Notas iniciais
Obrigada a todos que comentaram!
Estou realmente muito animada com eles.
Preparem-se, pois o cap 3 está bem grande!
Não esqueçam de continuar comentando!
Xo

Capitulo 3-

Dia 6 de junho de 1994.

Era uma segunda feira comum na cidade. Mas algo novo iria acontecer na família Day-DiLaurentis.
Enquanto o Ator Barry Sullivan morria, Jessica Day-Dilaurentis dava a luz a duas meninas, Alison e Courtney. Gêmeas idênticas. Lindas e encantadoras.
Kenneth nunca tinha se identificado muito com Jason e não sabia o motivo. Quando as gêmeas nasceram, ele entendeu o motivo. Todo o carinho que eu tinha deixado de dar para o filho mais velho, ele havia guardado para dar para elas. Foi paixão a primeira vista. Os 4, Jessica, Kenneth, Alison e Courtney... Seriam felizes para sempre. Jason que se virasse. Até algo acontecer com a família feliz.

As gêmeas eram como almas gêmeas. Não havia outra palavra para descrever. Elas faziam tudo juntas, usavam roupas iguais e se amavam como nunca visto irmãos se amarem.
Os anos foram passando e as diferenças entre elas começaram a ficar evidentes.

Alison sempre era a mais dominante, a presença dela era sempre mais marcante do que a de Courtney. Mas Courtney sempre era a preferida. Nos grupos de estudos, os esportes, nos amigos. Ela era a mais doce. Talvez se você olhasse por algumas horas para Alison e Courtney, perceberia que alguma coisa era diferente na aparência, o que fazia Alison ser mais bonita. Mas mesmo assim elas eram cópias uma da outra.
Os pais não eram muito presente na vida delas. Mas o tempo que eles tinham, eles as bajulavam sempre. E Jason ia ficando cada vez mais reprimido e independente. Mas Courtney o adorava e eles se davam bem, pode-se dizer que até bons amigos, embora a diferença de idade fosse grande, relativamente.

Dizem que o signo de gêmeos é um dos mais perigosos em relação a caráter. Normalmente as pessoas possuem duas caras e você nunca sabe se pode confiar. Eles podem ser muito envolventes e cativantes, o que dificulta a avaliação. Dificilmente você saberá se ele está mentindo ou não.

– Court, o que você acha de ir lá no parquinho, como se fosse eu. Tem que ter alguma vantagem de ser gêmea, né?
– Mas pra que, Ali? – Perguntou Courtney.
– Ah, pra ser divertido. Vamos ver se eles acertam.
– Ta bom. – Disse achando estranha a brincadeira, mas concordou.

Tirou o anel com sua inicial “C” e colocou o com a letra “A” e foi para o parquinho.
– Você é você ou você é sua irmã? – Perguntou um garotinho no gira-gira.
– Eu sou minha irmã. – Respondeu rindo, sem ter entendido a pergunta ao certo.
– Achei que fosse mesmo.
– Por quê? – Disse se sentando junto com ele.
– Queria chamar sua irmã pra ir no meu aniversário, mas não sei se ela vai querer. Você acha que a Courtney aceita?
Courtney ficou confusa, diante da confusão do menino. Mas como a intenção era mesmo a troca, ela respondeu como se fosse Alison:

– Acho que ela aceita sim. Mas se eu não for junto com a Courtney, nossos pais não deixam a gente ir. – Colocou o cabelo para trás, como se fosse Alison, achando graça da atuação.
Eles começaram a girar no brinquedo, alguns minutos depois Kenneth e Alison chegaram perto deles.
– Courtney, você viu onde a Alison deixou o anel dela?
Courtney não sabia se mantinha a brincadeira na frente do seu amiguinho ou dizia que o anel estava com ela, porque Alison tinha pedido para elas trocarem de lugar. Courtney nunca havia mentido, então se mentisse provavelmente eles iriam perceber, então falou a verdade.
– O anel dela está comigo, a gente estava brincando de trocar de lugar. A ideia foi dela! – Pegou o anel e entregou para o pai.
– Isso é verdade Alison? – Kenneth perguntou olhando para Alison, que arregalou os olhos, negando o ato.
– Alison! – Brigou Courtney.
– Não sei do que ela está falando, papai. – Respondeu Alison com segurança.

Courtney fez beicinho, diante da cara de furioso de seu pai e da cara de confusão do menino sentado ao seu lado e saiu correndo para dentro de casa, se trancando dentro do banheiro. Ela não entendia por que Alison fingiu que era mentira dela, enquanto ela estava falando a verdade.
Alison começou a fazer várias coisas em casa e fingir que não estava na hora, para Courtney ficar encrencada e negar e colocar a culpa em Alison. Mas obviamente os pais defenderiam Alison, pois ela estaria fora “na hora do acidente”. Fazia coisas do tipo como quebrar louças herdadas da bisavó e sair de fininho. Como Courtney estava no andar de cima vendo TV e Jason... Bom, esse nunca ninguém sabia e ninguém se importava. Alison “Teoricamente” estaria brincando no parquinho, a única pessoa que sobrava para levar a culpa, era Courtney. E isso ao longo dos meses, foi deixando Courtney com raiva e introvertida. Ela não queria nada disso, ela só queria uma vida normal.

Alison se passava algumas vezes por ela, sendo muitas vezes agressiva com as crianças. Os pais dessas crianças não deixavam mais elas brincarem com Courtney, quando ela se aproximava das crianças, os pais corriam para tirá-las de perto.
Os Day-DiLaurentis começaram a achar que tinha alguma coisa errada com Courtney, para a felicidade de Alison. Jason não conseguia entender o motivo da mudança de humor, jeito e caráter de sua irmãzinha.
– Court, o que está acontecendo com você? – Perguntou Jason, se sentando na cama dela.
– Eu juro que não sou eu quem faço isso. Alison pediu para a gente trocar de lugar. Ai ela foi correndo falar com o papai que tinha perdido o anel dela, sendo que ela tinha me dado para fazer a brincadeira. Eu nem fui brincar esses dias. Estou estudando para entrar para o clube de matemática. Tentei uma vez e não consegui passar. Eu quero muito entrar no clube. Eu nunca trataria eles mal. – Disse e encostou a cabeça no colo do Jason.
– Se não foi você, quer dizer que a Ali está fazendo tudo isso para acusar você? Mas por que ela faria isso? Vocês sempre se deram bem. Sempre dividiram tudo. – Comentou Jason, confuso.
– Eu não sei. Por que você não fala com ela? Ela está me deixando doida! Ninguém mais quer ficar comigo na escola e eu nem fiz nada. – Começou a chorar baixinho. – Me ajuda, Jason! Por favor! Eu só quero que gostem de mim. Eu não fiz nada de errado. – O abraçou.
– Vou conversar com ela. Nossos pais estão ficando preocupados. Se ela não parar logo de fazer isso, não sei o que eles podem fazer. – Fez uma pausa, acariciando o cabelo da irmã – Mas como ela consegue se passar por você? Cadê seu anel?
– Tá comigo, mas só algumas pessoas percebem as iniciais “A” e “C” e se ela não usar o dela, é fácil de fizer que sou eu e que esqueceu o anel em casa.
– Tudo bem. Fica calma. Não vou deixar nada de mau acontecer com você. – Deu um sorriso para ela e continuou acariciando o cabelo, até que ela adormeceu.

Jason foi falar com Alison, mas ela negou tudo. Fazendo cara de assustada com a pergunta. Jason não tinha como provar que Courtney estava em casa e que Alison que estava se passando por ela, então ele fez um plano. Fingiu que ia sair, mas ficou em casa, para ver o que elas faziam. Mas o plano dele foi por água abaixo.
Alison estava na parte de trás da casa, indo para o parquinho no final da rua. Mas Courtney a cercou. Alison estava evitando ao máximo ficar perto da irmã, sabia que era melhor para as duas.
Kenneth e Jessica Day-Dilaurentis estacionaram o carro na garagem. Uma reunião havia sido cancelada, então eles chegaram mais cedo que o de costume.
– Por que você está fazendo isso comigo? Eu nunca te fiz nada! Você sempre foi a minha melhor amiga!
– Essa casa não tem mais lugar para você! Já estou cheia de ter que dividir tudo com você! Minhas roupas, meus amigos, meus pais e meu irmão. Estou cansada de você ser sempre a primeira a ser escolhida em tudo! Eu sou melhor do que você! Sempre fui. Mas ninguém consegue ver isso com duas de mim! – Alison falava com ódio no olhar, Courtney sentiu um vazio dentro de seu estomago e seus olhos se encheram de lágrimas. Alison não se comoveu, cruzou os braços e ficou encarando-a.
– Você quer se livrar de mim? Eu não entendo o que eu te fiz para você me odiar tanto Alison! Pensei que a gente se amasse. – Disse meio a lágrimas
– Esse é seu problema, você pensa demais. Você me irrita só pelo fato de existir. Não pode existir duas Alison Day-DiLaurentis.

Courtney tentou se recompor. Era muita informação. Sua irmã queria ela morta e ela nunca tinha feito nada contra ela. Mas ela não podia deixar que Alison continuasse maltratando-a e assumindo o lugar dela. Se ela queria ser a Courtney, então ela seria Alison. Nesse momento ela entendeu que nada mais seria como antes. Mas o que fazer? Sua irmã tinha feito um plano quase perfeito para se livrar dela e estava dando certo.
As duas começaram a andar em direção ao portão. Alison a encarou e bloqueou o caminho dela.
– Você não vai até lá. – Disse olhando fixamente nos olhos de Courtney.
– Você não vai até lá. – Repetiu, imitando os trejeitos da irmã.
– Vai lá pra dentro, você não vai me seguir!
– Vai lá pra dentro, você não vai me seguir!
– Para com isso, Courtney!
– Para com isso, Courtney!
– Para agora! – Ordenou Alison, empurrando Courtney para trás.
– Para agora! – Imitou e empurrou Alison para trás.
– Para!!!!!!!! – Gritou Alison e a empurrou com força, que a fez cair dentro da piscina. Courtney a puxou pela camiseta e Alison caiu junto.
– Você não pode continuar fazendo isso! Você já me encrencou demais! – Ordenou Courtney.
– Você tem que ir embora! Eu não te suporto mais Courtney!
– Eu não te suporto mais, Courtney! – Imitou Courtney, jogando água nos olhos de Alison.
Alison emitiu um grunhido com a boca e começou a bater nos ombros de Courtney. Courtney começou a ficar com raiva de não reagir e empurrou Alison para o fundo da piscina e a segurou por 3 segundos.
Os Day-DiLaurentis abriram a porta dos fundos e viu a Courtney afogando a irmã. E pelos últimos acontecimentos, eles sugeriram que realmente era a Courtney, não que eles tivessem certeza.
Courtney se assustou com o barulho da porta e soltou Alison, enquanto os pais já estavam gritando com ela. Ela não conseguia ouvir exatamente o que eles diziam. Sua cabeça rodava.

Alison a empurrou, fazendo-a voltar a si.
– Você tem que ir embora daqui! – Disse Alison, saindo da piscina com a ajuda de Kenneth.
– Eu não te suporto mais, Courtney! – Disse a própria Courtney, sem prestar atenção exatamente no que tinha dito.
Os Day-DiLaurentis levaram Alison para dentro de casa e deixaram Courtney ali, sozinha.
Jason apareceu na porta assustado. Pegou uma toalha e enrolou a irmã nela, depois que ela saiu da piscina.
– O que aconteceu?
– Alison disse que queria que eu desaparecesse e me empurrou na piscina. Ela me odeia. – Começou a chorar e sentou no chão soluçando. – Eu não fiz nada!
– A Alison está dizendo que você que empurrou ela dentro da piscina e que você disse que ia afoga-la.
– Mas eu não disse isso, Jason! Você tem que acreditar em mim.

Kenneth Day-DiLaurentis saiu pelas portas do fundo de novo e disse autoritariamente:
– Levanta e vai se trocar, a gente vai à um lugar. Agora! – Encarou a filha até ela se levantar assustada.
Jason não sabia qual versão era a verdadeira. Mas ele não achava que Courtney fosse mentir para ele. Mas ele também não achava que uma das gêmeas quisesse matar a outra. Não sabia o que decidir na cabeça dele.
Courtney e Alison se arrumaram e entraram no carro. Alison olhava ironicamente para Courtney, obviamente sabendo para onde eles estavam indo. Por mais que Courtney perguntasse, ninguém dizia nada.
Quando o carro estacionou, ela olhou a placa “Ala psiquiátrica”. Courtney arregalou os olhos sem saber o que pensar. Nem em seus piores pesadelos ela imaginou que seus pais e sua irmã a colocariam em uma clínica para loucos.
– Desçam, vocês vão passar por uma avaliação pela psicóloga/psiquiatra.
– Papai, eu não sou louca! Você tem que acreditar em mim!
– Não depois do que eu vi hoje. – Respondeu Kenneth.

Courtney estava muito nervosa e Alison muito feliz por isso.
A Psicóloga pediu que elas fizessem alguns desenhos e que falassem algumas coisas quando ela perguntava.
Courtney tremia e Alison era a calma em pessoa.
Depois de quase 1h30min de avaliação, a doutora deu o resultado. Alison era uma garota comum, sem nenhuma patologia, mas Courtney foi diagnosticada com Esquizofrenia. Alison começou a gargalhar e chamá-la de “Esquizo”, abraçando o pai.
Courtney chorava, pois ela sabia que ela não era nada disso. Ela apenas estava nervosa demais para fazer algo calmamente e sem tremer. Na realidade ela realmente não era esquizofrênica. Mas a doutora sugeriu que ela passasse alguns dias em repouso na clinica, que se chamava Radley. E esses dias se transformaram em aos anos que se estenderam, até algo acontecer e tirarem-na de lá.

Courtney voltou para casa, a contra gosto de Alison. Mas dessa vez ela estava alerta e preparada para qualquer coisa que a irmã pudesse aprontar para ela. Ela não ia mais voltar para aquele lugar. Ela não ia mais estudar pela internet, nem fazer amigos que não tinham a cabeça em ordem. Aquele lugar ia deixa-la doente, mais do que as ameaças da irmã. Mas mesmo que ela não quisesse se parecer com Alison, ela a idolatrava sem perceber. Não mudou uma mexa se quer do cabelo, para que as pessoas as diferenciassem. Não que as pessoas conhecessem ela, pois os DiLaurentis já haviam mudado de cidade e de sobrenome.
Alison voltou a tramar para que expulsassem a irmã de casa. Jason já estava cheio das brigas delas. Mas Courtney dessa vez estava preparada e Alison não ia se dar bem. Courtney viu o que Alison estava arquitetando e começou antes.
Na tarde do dia seguinte, os DiLaurentis avisaram que Courtney seria enviada de novo para o Radley. Então, dessa vez ela ia fazer a brincadeira do jeito certo. Agora ela seria quem ela deveria ser, anos atrás. Mas não seria brincadeira.
Alison entrou no carro gritando que ela era a Alison. Kenneth já tinha sido alerdado pela própria Alison que Courtney estava dizendo por ai que ela era a Alison, então ele não se importou. Alison foi levada no lugar de Courtney para o Radley.

Courtney, após esperar que Aria, Emily, Spencer e Hanna estivessem fora do jardim dela, subiu até o quarto de Alison e começou a reler o diário, exatamente como fez no dia anterior. Ela precisava estudar um jeito daquilo dar certo, ninguém podia descobrir nada. Tinha que ser tudo perfeito. Afinal, aquela era sua nova vida e ela que tinha que ter o comando da situação.
Ela sorriu frente ao espelho e disse com convicção:
– Eu sou Alison DiLaurentis e eu sou fabulosa!


–-



Trecho do cap 4-



Capitulo 4 – Recomeço



– Hey- Acenou Alison para Hanna
Hanna olhou para os lados, para ter certeza que era com ela.


– É Hanna seu nome, certo? – Disse Ali com seu melhor sorriso.
– Sim. – Respondeu, tentando esconder seu lanche gorduroso e a latinha de refrigerante.


Notas finais
Gostou?
Por favor comente.
Dá para se logar usando o facebook, então não tem desculpa!
rsrsrs
CAPITULO 4 será postado na SEXTA- FEIRA dia 26/04.
Ah, vocês vão entender a mudança da foto da fanfic no cap 7!

Xo
http://ask.fm/SugarSnixx