Its Show Time

2 "Aberração"


Notas iniciais
Estou aqui com mais um capítulo de "Its Show Time" Para vocês!
Queria agradecer ao ggustavo pela minha primeira recomendação, e eu espero que ela não seja a ultima hein XD
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O prologo dessa fic foi apenas o "presente", pois grande parte da história sera narrada no "passado", o que começa a partir desse capitulo.
Por isso, não estranhem a mudança de local.
Boa Leitura

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“Isto”, disse minha mãe apontando para mim, “Essa... Essa coisa não é meu filho, não pode ser...”

“Mas é”, gritou meu pai, “Você devia saber que isso iria acontecer se casasse com um asmodiano”

“Eu...”, ela cerrou os punhos.

Calmamente, andei até ela e a abracei. Não entendia o que estava acontecendo, mas não gostava de vela com raiva.

“Mamãe, não fique assim...”, eu disse, mas ela me empurrou, logo em seguida batendo em meu rosto.

“Não se aproxime, seu monstro”

Levei minha mão até o local onde ela havia batido e olhei para ela com raiva. Lembro-me de ter saltado a janela e de ter corrido o mais rápido que eu pude. Tudo o que eu queria naquele momento, era a solidão...

“Aberração...”


ANOS DEPOIS

Entrei por debaixo da lona no enorme circo e sentei-me, ainda ofegante. Alguns segundos depois pude ouvir o som de passos.

“Por aqui guarda, o menino que me roubou foi nessa direção”, os sons dos passos foram se distanciando, até, enfim, cessar.

Relaxei um pouco e peguei uma das maçãs que havia roubado do vendedor, mas logo ouço o barulho de palmas.

“Parabéns meu jovem, conseguiu roubar em meio a tantos guardas. Você deve ser bem ágil”

Levantei minha cabeça e me deparei com um homem de cabelos roxos, usando uma cartola, e vestia uma roupa que lembrava um pouco de um palhaço.

“Sou bem ágil sim, senhor”, respondi, fazendo um sorriso brotar em seu rosto.

“Sabe, eu estou precisando de um novo integrante para meu circo”, ele deu uma pausa, “Bem ágil, de preferência. Também estamos dispostos a oferecer moradia, alimento...”

“Se o senhor quiser, eu posso...”, comecei, mas fui interrompido pelo homem.

“Mas que maravilha garoto, poderia me dizer o seu nome?”

“Não tenho senhor...”, respondi com angustia na voz, lembrando que as pessoas só se referiam a mim como “aberração”

“Então agora se chamará Lass, que significa Ladrão na língua dos povos antigos”, ele falou com animação, “Garoto, por que você não tira esse manto da cabeça?”, pediu, reparando no manto em minha cabeça que cobria tudo, menos os olhos, e servia para esconder o meu rosto “anormal”

Antes que eu pudesse contestar, ele tirou o pano, revelando meu rosto.

“Então... Você é uma aberração?”, disse ele com desprezo, “Será perfeito para o meu show de horrores”

Não consegui correr, pois fui nocauteado na cabeça, mas lembro-me de ter ouvido o homem falar: “Um monstro como você não merece a liberdade”

Depois disso, tudo ficou escuro.

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Acordei com minhas costas latejando e com um puxão no pescoço.

“Acorde seu imprestável”, ouvi uma voz feminina dizer.

Abri lentamente os olhos e olhei em volta. Eu estava em uma jaula. Olhei para minhas roupas e percebi que não usava mais aquele monte de panos remendados de antes, mas sim, uma roupa listrada de vermelho e cinza. Também notei que tinha uma coleira em meu pescoço

“Ande logo”, ela disse, dando uma chibatada em minhas costas, “Precisamos ir para o show”

Cerrei os punhos por causa da dor. Andei para fora da jaula e me deparei com uma garota de cabelos longos e rosas, usando uma cartola vermelha e um colan listrado de preto e vermelho.

“Ótimo, finalmente você saiu, vamos logo para o picadeiro”, ela se virou e começou a andar, mas logo parou, “Veremos se você é ágil o suficiente para fugir de meu chicote”

Ela puxou a corrente de minha coleira, fazendo-me andar, até que chegamos a uma pequena escada de apenas três degraus que parecia levar para o picadeiro do circo.

“E com vocês, o nosso novo membro”, a voz do homem que havia me nocauteado soou pelo local, “Uma aberração, que farão vocês ficar apavorados. Com vocês, Lass, o Mestiço”

A Garota me puxou pela coleira, fazendo-me entrar no picadeiro. Olhei para a platéia, e pude ver a cara de pavor, desprezo, e até rindo.

“Vamos aberração, mexa-se”, disse a garota dando mais chibatadas em mim.

Desviei-me de seu chicote e tentei correr pelo picadeiro, mas ela o prendeu em meu tornozelo, o que me fez cair.

Risos.

Sim, todos estavam rindo de mim, e tudo o que eu fiz, foi ficar ali, deitado, enquanto ela batia seu chicote repetidas vezes em minhas costas. Uma delas acertou meu rosto, e eu senti um liquido quente escorrer por ele. Aquilo doía, só queria que ela parasse.

“Eu quero morrer, eu quero morrer...”

Notas finais
Comentem viu :3
Kissus