It's Real
2 Owls, owls and more owls
Notas iniciais
Hermione era uma garota comum. Ou era isso que ela pensava até seu aniversário de 11 anos, quando recebeu uma visita consideravelmente incomum.
Hey, acorde. Falou uma voz em sua mente, no dia de seu aniversário. Eu tenho uma carta para você.
— Ah... o que ? — Perguntou Hermione, abrindo os olhos e meio sonolenta. Quando se virou deu de cara com uma linda coruja das torres com uma carta amarrada em seu pé ( ? )
Feliz Aniversário. Disse a voz, que Hermione começava a desconfiar de quem era.
Ela ignorou essa hipótese maluca e se concentrou na coruja.
— Como você entrou aqui, safadinha ? — Perguntou, acariciando as penas da coruja.
Não foi difícil, a janela estava aberta e...
Hermione soltou uma exclamação e levantou-se imediatamente. Aquilo deveria ser um sonho. Ela estava falando com uma coruja.
Resumindo, ela estava sem palavras.
Desculpe, não queria lhe assustar. Disse a coruja.
— Não queria me assustar ? Você está falando comigo. Isso não é normal.
A coruja pareceu surpresa.
Então você não sabe quem é ?
— Claro que sei. Sou Hermione Granger.
A coruja pareceu dizer : “ Você só pode estar brincando comigo “.
Mil desculpas, eu achei que seu pai lhe tivesse contado sobre sua mãe. Agora, poderia, por favor, tirar essa carta daqui ? Eu não aguento mais ! Ela começou a bicar o barbante que lhe prendia a carta, mas ela tinha tocado em um assunto delicado para Hermione.
— Você disse que meu pai não me falou algo sobre minha mãe — Disse, ajudando a coruja a desamarrar o barbante — Pode me dizer o que é ?
Ela olhou para a coruja, esperando uma resposta. Entretanto, ela só foi dada depois da carta estar nas mãos de Hermione.
Sinto muito. Acho que seu pai não lhe contou por um motivo, e deve ser importante. Mas uma hora ele vai ter que ceder. Agora tenho que ir, adeus.
— Volta aqui! — Gritou, mas a coruja já tinha ido embora — Ótimo, uma maneira perfeita de começar um aniversário: falando com uma coruja — Murmurou para si mesma.
Depois que a coruja havia sumido atrás de uma das casas que se viam ao horizonte, Hermione se deu por conta que ainda tinha o envelope nas mãos. Era um pergaminho, selado com aquele tipo de cera vermelha em forma de um brasão, com um “H” no meio. Atrás dizia-se:
Hermione Granger
Quarto no final do corredor à esquerda, West Beckenham, Stone nº 876
Londres, Inglaterra.
“Hogwarts…” pensou Hermione, sorrindo.
— Pai, pai, pai! — disse ela, entrando no quarto dele, que ficava de frente para o seu. Ele ainda dormia quando ela entrou.
— Hunf... ‘Dia, Hermione. — disse ele, virando para o outro lado, escondendo a cabeça debaixo do travesseiro.
— Você tem a melhor amiga do mundo, pai! Olha como ela foi gentil, me mandou uma carta de Hogwarts, em uma coruja, bem no meu aniversário de 11 anos!
Seu pai ficou em silêncio alguns segundos, os quais Hermione pensou que ele voltara a dormir, mas em seguida deu um pulo na cama, deixando seu travesseiro cair no chão. Ele pegou o papel da mão de Hermione e passou os olhos por ele, rapidamente.
— Cara srtª Granger... Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts... 1º de setembro às 11:00... — murmurou ele, lendo a carta. Ele encarou o papel por mais alguns segundos e em seguida levantou o olhar, sério, para Hermione. Ela sentiu que tivesse feito algo de errado, não quis comentar o fato de que estava falando com uma coruja.
Ele estranhou, as cartas deveriam ser manuscritas, e aquela não era a letra de Joanne. Ele tateou a procura do telefone, em cima do criado-mudo. Ele discou o número e, enquanto chamava, fez sinal para Hermione sair.
Ela hesitou, mas o olhar de seu pai a fez pensar:
“Meu Deus, pra quê tanta preocupação? É só uma carta, eu sei que não é real!” pensou ela, saindo do quarto.
Ela já estava a meio caminho da cozinha, quando se lembrou que ainda estava de pijama. Hermione voltou para seu quarto e foi em direção ao seu guarda-roupa. Pegou um conjunto qualquer, não era de se arrumar. Usava basicamente camisetas, às vezes um casaco, e calças jeans. Quando parou na frente do espelho que tinha na porta do armário, pensou sobre seu cabelo.
“Se é que eu posso chamar isso de cabelo...” pensou ela, franzindo o nariz para seu reflexo.
Era liso, praticamente, castanho claro que, dependendo da luz, dava a impressão de ser loiro escuro. Tinha dias em que ficava meio ondulado nas pontas, mas na maior parte do tempo era liso. E tinha aquela coisa esquisita que Hermione já ouvira falar, um tal de frizz, que deixa seu cabelo que nem uma espiga de milho. Ela o deixava preso a maior parte do tempo, amenizava os fios espetados.
“Mais um dia normal...” suspirou. “Tirando o fato de ser meu aniversário, eu ter recebido uma carta de Hogwarts, meu pai estar agindo estranho e eu falar com uma coruja.”
Ela desceu para a cozinha e pegou alguns ovos na geladeira. Não era uma chef profissional em fazer café-da-manhã, mas aprendera a se virar. Sem sua mãe e com seu pai, de vez em quando, fora, tinha que aprender a cozinhar.
Ela pegou uma tigela laranja e quebrou os ovos dentro, começando a misturá-los para preparar a omelete. Ela já estava colocando em uma panela para preparar quando seu pai entra na cozinha.
— Posso ter minha carta de volta? — perguntou ela, colocando arrumando as fatias de pão para as torradas.
— O quê? — perguntou ele, se servindo de café.
— Minha carta! Eu quero minha carta de volta! Qual o seu problema? É só um envelope...
Ele não respondeu imediatamente, ficou em silêncio tempo o suficiente para as torradas ficarem prontas.
— Nós temos que conversar... — murmurou ele.
— Claro, mas... — antes de ela poder concluir o que ia falar, ele saiu da cozinha.
Ele voltou, em seguida, trazendo um embrulho prateado com pequenas corujinhas desenhadas.
“Mais corujas...” pensou Hermione, aflita.
— Feliz aniversário. — disse ele, entregando o pacote para ela. Quando tirou o papel de embrulho, ela viu uma caixa de mogno com outra coruja entalhada na tampa. Quando a abriu se deparou com mais uma coruja, mas essa estava no punho da adaga de bronze, que brilhava envolta por um tecido de veludo verde-oliva.
— Mas...
— Isso... Isso foi um presente de sua mãe.
— Ela é... Ela é linda... — Hermione pegou a adaga.
— Eu tenho mais uma coisa para você. Esse é um presente meu. Feliz aniversário, Mione. — disse ele, pegando uma caixinha preta de dentro do bolso.
Dentro dela tinha um anel, também de coruja, com dois enormes olhos de uma pedra preciosa azul.
— Isso é safira? — perguntou ela. Seu pai afirmou. —Foi mamãe que deixou isso? Para mim?
Ele afirmou mais uma vez. Ela colocou o anel no dedo anelar.
— Ok, agora sente aqui, temos que conversar. — disse ele, indicando a mesa. Hermione pegou uma cadeira e se sentou, seu pai fez o mesmo, do outro lado da mesa. Ele tirou um graveto ornamentado de dentro do bolso da calça e mostrou a ela.
Hermione olhou o objeto, de cenho franzido. Ela conhecia aquele tipo de coisa, eram as varinhas que usaram nos filmes de Harry Potter. Ela olhou para ele, em busca de explicação e viu em seu rosto um sorriso esperançoso.
— Pai... Porque você anda com uma varinha de Harry Potter no bolso da calça? — perguntou ela. O sorriso dele se desmanchou, pelo visto, ela arruinara suas expectativas.
— Essa não... Essa não é uma varinha de Harry Potter, Hermione. É a minha varinha. — disse ele, como se explicasse tudo.
— Hum... — disse ela, incerta. Ela começou a girar o anel de coruja no dedo.
— Não tem jeito mais... Fácil de dizer isso então, vou direto ao ponto. — disse ele. — Eu sou um bruxo, Hermione. — disse ele.
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