Notas iniciais
Ol cupcakes
Espero que gostem da fic e nos vemos l embaixo

Marina PoV
Já se faziam o quê? Duas? Três semanas que eu estava esperando ser reclamada?
Pelo visto meu parente divino não gostava muito de mim, já que normalmente todos eram reclamados em um ou dois dias. Eu poderia até ter alguma ideia de quem seria se tivesse ao menos conhecido um dos meus pais mortais.
Como se não bastasse ter esse problema enchendo minha cabeça ainda tivemos uma guerra há três dias e mais da metade do acampamento estava caindo aos pedaços; muita gente que nem conseguia andar direito tinha que ajudar na reconstrução e na limpeza do que estava ao alcance dos semideuses. Os que estavam em melhor estado faziam o trabalho pesado, então, como tenho muita sorte, tive que ajudar na reconstrução da parede de escalada que fora derrubada pelos tremores de Gaia, o que até foi fácil se comparado à empilhar as pedras fumegantes que se soltaram das forjas ou evitar que o fogo grego do chalé de Hécate se espalhasse por todo o acampamento.
Pelo menos tenho uma folga de quinze minutos a cada duas horas de trabalho pesado, pensei. Muitos perguntaram pro Quíron porque não podíamos nos dividir em turnos e ele nos disse que era pela falta de pessoal.
Nunca fiquei tão feliz por ficar sozinha em um lugar quase desabitado, sentada encostada numa árvore com os pés no rio e longe dos olhares que os campistas me lançavam por ser uma “exceção”.
Podia ouvir um sátiro tocando uma melodia suave na flauta e alguns pássaros cantando ao longe; vez ou outra uma ninfa passava aos sussurros e risadinhas com outra. Era tão simples esquecer todos os meus problemas ali longe do campis...
— Eu não sei, talvez ele esteja por aí... Você conhece o Leo – a voz era de um garoto.
Apurei os ouvidos. Eu sei que é feio ouvir a conversa dos outros mas eram eles que estavam vindo até mim.
— Mas a Hazel e o Nico disseram que sentiram ele morrer, não sei se seria possível ele estar vivo depois daquilo — uma garota respondeu.
- Ela também disse que sentiu uma presença familiar ontem.
As vozes se aproximavam cada vez mais, até que seus respectivos donos pararam de frente para o rio. Eu só os havia visto algumas vezes de longe, mas seria impossível não saber quem eram.
— Está bem, chega de assuntos tristes – o garoto de cabelos negros e olhos verdes – há quem diga que eles eram bem parecidos com o meu -, Percy Jackson, disse.
— Certo – a garota, Annabeth, fez uma pausa breve, como se tentando decidir se dizia algo ou não. – Nos... Nos túneis em Atenas você disse algo que, bem, você falava sério? – ela nem sequer olhava para ele.
— O quê? Ah, sobre não saber como o Frank pode virar um enxame de abelhas?
— Claro que não, Cabeça de Alga! Foi um pouco antes disso – ele estava visivelmente confuso. – Depois de você me beijar...
— Ah, você tá brava porque eu disse que foi melhor termos nos beijado antes de você se transformar naquela coisa horrível? – ele riu.
— Perseu! – disse exasperada.
— Desculpa. Pode falar.
— Foi logo depois de você me beijar, disse algo sobre a rivalidade de nossos pais acabar ali e algo sobre...
— E você, Annabeth Chase, a garota mais inteligente e racional que eu conheço, está em duvida de que eu só tenha dito que te amo por ter me deixado levar pelo momento? – ela ficou meio sem graça -, Annabeth – ele dizia enquanto segurava suas mãos e entrelaçava seus dedos -, eu me joguei no Tártaro pra ficarmos juntos, estava disposto a ficar lá para que você pudesse sair... Pode ter certeza de que eu amo você.
— Também amo você – ela sorria igual uma tonta apaixonada.
Ah, cara, eu vou vomitar, pensei.
— Que pouca vergonha é essa aqui?
Eles se separaram assustados e olharam pra mim um tanto constrangidos.
— Desculpe, não vimos você aí.
— É, eu percebi.
Antes que pudéssemos conversar mais um daqueles sinos de escola tocou.
— É minha deixa – levantei e limpei a sujeira do shorts. — Bom, a gente se vê.

Connor PoV
- Nós queremos nossas minas terrestres de volta! – Clarisse berrou enquanto esmurrava a porta com tanta força que me surpreendi por ela ainda não ter saído do batente.
- Eu não trabalho nos fins de semana! – guardei cuidadosamente a granada de peido de centauro. As filhas de Afrodite iam amar aquilo.
- Hoje é terça – ela bateu mais um pouco na minha porta.
— O Chris sabe que você fica por aí batendo e implorando na porta de outros caras?
- Essa porta também é dele, Stoll! – coitado do Chris.
Distraidamente puxei a cortina e espiei pela fresta a multidão enfurecida que se formava em frente ao meu chalé. E eles ainda estavam à caráter, com tochas e aquelas coisas que parecem garfos. Lutei para não rir.
- Er... Eu estou com um caso grave de... Travisinite – forcei uma tosse. (N/Travis: virei doença agora? ¬¬).
- É contagiosa? – algum idiota perguntou do meio da multidão.
Connor Stoll, você se superou. Alguns filhos de Ares tem pavor de gripes, dizem que isso os torna mais fracos. Grande parte deles acredita nisso, infelizmente Clarisse não.
- Altamente – tossi mais algumas vezes e continuei o processo de engarrafar aquela maravilha que os peidos de centauro são. – Se eu fosse vocês nem chegava perto desse lugar, a Travisinite te deixa tão fraco que não dá pra levantar nem um palito de dente.
Ouvi uma agitação lá fora. Clarisse, que continuava esmurrando minha porta impiedosamente, diminuiu a intensidade das batidas para tentar convencer seus irmãos de que Travisinite não existe.
- Ele está mentindo seus imbecís! – gritou irritada.
Tossi e me curvei para frente quando fiz que estava vomitando. Graças à boa e velha Zeusa Fabulosa existem as cortinas pra distorcer as coisas.
- QUEM FOR EMBORA ESTARÁ RENUNCIANDO AO SEU SANGUE DIVINO! – Clarisse é bem persuasiva quando quer.
Fiquei tão assustado com o grito repentino que devo ter pulado meio metro da cadeira, esqueci completamente o que estava fazendo. Arregalei os olhos quando vi o frasco que eu devia estar segurando encostar no chão.
- Droga.
O chalé inteiro sofreu uma pequena explosão e um cheiro tão ruim que não deveria nem existir entrou pelas minhas cavidades nasais e se impregnou nos meus pulmões.
Empurrei a porta e sai correndo pro lago de canoagem.
Mais tarde, na hora do almoço, eu resmungava sozinho enquanto me esfregava com um sabão misterioso.
O problema dos peidos de centauro é que só dá pra engarrafar se ele estiver concentrado e quando eles são concentrados eles fedem mais que o normal e se tornam altamente sensíveis e explosivos. E isso mais que Super Bonder.
Resumindo tudo o que aconteceu hoje: eu fiz o chalé de Hermes sofrer uma mini explosão e ficar fedendo; fui obrigado por meus irmãos amados a me lavar em público usando uma sunga com uma carinha feliz atrás e uma boia cheia de florzinhas; tive que devolver as minas terrestres do chalé de Ares no lugar e ouvir reclamações dos meus irmãos por termos que dormir do lado de fora do chalé correndo o risco das harpias da patrulha nos comerem por engano.

Nico PoV
— Por Hades, Will! Já faz quatro dias que você tem me mantido nessa droga de enfermaria. Eu estou bem!
Estava de braços cruzados olhando pro filho de Apolo enquanto ele dava pontos na perna de uma garota.
— Você atravessou a cama ontem enquanto dormia, chama isso de estar bem? – ele tinha olheiras embaixo dos olhos, mas mantinha o mesmo sorriso de sempre e as mesmas roupas desde a guerra. – Sou seu médico, digo que você fica.
— Você não é minha mãe, entendeu? Não pode me manter aqui como se eu não tivesse vontade própria! – a raiva que eu tanto tentava controlar estava vindo à tona; minhas mãos começavam a tremer.
— Sim, eu posso. Se me lembro bem, sou o conselheiro chefe do chalé de Apolo e chefe dos enfermeiros o que me dá total direito de manter quem eu quiser e por quanto tempo quiser neste lugar! E o fato de que você passa pelas coisas mesmo enquanto dorme só fortalece minha decisão.
— Não me importa se você é chefe dos enfermeiros. Eu quero sair! – gritei.
Ficaria bravo comigo mesmo mais tarde por estar agindo igual uma criancinha.
Assim que terminou o ultimo ponto levantou-se e guardou o material numa caixinha antes de se virar para me encarar. Sua expressão sorridente foi substituída pela de raiva e cansaço, seus olhos diziam que ele havia ficado chateado com a minha insistência.
— E a preocupação de um amigo? Importa pra você? Se eu deixar você sair e depois virar um fantasma de vez eu não vou ter só sérios problemas como também nunca vou me perdoar por isso.
— Sérios problemas você vai ter é se não me deixar sair dessa enfermaria do Hades!
— Ótimo! Porque eu não vou deixar!
Foi o estopim.
O chão começou a tremer de forma violenta e eu ouvia gritos dos campistas para que eu parasse com aquilo, mas os tremores já não estavam mais sobre meu controle. Minha visão embaçava e meu corpo enfraquecia mais e mais, ouvi Will me chamando e pedindo ajuda. Então ele veio até mim e tentou me puxar pra uma das macas, foi em vão. Tudo o que veio depois foi terra, quilômetros e quilômetros de terra e rochas, então a escuridão.

Notas finais
Eae? deixem comentarios mesmo se nao tiverem gostado ok?
nao tenho a menor ideia de quando vou postar novamente, prometo que vou tentar o mais rapido possivel, mas minha vida esta muito corrida e a criatividade me abandona sem dó... ;-;
COMENTEM PLS
~OhDarling
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.