir! O que está acontecendo, Fury?

– Ah, Cap., mais ou menos o de sempre. Raças inimagináveis, invasões, boom pow,mortes...esse tipo de coisa. — fora Clint quem respondera, seriamente. — Porém o pior é que ninguém aqui faz ideia de onde eles vieram. — após isso, todos ficaram em silêncio, com as mais diversas expressões pensativas.

– Não importa! Temos que agira rápido, antes que eles tomem conta. — verbalizou Thor, ansioso para o combate.

– Ainda não sabemos nem que tipo de arma usar! Eles podem ser imunes a algumas, e frágeis de mais a outras. — retrucou Hill, preocupada.

– Eu detectei um pequeno sinal de radiação gama, e isso já nos dá uma ideia das armas que... bem, que a Natasha usará no combate. — revelou Banner, que estava fazendo as rápidas pesquisas necessárias sem o conhecimento dos parceiros. Todos ficaram surpresos, e mais pensativos ainda, esperando explicações.

– Por que apenas eu? — Romanoff ficara curiosa, apenas isso. Não estava com medo.

– Bom, Stark tem a armadura. Tenho certeza que Barton não vai trocar suas flechas por alguma outra coisa. Eu, como vocês sabem, não preciso. Rogers se vira com o escudo e tal. Mas se precisar de mais alguma coisa, fique à vontade. Hill e Fury vão escolher um lugar para "vigiar", certo? Ah, vocês também vão precisar das armas, é claro. E Thor tem o martelo. — explicou o cientista, ao passo que todos ficaram satisfeitos.

– Eu e o martelo estamos prontos para entrar em ação! — urrou Thor, aproximando-se dos outros.

– Nota-se que nós não fomos os últimos, hein Fury. Grite com o senhor bíceps agora.

– Se você não tiver nada interessante para compartilhar, Stark, exijo que fique calado. — disse o Diretor, aparentando mais nervoso que antes.

– Se não sabemos nada sobre... essas coisas... o melhor é começar o combate agora e ver no que dá. — falou Natasha, impaciente.

– Infelizmente a senhorita Romanoff tem razão. Teremos que lutar no escuro, por assim dizer. — afirmou Steve, com preocupação estampada nas feições, exatamente como todos os outros.

– Bom, temos o verdão, certo? Isso tem que servir para alguma coisa. — todos imediatamente silenciaram-se diante dessa expressão usada por Clint.Verdão. Eles sabiam que Bruce tinha problemas com os apelidos. De repente o que viam ali já não era mais o doutor Banner, e sim um sujeito enorme e verde, fervendo para bater em alguém.

– HULK... ESMAGA!

E essa foi a deixa que todos estavam esperando. Um por um, os Vingadores saíram da pequena fortaleza montada ali de última hora. O centro de Nova York estava sendo atacado e era dever deles proteger aqueles que não tinham como fazer isso por si mesmos. Os invasores eram o tipo mais entranho que já tinham visto. A pele era de um tom roxo azulado, com escamas e chifres disformes, porém pontudos. Não eram tão grandes, mas o poder de destruição era enorme. Contudo, ao primeiro tiro de Natasha, descobriram que a escolha da arma fora a certa, pelo menos.

Avistavam cada vez mais corpos sem vida, e tinha que se apressar. Gavião Arqueiro atacava dos telhados, não fugindo à tradição. Homem de Ferro sobrevoava as ruas, acertando vários dos inimigos, porém não estavam nem perto da minoria ainda. O Capitão, Hulk, Thor e Romanoff trabalhavam no solo, cada um com as "armas" que possuía. Tiros vinham da pequena fortaleza montada por eles, disparados por Fury e Maria.

– Acho que já acabamos com metade deles! — gritou a ruiva para quem pudesse ouvir.

– Cuidado! — fora a única resposta, vinda de Steve, que conseguiu tirar a espiã da linha de fogo do inimigo no último segundo, logo antes de uma grande bola de fogo explodir ali. Natasha sussurrou um "obrigada" e logo os dois voltaram ao combate.

Nos telhados Clint esgotara suas flechas e estava indo para a fortaleza reabastecer, quando de repente sentiu mãos de ferro segurarem sua cintura.

– Mais cuidado ai, Gavião! Ou na próxima você vira churrasco. — Homem de Ferro ia voando na direção da fortaleza, levando Barton consigo. As bolas de fogo estavam pegando quase todos de surpresa, pois surgiam sempre do nada.

Agora os dois se aproximavam do destino esperado. Tony pousara, e agora corriam para chegar do lado de dentro, que estava aparentemente seguro. Enquanto Clint procurava mais flechas, o moreno foi conversar com Fury.

– Olha, tá ficando difícil. Sinto informar-lhe, mas esses caras tem bolas de fogo. Que surgem de repente, sabe?

– Ah, nós percebemos, Stark. Quase passou despercebido, mas notamos! E pelo que Hill me disse, os de chifres maiores... bem, eles cospemfogo. Como em estórias de dragões, sabe? Agora, por favor, os dois voltem lá e ajudem a terminar com isso. Mais algumas horas e não sobrará ninguém no centro dessa cidade! — o Diretor carregava uma arma atrás da outra, nunca parando de atirar enquanto falava com Tony. — E comunique todos que você conseguir. Vá!

– Steve! Natasha! Estão me ouvindo? — chamou, pelo pequeno dispositivo acoplado à armadura. O moreno já voltara "à ativa", depois de deixar o Gavião Arqueiro em um dos telhados com mais concentração de inimigos. Esperou um sinal dos dois para depois continuar:- Fury d-disse... cuidado com os chifres maiores. Eles... c-cospem fogo. Thor precisa s-saber. — ele não costumava garguejar assim. E também não era comum o cansaço todo que estava sentindo. Porém não deu atenção àquilo, não naquele momento.

Continuaram como antes, agora mais atentos com a questão do fogo. Em menos de três horas o inimigo estava derrotado. Deixaram alguns vivos, por ordens de Fury, que queria estudos sobre aqueles seres totalmente desconhecidos. Depois de ajudarem os humanos sobreviventes e a polícia, conseguiram se reunir novamente na fortaleza, que estava intacta.

– Esse troço é seguro mesmo, h-hein. — falou Stark, ainda na armadura, porém sem a parte usada no rosto. Tentava disfarçar, mas ainda estava arfando. — Ei, q-que tal a lanchonete de sempre?

– Está tudo bem, Anthony? — estavam todos preocupados com o moreno, mas quem verbalizou isso foi Steve.

– Perfeitamente b-bem. Só estou um pouco cansado. Eles deram trabalho, ham? Acho que merecemos aqueles deliciosos petiscos da Tuco's! O que me dizem?– Todos ali estavam famintos, e concordaram de imediato.

– Uma torta de maçã. A mais bonita que você tiver, por favor. — pediu Stark, longe de todos, principalmente do namorado. Finalmente poderia fazer sua surpresa. Estava muito ansioso. E tinha que admitir que estava super nervoso. Iria puxar aquele assunto que odiava falar sobre, e agora de uma forma mais séria que antes. Muito mais séria.

– Não quer dividir, hein? Que coisa feia, Tony! — gritou alguém, e o moreno não conseguiu identificar a voz. Por Deus, estava suando. A situação provocava-lhe uma excitação, vinda de sabe-se lá aonde, que ele tentava controlar. Com sucesso, ainda bem. Não retrucou a voz. Queria, mas não conseguia. Estava tão concentrado na atividade que exercia no momento. Tinha que sair perfeito, e ele tinha que colocar ali de forma que Steve não mordesse.

Finalmente, depois de todo o trabalho para deixar a torta parecer intacta novamente, voltou para a companhia dos outros. Não conseguia esconder o sorrisinho de jeito nenhum. Sentou-se ao lado do namorado, e sem dizer uma palavra, empurrou a guloseima recém comprada para ele.

– Para mim, é? — sussurrou Rogers, relembrando da torta fracassada de mais cedo. O moreno apenas assentiu, tentando manter uma expressão séria. Missão essa sem sucesso. Os dois estavam agora em sua bolha particular. Todos pararam para admirar o momento, mesmo que discretamente.

Stark não cabia em si de animação e nervoso, e vários outros sentimentos e sensações, todos misturados. Observava atentamente enquanto Steve pegava uma colher e dava a primeira mordida. E a segunda. Depois a terceira. Colocara bem lá no fundo. Ninguém na mesa desviava o olhar agora. Cada um tinha sua teoria, todas muito parecidas. E então o loiro levou novamente a colher até a torta, agora trazendo algo que definitivamente não era o recheio. Curioso, pegou na mão, descobrindo um saquinho preto. Abriu-o, e dentro encontrou dois anéis. Duas alianças.

– Quer casar comigo, Steve?

Notas finais
Eu não quero ser chata, maaas (já sendo) mandar um comentário não vai fazer seu dedinho lindo e precioso cair não, tá? Lembre-se que o combustível do autor é esse, e não receber opiniões desanima.
Espero que tenham gostado!
~xxo