It Will Rain

10 Capítulo 9 - I Won’t Give Up


Notas iniciais
Ei, babies, como vocês estão?
Pois é, cinco meses sem postar. Eu sei, mancada. Sim, eu tenho explicações.
Eu tenho estudado MUITO, muito mesmo. No meu tempo livre o qual é extremamente reduzido eu vou ler algum livro, ou então só descansar. Tirando isso, alguém daqui já se apaixonou? Pois é, eu resolvi buscar alguém de outro estado e tive essa infelicidade. Porque, infelizmente, o amor não é lá como um conto de fadas, e isso possuiu minha mente.
É, e o que vocês têm a ver com isso? Nada mesmo, é só que algumas coisas me atrapalharam a escrever. Eu senti muita falta de It Will Rain nesse tempo que deixei de atualizar. E eu não prometo que vou postar regularmente, porque a escola consume minha vida social, além de outros fatores. Tentarei escrever um pouquinho por dia e, sempre que estiver satisfeita com o capítulo, postarei. Só para deixar claro: esse capítulo foi começado mais de três vezes, e eu sempre odiava o começo ou, então, o perdia.
Obrigada a todas as meninas que me apoiaram, mandaram MP, ask no Tumblr, review etc. Especialmente, obrigada a Sabrina, que me mandou uma recomendação linda ♥
Espero que curtam esse tão esperado capítulo, e não se esqueçam de ler as notas finais.
Boa leitura (;

Edward Cullen.

– A cirurgia completa, com assistência médica após a operação totaliza dez mil dólares – o médico informou. Percebi Carlisle se mexendo desconfortavelmente na cadeira ao meu lado.

– Não tem como... Melhorar o preço? – Carlisle pediu.

– Infelizmente não. Isso não depende só de mim – o Dr. George explicou. – Eu poderia melhorar o preço para que vocês pagassem apenas o material usado, como a anestesia e o aluguel da sala, mas precisamos de toda uma equipe médica, como enfermeiros, anestesistas, etc.

– Tudo bem, nós entendemos – Carlisle olhou para o outro lado da sala grande, onde Claire brincava com sua boneca, distraída. Falávamos baixo para que ela não ouvisse.

Na saída da consulta, Carlisle e o médico trocaram um aperto de mãos.

– Sinto muito, colega – Dr. George disse, expressando chateação. – Eu queria poder ajudá-los mais.

– Você já ajuda – Carlisle o cortou. – Desde sempre. Obrigado.

Enquanto saíamos da clínica, fizemos absoluto silêncio. Entendi que Carlisle amava Claire como se ela fosse sua filha biológica, e que se chateava por não ter condições de dar a cirurgia à ela. Senti-me impotente, sabendo que eu poderia, talvez, ajudar com o meu salário.

– Você sabe que... – comecei.

– Não, Edward – Carlisle me interrompeu, sabendo que eu voltaria ao mesmo ponto que sempre chegávamos após as consultas de Claire. – Não posso permitir isso. Você ganha pouco mais de mil dólares e precisa juntar para a sua faculdade.

– Mas ela pode esperar. Claire não – argumentei enquanto entrávamos no carro velho e caindo aos pedaços de Carlisle. Eu quase via a hora em que ele pararia de andar numa avenida movimentada.

Carlisle suspirou.

– Não, Edward – disse. – Fim de conversa.

Resolvi que, então, o silêncio seria melhor – por hora.

[...]

Terminei de lavar os copos que estavam na pia e me virei para guardar o pano em seu lugar, mas acabei por tomar um susto.

– Podíamos sair hoje, que tal? – Kate perguntou, olhando-me animada e com expectativa. Arregalei levemente os olhos.

– Hoje?

– É. Você prometeu que iria me levar ao Central Park – insistiu.

– Prometi?

– É claro!

– Quando? – arqueei as sobrancelhas, crente de que eu não havia feito uma promessa assim, nem nada parecido. Eu me lembrava de que Kate havia pedido para sairmos juntos, no mesmo dia em que ela me beijara, mas não me lembrava de exatamente ter prometido.

– Há algum tempo – ela afirmou. – E então? Você me pega às 8 na minha casa ou vamos daqui mesmo?

– Mas Kate, hoje é segunda... Que tal deixarmos para o fim de semana? – sugeri, tentando fugir dela.

A verdade é que, de algum tempo pra cá, eu conhecera um novo lado de Kate que jamais esperava conhecer: ela era extremamente... Atenciosa – o que, na realidade, se resumia à chata, grudenta, e carente ao extremo.

Percebi Isabella observando tudo enquanto levava pedidos da cozinha até as mesas, com sua costumeira expressão de deboche para Kate.

– Você é burra ou só finge? – Isabella parou por um momento, vendo que Kate ainda insistia, agora projetando biquinhos e olhares magoados em minha direção. – Ah, não, desculpe. Você só pode ser burra mesmo.

– Argh! Cala a boca, sua mimada! – Kate ficou vermelha de raiva ao se virar para Isabella. – Vai lá cuidar das suas mesas, vai.

– Me obrigue – ela desafiou, sorrindo debochadamente.

– Sua...! – Kate avançou para ela, mas antes que as duas estragassem o sorvete que Isabella carregava em uma bandeja, intercedi.

– Será que dá pra pararem? Ou que tal irem brigar lá no parquinho? – olhei atentamente para cada uma. Kate oscilava de vermelha para roxa, direcionando sua raiva para mim. E Isabella... Bom, Isabella... Como eu tinha raiva daquele sorriso prepotente dela!

– Ui, papai vai ficar bravo? – Isabella se virou para mim, olhando-me... Oh, droga, sedutoramente? Talvez. Afrouxei o aperto no braço de Kate, agora concentrado na morena à minha frente.

Eu percebia, pelo canto do olho, que Kate quase borbulhava de ódio enquanto encarava minha troca de olhares com Isabella. Tive vontade de que houvesse uma cortina a ser fechada entre nós, para que ninguém interrompesse.

Afinal, havia ao menos duas semanas que Isabella e eu não nos falávamos. O que ela havia dito – logo quando estávamos controlando nossas discussões – havia, sim, me magoado. Eu já tinha percebido que ela falava o que viesse à mente, mas precisava ser tão... Fria? Arrogante, ignorante, prepotente?

Por mais que eu me sentisse triste em relação a ela e a pelo menos 98% do que ela falava, não conseguia desviar meu pensamento de sua imagem, de seu passado ou... Simplesmente dela, por inteiro.

– Edward? Seca a baba – ouvi sua voz, rouca e debochada. Voltei a focalizar seu rosto. – Sabe... É feio pra um cara de 16 anos.

Então ela saiu, dando uma risada curta e baixa. Meu instinto foi dar um rosnado irritado.

– Então é isso? Você a prefere? – Kate me encarou, parecendo um tanto perplexa.

Respirei fundo e encarei Kate de volta. Bem... Ela poderia mudar com o tempo, certo? Iríamos aprender coisas juntos, como os gostos do outro, como não ser tão chata e grudenta – no caso dela –, e até que daríamos um bom casal, até porque nos entenderíamos melhor, sendo que tínhamos quase a mesma classe social...

Por que eu falava como se fossemos nos casar algum dia?

Balancei a cabeça e olhei novamente para Isabella, que agora estava longe, limpando uma mesa. Eu ia desviar o olhar, mas ela me encontrou e piscou para mim. Talvez ela fosse bipolar. Claro. Deve ser isso.

Mais uma vez respirei fundo e voltei a encarar Kate, que agora estava de braços cruzados à espera da minha resposta.

– Nos encontramos às oito na entrada principal do Central Park, pode ser? – ignorei sua última pergunta ao combinar nosso... Encontro.

Kate sorriu amplamente e pude ouvir um ‘ohh’ vindo dela, como se fosse, imagino eu, algo extremamente fofo. Quando ela assentiu, confirmando nosso... Encontro, e se virou para fazer seu trabalho, eu fiz uma careta.

Onde diabos eu fui me meter?

[...]

Isabella Swan.

– Concentre-se, Bella – Alec disse sentado na outra ponta do ringue, lendo uma revista.

Ótimo. Minha terceira queda em menos de uma hora. Isso porque eu não havia nem trocado os patins normais para os próprios para gelo.

Tive vontade de soltar um ‘é fácil falar, né?’ para o meu treinador, mas mordi a língua antes que soltasse o que não devia. Respirei fundo e levantei do ringue feito em um piso tão clarinho... Olhei para o ringue do outro lado da sala, aquele de gelo. Tão bonito, tão perfeito... Tão longe de mim.

– Você vai ficar aí sonhando o dia inteiro, Bella?

Grunhi e voltei a girar em círculos, sempre me concentrando no peso do corpo e na posição correta.

[...]

– Rose e eu vamos ao shopping hoje à noite – Alice disse enquanto caminhávamos para nossas salas de aula.

– Legal – foi o que eu disse.

– Quer ir?

– Não.

– Mas vai ser legal... Você vai poder se distrair e... – Alice tentou.

– Tô cansada – eu a interrompi de forma curta e grossa.

Vi que, ao meu lado, ela fez um biquinho por eu ter sido tão... Fria com relação ao seu pedido. Revirei os olhos e pressionei as têmporas, em busca de paciência. É, aquela que eu costumava não ter e nunca achar.

– Olha, Alice... É que eu treinei bastante ontem à noite, e meu corpo está doendo... Não dá pra ser outro dia? – tentei ser mais simpática.

– Ah, quinta? Pode ser? Sabe o que é, sexta é aniversário do Edward! Podemos ir comprar um presente pra ele! Tá combinado então. Me pega às sete! – ela disparou a falar e saiu andando à minha frente, na direção de sua sala.

Esfreguei a mão no rosto e balancei a cabeça negativamente. Era Alice, eu disse a mim mesma, e é assim que ela é.

Segui meu caminho para a sala em que eu teria duas aulas de inglês seguidas. Talvez se eu fosse pra casa e... Não. Não.

... Sexta é aniversário do Edward! Podemos ir comprar um presente pra ele!

Aniversário. Edward. Presente. Como Alice sabia disso e eu não?

Senti meu rosto esquentando e voltei alguns dias em minha memória. Tudo bem, eu sabia. Dia 20 de junho. Me lembrava de termos conversado algumas coisas assim no trabalho. Mas... O que Alice tem a ver com isso? Como ela sabia?

E eu não estava conversando com Edward. Tudo bem que havia provocações da minha parte, porque eu adorava vê-lo com raiva, mas... Mas... Ok, eu sentia falta de ter alguém com quem pudesse conversar, e ele estava sendo minha única companhia nos últimos dias e...

E eu não podia me apegar tanto a alguém. Eu não preciso dele pra sobreviver e ele também não precisa de mim.

– Swan? – uma voz, que reconheci como amedrontada, me chamou. Virei para ver quem era e, parada ao lado dos armários, Ângela Weber parecia ter chorado por horas.

– Foi você que...?

– É, foi. Nós... Nós podemos conversar? – percebi um tremor em sua voz e franzi o cenho. O que ela queria comigo?

– Hã... – murmurei, olhando para os lados. O corredor estava se esvaziando por conta das aulas, e todos os alunos já encontravam suas salas. – É que eu... Estou atrasada. Não deve ser importante, né?

Eu pretendia ir saindo, mas sua mão se fechou em meu pulso e não deixou que eu continuasse meu caminho. Suspirei.

– O que é?

Seu rosto se contorceu em uma expressão de apavoramento e confusão ao mesmo tempo.

– É... É sobre o bilhete – ela acenou com a outra mão, que estava fechada e parecia conter um papel amarelo dentro, como os de Post-it.

Roubei a expressão confusa de Ângela para mim.

– Bilhete?

Ela finalmente resolveu soltar meu pulso e desamassou o bilhete em sua mão.

– É, o que você deixou no meu armário com o seu nome. Olha, Isabella... Não precisa fingir, tá? Tá escrito aqui, e eu prometo que vou dar um jeito de sair do Campeonato... Só não façam nada com os meus irmãos e...

Como? – minha voz saiu aguda e surpresa. – Você está no Campeonato? Aquele de patinação no gelo?

Mais confusa do que nunca, forcei Ângela – com um pouquinho de força e muita delicadeza – a abrir a mão e peguei o papel.

Espero que tenha entendido o último bilhete, querida Âng. Cuidado com Thom e Nick. Beijinhos, I. Swan!

– Que porra é essa de beijinhos? – eu quase gritei, mas controlei minha voz nas últimas palavras. – Querida Âng? Quem são Thom e Nick?

– Meus irmãos, como você deve saber – quase vi Ângela revirar os olhos. Quando olhei quase ameaçadoramente para ela, percebi seu corpo se encolhendo. – Quer dizer... Você sabe, não é? – gaguejou. – Foi você quem mandou o bilhete...

– Nos seus sonhos – eu grunhi –, eu jamais assinaria ‘beijinhos’ em um bilhete. Sinceramente, Ângela... Eu nem te conheço. Não sei quem mandou e... Quer saber? Eu não tenho nada a ver com isso.

– Sério? Não foi você mesmo? Então só pode ser...

Ela não precisou terminar a frase, porque no final do corredor, pela janela de vidro em uma porta, eu pude ver Tanya e Leah ‘tentando’ se esconder. Estava claro que elas nos observavam e que eram burras, afinal, quem em sã consciência deixaria a luz da dispensa da escola acesa quando se está justamente observando alguém sem querer chamar atenção?

Rolei os olhos e me voltei para Ângela.

– Leah e Tanya – completei sua fala. – Não saia do Campeonato por nada, ouviu? Elas vão se ver comigo.

Me virei para sair, mas ainda olhei por cima do ombro para encontrar um olhar apavorado de Ângela.

– E cuidado com os seus irmãos.

[...]

– Você já treinou hoje? – Alice perguntou ao entrar no Volvo, na noite de quinta feira, quando passei para pegá-la em sua casa.

Perguntei-me mentalmente se estava muito simples para ir ao shopping, já que Alice usava saltos, uma saia curtíssima e uma blusa com detalhes em paetê – quantos detalhes, diga-se de passagem. Depois conclui que, afinal, era Alice. Enquanto isso, eu usava meus adoráveis jeans, uma camiseta branca e minha jaqueta preferida: de couro.

– Não. Eu estou aqui, não estou? – respondi. Meus treinos eram sempre depois que eu saía do trabalho, das sete às nove da noite. Felizmente, Alec me dispensara quando pedi.

Simplesmente, patinação estava me esgotando!

– Ah, claro. É porque já são quase oito horas. Você teve um atraso de uma hora, Bella. Achei que talvez estivesse treinando.

Dei de ombros.

– Tinha esquecido de que havíamos combinado de sair – murmurei uma desculpa qualquer, que não deixava de ser verdade.

– Ah, tudo bem – Alice não se deixou desanimar –, essas coisas acontecem.

– Rosalie vai nos encontrar lá? – mudei de assunto.

Antes de responder, Alice tirou os sapatos e colocou os pés no painel do carro. De canto de olho, olhei feio para ela, que pareceu nem perceber, ou não se importava mesmo.

– Não – ela disse –, Rosalie foi na segunda comigo, e disse que hoje iria sair com Emmett.

Franzi o cenho e apertei o volante com mais força do que o necessário.

– E por que cargas d’água você está indo hoje de novo?

– Porque tínhamos que comprar o presente de aniversário do Edward, oras! – praticamente a vi como num desenho animado: pulando e jogando os braços para o alto, como se eu fosse incapaz de entendê-la.

Talvez eu fosse mesmo, pensei.

– Como sabe do aniversário dele?

– Ele é meu amigo também – respondeu –, ou você acha que só pode ser seu?

Respirei fundo. Calma, Bella, é só Alice.

– Não sou amiga dele – fiz um som indignado. – Eu nem falo com ele.

Alice fez um barulho reprovador assim que estacionamos o carro em uma vaga do estacionamento de um dos tão lotados shoppings de Nova York.

– Ah, Bella, confesse: Edward é um bom partido, não é? Ele é bonito, gentil, compreensivo, bonito, atencioso... Além de bonito, claro!

– Se o acha tudo isso, então porque não parte pra ele? – a encarei cinicamente.

Ela apenas sorriu mais largamente.

– Porque eu já tenho o meu Jazz! E, convenhamos: o que é um loiro de olhos azuis perto de um moreno?

– Edward é ruivo – corrigi rapidamente, sem ao menos pensar direito.

– Arrá! – Alice deu um pulo na minha frente bem quando entramos no shopping. Algumas pessoas olharam estranho para sua... Incomum animação. – Você prestou atenção nisso, não foi?

Revirei os olhos, puxando um suspiro fundo.

– É um pouco óbvio – argumentei.

– Ah, não é não. Bella, sabia que quando estamos amando passamos a prestar mais atenção nas pessoas? Principalmente na pessoa amada?

– Alice – puxei seu braço com força, fazendo-a se encostar a meu corpo –, entenda de uma vez: eu não estou amando, não gosto do Edward e, muito pelo contrário! Eu o odeio. Entendeu?

Vi seus olhos ficarem molhados e seus lábios tremerem, mas nem pensei em pedir desculpas ou algo do tipo. Mantive minha expressão fria no rosto, porém soltei seu braço.

– Tá, entendi – ela balançou os ombros e fez um bico. – Desculpa?

– Tanto faz – murmurei e continuei meu caminho.

Qual é o problema dessas pessoas quem vêm ao shopping para fazer... Nada? Casais, famílias pequenas – e até grandes, com direito a babá e tudo mais –, passeavam pelos corredores apertados rindo de qualquer coisa, tomando sorvete. Qual era a graça? Ainda mais numa noite de quinta, quando há trabalho e escola no dia posterior.

Oh, Deus, dai-me paciência!

– Bella... – Alice me chamou e já respirei fundo, esperando pelo que viria. – Tem certeza que não gosta nem um pouquinho só do Edward? – ela ainda teve a audácia de deixar o dedo indicador próximo do polegar, sinalizando “um pouquinho”.

Bufei e não respondi.

– Tá bom – ela deu de ombros e seguiu olhando vitrines.

[...]

– O que eu devo comprar para o Edward? – Alice perguntou, uma hora e meia após nossa chegada ao shopping.

Arregalei os olhos para ela para as – deixe-me contar –... Oito sacolas em suas mãos. Todas de lojas de marcas caras, com números absurdos de peças dentro, levando em conta que uma pessoa não usa tudo aquilo de uma vez só, nem em três meses, além de que eu sabia como era a superlotação no closet de Alice.

– Você acabou de entrar numa loja masculina – eu disse, indignada. – Achei que tivesse comprado já.

– Ah, não – ela sorriu como se estivesse orgulhosa de algo. – Entrei lá só pra comprar cuecas pro meu Jazz.

Abri a boca, sentindo-me sem fala. Ainda assim, fui capaz de falar algo:

– É você quem compra as cuecas do seu namorado? – balancei a cabeça. – Achei que as mães fizessem isso...

– Estamos treinando para quando nos casarmos – ela foi rápida. – Francamente, Bella, você acha que sua mãe vai comprar suas calcinhas até quando você estiver entrando na menopausa?

Olhei-a de canto de olho, sem o humor que eu via em todas as suas falas.

Por algum momento, ficamos em silêncio enquanto ela olhava uma vitrine de joias. Senti minha garganta se fechando e uma ardência idiota nos olhos.

– Minha mãe nunca comprou minhas roupas – disse com a voz seca. – E... Eu não sei se vivo até a menopausa. Podia morrer antes.

De certo modo, nossa conversa tinha um ‘quê’ de comédia. Duas adolescentes conversando sobre chegar ou não na menopausa era algo um tanto quanto... Diferente. Mas, totalmente oposto a isso, Alice tinha tocado em uma ferida que nunca seria cicatrizada.

Algumas coisas em nossa vida não precisam ser ditas para que nos façam sofrer. Como, por exemplo, nunca ter tido uma mãe que me levasse às lojas, me ajudasse a escolher roupas e comprasse o que eu gostasse. Renée nunca tentara me agradar, de uma forma ou de outra, sendo com dinheiro ou não. E, sinceramente, eu não ligaria para o dinheiro, para roupas, para compras ou o diabo a quatro. Eu preferiria muito mais palavras de conforto, carinho e amor. Um amor de mãe, o qual eu nunca seria capaz de experimentar.

Alice segurou minha mão, como um gesto de conforto.

– Jamais diga isso de novo, Bella – ela disse, olhando-me seriamente.

Me senti um tanto quanto surpresa, uma vez que eram raras as vezes em que eu via Alice tão séria. Seu jeito animado sempre se fazia presente, mesmo em situações de problemas. Ela sempre mantinha seu otimismo em alta, ajudando a todos.

Para firmar ainda mais meu último pensamento, minha mente me trouxe uma lembrança: a vez em que Alice perdeu seu cachorro, já velho. Tínhamos treze anos e ele estava com ela desde os dois. Rosalie e eu a consolamos, dizendo que algum dia ele teria de morrer, porque assim era o curso natural da vida, mas que ela podia arranjar outro bichinho, porque ele a amaria assim como o outro a amara.

– O que seria de mim se você morresse? Você é minha melhor amiga, Bella! – ela começou a me arrastar para um banco próximo.

– Seria o que é hoje. Nós quase não nos vemos mesmo... Eu não faria falta. Sou alguém que as pessoas ficariam felizes de não me ter mais entre elas. Eu fiz isso, Alice. Eu escolhi ser assim – confessei.

Eu tinha plena consciência de que eu mesma tinha feito uma escolha. Quando me vi sofrendo por ter perdido o único ser – aquele que não tivera ao menos a oportunidade de ver a luz – que verdadeiramente amava, me senti... Perdida. Perdida. Como se não quisesse mais viver. Como se já tivesse sofrido demais por minha própria mãe ter matado meu filho. E eu quem escolhera me drogar, me cortar e viver num mundo... Num mundo sem volta. Porque, aos meus olhos, assim era mais fácil. Mais fácil até do que me matar. Na realidade, eu tinha medo do que iria encontrar do outro lado, aquele para qual passamos quando morremos.

– É claro que não, Isabella! – Alice se exaltou. – Você... Você não tem culpa! – sua voz tremeu e vi algumas lágrimas deslizando por seu rosto.

Tive vontade de chorar também, mas me controlei.

Não aqui, não no meio de todo mundo. Não na frente de Alice... Minha... melhor amiga.

– Você não tem culpa de sua mãe ser uma pessoa má, Bella – Alice apertou mais forte minhas mãos. – E quer saber o que eu acho? Você é simplesmente a melhor pessoa que eu conheço. A mais forte, a mais fiel...

Balancei a cabeça em negação.

– É sim – ela continuou –, porque apesar de tudo... Apesar de tudo você continua aqui, firme e forte. Bella... Você nunca mudou. Sempre continuou a mesma, desde que nos conhecemos. É da natureza do ser humano se fechar quando há muito sofrimento ao seu redor. E eu tenho certeza de que você apenas passou a guardar seus sentimentos para si mesma, como se fosse uma segurança... Como se talvez isso te fizesse mais forte, mas no fundo você ainda é Isabella Dwyer, aquela menina inocente e sincera, com desejo de ser patinadora profissional.

– Algumas coisas mudam – sussurrei sem olhá-la nos olhos.

– Quem você é não muda. A essência de ninguém muda, Bella – ela sussurrou de volta, colocando as mãos no meu rosto para me fazer olhar em seus olhos. – Você devia dar uma chance a si mesma, àqueles que te querem bem... Edward está tão na sua!

Eu ri baixo do que Alice falou, vendo-a secar suas lágrimas. Era inevitável não me sentir bem perto dela. Seu jeito encantava as pessoas, até as mais fechadas e frias... Como eu.

– Tudo bem. Chega de tristeza – ela disse ao se levantar. – Mas pense no que eu disse.

Assenti.

– Agora – ela olhou em volta, com suspense –, o presente do Edward!

– Por que eu tenho que dar presente? – perguntei, andando ao seu lado. – Você quem é a amiga.

– Você também é amiga dele – ela retrucou.

Fiz uma careta, a qual Alice infelizmente percebeu. Quando ela perguntou o que era, fingi não ter ouvido.

– O que é? – ela insistiu. Vi sua expressão mudar de petulante para feliz. – Oh, Meu Deus! Vocês não são amigos! VOCÊS SÃO NAMORADOS! – ela gritou a última parte.

Depois disso, eu me arrependi do tapa que dei em seu ombro. Deve ter doído, mas ela mereceu.

– Eu estava tentando ser legal – murmurei.

[...]

– Podemos ir embora? – perguntei, agora mais animada por Alice já ter comprado o tal presente de Edward: uma camiseta. Tanta confusão por uma mera camiseta.

– Tá, tudo bem – ela suspirou derrotada. Fingi que não percebi.

Eu carregava várias sacolas, assim como ela, mas apenas para ajudá-la. Eu não havia comprado nada para mim.

O shopping já começava a esvaziar por conta do horário. Eram dez horas da noite e estávamos lá ainda. Algumas lojas começavam a fechar, e foi quando eu vi algo que, pela primeira vez naquela noite, havia verdadeiramente me interessado.

– Vamos entrar ali? – puxei Alice pelo pulso, direcionando-a até a loja.

– Bella... De verdade, o que você pretende fazer em uma loja de produtos médicos? Você sabe que, sei lá, não combina com medicina...

Apenas a ignorei. Havia duas vendedoras com caras entediadas dentro da loja. Uma arrumava produtos nas prateleiras e a outra estava concentrada atrás de um balcão com uma placa prateada onde se lia caixa.

– Desculpe, moça, mas estamos fechando – a mulher que arrumava os produtos disse antes mesmo que eu pisasse meus pés dentro da loja.

– Certo, estão fechando – eu retruquei –, mas ainda não fecharam. Quero ver alguns modelos de estetoscópio. Os melhores, por favor.

As duas vendedoras trocaram olhares, mas felizmente me atenderam, por mais que de má vontade. Enquanto a vendedora juntava o que eu havia pedido, Alice me olhava como se eu fosse algo de outro mundo.

– Qual é o mais vendido desses? – perguntei. A vendedora respirou fundo, entendendo que eu a havia feito pegar tantas caixas a toa, para apenas saber qual era o modelo mais vendido.

Ela me estendeu uma caixa retangular, onde o valor impresso era de duzentos e cinquenta dólares. Arqueei as sobrancelhas. Quando eu imaginaria que um estetoscópio fosse tão caro?

– Ótimo – olhei para as prateleiras atrás de um balcão. – Quero um jaleco branco também. Tamanho médio. Vocês bordam o nome?

Vinte minutos depois, Alice e eu saímos da loja.

– Pode me dizer por que comprou um jaleco e um estetoscópio? – ela me perguntou ao entrarmos no estacionamento.

– Você não queria que eu desse um presente para Edward? – questionei. Já dentro do carro, Alice me olhou com uma sobrancelha erguida.

– Um estetoscópio, Bella? Você vai dar um estetoscópio de aniversário pra ele? – seu tom de voz era completamente indignado.

– Um estetoscópio e um jaleco com o nome dele escrito – corrigi. – Oras, ele quer fazer medicina. E foda-se se ele não gostar. Eu gostei.

– Sempre um doce de pessoa – ela murmurou. – Tudo bem, tenho que admitir: é criativo.

[...]

No dia seguinte, acabei por passar em casa para pegar o presente de Edward. Estava tudo embrulhado em uma caixa azul, fechada por uma fita prata. Parecia que faltava alguma coisa naquele embrulho. Talvez... Talvez uma carta ou algo assim.

Claro que não, pensei, você já está dando um bom presente. Quem precisa de cartas?

Eu estava saindo do apartamento quando voltei e peguei um post-it ao lado do telefone. Com uma caneta preta, escrevi rapidamente algo que jamais esperava dizer, quem dirá escrever.

Eu fui idiota e ignorante. Você poderia me desculpar?

Aquilo não combinava comigo nem jamais combinaria. Eu era Isabella Swan, um cubo de gelo. Então por que eu me sentia tão mal sem falar com ele?

Tudo bem, não vai doer nada. Ele vai ler e vai me desculpar, porque é uma pessoa boa.

Por que diabos eu estava nervosa?

Abri a caixa e coloquei o bilhete dentro, ao invés de enroscá-lo no laço tão bem feito. Tentei não me arrepender até chegar ao trabalho.

Edward estava lá, como sempre. Sempre pontual e concentrado, mesmo em seu aniversário. Por que ele não parecia ao menos feliz? Ele estava com 17 anos agora, cada vez mais perto dos 18, a idade da liberdade.

A tarde inteira passei pensando em um jeito de falar com ele, mas Edward nem me olhava. Era como se eu não existisse.

Essa foi uma das piores sensações que eu já experimentara.

O que estava acontecendo comigo? Eu não era assim. Eu adorava provocá-lo e deixá-lo confuso.

– Tudo vai voltar ao normal – sussurrei para mim mesma ao secar alguns copos.

– Falando sozinha, Swan? Isso é coisa de gente louca – Kate disse ao passar por mim com um prato. Tive vontade de esfregar aquela cara de cavalo no pedaço de bolo que ela carregava, mas aprendi que não devíamos brincar com comida.

Então eu fiz o que fazia de melhor: ignorei.

Mais cedo, assim que cheguei, vi que Kate havia dado um ursinho de pelúcia para Edward, com as palavras amo você em grande destaque. Quase vomitei no pobre ursinho, de tão idiota que era o presente. Quanta criatividade... Um ursinho! Ele nem era namorado dela!

Claro que não era, porque se fosse, estariam indo embora juntos e se falariam mais...

Ou ele era?

Bem, de qualquer modo, eu não tinha nada a ver com o mau gosto dele. Ele que comesse quem quisesse! Isso não era da minha conta. Eu entregaria o presente, desejaria um bom aniversário, voltaria pra casa e viveria minha vida de merda.

Isso.

Terminei meu serviço bem na hora da saída, em ponto. Desamarrei o cabelo, tirando aquelas coisas coloridas da minha cabeça. Fiquei esperando Edward atender sua última mesa até que ele foi para a sala de funcionários.

Eu pretendia, juro que queria, esperar ao menos cinco minutos para que ele se trocasse, mas Kate foi mais rápida e estava chegando perto da porta.

Opa.

– Com licença – empurrei-a para o lado com o quadril e entrei na sala, trancando a porta atrás de mim.

– Ei, eu fechei a porta assim que entrei – Edward resmungou ao me ver ali.

– Deveria ter trancado – eu disse. Fui até minha mochila e tirei a caixa. Sem deixar que ele visse o que eu segurava, eu a encarei por um tempo. Tá, é fácil.

Na minha frente, ele tirou a camisa de uniforme, exibindo todos os seus músculos. Não exatamente músculos extremamente definidos. Era algo sutil, natural. Edward não era o tipo bombado como Jacob, mas ainda assim parecia... Perfeito.

Droga. Era tudo culpa da Alice que ficava inventando coisas e colocando na minha mente.

Assim que ele colocou outra camiseta, olhei para seu rosto e encarei-o nos olhos. Ele parecia magoado, talvez até bravo comigo. Mas isso iria mudar em instantes.

– Ahn... Toma – estendi o presente –, feliz aniversário.

Edward continuou me encarando. Sua expressão mudou diversas vezes, indo de irritado para cínico, de incrédulo para magoado. Balancei a caixa, mas ele continuou ali parado, como um poste.

– Você comprou um presente pra mim? – perguntou, a voz saindo baixa e rouca, embora eu achasse que ele quisesse gritar.

– É seu aniversário. Toma – repeti.

Ele balançou a cabeça em negativa, como se desaprovasse algo.

– Não preciso do seu presente – disse, agora mais alto e com mais sarcasmo na voz. Ele me olhava nos olhos, o que parecia firmar ainda mais o que falava. – Não quero o seu dinheiro.

Aquilo me atingiu profundamente.

Seu presente caiu imediatamente das minhas mãos, e eu não me importei em pensar se quebraria.

Meu maxilar começou a doer de tanta força que eu usava para manter minha boca fechada. Senti meu sangue se concentrando no rosto e meu olhar mudando para puro ódio.

Ótimo. Era isso que eu ganhava ao tentar me redimir.

Peguei minha mochila pela alça e saí dali, antes que desse um tapa nele ou falasse qualquer merda que o ferisse mais ainda.

Destranquei a porta ruidosamente e saí dali, sendo observada por uma Kate que manipulava um sorrisinho prepotente e idiota. Tive que me controlar para também não bater nela.

Meus pés batiam nervosamente contra a calçada de concreto enquanto eu praticamente marchava para o meu carro, estacionado na rua ao lado do meu tão adorado emprego.

Se dependesse de mim, eu exterminaria todas as pessoas como Edward, deixando-o por último. Que ódio!

Costumavam me cobrar sobre ser fria e arrogante, mas quando eu tentava ser legal, o que acontecia? Pois é. Ele não precisa do meu dinheiro. Perfeito. Eu não preciso dele, e nada que ele disser irá me ofender.

Porque Edward Cullen não fazia parte da minha vida, e jamais faria.

Eu estava destravando o alarme do Volvo quando parei para refletir, apoiada na lataria do carro. Não fazia sentido. Antes eu me sentia mal, agora tudo estava péssimo. Ao mesmo tempo que eu queria esganar Edward, eu tinha vontade de voltar lá e perguntar se ele me odiava de verdade, porque no fundo eu não desejava isso.

Abri a porta do carro, mas uma mão em meu pulso me impediu de entrar. Me virei rapidamente e me surpreendi quando vi Edward ali, me encarando sério.

– O que você sente por mim? – ele sussurrou. Sua voz estava mais calma, e ele se aproximava cada vez mais de mim.

Eu não respondi. Somente pisquei repetidamente os olhos, tendo a certeza de que eu não estava alucinando.

– Responda – ele pediu, mas parecia cansado de algo. Não foi uma ordem; foi mais como se ele estivesse quase implorando.

– Sei lá – essa foi minha resposta, extremamente inteligente para um momento desses. Na verdade, eu fui sincera e me orgulhei disso.

Seus dedos afrouxaram em meu pulso, mas apenas para passarem para minha cintura. Suas mãos me seguravam firmemente e ele encostou seu corpo ao meu, tão perto quanto fosse possível.

Eu prendi a respiração, sabendo o que iria acontecer, mas praticamente impossibilitada de contrariar. Ou talvez eu só não quisesse contrariar...

Edward se inclinou sobre mim e tudo foi tão rápido que só tive tempo de fechar os olhos e aproveitar o contato de seus lábios sobre os meus. Inicialmente, nós ficamos parados. Eu quis afastar ele, por orgulho. E eu tentei, usando socos fracos em seu peito. No entanto, ele só me apertou mais, agora usando uma das mãos para segurar minha nuca.

Uma parte do meu cérebro gritava que eu tinha um orgulho a zelar. A outra, a que tinha o meu apoio, dizia que eu devia aproveitar.

Eu fiz o que qualquer garota em sã consciência faria ao ser beijada por Edward Cullen.

Enrosquei minha língua na sua assim que ele pediu passagem, e o contato me trouxe uma sequência interminável de arrepios. Segurei com força em seus braços, como se eles pudessem me proteger de qualquer coisa.

Edward aprofundava cada vez mais o beijo, e eu só fazia gemer baixinho, puxando alguns fios daquele cabelo acobreado. Ele me encostou na lataria do carro, não deixando o mínimo de espaço entre nossos corpos.

Infelizmente, erámos meros humanos que precisavam respirar. Tivemos que interromper o beijo. Ele continuou me segurando, mas agora apenas me encarava.

– Esqueça isso – eu disse. Eu não pensava em mim, mas nele ao pedir isso. – Esqueça esse beijo. Vá viver sua vida sem mais problemas.

– Não dá – ele respondeu. Não consegui desviar meu olhar de sua boca vermelha e inchada. – Não mais. Eu... Não consigo parar de pensar em você, Isabella.

– Você vai desistir – eu tentei –, um dia vai se cansar de mim. Eu tenho mais problemas do que você pode sequer imaginar. Você se verá obrigado a desistir, e vai dar graças à Deus quando conseguir se livrar de mim.

– Não... – Edward sussurrou e voltou a me beijar, dessa vez não tão faminto.

Como eu podia recusar quando me via tão envolvida quanto ele?

– Obrigado pelos presentes – ele disse assim que nos separamos. – Dr. Edward Cullen? Espero poder usar isso um dia. E eu que devo pedir desculpas...

Balancei a cabeça.

– Você vai usar – falei com convicção. – Você não vai desistir? Promete não desistir de mim?

– Eu não vou desistir, Isabella – ele beijou minha testa de forma carinhosa. – Eu prometo.

Terceira pessoa.

Kate se inclinou sobre o balcão, pronunciando ainda mais seu decote para o homem sentado a sua frente. Ele a examinou com cuidado, prestando atenção em todos os detalhes.

Dá pro gasto, pensou.

– O que quer que eu faça? – ela perguntou lambendo os lábios, tentando ser sensual.

– Apenas separe-os. Você gosta dele, não é? Como é o nome...?

– Edward Cullen – respondeu.

– Sim, Cullen – o homem repetiu, ainda encarando Edward e Isabella que se agarravam na calçada pouco movimentada. Naquela mesma rua...

Os dois sorriram cúmplices.

– E qual será meu pagamento?

– Fique tranquila, querida Kate – Riley sussurrou com a voz rouca. – Você será muito bem paga. Mas assim que separá-los. Eu quero Isabella, você quer Edward. Temos um trato?

Os dois trocaram um formal aperto de mãos, que logo deixaria de ser formal e passaria para uma coisa mais íntima.

Kate mal podia esperar por sua vingança.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Teve de tudo um pouquinho. Particularmente, minha parte favorita foi, claro, a do beijo. Gente, eu imaginava esse beijão desde o começo da fanfic!
E o Riley e a Kate... Dois bobões, né? Grrrr! Eu deixo vocês falarem mal deles.
Agora... Uma das coisas que também me desmotivou na escrita, foi o aumento de leitores e diminuição de comentários. Pessoal, entendam, é mega importante para o autor saber a opinião dos seus leitores, até para ajudar na construção da história. Digam o que vocês acham que deve ser melhorado, deem ideias, critiquem de modo educado e construtivo , xinguem os personagens... Saíam do anônimo! E recomendem, claro (=
Tentarei não demorar com o próximo, babies. Obrigada pelo apoio de cada uma!
Beijos :*
Ana Luísa.
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N/C: Lá venho eu com minhas notas podres. Nunca sei o que dizer, iushdfiuh.
Quase morri esperando por IWR, como vocês devem ter morrido também né? Essa Ana só nos faz sofrer SIHFDSH.
Que lindos, Bella e Edward juntinhos finalmente! Ana achou o beijo um lixo, eu achei uma fofura.
Criativa ela, não? Nunca pensaria em um presente desses. Combinou bastante. Eu gostei, e vocês? Ana voltou com IWR, então comentem, pessoal. Come on, não custa nada. Queremos muuuuitos comentários.
Beijos, Cah (que, declaradamente, odeia a Kate).
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.