It Will Rain

9 Capítulo 8 - Save Me


Notas iniciais
Oi, pessoas lindas (: Tudo bem?
Então, sim, eu deixo vocês me baterem por tanta demora. Quase um mês e meio, né? Desculpa!
Eu tenho bons motivos pra isso, ok? Estou com problemas um tanto... Emocionais, é. E trabalhos e provas de escola, além de ter uma vida em off.
Vocês não fazem ideia do quão chateada estou. Espero poder recompensar com esse capítulo. Milhaaaares de desculpas!
Agora, boa leitura!

Isabella Swan.

Franzi o cenho ao tirar minha jaqueta, ainda encarando o homem sentado confortavelmente em meu sofá, segurando um copo de whisky.

– Você demorou – ele comentou, descruzando as pernas e se levantando para, em seguida, olhar através da grande janela da sala.

– Se você tivesse avisado que viria, eu teria voltado mais cedo – argumentei.

– Cedo? Mas você chegou cedo – Charlie conferiu as horas em seu relógio de ouro. – Não são nem sete da manhã!

Revirei os olhos.

– Veio aqui pra quê? Pra dizer o quão idiota eu sou? E que não deveria estar nessa família, ou talvez que eu nem deveria existir...?

– Quieta – Charlie chiou. Perguntei-me, ao observar seu copo cheio, como ele conseguia tomar uma bebida forte tão cedo. Tudo bem que eu não era ninguém pra criticar seus costumes. – Onde você estava? Pelo que eu sei, seu namorado está no hospital...

– Namorado? – interrompi.

– É, o Black. Passou a noite o vendo dormir? – Charlie debochou.

Ah, sim, Jacob. Ele estava no hospital e eu havia me esquecido.

– Claro que não. Jacob não é meu namorado. Eu estava... – Por um momento, pensei em falar a verdade, desde o dia anterior, mas preferi ficar calada. – Por aí.

Charlie assentiu e voltou a se sentar.

– Vai ficar em pé? A casa é sua – ele fez um gesto irônico e amplo em direção ao sofá. Revirei os olhos novamente e me sentei o mais longe possível dele.

Tirei os tênis e me encolhi no sofá. Era uma manhã fria hoje. Eu não via a hora do verão chegar! Embora gostasse do inverno, esse tempo que não se decidia estava me deixando irritada.

Charlie tomou o resto do whisky em apenas um gole e pousou o copo ao seu lado, no chão, uma vez que não havia uma mesa de centro.

– Mobília bonita – ele murmurou. – Ou a falta dela... Por que está assim? Não gosta de decorar?

– Por que veio aqui? – arqueei a sobrancelha esquerda.

– Eu queria deixar o clima mais agradável, mas você parece ter aversão a essas coisas, então... Riley voltou.

Abri a boca. O que Charlie tinha a ver com isso? Por que, aliás, ele estava me avisando?

– E...?

– E que acho que ele irá te procurar – me ignorou. – Ele veio falar comigo para... Hum... – percebi que ele não sabia o que dizer e que tinha se entregado.

– Para pedir dinheiro – completei, séria.

– Como você sabe?

– Isso não interessa. Por que você dá dinheiro a ele?

Charlie olhou para baixo, examinando as mãos. Tirou uma poeira invisível de seu terno até voltar-se mais sério para mim.

– Para ele parar de te procurar. Talvez para... Te proteger?

Foi inevitável rir. Minha risada ecoou pelo apartamento vazio, produzindo um som histérico e perturbador.

Proteção e Charlie eram duas palavras impossíveis de ter um encaixamento adequado numa mesma frase. Algo completamente de outro mundo, que jamais existiria, que jamais combinaria.

Enxuguei as lágrimas no canto do olho.

– Proteger? Eu?! – exclamei, ainda com um sorriso no rosto, mas o desfiz quando vi a expressão de Charlie. Não era uma brincadeira, porque ele me olhava sério e até... Constrangido? Ri de novo.

– Quer calar a boca e parar de rir como uma hiena? – pediu irritado. – Estou falando sério. Riley voltou, dei dinheiro a ele, mas... Ele quer você. Acho que é isso. Tenho certeza que ele ainda não foi embora. Há alguns homens o vigiando.

– Está preocupado comigo? – indignada, provoquei ao apontar para mim mesma e trocar a expressão de desinteresse por uma de falsa surpresa.

– Naturalmente – ele deu de ombros. – Sou seu responsável.

Gargalhei, recebendo mais um olhar feio.

– Você? Muito pelo contrário! A posição de meu responsável e padrasto nunca te impediu de me maltratar! Está arrependido agora e quer dar uma de ‘bom pai’? Ou esse é o melhor jeito de me convencer a não ser mais matéria de algumas revistas de fofocas?

Levantei-me do sofá, colocando as mãos na cintura, na frente de Charlie. Ele ergueu os olhos para mim, mas não disse nada.

Um silêncio constrangedor se fez presente na sala, mas ninguém falou durante vários minutos. Passei a andar de um lado para o outro.

– Pare de trabalhar – ele pediu em voz baixa, mas dura. Aquela voz que ele usava quando ordenava algo a seus funcionários. Aquela voz que ele usava comigo, mas não funcionava.

Subitamente, parei de andar. Minhas narinas se inflaram quando puxei uma grande quantidade de ar. Cruzei os braços e olhei para ele, em busca de algum traço de humor em sua expressão.

– Como disse? – perguntei, indignada.

Ao contrário do que eu achei, ele não riu, nem sequer sorriu debochadamente.

– Quero que pare de trabalhar – mexeu os ombros, parecendo desconfortável. Mordi a bochecha internamente. – Quanto menos sair de casa, mais seguro será. Pelo menos até que Riley suma de Nova York.

– Quer que eu me tranque dentro de casa? – Eu ri, mas sem humor algum. – Como uma prisioneira? Não sou uma menina indefesa, Charlie. Sei me cuidar.

Sei me cuidar tão bem que não sei nem o que aconteceria se Edward não tivesse chegado pra me salvar ontem, uma voz martelou em minha mente e sacudi a cabeça, no intuito de pensar com mais clareza. Com mais determinação e, principalmente, sem fraqueza.

– Não confio em você quanto a isso – murmurou, esfregando as mãos sobre as pernas. – Talvez alguns seguranças...

– Não vou parar de trabalhar – interrompi-o – e nem irei andar com armários atrás de mim. Pare de fingir que se importa. Por que está fazendo isso?

– Isso é sério, Isabella. Riley não mediria esforços para te matar.

Engoli em seco, tendo que concordar, por mais que fosse internamente. Eu tinha medo, sim. Tinha tanto medo que fazia ideia de que quando eu andasse nas ruas, andaria sempre olhando para trás e para os becos mais desertos, querendo me certificar de que não estava em uma enrascada. Mas é óbvio que eu jamais admitira, ainda mais para Charlie.

Mais uma vez, engoli em seco.

Charlie colocou a mão para dentro do terno caro. De lá, ele tirou um tecido branco que cobria algo pesado, aparentemente.

– Quero que guarde isso e use quando for necessário. Se precisar usar, jogue no meio do mato ou qualquer outra coisa, mas suma com ela – e me entregou o objeto.

Franzindo o cenho, estendi a mão – ainda desconfiada – e peguei.

Pelo que senti ao tocar, já tive certeza do que era. Entretanto, precisei desenrolar o pano para acreditar que – pelo que eu conhecia sobre armas, vendo a coleção de Charlie em seu escritório – o que ele me entregava era uma Desert Eagle .50 AE. Em uma linguagem mais fácil: a pistola mais poderosa existente, com capacidade para até sete tiros. Ela pesava pouco mais de um quilo, mas eu sabia que poderia pesar mais se estivesse carregada. Eu mal havia me recuperado da surpresa, ainda olhando para seu material prateado que continha meu reflexo – uma expressão de puro choque –, Charlie me estendeu um saquinho, também de tecido e, ao pegá-lo, senti que eram as balas. Sete balas. Fatais.

Umedeci os lábios antes de falar.

– Você quer... Quer que eu mate Riley? – minha voz soou histérica.

– A menos que ele não te incomode – respondeu, convicto.

– Você bebeu demais, não foi? Está bebendo desde que horas? – balancei a cabeça, recusando-me a acreditar naquilo.

– Não estou bêbado. Pelo contrário, estou muito ciente do falo para você nesse exato momento. Tão ciente que irei assumir qualquer besteira que você faça – disse.

– Tem ideia que não importa a besteira ou de quem é a culpa, o erro continuará sendo meu?

Charlie bufou. É claro que ele sabia.

– Só faça o que eu disse, ok? Tenho certeza de que nada sairá errado. Riley jamais irá te deixar em paz. Toda vez que ele... Precisar de dinheiro – pigarreou, envergonhado por eu tê-lo pego em sua ocultação de informações –, irá vir até mim e, consequentemente, até você.

– Renée não gostaria de saber que você está me protegendo – comentei, virando a arma de um lado para o outro, ainda analisando seu brilho.

– Sua mãe não tem por que se meter na minha vida – retrucou rapidamente.

– Vocês são casados – sorri sarcasticamente, pousando a pistola, agora enrolada em seu pano, no sofá.

Ele apenas arqueou uma sobrancelha. Revirei os olhos e olhei para o teto, em busca de algo que pudesse usar contra ele. Uma luz se acendeu em minha mente, trazendo-me a oportunidade que sempre esperei.

– No dia em que Renée matou meu filho – engoli em seco ao falar –, você disse uma coisa para mim – coloquei a mão no queixo, usando um tom frio.

Percebi que eu mal acabara de falar quando Charlie enrijeceu os músculos, ficando tenso.

– Eu disse? Você estava muito machucada, menina. Devia estar delirando apenas – Charlie mentiu. Suspirei impaciente.

– Eu podia estar machucada, mas estava tão consciente como estou agora – insisti.

– Consciente?! – ele riu debochadamente. – Você desmaiou dez segundos após eu chegar!

E pra quê eu admitiria isso?

– Por que é tão difícil dizer a verdade? Tudo bem que você não admita, mas sei que se importa comigo. É só me dizer o que quero saber, Charlie.

Ele riu com escárnio.

– Você já sabe. Acabou de dizer que me importo com você e é verdade – encolheu os ombros enquanto falava sem me olhar.

Touché!

Mas ainda não era o que eu queria.

– Por que se importa? Isso nunca aconteceu! Eu sou sempre seu saco de pancadas! Tenho até cicatrizes por isso – dessa vez eu aumentei o tom de voz, batendo o pé como uma criança birrenta. – O que você quis dizer quando disse que tinha escolhido a mim?

Percebi seu rosto começar a ficar vermelho. Os músculos de seu maxilar ficaram evidentes, um sinal de que ele estava profundamente irritado.

– Seja grata por eu não querer falar nada – suas palavras foram frias. Cortantes. – O dia em que você souber por que Renée te rejeita, irá ter raiva de mim. Tome cuidado.

Dizendo isso, ele se levantou bruscamente e marchou para fora do meu apartamento. Cruzei os braços, atordoada com o que ele havia dito.

Meu cérebro tentava trabalhar o mais rápido que conseguia. Em poucos segundos, fiz uma conexão do que Charlie tinha dito.

O dia em que você souber por que Renée te rejeita, irá ter raiva de mim.

Eu iria ter raiva de Charlie por Renée me rejeitar. Então isso significava uma coisa: ele tinha feito algo para minha mãe, e então ela passara a me odiar. E isso era...

Porque eu escolhi você, não ela.

É isso! Charlie havia me escolhido, e não a Renée. Por isso ela me odiava.

Mesmo sabendo disso, mesmo entendendo um pouco mais – isso não significava nada porque, para mim, era algo horrível uma mãe odiar o próprio filho –, eu ainda tinha uma pergunta que martelava em minha mente, trazendo uma dor de cabeça insuportável:

O que Charlie tanto escondia sobre me preferir?

[...]

Algumas horas depois, eu me encontrava na escola, batucando os dedos na mesa do refeitório. Alice e Rosalie conversavam animadamente sobre o baile. Sim, aquele que teria no fim do ano, quando nos formássemos.

– Não está cedo pra isso? – perguntei, escorregando na cadeira, em uma posição desleixada.

Alice revirou os olhos, mas continuou animada.

– Então vamos falar sobre a competição! Como estão seus treinos? – ela perguntou ao colocar a cabeça entre as mãos, com os cotovelos apoiados na mesa.

– Não comecei a treinar ainda – respondi.

– Não?! Está esperando o que? O dia que antecede a primeira etapa? Francamente, Bella, você irá perder – Rosalie fez pouco caso, mordendo sua maçã.

– Obrigada por sua gentil opinião, Rose – debochei. – Alice, ainda não comecei a treinar porque... – dei de ombros – estou sem tempo. É.

– Sem tempo? Por que está trabalhando, Bella? Você não precisa disso! Não é como se o seu salário fosse pagar sua comida!

– Eu já não disse que quero trabalhar? Qual é o problema? Sempre vou ser vista como uma garota mimada que dependerá dos pais até que eles morram?!

Rosalie bufou e controlei a vontade infantil de mostrar a língua para ela. Não seja mimada, eu disse a mim mesma, não contrarie o que você acabou de falar.

Um silêncio bom se instalou na mesa – bom para mim, desconfortável para Alice –, até que eu levantei os olhos para analisar o refeitório à minha volta. Não estava cheio e, em uma mesa mais afastada, estava Tanya e Leah conversando com Ângela, uma garota nerd do primeiro ano.

Leah. Tanya. Ângela. Nerd. Populares. Conversa.

Não eram palavras que se encaixavam numa mesma frase. Jamais.

– Ângela entrou para as líderes de torcida? – perguntei agarrando a tampinha do suco de maçã de Alice e girando entre meus dedos.

– Não... – Alice seguiu meu olhar, até parar na mesa em que as três estavam. Vi Tanya fazendo uma cara cínica. – Elas estão... Brigando?

Semicerrei os olhos, tentando enxergar à distância. Ângela se encolheu na cadeira quando Leah se debruçou sobre a mesa. Ninguém parecia perceber que elas estavam realmente brigando. Apenas nós.

Com os punhos fechados, levantei da cadeira pronta para ir lá. No entanto, Alice me segurou, arqueando as sobrancelhas.

– Não é problema seu, Bella – ela disse. – Deixe que elas se resolvam. Não vá se meter em encrencas.

– Alice tem razão – Rosalie se levantou da mesa, carregando sua bandeja de comida junto. Fui com elas até o lixo, sempre observando a mesa em que Ângela estava sentada. Leah e Tanya haviam ido embora, rebolando dentro de seus uniformes vulgares de líderes de torcida.

Cruzei os braços sobre o peito, sentindo-me em uma grande injustiça. Rosalie e Alice pareciam me vigiar, cada uma andando de um lado meu.

– Preciso ir ao banheiro – Alice comentou e Rose concordou. Elas iriam retocar a maquiagem, como sempre faziam. – Você vem, Bella?

Eu estranhei ela ter perguntado, porque as duas pareciam querer me vigiar, dispostas a não deixar que eu me metesse em encrencas.

Vasculhei algo em minha mente, tentando arranjar alguma desculpa.

– Preciso... Pegar um livro na biblioteca – falei ao encolher os ombros. Droga. Não muito convincente.

– Livro? Pra quê?

– Pra estudar, Alice. Tenho prova de biologia na semana que vem.

– Você vai estudar pra prova? – Rosalie perguntou com desdém.

Bufei.

– Vou. Quero... Melhorar – menti. – Encontro vocês no ginásio!

Eu não esperei que elas respondessem e saí dali imediatamente. O corredor estava vazio por todos estarem no refeitório ainda. Apressei o passo, olhando para trás e me certificando de que Alice e Rosalie não me seguiam. Pude ver a silhueta das duas entrando no banheiro. Aquele banheiro que há três anos eu não usava.

Estremeci.

Ao longe, pude ouvir soluços. Entrecortados e baixos, mas distingui como soluços. Passos rápidos e desajeitados vinham para perto de mim. Olhei para os corredores ao meu lado enquanto passava e acabei voltando para analisar melhor o corredor que seguia para a sala de biologia.

Vi Ângela andando rapidamente em minha direção, mas sem me ver. Suas mãos tapavam parcialmente seu rosto. Seu corpo se sacudia em tremores, vindos dos soluços.

Ela chorava.

A única coisa que vinha em minha mente era que Tanya e Leah tinham feito algum mal a ela.

Andei de encontra a ela, apertando a alça da minha mochila com força, borbulhando de raiva. Parei Ângela, colocando uma mão em seu ombro, de forma que ela me olhasse assustada.

– Isabella? – ela perguntou com a voz trêmula. – Ah... Por favor... Não faça nada. Eu juro... Eu juro que irei sair da competição... Darei um jeito e...

O Que? Que competição? A de patinação no gelo? – arqueei uma sobrancelha, confusa com o que ela falava.

Ângela olhou em volta ao secar suas lágrimas.

– É... – ela começou. – Tanya e Leah disseram que vocês três iriam acabar comigo nessa competição, que eu nunca deveria ter me arriscado a tal coisa e que se eu não desse um jeito de sair, vocês iriam fazer coisas terríveis comigo...

O que? – repeti perplexa. – Não, espera. Eu não disse nada. Vadias – sussurrei a última parte. Passei a mão no rosto e voltei a encarar Ângela que era alguns centímetros mais baixa que eu. Ela me lembrava da Alice, no entanto de óculos, cabelos escuros e não tão espevitada. – Ângela, ignore-as. Eu jamais faria algo assim...

– É que... É...

– O que?

– Você parece tão... – percebi que em seus olhos, ainda nublados pelas lágrimas, havia algo como... Admiração? – É só que... Sei lá... Você é tão fechada e ignora tanto as outras pessoas, além de sempre ter sua própria opinião e enfrentar tudo... Você é forte – ela concluiu, gaguejando.

Incrivelmente, eu ri. Era uma risada sem humor.

– Forte? – perguntei. Algo se fechou em minha garganta. Pigarreei e murmurei mais para mim mesma: – Forte é a última coisa que eu sou.

Ângela respirou fundo. Ela, claramente, tentava se acalmar. Esperei pacientemente uma nova crise de lágrimas e soluços.

– Você se inscreveu na competição? – soltei a pergunta quando ela abraçou o próprio corpo.

– Sim. Mas eu vou dar um jeito de sair...

– Não há um jeito – interrompi.

– Leah quer que eu saia – Ângela argumentou.

– Não há jeito – repeti e olhei firme em seus olhos. – Você terá que participar e... Que se fodam Leah e Tanya! Escuta, Ângela... Quero que me fale tudo que elas fizerem pra você de hoje em diante, certo?

Ela mordeu o lábio inferior, seus olhos inchados olhando-me com incerteza.

– Por que está me ajudando? Digo... Você está participando da competição e creio que queira ganhar...

– Não quero ganhar – cortei-a. – Não faço questão disso. Na verdade, eu cometi uma besteira ao me inscrever.

O sinal tocou e respirei fundo.

– Confie em mim – pedi e sussurrei a última parte –, Leah e Tanya terão o que merecem.

Ângela assentiu e deu um sorriso para mim.

– Precisamos ir – murmurei. Ela voltou a concordar com a cabeça e me seguiu pelo corredor até chegarmos na porta de sua sala.

– Obrigada, Isabella.

– Bella – corrigi. Ela sorriu outra vez e entrou na sala.

Suspirei. Era incrível minha capacidade de me meter em problemas.

[...]

– Gosto de azul – Edward respondeu.

Estávamos na lanchonete. O movimento era pequeno e aproveitamos para descansar em uma mesa afastada, tomando sorvete.

– E você? – ele devolveu a pergunta, tomando um pouco de seu sorvete. Uma gota de calda de morando escorreu por seus lábios e meus olhos ficaram presos ali.

– Verde – respondi sem pensar. – E preto.

– Por quê? – ele perguntou, levantando uma sobrancelha.

– Ei! Era uma pergunta de cada vez – tentei fugir. – É minha vez: você prefere as morenas ou as loiras?

Ele ficou sério. Parecia pensar. Edward cruzou as mãos sobre a mesa e me olhou nos olhos, o que me deixou desconfortável.

– Prefiro os sentimentos verdadeiros – falou baixo.

– Ouch! – torci o nariz, realmente magoada por sua resposta, embora soubesse que o que ele falara era verdade.

– Desculpe, não quis ofender.

– Não ofendeu – menti.

– Acho que não mesmo – ele empinou o queixo e passou a falar em uma voz zombeteira. – Você não parece ser do tipo que se importa com sentimentos verdadeiros – seu olhar recaiu sobre Kate, que limpava o balcão, emburrada.

– Agora ofendeu – comentei, meu olhar se tornando frio. – Ela mereceu.

– Olha... Não é porque você passou por problemas... – ele pareceu pensar – Grandes, que pode sair dando patadas em todo mundo. Ninguém tem culpa.

Arqueei as sobrancelhas. Quem ele achava que era?

Argh.

– E quem disse que estou jogando a culpa em alguém?

– Então ser arrogante desse jeito é seu modo de viver? – desafiou.

Percebi que nossos corpos estavam inclinados sobre a mesa e nos olhávamos fixamente nos olhos. Seu hálito com cheiro de menta – tão refrescante e tranquilizador – não estava tendo efeitos sobre mim.

Perguntei-me, em algum momento, o porquê de estarmos brigando, se até cinco minutos atrás estávamos conversando como bons amigos, fazendo um questionário para nos conhecermos melhor, uma vez que sabíamos do passado de cada um.

Eu descobrira que ele gostava de azul, que o nome de seus pais biológicos eram Elizabeth e Edward – brinquei com ele sobre ele ser Edward Júnior – , que Carlisle havia terminado de ensiná-lo a dirigir duas semanas antes de ele usar meu carro, que ele queria vingança de quem tinha tirado a visão de Claire, que seu aniversário era dia 20 de junho, que ele queria fazer medicina, embora não tivesse dinheiro pra pagar o curso – pensei, na hora, que ele sabia o curso que queria, mas não tinha dinheiro, ao contrário de mim, que não fazia ideia do que queria fazer depois de terminar a escola, e tinha dinheiro suficiente – e que, por fim, uma das primeiras coisas que fiquei sabendo, era que ele se importava com os problemas do planeta e com os sentimentos das pessoas.

Eu tive vontade de rir – erámos completamente o oposto um do outro. Edward era sentimental e sensível; Eu era fria, arrogante e hipócrita.

Sentir-me atraída por ele era uma total falta de senso. Jamais poderíamos combinar em algo. Erámos como... Água e óleo. Não nos misturaríamos. Nunca.

Ter certeza disso me fez ficar irritada e sentir necessidade de alguma coisa que eu sabia o que era.

Drogas.

Eu podia ficar até uma semana sem me drogar e sabia disso porque já tinha acontecido. Embora eu ficasse irritada no fim desse período, eu aguentava bem. Mas algumas coisas são mais fáceis... Então, por que irritar-me, se eu podia ter uma saída mais prática?

– Ou seu modo de viver – ele continuou – é se drogar, fumar, beber e se cortar? – percebi seu olhar hostil ir para o meu pulso exposto em cima da mesa.

– Você devia cuidar mais da sua vida – sugeri. – Talvez tentar algo como parar de ser chorão. Você deveria crescer, Edward. Aliás, há muito tempo, porque papai e mamãe não estão mais aqui para te dar colo. Aprenda a viver como a sociedade atual. Ninguém liga pra você, para os seus problemas ou o raio que o parta!

Talvez eu tivesse ido longe demais. Sua boca se abriu levemente em choque, seus olhos encheram de lágrimas. Edward cruzou os braços em frente ao peito e evitou meu olhar.

Estalei a língua, cada vez mais irritada.

– Ah, não... Não vai chorar, não é? – revirei os olhos. – É disso que eu estou falando... Você não pode chorar quando alguém falar algo da sua família...

– Você não sente nada? – ele me interrompeu. Sua voz continha mágoa, raiva e era cortante. – Não sente nada quando alguém fala do seu pai? Ou do seu filho? Ou até da tragédia que aconteceu quando você era apenas uma crianças? E eu te digo mais uma coisa: milhares de mulheres, crianças de dez anos e até garotos são estuprados em todo o mundo. Você acha que existe só você? Você não tem direito de me julgar, Isabella. Eu, pelo menos, tento superar. São, sim, lembranças que doem, mas eu não estou me drogando pra esquecer. Eu tento esquecer vivendo!

Meu rosto corou e minha visão ficou vermelha ao processar suas palavras. Elas grudaram em minha mente, o que me deixava com mais ódio.

Eu tento esquecer vivendo!

Eu tento esquecer vivendo!

Eu tento esquecer vivendo!

A voz dele ecoava em minha cabeça. Cerrei os punhos, mordendo a bochecha pelo lado de dentro, me fazendo sentir o gosto do sangue.

Meu olhar estava longe. Eu tentava, a todo custo, não me levantar e bater nele. Óbvio que ele me pararia em poucos segundos, por ser maior e mais forte. Só por isso eu me controlei.

Inferno.

Levantei-me quase derrubando a cadeira e fui buscar minhas coisas. Saí da lanchonete com a mala pendurada no ombro e o uniforme, tamanha a minha pressa.

Eu dirigia rápido, sem saber para onde iria. Ficar em meu apartamento estava fora de cogitação, uma vez que eu estava sem drogas.

Minhas mãos apertavam fortemente o volante. Meu pé pressionava, com raiva, o acelerador. Com habilidade, eu desviava dos carros que, por ainda serem três da tarde, não eram muitos.

Eu não era do tipo que me importava facilmente com o que as pessoas falavam – não mais. Ainda mais quando eram pessoas... Insignificantes. Pessoas que iriam embora da minha vida, cedo ou tarde. Pessoas que não me conheciam, que jamais tinham sofrido o que eu sofri.

Mas uma coisa insistia em me perseguir: será que eu me importava tanto comigo mesma que estava deixando de lado o fato de existirem problemas piores que os meus?

É claro que não. Cada um com seus problemas, certo?

O significado de me preocupar com o que era meu nunca foi tão... Forte.

Embora eu sentisse raiva, algo no fundo da minha mente – e talvez coração –, me dizia que eu deveria pedir desculpas a Edward. Isso seria arrependimento?

Bufei.

Eu não conseguia me lembrar da última vez em que tinha pedido desculpas – verdadeiras – a alguém.

Por fim, decidi que continuaria com a duração da minha falta de sensibilidade. Estacionei o carro em uma rua cheia, bem em frente a portões de ferro, totalmente fechados.

Ainda dentro do carro, troquei a blusa por uma preta que usava antes de chegar à lanchonete. Soltei meu cabelo e, pelo retrovisor, vi que agora ele parecia bagunçado de um modo selvagem.

Travei o alarme do carro e fui até os portões de ferro, empurrando-os. Um sino tocou quando entrei.

O som de conversas era alto no ambiente bonito e limpo, com uma iluminação fraca proposital. No pequeno palco ao fundo do bar, um homem de roupas em estilo country ajustava o violão.

Sem observar muito o local – que eu já conhecia –, me dirigi ao balcão. A menina que estava atendendo estourou uma bola de chiclete e me olhou com desdém.

– Documentos? – pediu.

– Tenho mais de 18.

– Não parece – ela teimou com uma voz fina e tornou a repetir: – Documentos?

Bufei pela milésima vez no dia e tirei a minha salvação do bolso. Inclinei-me sobre o balcão e, sem ser discreta, coloquei as várias notas de cem dólares no decote da ruiva, que me olhou espantada.

Ela tirou o dinheiro dali e contou. Pude perceber que havia dado trezentos dólares a ela.

– O que vai querer?

Sorri de canto.

– Bem melhor – comentei. – Quero whisky. Puro.

Ela assentiu e saiu rebolando em seus trajes vulgares. Debrucei-me sobre o balcão, tentando manter minha mente vazia.

– Você é muito nova para tomar bebidas fortes desse jeito – uma voz muito conhecida por mim me assustou.

Virei-me e me deparei com o homem alto, pouco musculoso, loiro e de olhos extremamente azuis.

– James?! – franzi o cenho. Ele estava irreconhecível.

– Bella! – ele sorriu um sorriso branco e perfeito ao me pegar nos braços, em um abraço apertado. – Quando tempo! Como você mudou...

Senti-me desconfortável em seus braços.

– É... – foi a única coisa que consegui murmurar.

Ele se sentou ao meu lado, ainda sorrindo alegremente.

– Você sumiu... – seu sorriso se tornou menor aos poucos. – Está melhor?

Eu sabia que ele falava da época em que ainda era meu psicólogo.

– Sim – menti com um sorriso forçado.

James balançou a cabeça em negativa, dando um sorriso leve. Imaginei que, ao final do dia, sua face deveria doer de tanto que ele movimentava os músculos dali. Eram sorrisos demais para uma pessoa só.

– Não se esqueça de que eu sou psicólogo e sei reconhecer uma mentira, Bella – ele disse. – Você não parece nada bem... O que houve?

– Nada – dei de ombros, desviando o olhar. – O mesmo de sempre.

A menina voltou com o meu copo, colocando-o no balcão a minha frente, sem dizer nada. James pediu uma cerveja e ela logo trouxe.

– Bella... Vou te dar um conselho como amigo, e não psicólogo: esqueça Riley. Ele não vai voltar... Viva sua vida.

– Ele voltou – falei.

Como? – James ficou, de repente, incrédulo. Seus olhos se arregalaram e seu corpo se projetou para frente, para mais perto do meu.

– Riley voltou – repeti, de forma mais clara.

– Ele te procurou? – perguntou em um tom diferente, como se estivéssemos trocando segredos um com o outro. Reprimi a vontade de revirar os olhos.

Apenas assenti uma vez. Mantive meu olhar longe, perto do palco.

– E o que você irá fazer?

Eu ri sem humor.

– O que você espera que eu faça?! Convide-o para sair? – arqueei as sobrancelhas.

James deu um assobio baixo, o que entendi como um ‘aviso’ de que eu tinha sido grossa. Tentei amenizar minha expressão e usar algo não muito irritado. Tomei um gole do whisky, que imediatamente desceu queimando pela minha garganta.

– Escuta, Bella – pediu –, além de ser seu psicólogo...

– Ex-psicólogo – corrigi.

– Que seja! Sou seu amigo também. E quero te ajudar no que puder... Mas você precisa confiar em mim, assim como confiou há alguns anos.

Pensei em Victória – ela também queria que eu confiasse nela. Ela tentava me ajudar; James também.

Suspirei.

– Tudo bem – se levantar quase imperceptivelmente os cantos dos lábios for sorrir, então eu dei um sorriso. – Obrigada. Se eu precisar de algo, pedirei a você. Ei... Vou ao banheiro, tá?

Como explicar a James que eu não iria ao banheiro para somente fazer minhas necessidades? A verdade era que o whisky desceu queimando por minha garganta, pulmões e agora estava em meu estômago, me fazendo querer vomitar para que essa sensação ruim passasse.

Saí dali empurrando o copo para o lado, perguntando-me como Charlie conseguia beber isso. Whisky, na minha opinião, era a pior bebida alcoólica, embora eu tivesse tomado até Absinto. Nada se compara ao gosto amargo e forte do Whisky, ainda mais sem gelo.

O banheiro, por sorte, estava vazio. Pelo menos na área dos espelhos. Percebi que as duas primeiras cabines estavam ocupadas, então escolhi a última de uma fileira longa. Tranquei a porta e consegui fazer com que me sentisse ainda mais enjoada ao colocar dois dedos na garganta.

Primeiro meu corpo se chacoalhou ao tentar forçar o vomito. Tive que tentar mais uma vez e, então, consegui colocar toda a bebida e comida do dia pra fora.

Senti-me melhor. Embora ainda tivesse sentindo algo ruim do estômago, sabia que daqui a pouco iria passar. Cuspi mais uma vez e puxei a descarga, saindo logo do banheiro.

Enxaguei a boca em uma das pias e lavei as mãos. Ao olhar-me no espelho, reconheci a mulher que saía de uma cabine, ajeitando um vestido justo e vermelho.

– Victória? – franzi o cenho.

Ela ergueu os olhos para mim, assustada. Mas quando me reconheceu, sua expressão se suavizou e ela sorriu.

– Oi, Isabella – cumprimentou-me, seguindo para a pia ao meu lado. – O que faz aqui?

– Me distraindo – respondi, secando as mãos na calça jeans. – E você?

Ela corou.

– Estou procurando um emprego.

– Emprego? Num bar? – minha voz soou descrente.

– É. Riley não quer liberar o dinheiro para mim. Preciso comprar comida, certo? – Victória abaixou os olhos, tentando cobrir parcialmente o rosto com o cabelo.

Assenti. Eu esperava sentir ciúmes – apesar de tudo, ela vivia com Riley, dormia com ele e ele estava com ela –, mas apenas senti raiva. Como ele podia ser tão... Desumano?

Nós saímos do banheiro, com Victória de cabeça baixa.

– Por que está tentando se esconder? – perguntei ao colocar as mãos nos bolsos do jeans. Ela corou novamente.

– Tenho vergonha disso. Eu não deveria... – suspirou e entendi que ela se lembra de quando era uma prostituta e estava em situação pior. – Mas eu tenho. Sabe, eu sempre sonhei com algo melhor para mim... Sempre. E, no entanto, meu mundo ruiu em um instante. Sei que posso fazer mais, mas com Riley não há jeito.

Encolhi os ombros, sentindo-me desconfortável com o rumo da conversa.

– E já conseguiu um emprego? – perguntei.

– Não – Victória deu de ombros. – Eles não querem uma atendente tão nova.

Assenti novamente, dirigindo-me ao banco em que estava antes. Pensei que Victória fosse se despedir de mim, mas ela me seguiu.

– Voltou acompanhada – James sorriu quando chegamos. Seus olhos foram para a ruiva ao meu lado, examinando-a. Por eu estar mais perto, consegui escutar a parte em que ele dizia algo como “e muito bem acompanhada”.

– Oi – Victória cumprimentou tímida. – Sou Victória... É... Amiga da Isabella.

– James – ele pegou a mão de Victória e a levou aos lábios. – É um imenso prazer te conhecer, Victória. O que uma moça tão bonita está fazendo sozinha em um bar?

Eu não mereço isso!

– Estou... Procurando um emprego – ela foi sincera.

– De atendente? Olha, querida, estou precisando de uma secretária... Se quiser, o emprego é seu.

Esfreguei uma mão no rosto. Eu sabia que James fazia o tipo galanteador. Toda vez que eu ia a uma consulta, tinha uma foto em sua mesa, sempre de mulheres diferentes.

Se possível, Victória ficou ainda mais vermelha.

– Ela é a atual parceira de Riley – comuniquei-o, sem rodeios, mudando de assunto. Notei a expressão desapontamento no rosto de James. Me sentei no banco, voltando a ignorar o copo de whisky.

– Ele conhece Riley? – Victória perguntou arregalando os olhos.

Assenti.

– Ele era meu psicólogo.

– Olha, James – ela começou, parecendo assustada. – Eu só convivo com Riley porque estou presa a ele. Não quero fazer mal nenhum a Isabella... Aliás, estou tentando ajudá-la e...

– Ei, calma – ele pediu. – Nem pensei nisso. Senta aí.

Nesse momento, o celular dela tocou na bolsa pequena. Ao olhar o visor, seu rosto ficou tomado por uma expressão de medo e tristeza.

– É ele – ela disse em voz fraca. – Desculpem-me. Tenho que voltar pra casa. Ele não sabe que eu saí.

Ela deu um sorriso de despedida e se afastou.

Olhei para James, com o cenho franzido.

– Você estava falando sério? – voltei meu olhar para Victória, que olhou mais uma vez para trás antes de sumir através dos portões de ferro. – Sobre o emprego?

– É claro – sorriu.

Revirei os olhos, mas sorri também.

[...]

A solidão era algo que raramente me incomodava, mas hoje eu me sentia como se faltasse algo. Ou alguém, para que pudesse ao menos conversar.

Ao chegar em casa, despi-me lentamente e entrei debaixo da água quente, no chuveiro. Ela ajudou a relaxar meus músculos. Lavei o cabelo com meu característico xampu de morango, apreciando o cheiro.

Eu me encontrava menos nervosa agora, embora ainda pensasse em como Edward havia sido estúpido.

Ou em como eu havia sido estúpida.

De qualquer modo, eu tinha que admitir que estava errada. Mas então ele também estava, embora houvesse uma parcela de verdade no que ele havia dito.

Eu tento esquecer vivendo!

Suas palavras se repetiram em minha mente.

Mas eu acreditava que não tinha mais uma vida.

Talvez eu precisasse de ajuda. Ou alguém para me ajudar.

Quando me deitei em minha cama, pude perceber que eu não tinha alguém. Eu estava afastando cada vez mais as pessoas de mim.

Respirei fundo e me permiti chorar por algumas horas. Eu queria ter alguém que me salvasse. Alguém que me tirasse dessa droga de vida. Mas quem iria querer ajudar alguém como eu?

Notas finais
Espero que tenham gostado, hihi ^^
Vocês acham que o Edward e a Bella fizeram certo falando tudo aquilo um para o outro? Preciso saber da opinião de vocês!
No próximo capítulo tem um surpresa linda! Acho que vocês irão gostar... Posso revelar que o nome do capítulo 9 será "I Won't Give Up", o que significa "Eu não irei desistir". Quem não vai desistir? De quê? MUAHAHAHAHA, sou má.
Ahh, agora, agradecendo a Gabyhh, pela linda recomendação. Obrigada, flor! E claro, muito obrigada a todas meninas lindas que deixaram reviews no capítulo passado. Vou respondê-los já, já.
Ei, vocês podiam aproveitar que domingo é meu aniversário e me dar recomendações e comentários lindos de presente... Pois é... Só uma sugestão, haha.
É isso, girls.
Beijos :*
Ana Luísa.