It's Over
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Claude respirou fundo antes de me largar e tirou a panela que estava com o molho do macarrão, tal qual, estava queimando. Claude praguejou alguma coisa, quando abriu a tampa da panela. Isso que dá ele ficar menosprezando a comida que eu havia comprado.
– Prove isso aqui. — Claude veio em minha direção com uma colher cheia de molho de tomate, que deveria estar com um gosto horrível de queimado.
– Que?! Sem chance! — Segurei o pulso de Claude com a mão direita e deixei a mão esquerda no peito dele como um “bloqueio” para mantê-lo afastado.
– Vamos Alois, diga “AAA”. — Claude segurou minhas bochechas com a mão livre... E então nesse dia eu descobri como um peixe se sente tendo uma boca assim. É, mas não.
Claude parecia estar se divertindo com isso, ele estava sorrindo. “Mas ele já sorriu muitas vezes e blá, blá, blá” é eu sei. Mas, esse sorriso era diferente, era um sorriso natural. E isso me assusta um pouco...
Tirei minha mão esquerda do peito dele e consegui dar me desvencilhar dele. Sai correndo e sabia que ele viria atrás de mim. Se parecíamos duas crianças retardadas, que estudam no jardim, correndo em volta dos sofás da sala? Não, capaz, é apenas fruto da sua imaginação. Na verdade, eu não consegui correr tanto. Ao menos eu acho que não, já que quando percebi estava jogado no sofá, com as mãos presas acima da minha cabeça e com um troglodita em cima de mim.
– E se nós pulássemos o jantar?- Com a mão livre, Claude tirou gentilmente algumas mechas do meu cabelo que estava no meu rosto.
– Ou melhor; seja o meu jantar. — E depois as pessoas dizem que eu que sou tarado e viciado em sexo. Aham, bem eu. Bom... Também, mas enfim.
– Você não é nada romântico, sabia? — Abaixei meus olhos até conseguir ver se meus joelhos chegariam onde eu queria.
– Desde quando você gosta de romance? — Claude riu irônico e eu não pude deixar de concordar. Ergui meu joelho gentilmente até encostar no membro de Claude, que, diga-se de passagem, já estava bem animadinho.
– Desde quando você se excita tão rápido comigo? — Lancei-lhe um olhar vitorioso e ele achou engraçado. Na boa Claude, o que você usou antes de vir pra cá? Bebeu água da privada só pode.
– Desde sempre. — Mas o que!? Filho da puta! Filho da puta! Filho da puta! Por que só me fala isso agora seu viado mal-amado!? “Não, você não vai cair nessa, você o conhece bem, sabe que não é desde sempre.”
A mão livre de Claude entrou por baixo de minha blusa e assim ele a ergueu até a altura dos meus ombros. Ele estava sorrindo e quando ele sorri... Eu não sei se eu me assusto ou se me assusto. É.
– Então quer dizer que eu estava certo o tempo todo? — Comecei a roçar, calmamente, meu joelho na ereção de Claude. E então vi uma reação um tanto interessante da parte dele; Claude soltou o ar pesadamente e apertou mais meus punhos, presos em sua mão.
– Achei que, apenas o Ciel fazia o seu tipo. — Inclinei meu rosto para o lado achando engraçado a expressão que Claude estava ostentando... Ainda não consigo acreditar que tudo está indo como eu planejei.
…
– Ahm... Ngh! Claude... Aqui não... Pro quarto... — Depois de eu ter falado no nome do Ciel... Tudo o que me restou, de roupa, foi minha boxer... O mesmo valia para o monstrinho que ainda continua em cima de mim, só que um pouco mais para baixo...
Claude havia começado uma “trilha” de chupões que foram do meu pescoço até um pouco abaixo do meu umbigo. Com uma das mãos livres ele massageava minha coxa direita, indo até a virilha. Eu sentia meu membro pulsar, mesmo sem ele ter o tocado. E esse filho da puta sabia que eu já estava implorando pra ele fazer e nada... Maldito.
– Alois você tem um cheiro muito bom... — Ta drogado, só pode. Claude deslizou levemente, a pontinha de seu nariz sobre meu tronco até chegar a altura do meu rosto.
– Mostre-me aquela expressão que eu gosto tanto e ver no seu rosto. — A mão que antes alisava minha coxa, agora massageava meu membro por cima da roupa intima. E quase tive um espasmo sentindo ele fazer tais movimentos. Alguns gemidos descarados escaparam por entre meus lábios, que logo foram calados, com os lábios de Claude. Nós não tínhamos cerimonias para fazer com que cada ato fosse o mais excitante possível e a provocação faz parte.
– Claude, vamos para o quarto... Minhas costas doem... — Claude simplesmente não me ouvia, estava “ocupado” de mais com meus mamilos. Droga! Aquilo era tão bom.
– Onde é o seu quarto? — Filho da mãe. Quando eu desisto de tentar te levar pro quarto e curtir toda a provocação aqui mesmo, tu me faz isso! Ok, vai ter volta.
Disse para Claude onde meu quarto ficava e quase que no mesmo instante que eu parei de falar eu estava nos braços dele. Claude se jogou na minha cama. Mas, agora eu estava por cima. Claude puxou meu rosto gentilmente até conseguir me beijar. Um beijo calmo, diferente. Quase que involuntariamente, coloquei minhas mãos em cada lado do rosto de Claude, aprofundando mais o beijo.
Um pequeno gemido escapou dos meus lábios, o que me fez parar aquele beijo e dar de cara com uma expressão safada, sim é o melhor modo de descrever a cara dele nesse momento. Mas não pude analisá-lo com mais detalhes, por que para minha surpresa, duas mãos um tanto “grandes” apertaram com gosto minhas nádegas por dentro das boxers. Senti o meu rosto esquentar e instintivamente empinei um pouco mais meus quadris, como um sinal de que eu queria mais.
As mãos de Claude dentro da minha única peça de roupa, apertavam minhas nádegas e ao mesmo tempo, me impulsionavam para fazer alguns movimentos. Tais movimentos que faziam nossos membros, cobertos, roçarem. Entendi o que ele queria. Comecei a fazer os movimentos por minha conta enquanto ele me apertava, mais forte a cada movimento. Vi Claude fechar com força seus olhos e entreabrira boca, um pequeno gemido escapou, bem baixinho. Gostei de ver essa reação.
A mão esquerda de Claude, deslizou pelo meu corpo até encontrar meu rosto e parou ali me fazendo um carinho gostoso. Inclinei meu rosto para o lado que ele estava acariciando e fechei meus olhos.
– Tão fofo... Parece um gatinho... — Abri meus olhos ao ouvi a voz, baixinha, de Claude, mas não entendi o que ele havia dito.
– Ahm? O que você disse? — Claude sorriu singelo e murmurou um “nada”. No momento seguinte eu estava por baixo dele novamente.
Ele ficou entre minhas pernas e puxou minhas boxers. Jogando-as longe em seguida. Percebi o que ele faria em seguida e senti que meu coração havia acelerado, meu rosto esquentado mais e minha respiração ofegante. Claude colocou dois dedos na boca, quando teve certeza de que estavam bem umedecidos, ele os penetrou um de cada vez... E como se não fosse o suficiente... A sensação da língua de Claude envolvendo meu membro era de mais para mim. Não conseguia nem mesmo prender alguns gemidos. Minhas pernas se curvavam automaticamente por culpa do prazer. Joguei minha cabeça para trás, porque sabia que se olhasse para ele, eu gozaria.
– Claude se você continuar... E...Eu... não vou aguentar... — Ergui um pouco a cabeça para vê-lo e para provocar, ele começou a lamber apenas a ponta do membro. Lançou-me um olhar, quase maldoso. Tapei minha boca com a mão para abafar um gemido, mas não consegui me segurar. Estava arfando e meu coração parecia que ia sair pela boca... E uma sensação perto do estômago... Que fazia muito tempo que eu não sentia. Borboletas? Ridículo.
– Você realmente parece um gatinho... — Claude veio para mais perto de mim e então, comecei a abaixar a boxer dele.
– Claude, você se drogou hoje né?- Claude deu uma risadinha nasalada, e se encostou no encosto da cama, me levando junto com ele. Sabendo muito bem o que ele queria, estiquei meu braço até a comoda e abri a única gaveta do móvel. E de lá tirei um tubinho com o lubrificante.
Posicionei-me entre as pernas de Claude, de frente para ele, derramei um pouco do lubrificante no membro dele. Claude respirou fundo várias vezes. Deixei o tubinho de lado e comecei a massagear o membro dele. Claude mordia os lábios e algumas vezes, sussurrava meu nome. Estando excitado de novo, juntei meu membro ao dele, os massageando juntos, fechei os olhos tentando me concentrar no que sentia e busquei a boca de Claude a cegas. A encontrei e mordi o lábio inferior dele.
– Chega. — Claude quebrou o beijo e me empurrou, estava novamente por baixo. Ele ergueu minhas pernas e despejou lubrificante pela minha entrada. E então ele estava dentro. Os movimentos dele eram rápidos, assim como eu ele também não estava se aguentando mais. E no meio de alguns gemidos e arfadas eu jurei que havia escutado um “eu te amo”, mas provavelmente era apenas coisa da minha cabeça. Claude fez seu último movimentos e gozamos juntos. Claude ficou um tempo em cima de mim com a cabeça apoiada na curva do meu pescoço.
Olhei para o lado oposto de onde ele estava encostado e vi que nossas mãos estavam juntas. “Não vai se deixar enganar de novo não é!?”
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