Item de colecionador

10 Aconteceu naquele ano...


Notas iniciais
Estou em clima de despedia. O ultimo capitulo se aproxima....

12:10 Sala de interrogatório no Ônibus.

“Skye deveria estar sendo atendida por aquela menina magrela, Fitz-Simmons eu acho…” A doçura não parava de se preocupar…

A raiva não se manifestou. L.A.B cantarolava algumas músicas para passar o tempo.

“When you feel my heat Look into my eyes It's where my demons hide It's where my demons hide Don't get to close It's dark inside”

“Vivendo e aprendendo a jogar, vivendo e aprendendo a jogar, nem sempre ganhando nem sempre perdendo, mas aprendendo a jogar…”

“É preciso amar, as pessoas como se não houvesse amanhã, por que se você parar para pensar, a verdade não há.”

Ela esperava que alguem viesse a trucidar naquela salinha pequena. Mas todos pareciam demorar. Deveria ter sido sério. A agente Ninja tramava matá-la, mas L.A.B não se entregaria para aquela traidorazinha… Se o pobre Coulson soubesse… Seus mais de 90 relatórios sobre ele, deixavam L.A.B irritada. Ela própria se sentia traída, vigiada… Mas isso não vinha ao caso.

Se ouviu cantarolar aquela música. Aquela que ela não cantava a anos. Ela se lembrava claramente, aconteceu naquele ano.

“...Though nothing will drive them away. We can beat them, just for one day. We can be Heroes, just for one day. And you, you can be mean. And I, I'll drink all the time. 'Cause we're lovers, and that is a fact. Yes we're lovers, and that is that. Though nothing, will keep us together. We could steal time, just for one day. We can be Heroes, for ever and ever. What d'you say?”

Aconteceu naquele ano. Ela se lembrava como se fosse ontem. A dança na fogueira, as formigas mordiscando sua pele, a caverna extremamente quente, as ervas de gosto amargo enquanto ela lutava para parar aquele sangramento horroroso…

Ela olhava para mim tentando me manter acordada e fazer com meus pontos improvisados continuassem fechados. Era um calor infernal naquela ilha perdida na Africa. Os rebeldes estavam dificultando o acesso do resgate e L.A.B não duraria muito mais tempo, os nativos estavam inquietos, ela temia pela vida. Era uma das primeiras de L.Alfa, ela era nível 1, uma das suas primeiras missões, e lutava contra rebeldes que acharam uma tecnologia que não deveriam ter. Ela lutou bravamente ao lado de 100 homens. E conseguiu recuperar reféns. Mas foi atacada por um deles e não conseguiu fugir, N. foi a única que voltou por ela, M.Ar.C.O, o seu irmão ficou para atender os feridos.

—Você devia relaxar. -ela dizia alimentando o fogo -M.Ar.C.O vai nos buscar. Ele fez isso para mim. -ela mostrou uma corrente prateada com um pingente purpura -Ele vai nos achar, com esse sinal.

—Aceite, eu vou morrer N… -A mente de L.A.B chiou -Não duro mais que três dias.

—Tem sorte de eu ser uma medica. Extremamente, condecorada e maravilhosa.

—Por favor me matem logo! -L.A.B sorriu.

—Vem, toma. -ela me entregou um coco pela metade com ervas amassadas na água do coco -Vamos dançar. -ela apertou um aparelho minusculo na sua pulseira e essa música começou a tocar.

—Primeiro me droga, depois me faz levantar depois de perder dois litros e meio de sangue… É a medica ou o Monstro? — ela não era uma médica de verdade, era das comunicações, mas do jeito que ela estava ferrada, aceitava qualquer ajuda.

We could be heroes just for a day…

Droga… M.Ar.C.O…. Ele demorou. Ela dançou com L.A.B naquela noite que quase morreu nas três noites seguintes ardendo em febre. Ela ardeu , mas se sentia feliz. Ela foi de N. por vários minutos… Ela tinha se sentido nas nuvens. L.A.B, mais do que ninguém entendia Skye e Ward. O amor era complicado, as vezes deixamos o tempo passar e nos calamos e então é tarde demais.

May entrou com fogo nos olhos e a calma de um iceberg. Ela poderia ter prendido Catherine Alexander, mas preferiu a mercenária louca. L.A.B era a garantia, se Ward morresse e Skye parasse de andar, era L.A.B quem sofreria, e May estaria aparada pela S.H.I.E.L.D.

—Estou meio sem paciência. Então vamos a pergunta de um milhão de dólares: Por que roubou o artefato e sequestrou Skye?

—Por quê você me prendeu? — L.Alfa ainda não entendia o por quê de ela estar naquele avião -Catherine é a mandante. Poderia lucrar mais com ela do quê comigo… -ela sentiu o fogo de May e então ela entendeu -Queria que eu pagasse. Claro. -L.A.B sorriu -A ninja Pegadora tem sentimentos…

L.Alfa recebeu uma sequência de socos que arrancou sangue de seu nariz.

—Eu te amo garota! -a raiva se manifestou se deliciando com pensamentos de vingança contra o gesto.

—Vai me responder ou não? -May vociferou.

—Minha missão Melinda… -ela fez questão de dividir cada silaba do nome de May- Não era roubar o artefato que eu mesma implantei, era levar Skye desde o começo para seu colecionador…

—Colecionador? -May não entendeu.

—É pelo que soube ele adora 0-8-4s. Caçou a Skye até ser achá-la aqui, com vocês. Quem quer que seja sabe o que ela é… Assim como eu sei o que você é agente May… Você é uma observadora, mas do tipo errado. O tipo que eu odeio: Uma traidora.

—C-como? -May fez ela apanhar, muito. Mais do que ela aguentaria -Agora me diga sua merdinha, por quê então não matou Ward ou a mim?

—Ah claro! -ela se lembrou de que não deveria falar nada — Ninguém acreditaria.

—Fale. -ela disse categórica.

—Minha missão era entregar Skye para quem quer que seja. Mortes não planejadas, não estão na minha missão. -ela respondeu respirando fundo, puxando o ar com dificuldade.

—Quem é o colecionador? -May respirou fundo.

—Não sei. Como eu já disse, prenderam a pessoa errada.

May caminhou pela sala, lutando pelo autocontrole. Como aquela garota sabia tanto?

—Como vão as investigações sobre a centopeia e a Clarividência? -L.A.B perguntou com o sangue escorrendo do seu lábio cortado.

—Como você sabe tanto?

—Fui ex-agente da S.H.I.E.L.D. E sou da maré alta. Sem falar que eu tenho acesso a coisas que vivenciei: Como o seu amiguinho Coulson, eu voltei dos mortos e eu sei o que é ter o cérebro mexido, eu passei pelas mesmas maquinas que ele… -May sentiu o sangue ferver.

L.Alfa esperou pelo soco que não veio. May se controlava. Ela simplesmente deu um sorriso cínico que só A raiva seria capaz de dar, depois os olhos doces e divertidos de A doçura, e finalmente ela mesma tomou a voz com seu tom meio assustado.

Ela reprimiu A eloquência. As vezes a eloquência tomava o controle e semanas se passavam sem que ela soubesse como, quando e onde ela estava. Só sabia que ela tinha feito tudo e qualquer coisa para sobreviver, aceitado missões que provavelmente ela própria odiaria saber.

—Eu estou perto de ligar pessoas a pessoas. Centopeias a colecionadores… Escudos a… Clarividentes. -ela começou a falar — Ian Quinn ele vai terminar essa missão, a missão que eu comecei: Matar Skye. -ela via a reação petrificada- Por quê eu sou uma observadora, e eu sei onde a Clarividência se esconde. Ele sempre diz que sabe de tudo, ele é um poderoso rejeitado...

—Um rejeitado do Índice? -ela murmurou.

—Por favor! -ela falou com um sarcasmo latente -Vocês são criancinhas de 3 anos que acreditam em mágicos? A Clarividência não tem nada a ver com o Índice. Ele se esconde usando aquela velha frase, “mantenha os amigos perto e inimigos mais perto ainda”, vocês são idiotas! Agora eu entendo por quê A Clarividência vê o fim disso tudo!

May saiu chutando-a no estomago.

—Eu vou ser livre. Agente May… E você não vai saber o quê a atingiu. -Tarde demais, A eloquência assumiu a pobre louca. Isso só significava uma coisa, os planos para expor o traidor corria bem.

L.A.B. e suas outras personalidades não sabiam, A eloquência nasceu de uma experiência de M.Ar.C.O. combinado as experiências da Cybertech, logo depois que ele a resgatou com o cérebro cozido, ele soube que perdera sua amiga para sempre, mas ganhou um motivo para se vingar e uma aliada que se autodenominou A eloquência. As outras duas personalidades apareceram depois, junto com a própria Larissa, com memorias faltando. A eloquência detinha todo o controle e as memorias de Larissa. Ms a própria eloquência tinha problemas para distinguir o que era real e o que foi implantado em sua mente.

L.A.B não se lembrava que M.Ar.C.O criou nanorobôs que eram capazes de entrar no cérebro de uma pessoa e extrair ou injetar qualquer memoria, sentimento ou sensação na cabeça de alguem desde que ele . M.Ar.C.O os controlava e eles faziam isso. Na época o projeto dependia de um teste, em nome da amizade dela com ele, ela se ofereceu para testa-los por seis meses. Mas ai aquela missão aconteceu e ela foi revivida por métodos que ainda o assustam e logo foi sequestrada pela Cybertech. Os nanorobôs acabaram ficando fora de controle e separando as personalidades de Larissa Alfa Bravo. Ela teve o cérebro cozido, mas impediu que ela morresse.

O tempo passou. Agora tudo aquilo era passado.

13:10 Sala de controle.

May ouvia o que Skye dizia, e contou a ela apenas o necessário. Nada revelou sobre o que ouviu sobre ela ou A Clarividência. Era estranho, ela sentiu um calafrio quando L.A.B a desvendou sem precisar de muito. Talvez, ela estivesse com A Clarividência no Ônibus e ela sequer soubesse. Ela sentiu o mesmo calafrio que subia pela espinha quando ela teve que salvar seus companheiros e então se tornou A Cavalaria.

15:25 sala de interrogatório.

O Ônibus é atacado no solo por todos os lados… Mas tudo continuava calmo. M.Ar.C.O era muito cuidadoso. Não daria o alarme até que L.A.B estivesse pronta.

L.A.B sorriu ouvindo o barulho lá fora.

“Hora de fugir…” -disse A eloquência.

“Ah… Não eu queria ficar e brincar com a May! Ela é tão selvagem, deve ser interessante…” -A doçura protestou.

“É, eu bem que queria revidar aquela surra!” -A raiva e seu revanchismo idiota.

“Calem a boca vocês duas! Querem acordar a Larissa? Querem sentir o que ela sente?” -A eloquência retomou.

Um vão se abriu acima de mim e ele desceu trazendo uma mascara de gás e uma bolsa repleta de armas.

—Baixa letalidade. Extremamente rápidas, dopantes fortes, mas serão absorvidos em doze minutos. -M.Ar.C.O.explicou rapidamente.

—Trouxe os Nanorobôs? -A eloquência falava com seu jeito que deliciava cada silaba de certas palavras. Ele retirou suas algemas e ela pegou algumas roupas dentro da mochila.

—Não se lembrarão de nada depois disso. -ele mostrou um pente de balas com um liquido violeta repleto de pontos prateados. Deveriam ter bilhões de nanorobôs em cada milimetro do liquido -Vão sair na urina amanhã de manhã.

Neste momento Catherine desce de Jetpack no meio da sala. Isso não estava nos planos, ela era uma traidora…

—Cath! Que surpresa agradável! -ela cuspiu as palavras.

—Ela é importante para o plano… -M.Ar.C.O simplesmente esperou eu trocar de roupas, um vestido verde de seda com um decote em v enorme que a deixava desconfortável, M.Ar.C.O era um pervertido.

—Ela é uma traidora. -murmurei para M.Ar.C.O enquanto ele digitava códigos intermináveis no seu tablet.

—Obrigada por me salvarem. Sabe, eu sempre me culpei por não conseguir ser forte o suficiente para sair da Cybertech e fugir da S.H.I.E.L.D… Sabe Matheus, eu me culpo até hoje por aquilo que aconteceu com a Larissa… Eu era uma agente novata e influenciável… Eu só achei que os testes na Caixa de Areia eram desumanos, não sabia que seria assim… -Catherine era uma vaca e um rato. Ela era uma vaca por ser tão dissimulada e um rato por ser mentirosa e virar a casaca o tempo todo.

—Eu sei disso… -ele finalmente me respondeu abrindo a porta, eu coloquei a mascara de gás- Precisamos de um bode expiatório… -ele baixou a mascara também.

—O QUÊ? -ela gritou. M.Ar.C.O fechou o alçapão acima dela e fez o jetpack voar até ele.

Eles saíram e a deixaram trancada lá dentro. L.A.B morria de rir, Catherine era uma idiota.

—Vamos dar o fora daqui, mas antes -ela correu com a bala dentro da arma e atirou em um Phil Coulson que atirava de volta, mas ela era mais rápida e certeira. A eloquência atribuía isso aos nanorobôs que faziam o cérebro dela funcionar mais rápido. -Não podemos esquecer ninguém… -justificou enquanto ele corria para pegar May que se dirigia a eles também correndo. Ele não teve muita coisa para apagar, Coulson quase não fez nada naquele dia.

M.Ar.C.O a derrubou com um tiro tranquilizante e depois atirou os a bala com os nanorobôs… Deu os comandos e armazenou a memoria dela no tablet.

—Não podemos ficar com ela? -A doçura protestou acariciando o cabelo de May que caiu com aquela cara amarrada própria.

—Desculpe doçura, mas eu só tenho alguns minutos… -ele terminou de apagar as partes de memorias recentes mais importantes do cérebro de May.

—Tudo bem. Agora os Cientistas. -ela correu- Vamos pegar os amantes por ultimo…

Eles desceram pelo lado oposto o intuito era pegar Skye e Ward desprevenidos enquanto eles saiam. Ela queria que algo ficasse na mente de Ward: Algo sobre A Clarividência.

Minutos antes.

Skye e Ward saíram da cama aos pulos. Eles tinham trabalho a fazer. Ward deu um beijo demorado em Skye que ficou se pendurando na porta da sala.

—Temos mesmo que ir agora? -ela perguntou manhosa.

—Estamos com uma prisioneira perigosa e um 0-8-4 dentro de um avião. Temos que tomar as medidas de segurança necessárias. Vigiar… -ele empurrou Skye delicadamente. O velho agente careta parecia ter voltada. Skye bufou -Mas isso não quer dizer que não podemos vigiar o mesmo local. -um meio sorriso surgiu naqueles lábios desenhados e perigosos em quanto ele saia -Eu estou indo para a aviônica… -Skye entendeu.

—Vamos nos pegar lá atrás teria sido muito mais direto… -ela murmurou a si mesma.

Eles trocavam beijos ardentes quando o alarme soou.

—Droga! -ele disse largando os lábios de uma Skye ofegante -Temos problemas.

Eles saíram correndo. Skye xingava o dia de hoje mentalmente. Eles não tinham ideia do que poderia ser… Skye se mantinha um pouco atrás de Ward

Então quando chegaram ao laboratório, um vestido verde, uma mascara de gás e uma arma apontada para a cabeça de Simmons que chorava ao ver Fitz aos seus pés, desacordado, possivelmente morto.

—Você me lembra tanto ela Skye… -ela levantou a mascara, ainda com a arma apontada para Simmons -É mesmo uma pena que você tenha o mesmo fim…

Um homem que cobria o rosto com uma mascara de gás deixava Skye com o coração sendo amassado contra as costelas. Ele estava atrás dela. Ward não sabia o que fazer, tinha uma arma apontado para ele, uma para seu amor e uma na cabeça de Simmons.

—Diga adeus! -L.A.B disse com um sorriso venenoso nos lábios.

Um som abafado preencheu o recinto. Um tiro. Alguém levou um tiro...

https://www.youtube.com/watch?v=L_gfu_AsvZc

https://www.youtube.com/watch?v=0N_Tb_otHDg

https://www.youtube.com/watch?v=JtfZYrs-VR0

Notas finais
Os links das musicas estão aqui em cima. Demons do Imagine dragons eu postei no ultimo capitulo. Espero que tenham gostado da fic até agora, prometo um final arrebatador ( ou pelo menos interessante) eu sei que o desfecho vai ser complicado, mas espero que gostem, desde já eu agradeço por todos que leram até agora. Eu nunca pensei que minha primeira fic teria essa repercussão. Agradeço mais do que consigo expressar. Amo todos você por isso.