Its Not a Matter Of Pride
2 Capítulo 2
Notas iniciais
mas prometo que serei mais generosa nos próximos. :3
A amazona andava pelo Santuário como um furacão, carregando consigo tudo que via pela frente. Sua indignação era tamanha, que certa vez ao lembrar-se do cavaleiro, derrubou uma árvore com um chute só. (‘’Oo)
“Maledeto! Impiastro! Como pode ter a coragem de tirar-me a máscara?! Na frente dos outros, ainda por cima! AH mas eu ainda pego ele!è_é” pensou, enquanto, inutilmente tentava se acalmar, sentando-se sobre uma coluna tombada no chão.
A amazona respirou fundo, fechando os olhos por detrás da máscara. Juntou as mãos em frente ao tronco, como se estivesse a fazer uma oração, e ficou a respirar profundamente.
Quando se julgou ‘tranqüila’ o suficiente, tirou a máscara displicentemente. Depois do ocorrido, já não tinha mesmo por que usar o tal acessório.
Tendo esse pensamento cruzado a mente da amazona, a mesma fechou os olhos novamente, sentindo veias se dilatarem em sua testa. Respirou fundo mais uma vez e tratou de se tranqüilizar. O estrago já estava feito de qualquer jeito. Não se pode chorar sobre o leite derramado.
Agora que havia parado para refletir, Shina expressou profunda tristeza em seu semblante. Por mais que fossem orgulhosos, AMBOS sabiam o quanto aquela máscara significava para as amazonas, em especial para si própria.
Ainda sim, Shura havia concordado e dado continuação àquilo.
Estava decepcionada. Mais que isso, desapontada. Confiara cegamente no cavaleiro, entregando-se de corpo e alma. O mesmo sabia de todos os segredos, medos, angústias, anseios... E mesmo assim, traíra sua confiança daquele modo estúpido e machista.
“Se bem que não posso culpá-lo inteiramente por isso. Me esqueci de que ele geralmente pensa com a cabeça debaixo.
Suspirou, desfazendo o sorriso. Shura a desrespeitou da ÚNICA maneira da qual não poderia. A essa altura do campeonato, a amazona já havia mandado seu orgulho pro quinto dos infernos. Não era mais seu ego que estava no chão, e sim seu coração.
Nunca pensou que se entregar a alguém pudesse ser tão ruim.
Capricórnio havia sido o único a penetrar as barreiras que a moça construíra durante anos, a fim de se proteger desse tipo de coisa.
Irônico não?
Aquele que a moça confiara a ponto de lhe dar seu coração, lhe traiu da única maneira que ela jamais sonhou em ser traída.
Realmente, sua vida era uma grande ironia.
Agora, longe de todos, principalmente dele, Shina se permitia ser uma mulher sensível. A amazona derramou uma lágrima silenciosa, solitária.
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Marin, coitada, beirava o pânico. Havia revirado o Santuário da cabeça para baixo e nada de encontrar a amiga. A ruiva agora se preocupava não mais com a integridade do Santuário, e sim com a da amiga. Não que a outra fosse se ferir ou parecido, sabia que o orgulho era demais para se permitir tal coisa.
Mas Marin não estava certa do que se passaria pela cabeça da outra amazona.
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Após mais algum tempo caminhando, Marin finalmente avistou a silhueta de Shina, ao que parecia estava sentada e estava sem a máscara. Não estranhou muito, imaginava mesmo que ela não estaria ligando muito para isso. O que não sabia era se era por raiva ou alguma outra coisa.
Marin não fez menção de camuflar o cosmos ou tentar esconder sua presença.
Sabia que de todas pessoas presentes no Santuário, ela era a única que poderia se aproximar de Shina naquele estado, sem que corresse risco de vida.
Apertou o passo, e Shina finalmente ouviu o barulho dos mesmos em sua direção. Não tinha a menor intenção de desviar a atenção pra quem quer que estivesse vindo, até por que já sabia quem era. A única que ela mesma deixaria se aproximar numa hora dessas era a amiga.
-Shina? – disse incerta, enquanto se aproximava da figura quieta.
A outra simplesmente suspirou tristemente em resposta. Marin suspirou também, prevendo o que viria a seguir. A expressão da amiga não era nada alegre, e pelo jeito com que respondeu seu chamado, não mudaria tão cedo.
A ruiva também tirou sua máscara, assim que se sentou ao lado de Shina. E então começou.
-Shina, como você está? – perguntou. Teria de analisar a resposta da amiga. Dependendo da mesma, passariam horas a fio conversando, e não sairiam do lugar.
-Era melhor eu ter continuado como eu estava, Marin. – disse Shina, e sorriu amarga. – Eu deveria ter percebido. Desde que me desapontei com Seiya, deveria ter notado que o amor não é pra mim. – finalizou, deixando as lágrimas rolarem, enquanto ainda sustentava o sorriso amargurado.
-Não diga isso, Shina! Seiya foi um caso completamente diferente desse! – disse Marin convicta. Estava decidida a tirar a amiga daquela tristeza toda. – Além do mais, você tem que entender que...
-Entender o que, Marin! – exasperou-se. – Entender o que!? Que ele não teve e menor consideração com os meus sentimentos? Que ele preferiu sustentar a imagem de ‘machão’ perante os amigos dele a raciocinar? – terminou, agora apoiando a cabeça nas mãos, mas não evitando que as grossas lágrimas escorressem por seu rosto.
-Shina... Não tiro sua razão. Realmente, o que Shura fez foi muito infantil. Aliás, todos eles foram infantis. – disse a ruiva se referindo aos outros cavaleiros, esécialmente à um certo leonino. – Mas mesmo assim, tente ver que ele não fez por mal. Ele simplesmente não sabia o que fazer para acabar com tudo aquilo. – dessa vez, se referindo às gozações dos amigos.
Shina levantou o olhar a amiga, revelando sua face brilhante devido ao choro, os olhos tristes, as mãos trêmulas. Ao mesmo tempo em que aquela cena partia o coração de Marin, a surpreendia um pouco. Nunca pensou que veria esse lago magoado da amiga.
-Marin, eu o amo... – disse. – Mas me sinto traída! Como ele teve coragem de tirar de mim a única coisa que ele não podia?! – indagou, fechando os olhos e levando as mãos à face, a fim de secar as lágrimas.
Marin não sabia o que dizer, pela primeira vez na vida, para consolar a amiga. Diante do sofrimento da amiga, seguiu o impulso que teve. Abraçou a amazona de Cobra.
Shina deixou-se ser abraçada. Precisava daquilo, admitia. Precisava sentir que alguém ainda merecia sua confiança.
-Faremos o seguinte, voltaremos para casa, você tomará um banho e vamos sair para dar um volta. – disse a ruiva, enquanto erguia a cabeça da amiga para olhá-la nos olhos. – Hum?
A amazona apenas sorriu. Era incrível como Marin nunca a deixava sentir-se... Menos do que realmente era. Ela simplesmente admirava o fato da amiga nunca desistir de fazê-la sorrir, ou pelo menos encarar a vida com pouco menos pessimismo.
-Está bem, Marin. – disse, enquanto sorria de leve e secava as lágrimas. Marin sorriu aliviada, pegando as máscaras de ambas e se levantando, esperando a amiga se recuperar.
Shina se pôs de pé e então, ambas rumaram para casa. Realmente precisava sair um pouco arejar a cabeça. O dia havia sido um tanto ‘conturbado’.
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Shura estava na casa de Aioria, mas sua mente ia longe. Era incapaz de evitar os pensamentos voltados à italiana. Imaginava como estaria a moça. “Idiota, bem é que não está.” Pensou, enquanto se reprimia por uma indagação tão estúpida. O que mais lhe doía era saber que a moça provavelmente estaria pensando que depositar sua confiança no cavaleiro havia sido um erro.
Essa sensação era insuportável.
Aioria observava o amigo, e sua expressão com toda certeza não era de contentamento. Até podia imaginar que tipo de coisa passava por sua cabeça.
E tinha certeza de que nada daquilo poderia estar lhe fazendo bem. Precisava tirá-lo de lá, nem que fosse só por uma noite.
Ele realmente tinha errado, mas ficar se torturando ou imaginando com Shina estava não mudaria os fatos.
Aioria caminhou até o sofá e então, deu uma almofadada em cheio na cara de Shura.
-Hey! ‘tá maluco é? – perguntou Capricórnio, estranhando a atitude repentina.
-Anda, vai se trocar que nós vamos sair. – disse, enquanto trocava de camisa.
-Hein? – não estava entendendo nada.
-Você tem que espairecer cara. Nem quero saber o que está passando pela sua cabeça, mas só de olhar pra sua cara, meu palpite é que não está te fazendo muito bem. – explicou, enquanto empurrava o amigo para o quarto.
Leão suspirou, precisava urgentemente ver a namorada. Ainda que lhe custasse uma ‘mesa-redonda’. Não sabia o que fazer para tirar aquele peso dos ombros do amigo, mesmo que não merecesse.
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Yoo! ô/
Bom, vamos às considerações. :B
-o capítulo pode ter ficado um pouco curto, mas é que eu estava animada pra concluir logo esse capítulo, então sumimasen ‘-talvez eu estenda essa fic por mais uns 4 capítulos. essa idéia surgiu do nada mas eu acho que tá até rendendo uma história boa. :B
é isso, guys. Qualquer coisa, mandem um email que eu respondo. mas se der pra ser uma review eu agradeço ja ne ô/
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