Notas iniciais
Bom, já vou avisando que essa fic é bem diferente das outras. Nada de garotinhas adolescentes, ilusões e intercâmbios, tudo facinho, facinho. Não, essa fic vai ser um pouquinho mais real do que as outras, mostrando que pra conseguir o que quer a gente tem que ralar.

- Vem logo Emily, tenho que te deixar em casa e ir trabalhar ainda.

- Tô aqui, tô aqui. Vou ligar o rádio.

- Tá, mas não naquelas rádios barulhentas, por favor.

- De novo querendo música de velho? Você ainda tem 30 anos mulher, se liga.

- A vida é curta, tô quase perto da morte já.

- Aff..

*Rádio on*

E agora, pras rushers de plantão, uma antiga, Like Nobody's Around!'

Foi inevitável. As lágrimas caíram sem que eu pudesse evitar, era demais pra mim.

- Claire... você tá chorando?

- Que isso Emily, que chorando o quê.

- Hm.. anda, senão vai perder a hora.

Passei o dia todo pensando na música, e todos os sentimentos que eu achava que tinha esquecido vieram à tona. Droga. Um passado horrível do qual eu não queria me lembrar.

Cheguei em casa, tomei um banho e esparramei no sofá.

- Iiih, que é Claire? Tá toda esculachada aí nesse sofá...

- Ah Emily, tô cansada dessa droga de serviço, não tenho tempo pra mais nada, sem contar que eu odeio publicidade, ODEIO.

- Liga essa tv e para de reclamar. É melhor que ser professora de creche, vai por mim.

*TV on*

E hoje, 19 de janeiro, pra comemorar essa data tão especial, será que alguém se lembra desse dia? O rusher's day! Vamos celebrar com 'Like Nobody's Around'.

*TV off*

O clipe. A música. Eles. A minha vida. Tudo isso desceu em lágrimas naquele momento.

- Ok Claire, agora você tá chorando.

- Tô, Emily. Eu tô. — falei entre lágrimas e soluços.

- Mas .. por quê?

- Eles Emily, eles. Você não se lembra de nada?

- Sobre a sua paixão platônica por essa bandinha? Como esquecer né Claire, como esquecer quele seu fanatismo louco por esses gayzinhos? Graças a Deus você desistiu deles.

- Cala a boca desgraçada! Olha as merdas que você tá falando! Não é uma 'bandinha', é a minha vida. Não são 'gayzinhos', são meus anjos. Eles, de alguma forma, estiveram comigo quando ninguém mais estava, nem você que se diz tããão minha amiga. E eu não desisti não Emily, eu fui obrigada. Você não sabe nada mesmo sobre mim.

- Aii ela ficou bravinha...

- Meus pais Emily, me forçaram a estudar publicidade quando meu sonho era cantar. Me arranjaram um marido aos 17 anos pra dois anos depois ele me trair com a minha própria mãe! Ela rasgou meus pôsters, quebrou meus cd's ao meio na minha frente, e aquele idiota com quem eu me casei me agredia, descobriu sobre as revistas que eu escondia e queimou todas elas, além de jogar na minha cara que eu nunca ia conhecer eles.

- Ai amiga, não fica assim. Até hoje eu não me perdoo por não ter feito nada pra te ajudar.. Mas você sabe, minha vida não estava nos seus melhores dias também...

- A culpa é minha. Eu não devia ter aceitado. Eu devia ter fugido, brigado, mas não. Aceitei tudo feito uma idiota.

- Ainda.. sonha em conhecer eles.. ou.. se casar com eles?

- De verdade? Sim. Eles acabaram com tudo, mas não com meus sonhos. Não com meu amor. — ela deu uma gargalhada esnobe.

- Claire, como você é estúpida! Cai na real, você já passou da idade de ter sonhos ridículos e metas absolutamente infantis! É triste ter que dizer isso mas você precisa acordar pra vida. VOCÊ NUNCA VAI CONHECER ELES, MUITO MENOS SE CASAR COM ELES.

- É.. eu acho que você tem razão. Eu.. já vou dormir.. boa noite..

Eu não ia dormir. Não depois do que tinha acabado de ouvir. Aquela que dizia ser minha melhor amiga gritou as palavras que mais me feriam desde os meus 14 anos. Mas agora, eu estava disposta a mudar isso.

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado do primeiro capítulo.. Deixem reviews sobre o que acharam! Beijos :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.