It was a muder, but not a crime
1 Pop, six, squish, uh-uh, cicero, lipschitz!
Notas iniciais
Annie cresceu nas ruas, filha de uma prostituta. Sempre teve um ou outro comerciante que a ajudava, quando tinha nove anos foi adotada e educada. Sempre gostou de ler, desde que aprendeu... Afundava nos livros sempre. Aos dezoito anos saiu de casa, e arrumou um novo passatempo...
Ela se casou e arrumou um emprego. O marido era um vagabundo que ficava em casa o dia inteiro, mascando chiclete... Mascando não. Estourando. Se chamava Bernie.
Um dia ela chegou em casa cansada, o dia no trabalho tinha sido difícil e bastante “chato”. Chegou em casa procurando por um pouco de simpatia... E encontrou Bernie deitado no sofá. Bebendo uma cerveja e mascando chiclete... Mascando não. Estourando.
Então ela disse:
— Você estoura esse chiclete mais uma vez... — Ela não terminou a frase.
Ele fez.
Então correu e pegou uma arma que ele tinha guardada no quarto, e decidiu dar dois tiros de aviso... Na cabeça.
Fugiu da cidade onde morava. Nunca foi descoberto quem matou Bernie.
Nessa nova cidade, se casou mais uma vez. Ela era, agora, dona de casa. O marido se chamava Wilbur, trabalhava o dia inteiro e antes de ir para casa, passava no bar e tomava algumas. Sempre chegava em casa bêbado.
Um dia quando chegou em casa, bêbado como sempre, Annie estava desossando o frango para o jantar e ele começou a gritar:
— Você está transando com o leiteiro! Você está! — Falou botando o dedo na cara de Annie.
“Então ele se jogou contra minha faca dez vezes, dez vezes!” – Annie descreveu, um tempo depois.
Então ela fugiu daquela cidade também, ninguém nunca descobriu quem havia matado Wilbur.
Annie virou prostituta em uma outra cidade, nunca se dava muito bem em seus serviços... Um dia um homem muito rico chamado Charlie decidiu comprar o corpo da mulher. Annie tinha seu lado ingênuo, decidiu comprar um vinho caro e dar seu melhor no “serviço”, tinha esperanças de ele realmente gostar e virarem alguma coisa.
— Vou me refrescar. — Disse ela no quarto do motel.
O homem concordou e, enquanto ela tomava banho, ele tomou todo o vinho doce e caro que ela havia comprado, começou a delirar e quando Annie saiu do banho, fez sexo com ela bêbado. Decidiu não pagar pelo serviço, xingou a mulher e quando ia saindo do quarto sem pagar pelo que “usou”, Annie não pensou duas vezes. Seu olhar fixou-se na garrafa de vinho vazia, antes que ele cruzasse a porta, ela quebrou a garrafa na cabeça do homem e depois cortou o pescoço do mesmo com a garrafa.
Ela sabia que se passasse pela guarita do motel sozinha e depois descobrissem o cara morto, teria problemas. Então pulou a janela do quarto
Novamente fugiu de cidade. Milagrosamente, ninguém nunca desconfiou de Annie. Em sua nova cidade, arrumou emprego em uma padaria, onde fez amizade com um homem chamado Mack. Depois de um tempo saindo juntos, Annie achou que estava pronta para um novo relacionamento.
— Dessa vez vou fazer dar certo. — Disse para si mesma.
Foram morar juntos. Todo dia, quando Mack chegava do trabalho, ela lhe preparava uma bebida e eles iam jantar, era uma rotina certeira. Eles viviam felizes, ou pelo menos Annie achava que sim... Mack dizia que era solteiro quando se conheceram... Solteiro? O caramba! Solteiro? Não. Apenas casado. Seis esposas! Seis! No dia que Annie descobriu isso... Fez como todos os dias, quando Mack chegou, ela lhe fez sua bebida e... Não chegaram ao jantar. Nem todo mundo reage bem á arsênico.
Annie estava acabada, com medo de voltar a se relacionar sério com um homem. Ela não sabia o que fazer depois de mais um assassinato... Então o circo chegou á cidade e ela não pensou duas vezes. Eles á ensinaram tudo, ela podia jurar que seu destino estava selado com os espetáculos que ela fazia. No circo ela conheceu uma garota que virou a irmã que ela nunca teve, Verônica, e um homem que ela sabia que era o certo, Charlie, ela jurava que ele nunca a trairia. Ela estava muito feliz, e tinha certeza de que iria dar tudo certo.
Um dia, em uma cidade desconhecida, depois do espetáculo, que tinha sido muito cansativo, voltaram para o Hotel Cicero, onde resolveram fazer uma festinha no quarto (festa essa que envolvia Annie, Verônica e Charlie). Beberam, riram, dançaram sozinhos... Até que o gelo acabou. Annie saiu para buscar mais e quando ela voltou viu Charlie e Verônica fazendo um número que o circo jamais poderia exibir.
“Depois disso eu desmaiei... e quando acordei... eu estava lavando minha mãe ensanguentada e... Oh, Deus! Eles estavam mortos!” — Explicou Annie, tempos depois.
Annie já não ligava mais para amor. Estava desesperada... Então ela simplesmente decidiu continuar vivendo, não se importava se ia ser traída ou qualquer coisa pelos caras com quem saia. Ela virou uma mulher muito mais séria... Apaixonou-se por arte. Começou a pintar e conheceu um cara chamado Alvin. Eles tinham umas pequenas diferenças artísticas, nada que os impedisse de se amarem. Ou pelo menos ela achava que amava aquele homem que só se importava em achar a si mesmo em sua arte... Um dia, por sua arte, achou quatro garotas: Ruth,Gladys,Rosemary e Irvings. Daí as diferenças artísticas se tornaram mais sérias: Alvin se viu vivo e, um dia depois, Annie o viu morto.
Novamente decepcionada, ela se divertiu com esse crime. Começou a matar e roubar todos os homens com quem fazia sexo... Ela fazia sexo sempre que saia... Que era todas as noites.
Um dia, ela resolveu poupar a vida de um cara. Virou as costas e saiu, ela ouviu um barulho de arma. Se virou e viu que alguém havia matado esse tal, então ela voltou e cortou a cabeça do cara que era, na verdade, um assassino famoso que estava com a policia na cola. Annie foi culpada pelas mortes do assassino e do homem morto á tiros, confessou todas as mortes anteriores. Lembrava de cada crime que cometeu, inclusive os nomes e modo das mortes. Apodreceu na cadeia, era apelidada como “A presidiária feliz”, foi uma eterna bêbada dentro do presídio. Há boatos que ela matou guardas de lá... Apenas força do hábito. Em seu juramento, ela se manifestou apenas uma vez. Dizendo:
“Foram assassinatos, mas não crimes.”
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