It's About Us
3 Desaparecida.
Notas iniciais
Rick POV.
Acordo de manhã com os raios de sol entrando pela janela, automaticamente me viro para o lado onde encontro o despertador marcando 07h20min da manhã. Resolvo ficar na cama só pelo simples prazer de ter 10 minutos a mais antes que o dia começasse.
Me giro novamente dando de cara com o cabelo dela que se espalha pelos travesseiros. Cerejas... — penso sentindo o cheiro do seu shampoo como se fosse a primeira vez.
–Kate. — começo a mexer na sua nuca na intenção de acorda-la, porém não tenho resposta.
– Katee. — distribuo beijos no seu pescoço e subo em direção ao rosto.
–Hmm... — ouço um pequeno resmungo vindo dela e abro um sorriso.
– Está na hora de acordar. — depósito um beijo nos seus lábios e ela abre um sorriso me fazendo sorrir também.
–Bom dia Rick. — ela esfrega os olhos e tira o cabelo do rosto enquanto eu me sento na sua frente. — Que horas são?
– Quase 07h30min mocinha. — ela sorri e eu também. — Está na hora de levantar.
– Ok. — ela senta na cama ficando de frente para mim.
– Sabe... — começo rindo. — Isso é engraçado.
Ela arqueia as sobrancelhas. — Engraçado?
–Sim. — respondo rindo. — Me lembra da nossa...
–Nossa primeira noite juntos. — ela me interrompe.
– Exatamente. — sorrio. — Não conseguia assimilar o que tinha acabado de acontecer.
– Não era só você. — ela olha para mim. — Só tem uma diferença.
– Como assim? — pergunto confuso.
– Há 7 anos atrás não tínhamos companhia. — ela aponta por cima do meu ombro me fazendo virar a cabeça e dar de cara com duas pessoinhas paradas na porta.
– Bom dia. — Kate fala enquanto eles se aproximam ainda esfregando os olhinhos por causa do sono.
– Bom dia mamãe. — Johanna sobe em cima da cama e vai para o meio das pernas de Kate enquanto Alexander vem em minha direção.
– Bom dia papai. — eles falam me olhando.
– Como vocês acordaram sozinhos? — pergunto enquanto tiro o cabelo de Alex da frente dos olhos.
– Perdi o sono. — Johanna responde olhando para o chão.
– E ela me acordou. — Alex levanta a cabeça quase batendo com a testa no meu queixo.
– Pode apostar filho, eu sei como é ser acordada. — Kate sorri enquanto me olha.
– Não reclame em. — pisco um olho na intenção de brincar com ela. — Vamos se arrumar entao?
– Vamoos. — eles respondem juntos enquanto pulam da cama e saem correndo.
– É... — Kate começa enquanto descruza as pernas. — Vamos.
– Vou fazer o café. — me aproximo dela e dou um beijo em sua bochecha.
– E eu vou para a tarefa mais difícil: arrumar eles. — ela sorri enquanto vai em direção ao quarto dos dois.
– Boa sorte. — solto um gritinho enquanto desço as escadas.
Kate POV.
Assim que largamos os dois na escolinha vamos para o distrito. No caminho atualizo Castle sobre a nossa querida esposa Sra. Petrelli, e ele fica fascinado e cheio de teorias, o que me faz rir. O conhecia há mais de 10 anos e ainda ficava fascinada por esse lado criança dele.
– Então Castle. — rio enquanto sento em minha cadeira. — Essas são suas teorias?
– Sim. — ele responde sentando ao meu lado. — Mas como sempre eu vou desvendar esse caso.
– Como sempre? — viro para ele com as sobrancelhas arqueadas. O ego dele era enorme.
– É... — ele ri. — Como sempre detetive.
– Eu não diria que sempre em escritor. — olho para ele rindo da cara ofendida que ele faz.
– Você está sendo muito má comigo ultimamente. — ele faz um beicinho.
– É... — rio. — Não percebi.
– Yo. — ouço Espo vindo em minha direção. — Consegui o paradeiro da nossa querida Jessica Petrelli.
– E onde seria? — pergunto já puxando meu casaco do encosto da cadeira.
– Na esquina com a Lex. — ele responde enquanto Ryan vem em nossa direção. — Pronto para uma nova caça a nossa noivinha?
– Pode apostar que sim. — Ryan responde rindo.
Rick POV.
Assim que chegamos ao local descrito nos deparamos com um prédio antigo no meio de uma das principais avenidas de Nova York, e mesmo assim nunca havia reparado nele.
– Engraçado. — falo assim que saímos do carro. — Nunca tinha visto esse prédio antes.
– Eu também não. — ela fala enquanto Espo e Ryan vêm na nossa direção.
– Então, é aqui mesmo? — ela pergunta.
–Sim. Segundo andar no apartamento número 26. — Espo diz.
–Bom vamos lá então. — digo sorrindo enquanto entramos no prédio.
Depois de 30 minutos estávamos de volta à delegacia, desta vez com a senhorita Petrelli algemada esperando dentro da "caixa".
– Você quer que eu vá com você? — pergunto parado na frente da porta da sala.
– Desde quando você pergunta se pode fazer algo para mim. — ela ri e eu fico sério.
– Engraçadinha Beckett. — rio também. — Vamos? — abro a porta para ela, fechando-a assim que entro na sala também.
– Porque eu estou aqui? — a mulher pergunta antes mesmo de eu sentar na minha cadeira.
– Acho que você sabe o porquê de estar aqui... Sra.Petrelli. — Beckett retruca. — Ou seria Sr. Bannet?
Assim que ela escuta o nome do ex-marido a vejo trocar a expressão: da antiga expressão calma agora me deparava com uma mulher assustada.
– Vejo que reconheceu seu antigo sobrenome. — falo cruzando as mãos sobre a mesa.
– E deveria. — Beckett continua. — Afinal você matou seu ex-marido há dois dias.
– Eu não matei ninguém! — ela se rebatia contra a mesa furiosa.
– Não? É mesmo? — o tom sarcástico não passa nem de longe despercebido. — Então porque estava vigiando a casa do Peter?
– Eu estava cuidando dos meus filhos. — ela responde enquanto olha para mesa.
– Olha. — não consigo me controlar e solto um risinho. — Acho que você perdeu esse direito há muito tempo.
– Elas são minhas filhas! — Jessica se exalta novamente.
– E você. — Beckett aponta para ela. — Abandonou as duas. — ao ouvir isso ela abaixa o rosto. — E até onde eu sei pode ter matado seu marido.
– Eu já falei: só queria vê-las. — Jessica retruca novamente
– Ok. — digo. — Se você só queria ver elas entao porque você precisaria disto. — Beckett puxa a arma que encontramos no apartamento e coloca de frente para ela.
Um silêncio toma conta da sala e a única coisa que conseguimos ouvir é a respiração de nós três.
– Então. — digo retirando o peso do momento e atraindo os olhares das duas mulheres para mim. — Vamos ter uma confissão?
– Sim. — ouço baixinho como um sussurro.
– Já é um progresso. — Beckett diz pegando a folha e largando em frente da mulher. — Quando tiver pronta é só bater contra o vídeo. Alguém irá pegar a confissão e lhe levar para cela.
Kate POV.
Saio da sala furiosa com a situação.
– Como ela pode fazer isso? — pergunto sem olhar para ninguém específico.
– Tem certas pessoas que nós nunca conseguiremos entender. — ele responde.
– Eram os filhos dela Castle. — aponto para as fotos das duas meninas no quadro branco.
– Eu sei. — ele me olha e pega na minha mão. — Mas agora elas vão ter justiça pelo pai delas.
– É... — solto como um murmúrio enquanto aperto sua mão na minha.
–Yo. — Espo vem na nossa direção. — O que está acontecendo lá dentro? — ele aponta para a sala do interrogatório.
– Temos uma confissão. — respondo enquanto Castle retira as fotos do quadro.
– Parabéns. — Espo ri enquanto volta para o seu lugar.
– Galera... — Ryan chega sério. — Nós temos um problema.
–Que houve? — Castle pergunta.
– Não foi Jessica que matou Peter. — ele solta enquanto eu processo a informação.
– Como não? — solto assim que olho para a sala de interrogatório.
–Estava com Lanie no telefone. — foi encontrada uma digital parcial no corpo, e não bate com a dela.
– Como isso é possível? — Castle solta tirando as palavras da minha boca.
– Achei que durante este tempo você já soubesse que nunca é o primeiro suspeito.
– É... — Castle retruca. — Mas o primeiro suspeito assina uma confissão se não cometeu o crime?
– Confissão? — Ryan se assusta. — Como assim?
– Viu. — Castle olha para Ryan rindo. — Bom... Nossa única opção é falar com ela.
– Preparado para outro interrogatório Castle? — pergunto.
– Claro. — nos levantamos das respectivas cadeiras.
Assim que abro a porta da sala minha surpresa é ainda maior.
– ONDE ESTÁ MINHA SUSPEITA? — grito enquanto Castle entra na sala olhando para todos os lados em busca de Jessica.
– Ela sumiu. — ele sussurra as minhas costas.
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