Notas iniciais
Galeraa... Não tenho nem palavras para descrever a minha demora mas me desculpem. Mesmo. Estou viajando é a primeira vez que consigo parar para postar algo. Espero que gostem. Além disso queria agradecer a todos que estão lendo e comentando a fanfic, e também desejar um (atrasado) feliz natal e ano novo a todos

Rick POV.

Acordo de manhã com os raios de sol entrando pela janela, automaticamente me viro para o lado onde encontro o despertador marcando 07h20min da manhã. Resolvo ficar na cama só pelo simples prazer de ter 10 minutos a mais antes que o dia começasse.

Me giro novamente dando de cara com o cabelo dela que se espalha pelos travesseiros. Cerejas... — penso sentindo o cheiro do seu shampoo como se fosse a primeira vez.

–Kate. — começo a mexer na sua nuca na intenção de acorda-la, porém não tenho resposta.

– Katee. — distribuo beijos no seu pescoço e subo em direção ao rosto.

–Hmm... — ouço um pequeno resmungo vindo dela e abro um sorriso.

– Está na hora de acordar. — depósito um beijo nos seus lábios e ela abre um sorriso me fazendo sorrir também.

–Bom dia Rick. — ela esfrega os olhos e tira o cabelo do rosto enquanto eu me sento na sua frente. — Que horas são?

– Quase 07h30min mocinha. — ela sorri e eu também. — Está na hora de levantar.

– Ok. — ela senta na cama ficando de frente para mim.

– Sabe... — começo rindo. — Isso é engraçado.

Ela arqueia as sobrancelhas. — Engraçado?

–Sim. — respondo rindo. — Me lembra da nossa...

–Nossa primeira noite juntos. — ela me interrompe.

– Exatamente. — sorrio. — Não conseguia assimilar o que tinha acabado de acontecer.

– Não era só você. — ela olha para mim. — Só tem uma diferença.

– Como assim? — pergunto confuso.

– Há 7 anos atrás não tínhamos companhia. — ela aponta por cima do meu ombro me fazendo virar a cabeça e dar de cara com duas pessoinhas paradas na porta.

– Bom dia. — Kate fala enquanto eles se aproximam ainda esfregando os olhinhos por causa do sono.

– Bom dia mamãe. — Johanna sobe em cima da cama e vai para o meio das pernas de Kate enquanto Alexander vem em minha direção.

– Bom dia papai. — eles falam me olhando.

– Como vocês acordaram sozinhos? — pergunto enquanto tiro o cabelo de Alex da frente dos olhos.

– Perdi o sono. — Johanna responde olhando para o chão.

– E ela me acordou. — Alex levanta a cabeça quase batendo com a testa no meu queixo.

– Pode apostar filho, eu sei como é ser acordada. — Kate sorri enquanto me olha.

– Não reclame em. — pisco um olho na intenção de brincar com ela. — Vamos se arrumar entao?

– Vamoos. — eles respondem juntos enquanto pulam da cama e saem correndo.

– É... — Kate começa enquanto descruza as pernas. — Vamos.

– Vou fazer o café. — me aproximo dela e dou um beijo em sua bochecha.

– E eu vou para a tarefa mais difícil: arrumar eles. — ela sorri enquanto vai em direção ao quarto dos dois.

– Boa sorte. — solto um gritinho enquanto desço as escadas.



Kate POV.



Assim que largamos os dois na escolinha vamos para o distrito. No caminho atualizo Castle sobre a nossa querida esposa Sra. Petrelli, e ele fica fascinado e cheio de teorias, o que me faz rir. O conhecia há mais de 10 anos e ainda ficava fascinada por esse lado criança dele.

– Então Castle. — rio enquanto sento em minha cadeira. — Essas são suas teorias?

– Sim. — ele responde sentando ao meu lado. — Mas como sempre eu vou desvendar esse caso.

– Como sempre? — viro para ele com as sobrancelhas arqueadas. O ego dele era enorme.

– É... — ele ri. — Como sempre detetive.

– Eu não diria que sempre em escritor. — olho para ele rindo da cara ofendida que ele faz.

– Você está sendo muito má comigo ultimamente. — ele faz um beicinho.

– É... — rio. — Não percebi.

– Yo. — ouço Espo vindo em minha direção. — Consegui o paradeiro da nossa querida Jessica Petrelli.

– E onde seria? — pergunto já puxando meu casaco do encosto da cadeira.

– Na esquina com a Lex. — ele responde enquanto Ryan vem em nossa direção. — Pronto para uma nova caça a nossa noivinha?

– Pode apostar que sim. — Ryan responde rindo.



Rick POV.



Assim que chegamos ao local descrito nos deparamos com um prédio antigo no meio de uma das principais avenidas de Nova York, e mesmo assim nunca havia reparado nele.

– Engraçado. — falo assim que saímos do carro. — Nunca tinha visto esse prédio antes.

– Eu também não. — ela fala enquanto Espo e Ryan vêm na nossa direção.

– Então, é aqui mesmo? — ela pergunta.

–Sim. Segundo andar no apartamento número 26. — Espo diz.

–Bom vamos lá então. — digo sorrindo enquanto entramos no prédio.

Depois de 30 minutos estávamos de volta à delegacia, desta vez com a senhorita Petrelli algemada esperando dentro da "caixa".

– Você quer que eu vá com você? — pergunto parado na frente da porta da sala.

– Desde quando você pergunta se pode fazer algo para mim. — ela ri e eu fico sério.

– Engraçadinha Beckett. — rio também. — Vamos? — abro a porta para ela, fechando-a assim que entro na sala também.

– Porque eu estou aqui? — a mulher pergunta antes mesmo de eu sentar na minha cadeira.

– Acho que você sabe o porquê de estar aqui... Sra.Petrelli. — Beckett retruca. — Ou seria Sr. Bannet?

Assim que ela escuta o nome do ex-marido a vejo trocar a expressão: da antiga expressão calma agora me deparava com uma mulher assustada.

– Vejo que reconheceu seu antigo sobrenome. — falo cruzando as mãos sobre a mesa.

– E deveria. — Beckett continua. — Afinal você matou seu ex-marido há dois dias.

– Eu não matei ninguém! — ela se rebatia contra a mesa furiosa.

– Não? É mesmo? — o tom sarcástico não passa nem de longe despercebido. — Então porque estava vigiando a casa do Peter?

– Eu estava cuidando dos meus filhos. — ela responde enquanto olha para mesa.

– Olha. — não consigo me controlar e solto um risinho. — Acho que você perdeu esse direito há muito tempo.

– Elas são minhas filhas! — Jessica se exalta novamente.

– E você. — Beckett aponta para ela. — Abandonou as duas. — ao ouvir isso ela abaixa o rosto. — E até onde eu sei pode ter matado seu marido.

– Eu já falei: só queria vê-las. — Jessica retruca novamente

– Ok. — digo. — Se você só queria ver elas entao porque você precisaria disto. — Beckett puxa a arma que encontramos no apartamento e coloca de frente para ela.

Um silêncio toma conta da sala e a única coisa que conseguimos ouvir é a respiração de nós três.

– Então. — digo retirando o peso do momento e atraindo os olhares das duas mulheres para mim. — Vamos ter uma confissão?

– Sim. — ouço baixinho como um sussurro.

– Já é um progresso. — Beckett diz pegando a folha e largando em frente da mulher. — Quando tiver pronta é só bater contra o vídeo. Alguém irá pegar a confissão e lhe levar para cela.

Kate POV.



Saio da sala furiosa com a situação.

– Como ela pode fazer isso? — pergunto sem olhar para ninguém específico.

– Tem certas pessoas que nós nunca conseguiremos entender. — ele responde.

– Eram os filhos dela Castle. — aponto para as fotos das duas meninas no quadro branco.

– Eu sei. — ele me olha e pega na minha mão. — Mas agora elas vão ter justiça pelo pai delas.

– É... — solto como um murmúrio enquanto aperto sua mão na minha.

–Yo. — Espo vem na nossa direção. — O que está acontecendo lá dentro? — ele aponta para a sala do interrogatório.

– Temos uma confissão. — respondo enquanto Castle retira as fotos do quadro.

– Parabéns. — Espo ri enquanto volta para o seu lugar.

– Galera... — Ryan chega sério. — Nós temos um problema.

–Que houve? — Castle pergunta.

– Não foi Jessica que matou Peter. — ele solta enquanto eu processo a informação.

– Como não? — solto assim que olho para a sala de interrogatório.

–Estava com Lanie no telefone. — foi encontrada uma digital parcial no corpo, e não bate com a dela.

– Como isso é possível? — Castle solta tirando as palavras da minha boca.

– Achei que durante este tempo você já soubesse que nunca é o primeiro suspeito.

– É... — Castle retruca. — Mas o primeiro suspeito assina uma confissão se não cometeu o crime?

– Confissão? — Ryan se assusta. — Como assim?

– Viu. — Castle olha para Ryan rindo. — Bom... Nossa única opção é falar com ela.

– Preparado para outro interrogatório Castle? — pergunto.

– Claro. — nos levantamos das respectivas cadeiras.

Assim que abro a porta da sala minha surpresa é ainda maior.

– ONDE ESTÁ MINHA SUSPEITA? — grito enquanto Castle entra na sala olhando para todos os lados em busca de Jessica.

– Ela sumiu. — ele sussurra as minhas costas.

Notas finais
E agora?? Sempre aceito sugestões. Sempre. -- COMENTEM --