Tohma conhecia aquele olhar. O conhecia há trinta anos desde o dia em que trombou com um franzino e desajeitado Ryuichi Sakuma nos corredores da escola, quando eles eram ainda crianças entrando aos poucos na puberdade. Mais Tohma do que Ryuichi obviamente, já que o processo de envelhecimento e amadurecimento biológico do segundo era mais lento, o desgraçado sortudo. Mas voltando ao assunto, Seguchi conhecia aquele olhar e o temia imensamente. Era o olhar que Ryuichi adquiria quando estava prestes a se meter em uma confusão enorme e que geralmente significava que Tohma iria gastar tempo, dinheiro, advogados e muito trabalho da assessoria de imprensa para abafar qualquer gafe recente do astro. Era o olhar do gato que finalmente capturou o canário e o mesmo estava direcionado a um Tatsuha do outro lado da sala que conversava com K. Aparentemente o Capitão e o empresário tinham, agora, muitas coisas em comum.

- Pode esquecer! — Seguchi sibilou no ouvido de Ryuichi enquanto fechava os dedos no braço do amigo e o puxava com força para um canto do refeitório onde eles pudessem conversar sem serem interrompidos.

- Esquecer o quê? — respondeu Ryuichi com um enorme sorriso inocente no rosto.

- Você se faz de idiota, mas todos nós sabemos que é algo que você não é. Eu te conheço Ryuichi Sakuma, há três décadas, tempo suficiente para dizer que Tatsuha é muita areia para o seu caminhão. — Sakuma arregalou os olhos e quase caiu na gargalhada. Essa era a primeira vez que ouvia isto vindo da boca de Tohma. Geralmente era o contrário. O grande Ryuichi Sakuma que era muita areia para o caminhão dos outros e isto tornava tudo ainda mais interessante. O que Tatsuha Uesugi tinha para incitar um espírito protetor tão forte por parte de Seguchi?

- O que o faz pensar que eu tenho algum interesse nele?

- O fato de que você passou o jantar inteiro praticamente o dissecando com os olhos, tentando chamar a atenção dele. — isto era verdade.

Ryuichi passou a entrada, o prato principal e a sobremesa avaliando e tentando chamar a atenção de Tatsuha em vão. Só faltou subir nu na mesa e cantar Sleepless Beauty para ver se o homem finalmente lhe agraciava com um relance que fosse e isto era desconcertante. Poucos sabiam, mas taurianos possuíam um charme magnético que atraía a atenção das pessoas como o canto de uma sereia, mas com efeitos menos devastadores e geralmente funcionava mais em pessoas com a psiquê fraca. Aparentemente o Capitão Uesugi não era uma dessas pessoas, porque fora uma meia dúzia de palavras que trocou com Ryuichi, o moreno passou o restante do jantar conversando com o Bad Luck, tentando ignorar os olhares atravessados de Mika e agora estava engajado em um debate acalorado com K sobre estratégia militar em vários cenários diferentes de combate.

- Eu só estou curioso. É o primeiro estranho que conheço que não lambe o chão que eu piso. — gracejou. Para alguns a colocação poderia parecer arrogante, mas depois de anos no mundo da música encontrando pessoas que realmente estavam dispostas a lamber o chão que Ryuichi pisava, e depois de várias tentativas frustradas de convencê-las que ele era como qualquer outro ser vivo, Sakuma resolveu chutar o balde e prefere fazer graça da situação do que gastar saliva tentando convencer os outros de que ele era mortal como qualquer um.

- Bem, se você levar em conta que se tivesse o encontrado há dez anos o cenário teria sido diferente... — Tohma se arrependeu do que disse no segundo em que as palavras deixaram a sua boca e Ryuichi o mirou com os olhos claros brilhando como dois faróis de milha.

- Explique-se.

- Ryuichi...

- Apenas satisfaça a minha curiosidade. — Seguchi suspirou longamente, sabendo que se não soubesse da verdade pela boca dele, Ryuichi procuraria descobrir de outra pessoa e inevitavelmente iria aborrecer Tatsuha, coisa que ele não queria de jeito maneira.

- Tatsuha, quando adolescente, foi seu fã. Mais fã do que Shuichi. — e isto significava alguma coisa, pensou Ryuichi com divertimento. Quando conheceu Shuichi quase fugiu do mesmo quando viu o brilho de idolatria iluminando o rosto do outro cantor e se naquela época ele já achou toda aquela veneração um exagero, então Tatsuha o faria querer se esconder para sempre em algum buraco no fim do mundo e nunca mais sair. Não endentam mal, Ryuichi adorava atenção, mas tudo que era demais também enjoava e, às vezes, assustava.

- Foi? Não é mais?

- Você não o está vendo gritando e pedindo o seu autógrafo, está?

- Ele é um Capitão da Frota Estelar, com certeza deve achar tal atitude vergonhosa. — Tohma soltou uma risada de escárnio. Desde quando vergonha pública impediu Tatsuha de fazer alguma coisa? Ryuichi não sabia da missa a metade. Assim como não conhecia Tatsuha.

- Não, eu conheço o meu cunhado, se ele ainda fosse o seu fã você seria o primeiro a saber. O Nittle Grasper foi uma fase da infância e adolescência dele. Uma fase que ele superou.

- E eu achando que tinha chances. — Ryuichi gracejou e Tohma rolou os olhos. Em pensar que anos atrás os papéis estariam invertidos, em pensar que anos atrás era Tohma que tentava prevenir que Tatsuha tivesse contato com Ryuichi com medo do que o homem mais novo pudesse fazer com o cantor. Agora o jogo estava invertido e estranhamente bizarro.

- Você não tem chances porque você não está realmente interessado. Para você ele é apenas outra foda rápida. Você é fútil Ryuichi.

- Ouch, magoou.

- Fútil e arrogante e acha que a sua carinha bonita vai fazê-lo ter acesso ao interior das calças de Tatsuha. — o olhar de Ryuichi foi até as mencionadas calças e em como elas abraçavam maravilhosamente bem um par de pernas que, com certeza, desnudas, eram um deslumbre para se apreciar.

- Não deveria ser ele a decidir isto? — Tohma rolou os olhos e deu um sorriso de escárnio para o amigo.

- Conheço Tatsuha há mais tempo que você. Ele pode ter mudado nos últimos dez anos, mas isto é um processo normal que se chama “crescer”. E sei que se ele não estiver interessado, não estará interessado, não importa o que você faça.

- Quer apostar?

- Não aposto se não há nenhuma emoção na aposta.

- O que quer dizer?

- Que seja lá o que você esteja pensando ou planejando, desista. Porque no fim o único que vai sair perdendo é você. — e com este aviso afastou-se de Ryuichi, indo de volta para o lado de Mika e iniciando uma conversa a baixas vozes com a mulher.

Sakuma bufou, refreando a vontade de dar uma careta infantil para o amigo e logo em seguida voltou o seu olhar para Tatsuha que soltou uma risada diante do que quer que K tenha dito à ele. Estreitando os olhos, o cantor inspirou profundamente, percorreu as pontas dos dedos pelos cabelos escuros e com um sorriso campeão foi na direção do Capitão e do empresário, ignorando o olhar de alerta de Tohma ao passar por ele. Assim que chegou perto da dupla, esperou que a mesma reconhecesse a sua presença, o que demorou ao menos uns dois minutos.

- Algum problema Ryuichi? — K perguntou com um sorriso simpático no rosto, mas Tatsuha somente lhe lançou um breve olhar antes de voltar a bebericar do copo que segurava.

- Estou entediado. — declarou com um bico que fez o americano rir antes de rodar os olhos pela sala. Noriko e Suguru conversavam sobre acordes perto da mesa de aperitivos que agora tinha boa parte de suas bandejas vazias. Nakano e Sakano haviam dado boa noite a todos uma meia hora antes e ido se recolher em suas cabines enquanto Shuichi e Eiri, depois que Shindou pentelhou Tatsuha o suficiente para conseguir a sua autorização, foram fazer um tour “romântico” pela Thunderbird, sem saberem que no segundo que puseram os pés para fora da sala o Capitão mandou uma mensagem a todos os postos da nave avisando que o casal estava solto nas imediações e que qualquer incidente era para ser reportado diretamente à ele.

- Talvez fosse uma boa ideia você se recolher. — Winchester sugeriu e Ryuichi rolou os olhos.

- Entediado, não cansado. — rebateu como uma criança teimosa. — Então Capitão, há alguma diversão nesta nave? — perguntou com um sorriso inocente enquanto via Tatsuha mirar os olhos sobre a sua pessoa.

- O que você definiria como diversão, Sr. Sakuma? — Ryuichi quis dar uma careta. Sr. Sakuma? Cada vez que alguém o chamava assim ele invariavelmente olhava por cima do ombro para ver se o seu pai estava às suas costas.

- O que você definiria Capitão? — o tom de flerte foi captado imediatamente por K mas não por Tatsuha.

- Esta é uma nave de combate Sr. Sakuma, creio que a nossa definição de diversão é bem diferenciada. — K tomou um gole de sua bebida para esconder o sorriso que estava brotando em seu rosto. Conhecia Tatsuha de rumores do passado, histórias que ouvira de Shindou e Seguchi, mas nunca havia sido apresentado ao rapaz diretamente e de tudo que ouviu, confessava que tinha pintado uma imagem do caçula dos Uesugi que em nada condizia com o homem na sua frente. Mas, é claro, a imagem pintada foi de um adolescente, hoje ele era um adulto. Um adulto que inconscientemente acabou de dar um fora em Ryuichi Sakuma: o solteiro mais cobiçado da Terra, segundo as revistas especializadas, sem nem ao menos ter percebido.

- Não queira me convencer que uma tripulação de mil pessoas...

- Seiscentos e quarenta e sete. — Tatsuha corrigiu e Ryuichi quase bufou. Em que lhe interessava quantos tripulantes havia na nave? Ele só estava especulando.

- Certo, que tantas pessoas passam meses confinadas no Espaço sem nada para entretê-las.

- Temos folga em terra que geralmente se define como paradas em colônias dedicadas ao entretenimento ou portos espaciais. Mas como, no momento, tal opção não é possível, informo que também possuímos uma sala de recreação no deck 4. Se o senhor quiser posso pedir que alguém o acompanhe até lá. — agora era um começo, pensou Ryuichi com um grito vitorioso mental e dando um passo a frente, quase invadindo o espaço pessoal de Tatsuha.

- E por que não pode ser o Capitão a me acompanhar? — perguntou com um sorriso coquete e um suave pousar de sua mão direita sobre o braço uniformizado do homem. Os olhos escuros de Tatsuha somente foram da mão sobre o seu braço e depois voltaram para o rosto do cantor e com um movimento suave que envolveu um passo para o lado, ele retirou o braço de sob a mão indesejada. K quis gargalhar. O fora com certeza foi um soco no orgulho de Ryuichi e agora ele estava doido para saber o que o cantor faria para dar a volta por cima.

Entretanto, infelizmente, Sakuma não teve tempo de reavaliar a sua estratégia para procurar outro caminho de abordagem, pois naquele instante as portas da sala se abriram e o Comandante Hope adentrou o recinto, indo até Tatsuha a passos largos, parando perto do ombro dele e inclinou-se para sussurrar algo no ouvido do Capitão que apenas assentiu com a cabeça seriamente enquanto ouvia o que lhe era dito.

- Bem senhores... — Tatsuha começou assim que Adam se afastou. — Foi um jantar muito agradável e a companhia igualmente adorável. — os olhos negros percorreram a sala e cada uma das pessoas que se encontrava nela, prolongando-se mais sobre Tohma e praticamente fugindo do olhar fuzilante de Mika. — Mas o dever me chama. — brincou, depositando o copo sobre a mesa e recuando um passo. — K. — cumprimentou o homem com um aceno de cabeça. — Sr. Sakuma. — continuou e antes que pudesse partir, foi parado pela mão de Ryuichi que novamente invadiu o seu espaço e repousou sobre o seu braço.

- Foi um prazer conhecê-lo Capitão. — Ryuichi deu o seu melhor e mais carismático sorriso para Tatsuha. — Pena que tivemos tão poucas oportunidades para conversarmos, uma gafe que espero que seja redimida em breve. — Tatsuha apenas arqueou as sobrancelhas, fez um sim com a cabeça e girou sobre os pés, saindo rapidamente da sala acompanhado por Hope.

Assim que ele saiu, o olhar de Ryuichi encontrou o de Tohma e o cantor deu ao amigo o seu melhor e maior sorriso presunçoso. Seguchi deveria saber que quando ele aceitava um desafio, aceitava para vencer. Sempre.

oOo

- Ryuichi Sakuma... — antes que Adam pudesse terminar a frase, Tatsuha o cortou.

- Shh, aqui não. — o repreendeu, pois ainda se encontravam em frente a porta do refeitório que tinha acabado de se fechar, e rapidamente pôs-se a andar, sendo seguido de perto por Adam até que entraram no primeiro elevador turbo que encontraram, com Tatsuha apertando o botão que levava ao deck de sua cabine. — Muito obrigado por me tirar do sufoco.

- Oras, ordens são ordens. — gracejou e Tatsuha riu.

Havia deixado com Adam a instrução para o Comandante ir resgatá-lo do jantar depois que a sobremesa fosse servida, acreditando que iria sobreviver tempo o suficiente à sua família mesmo com a indigestão que sofreria diante do clima pesado que iria perdurar o jantar inteiro. Claro que Adam riu, mas depois que foi informado por Joyce sobre o que transpirou nos primeiros minutos em que Tatsuha entrou na sala onde se encontrava o clã Uesugi, o Imediato sentiu que era a sua obrigação resgatar o Capitão mais cedo e mandou a ele uma mensagem em seu comunicador perguntando se a missão deveria ser realizada imediatamente. Quando Tatsuha respondeu que não, que estava tudo sob controle, Hope relaxou e esperou as horas passarem para chegar o momento de sua deixa.

Tecnicamente não havia nenhuma emergência que necessitava da presença do Capitão. O turno Beta havia começado há algumas horas e geralmente nada de emocionante acontecia neste horário. Mas isto era algo que somente Tatsuha e ele sabiam. Então, que mal uma simples mentirinha poderia ocasionar?

- Agora é sério Tatsuha. — Adam apertou o botão de emergência do elevador e um segundo depois uma voz veio pelo comunicador da máquina.

- Há algum problema Capitão? Comandante? — obviamente que alguém estaria monitorando os sistemas da Thunderbird e o fato de que um elevador turbo parou subitamente entre dois decks chamaria a atenção de alguém da segurança.

- Não. — Tatsuha respondeu sem oferecer mais explicações e quando o diminuto som indicando que a conexão foi encerrada chegou aos seus ouvidos, ele percebeu que a pessoa do outro lado da linha não iria mais questionar o porquê de seus oficiais superiores terem resolvido ter uma conversa privada em um elevador.

- Ryuichi Sakuma estava dando em cima de você. — Adam fez uma expressão incrédula que sinceramente ofendeu Tatsuha. Ele era um homem bem apessoado, fazia sucesso socialmente entre homens e mulheres, então qual era o problema de ter chamado a atenção de Ryuichi Sakuma? Como se lendo a pergunta estampada em seu rosto, Hope continuou. — Estrela do rock, famoso em todo o planeta Terra, que está indo em turnê pelo Universo. Praticamente uma lenda da música, esse Ryuichi Sakuma.

- Eu sei quem ele é e a sua importância, Hope. — Tatsuha resmungou, pressionando novamente o botão de emergência e fazendo o elevador voltar a andar. Um minuto depois as portas se abriam no deck desejado, onde ficavam as cabines dos oficiais superiores.

- E também se lembra que era o seu amor de infância? — Adam gracejou enquanto via Tatsuha inserir o código de acesso no teclado ao lado da porta de sua cabine e esta se abrir com o som de ar pressurizado. Sem esperar convite, ele seguiu o Capitão porta adentro e esperou esta se fechar para continuar a conversa. — E você simplesmente o ignorou. — completou com surpresa e Tatsuha soltou um longo suspiro cansado.

- Isto foi há dez anos. A paixonite foi há dez anos. Eu era uma criança naquela época, paixões de criança passam.

- Eu sei Tatsuha. Mas é que a ironia é muito boa para ser deixada de lado. — Tatsuha riu.

Era verdade. Anos atrás ele daria um braço e as duas pernas para ter um relance dos olhos azuis de Ryuichi sobre a sua pessoa. Hoje... Bem, hoje o mesmo parava ao seu lado, tocava o seu braço e a única coisa que emanou dele foi surpresa por não ter percebido a presença do cantor dentro de seu espaço pessoal e ao ver que o mesmo estava flertando abertamente com ele. Qual era a intenção de Ryuichi? Se ele queria mais um nome para adicionar ao seu caderninho de conquistas, que procurasse em outro lugar. Tatsuha estava em seu ambiente de trabalho e não iria descer tão baixo só por uma noite de foda (embora ele estivesse precisando depois de três meses no espaço sem paradas prolongadas em terra). E em uma semana Ryuichi iria embora e Tatsuha continuaria ali com a consciência culpada e sob os olhares acusadores de toda a sua tripulação. Então não, fosse qual fosse o jogo de Sakuma, ele podia esquecer.

E, além do mais, tinha Tohma para considerar. O cunhado com certeza lhe arrancaria o couro se pensasse em sequer se engraçar para cima da sua “galinha dos ovos de ouro”.

- Mas você não tem curiosidade, nem um pouquinho, de saber como seria?

- Como seria o quê? — Tatsuha perguntou enquanto sentava na cama para retirar as suas botas. — Dormir com Ryuichi Sakuma?

- Dizem que ele é metade tauriano e os rumores são de que sexo com eles é algo inesquecível...

- Meio mundo tem curiosidade de saber como é transar com Ryuichi Sakuma, ele sendo ou não meio tauriano, meio orion, meio sei lá o quê. Claro que eu não vou estar fora da estatística. Mas se eu quero transar com ele. Bem... Isso são outros quinhentos.

- Posso saber por quê?

- Porque ao contrário do que todos pensam, eu também quero a minha casa no subúrbio com jardim na frente, cerquinha branca e um cão para brincar e alguém com quem dividir isso tudo. E, obviamente, não terei nada disto com quem muitos se referem como o deus da música.

- Não sabia que era romântico Tatsuha. — o homem rolou os olhos e mirou o amigo atravessado.

- Você, melhor do que ninguém, sabe o quanto eu sou romântico. - e Adam sabia, mas esta era uma história que não valia a pena relembrar. Não naquele momento.

- Como quiser Capitão. — encerrou a conversa por ali, oferecendo a Tatsuha uma continência respeitosa e deixando a cabine do Capitão.

Assim que a porta se fechou com um sibilo, Tatsuha suspirou, abriu a gaveta do criado mudo ao lado de sua cama e retirou de dentro dela uma pequena caixa de veludo, a abrindo e recolhendo com as pontas dos dedos o anel de ouro branco que estava dentro dela e cuja inscrição em seu interior dizia somente uma coisa:

Tatsuha & Alyssa – para todo o sempre