It was a dream.

1 I hope this isn't a dream.


Lia corria pelos corredores e subia as escadas se sentindo perdida. Não sabia ao certo quantas vezes havia passado por ali, ou se havia passado por ali. Ela sentiu sua cabeça rodar e parou, se apoiando no corrimão e abaixando a cabeça.

"Você vai encontrar. Você vai conseguir. Você vai encontrar."

As frases ecoavam em sua mente repetitivamente, não conseguia se concentrar, pois a única coisa que conseguia ouvir, pensar, era isso.

"Você vai conseguir. Você vai encontrar."

Ela ergueu os olhos e sua cabeça latejou, deixando a vendo tudo ao seu redor, literalmente, girando.

"Você vai encontrar."

Voltou a subir a escada mesmo com os sentidos de seu corpo falhando. Suas pernas praticamente se arrastavam, mas ela tentava andar o mais rápido possível e até conseguia dar passos largos. Parecia que ela estava andando em câmera lenta, como se algo a prendesse e impedisse que ela se movimentasse. A morena finalmente saiu daquela escada, mas novamente se viu perdida. Olhava ao redor e observava cada detalhe. A luz que entrava naquele lugar parecia diferente, no ponto em que ela estava parecia mais iluminado, mas por conta das janelas que tinham. Havia um corredor a sua esquerda, que dava em uma entrada para um corredor subterrâneo. Como se fosse um porão, só que com muito mais espaço e organização -sem contar que a entrada parecia mais um poço de conto de fadas, só que com pisos lindamente brancos e cercada por vasos com flores e plantas.

Sua confusão estava passando e ela finalmente estava começando pensar racionalmente -ou talvez nem tanto.

Ela desceu a pequena escada vertical, se segurando nas barreiras laterais para não cair e começou a passar o olho pelas portas. Correu primeiro para o fundo do corredor, onde as portas estavam fechadas e tentou as destrancar, sem sucesso. Ela foi passando e virando as maçanetas. Nenhuma das portas se abriu. A primeira que, na verdade, seria a última, finalmente foi checada. A porta estava destrancada, o que facilitou as coisas.

Assim que Lia empurrou a porta que estava entreaberta, deu alguns passos para trás e paralisou. Ela tentava abrir a boca, mas seu corpo simplesmente não obedecia sua mente.

No quarto havia uma cama e uma mulher com cabelos ruivos sobre ela. Ela estava com um livro na mão e seu cabelo caia sobre sua face, impedindo Lia de vê-la -não que fosse preciso, já que no momento que colocou os olhos sobre aquela figura, já a reconheceu. A ruiva usava uma calça jeans e um cardigan azul marinho que estava com o ultimo botão aberto.

No momento em que ia chamar a mulher, ouviu uma voz parecida com a que ecoava em sua mente anteriormente. Porém dessa vez estava mais distante. Chamava seu nome.

–Lia! Acorda! Você vai de atrasar!

.....

Lia saiu da sala de aula e seguiu no corredor comprido, até chegar no laboratório. Ela parou na porta, olhou para os lados, checando se não havia ninguém, e entrou sorrateiramente.

Ana, que já a esperava, logo se aproximou, colando seus lábios com uma rapidez horrenda. Lia empurrou a professora em uma mesa grande, onde a sentou. Jogou sua mochila no chão e se pôs entre as pernas da ruiva, que já puxava sua blusa e deslizava suas mãos dentro da mesma.

–Lia... -Ana a chamou enquanto se recuperava do beijo- nós...

A aluna apenas fez um sinal negativo com a cabeça e com voltou a roçar seus lábios nos dela.

Voltou a beijá-la, agora com os olhos e o resto de seu corpo transbordando desejo. Seus corpos estavam colados e se moviam em sincronia, assim como suas línguas que lutavam pelo território. As duas se tocavam como se precisassem daquilo para viver.

Lia puxou e prendeu o lábio inferior de Analu, desabotoando sua blusa social azul. Enquanto suas respirações se misturavam, Analu segurou o corpo de Lia com as duas mãos e ergueu a perna direita, pressionando entre suas coxas.

Um gemido abafado pelos lábios que juntaram-se novamente ecoou pela sala vazia.

Lia sorriu e empurrou a ruiva fazendo-a deitar. Subiu na mesa e se sentou no colo de Analu, com ela entre suas pernas. Se curvou e voltou a beijá-la agora tirando sua própria blusa e a deixando cair ao lado.

Seus lábios foram descendo lentamente, passando por seu maxilar, depois por sua clavícula e em seguida voltando ao seu pescoço. Lia distribuiu beijos, lambidas e chupões naquela região sem se importar com as marcas que com certeza ficariam ali.

Ergueu seu olhar para ver Analu que demonstrava de todos modos possíveis o quão excitada estava, e, literalmente, arrancou seu sutiã. A ruiva soltou um gemido com o ato e a puxou, fazendo com que ela caísse por cima de si.

Colou a testa na da professora e deixou a luxuria um pouco de lado, dando um sorriso rápido, colando seus lábios ao de Analu e sussurrando:

–Eu não quero acordar...

Algumas lágrimas desceram por seu rosto e ela voltou a beijar sua amada.

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