Notas iniciais
Como vocês já perceberam, eu estou colocando músicas em quase todos os capítulos, mas é porque eu quero ser a coerência de Glee. Não vejo eles expressando sentimentos sem música, D: O próximo capitulo promete ser romântico para Faberry e talvez uma possível volta Brittana, não sei... HAHAHA Obrigada pelos comentários gente, vocês são um amor *-* E, ah sim, tem muita coisa para ser descoberta ainda, eu não esqueci de alguns detalhes fundamentais dos primeiros capítulos.

"... O melhor amor é aquele que acorda a alma e nos faz querer mais. Que coloca fogo em nossos corações e traz paz as nossas vidas. Foi isso que você fez comigo, e era isso que eu queria ter feito com você, pra sempre..." (Diário de uma paixão)

As horas e os dias passaram, a chuva e o sol trocaram turnos e as estações se revezaram ao decorrer dos anos. Ou talvez fosse apenas a sensação de ter uma pequena figura deitada em seu peito quase adormecida, acariciando seu braço e o cheiro doce que emanava. Quinn tinha certeza, ela fora apresentada ao amor, Rachel era o símbolo mais puro desse sentimento. Se lhe perguntassem, a loira diria: O amor é como a chuva. Não dá pra gente escolher a hora que começa a chover e não podemos mandar ela simplesmente parar. O que nos resta é observá-la, trancados em casa, ou ser feliz debaixo dela, não nos preocupando em nos molhar. Tudo depende da escolha. E ela tinha feito sua escolha na noite anterior. Viver intensamente ao lado de Rachel, e a ela mesma, dar a ela sensações nunca experimentadas, novas; dar lembranças para um futuro. Santana estava certa, Quinn não conhecia o sentimento de paixão para entende-la, ela não tinha ideia do quão magnético e reconfortante era estar apaixonada e ser correspondida. Um sentimento protetor nunca experimentado antes, porém adormecido dentro da loira, despertava, ela tinha uma missão: proteger Rachel, o sorriso de Rachel, manter Rachel por perto e...Rachel. Tudo que fosse relacionado a sua pequena, ela estaria disposta a enfrentar.

– Sabe de uma coisa, – começou depois do breve silencio. – não estou pronta para soltá-la.

Sentiu a mão da pequena alcançar a sua e apertar fortemente enquanto estavam deitadas na cama de Quinn.

– E por que não? – perguntou a pequena sonolenta. Já era quase noite, e desde que chegaram da concessionária passaram o resto da tarde abraçadas, conversando sobre o passado.

A loira pode sentir um pouco de tensão na voz de Rachel. Ela não sabia de certo se deveria dizer aquilo, mas estava sendo o mais sincera possível.

– Porque não sei se estou preparada para vê-la ir embora dos meus braços. – falou suavemente, depositando um beijo em seu pescoço.

– Então não me solte...! – a voz da pequena morreu enquanto mudava sua posição, ficando de frente para a loira, a centímetros de seu rosto.

Quinn deu um leve sorriso e um beijo na ponta do nariz de Rachel que o franziu.

– Tem certeza de que quer isso? — Quinn vacilou a voz na pergunta, era muito arriscado o desejo de Rachel, as duas sabiam disso, só não estavam se importando tanto com a consequências que isso teria futuramente.

– Eu quero você, Quinn. — respondeu a pequena coçando os olhos infantilmente. — Mais do que tudo, quero poder estar apenas com você.

Do que estavam falando? Noite passada, ainda no carro de Santana, Rachel fez um comunicado a Quinn: Ela voltaria para Lima. Queria passar seus últimos dias na cidade onde nasceu e viveu a maior parte de sua vida, queria estar perto dos pais e das pessoas que mais amou, mas cima de tudo, queria que Quinn estivesse lá. A loira é claro, prometeu que estaria, só estava pensando em uma forma de convencer Santana a ir também, e mais ainda, sentia-se melancólica por Rachel abandonar a cidade que sempre desejou.

– É melhor eu ir, Kurt já está ficando com ciumes. — falou Rachel levantando e vestindo a blusa de moletom de Quinn, pois estava frio. — Daqui a pouco vou ter um guarda roupa seu em casa.

Deu uma piscadela para a loira e saiu do quarto. Quinn escondeu o rosto na cama risonha sentindo o vazio que Rachel deixara. Ela também se levantou e começou a escovar os dentes e a tentar manter seus cabelos menos bagunçados, graças as mãos de Rachel.

Quinn calçou um all star velho, calça e camisa; estava começando a se sentir confortável com roupas assim.

– Vai conversar com ela hoje? – perguntou a pequena divertida entrando no banheiro. Quinn limpou a boca na toalha e gesticulou:

–Não ria da desgraça dos outros.

Rachel sorriu e deixou-se ser beijada por Quinn. Ela estava tão feliz de estar junto daquela mulher, que nada mais importava. Os problemas viriam, é claro, pois a vida não é um conto de fadas, mas no final, como nestes mesmos, tudo daria certo e ela teria aquela loira linda em sua vida.

Quinn empurrou Rachel contra a pia e a sentou sobre o granito beijando sua boca como se ela oferecesse o melhor e mais puro dos néctares enquanto ouvia a pequena ofegar e soltar um gemido abafado – devido ao entrelaçar de suas línguas. Era quase impossível se controlar com o corpo da pequena tão junto ao seu, tão quente...

– Será...Que da... – a pequena tentou dizer entre os beijos. – Pra parar de ser... Tão ninfomaníaca?

Quinn não deu atenção as palavras de Rachel e continuou beijando-a com intensidade, ela sentia a pequena arrepiar-se em seus braços e seu próprio corpo entrar em estado de prazer. Rachel colocou os braços nas costas da loira, e em seguida enlaçou seu pescoço, afundando as unhas superficialmente; fazendo os pelos da nuca de Quinn se eriçarem...

– Fabray, tem uma lata velha parada em frente de casa e, — Santana adentrou o quarto segurando algumas correspondências, quando chegou a porta do banheiro seus olhos quase saltaram da órbita. — Jesus, Maria e José!

As duas garotas se soltaram de imediato afobadas, enquanto Santana proferia dramaticamente:

– Meus olhos estão queimando, meus olhos...!

Rachel passou em disparada por Santana e saiu do quarto. Quinn sentiu seu corpo ferver de raiva e uma vontade imensa de socar a cara da latina nesse mesmo instante.

– Qual o seu problema, Santana? — perguntou uma loira bufando de raiva ao passar por ela.

Santana abriu a boca chocada:

– Não vai ser você quem vai sonhar com os gemidos da Berry!

Quinn pegou sua bolsa, as chaves do carro e saiu do quarto com Santana ao seu encalce.

– Pode ter certeza que vai. — provocou lançando um olhar malicioso para a latina que fechou a expressão no mesmo instante.

– Eu não sou obrigada a ouvir isso.

Rachel estava sentada no braço do sofá com cara de poucos amigos, Quinn abraçou-lhe num pedido mudo de desculpas. Santana continuava ali, parada em frente as duas esperando a atenção da amiga, só que ao contrário do que ela imaginava, estava sendo impertinente.

– Estou esperando, — disse com um piarreio tirando a atenção das duas. — de quem é aquela lata velha lá fora?

Quinn deu um sorriso para Rachel e virou-se convencida para Santana:

–É meu. — disse. — E não é lata velha, é um Impala 67.

Santana olhou-a incrédula.

– Andou se prostituindo?

– Não, eu tinha dinheiro guardado. — replicou segurando a mão de Rachel e abrindo a porta da sala. — Vou levar Rachel para casa.

As três caminharam até a garagem onde agora, ao lado do carro da latina, estava um Impala preto estacionado. A loira sorriu satisfeita para seu novo brinquedo, ela teve certeza de que o queria assim que o viu, ou talvez assim que Rachel lhe mostrou uma nova visão sobre a vida?

– Esse carro é a sua cara: antigo. — zombou a latina dando um leve empurrão em Quinn. — Vamos, eu quero dar uma volta dentro dele. — terminou abrindo a porta do carro sem permissão e entrando. As duas garotas trocaram olhares significativos e entraram no carro logo atrás de Santana.

– Se eu continuasse usando o seu carro, você me mataria. — comentou Quinn ouvindo o ronco do motor, era sua parte favorita.

– É verdade. — concordou Santana no banco de trás analisando o carro.

Depois de um tempo reclamando sobre seu carro ser mais confortável e sobre a qualidade de motorista de Quinn, Santana e Rachel iniciaram uma conversa amistosa sobre seus dias em NYADA e Cassandra July, Quinn até sentia-se excluída em meio a essa conversa, mas era preferível que sua Rachel conversasse com Santana de igual para igual, a ser alvo de xingamentos da qual a maioria deles ninguém entendia por serem proferido em espanhol.Se Quinn estava feliz? Bem, ela estava no carro com as duas pessoas que mais amava no mundo depois de Beth, era de que se esperar que ela desse sorrisos atoa enquanto dirigia, ou que uma ideia maluca ou outra lhe surgisse. E foi assim até a loira estacionar o carro em frente ao apartamento da Rachel, as duas desceram — Quinn foi obrigada a trancar Santana no carro -, e caminharam até o portão da casa dos Hummel/Berry.

– Vai ser gentil com ela? — perguntou a pequena brincando com a gola da camisa de Quinn, a loira revirou os olhos e lançou um olhar furtivo em direção ao carro.

– Ela não tem muitas opções. — Um casal de velhos passou pelas duas e Rachel abaixou a cabeça para disfarçar. As duas ficaram em silencio até poderem então falar. — Boa noite, então. — disse a loira dando um beijo na testa de Rachel, a pequena fechou os olhos para sentir os lábios de Quinn em si.

– Boa noite.

Quinn passou a ponta do dedo no nariz de Rachel e deu-lhe as costas para voltar, mas assim que pôs as mãos no bolso da calça, sentiu algo esquecido a alguns dias ali. Ela sabia o que era, e então algo dentro de si resolveu que ela precisava compartilhar com sua pequena.

– Rachel. — chamou a loira voltando, Rachel se virou curiosa. Quinn se aproximou e segurou a mão dela. — Quero que use isso.

Então ela deixou um colar cair em sua mão. Rachel olhou para o objeto sem entender o que significava, ela viu a inscrição na plaquinha e perguntou:

– O que diz?

Quinn deu de ombros.

– Eu não sei.

Rachel balançou a cabeça em compreensão e colocou o colar em seu pescoço, Quinn fez o mesmo com o seu, e então elas fizeram um juramento silencioso de nunca abandonar uma outra e de se amar além do que pode se chamar de eterno.

– Eu amo você. — disse Quinn, e não esperou que Rachel respondesse. Voltou correndo para o carro com uma sensação leve dentro de si. Como se o que tivessem acabado de fazer, selasse o amor das duas.

Assim que entrou no carro, notou que Santana já estava no banco da frente lendo o diário de Rachel que estava guardado no porta luvas. Quinn pigarreou quando entraram na estrada principal de volta para casa.

– Então, Santana... — começou hesitante. A latina a olhou desconfiada. — Tem planos para o ano novo?

– Sim, hibernar em casa.

Quinn olhou para a estrada e balançou a cabeça.

– Nós poderiamos nos reunir... — continuou a loira.

Santana, entendendo o que a amiga queria dizer, riu nervosamente.

– Não se atreva, Fabray. — apontou o dedo. — Eu não volto naquela cidade.

– Por favor, Sant. — pediu com voz suplicante sem tirar os olhos da estrada. — Eu li o diário de Rachel outra vez, tenho planos...

– A mulher é sua! — exclamou a latina como se fosse óbvio. — Se eu voltar, vou ver Brittany, e meu humor vai mudar, e vou descontar em você.

– Eu sei que você vai. — disse Quinn confiante com um meio sorriso.

Santana lhe fuzilou.

– Eu não vou, não adianta, pode tentar me amarrar, mas eu não piso naquele avião!

***

– Odeio você! — murmurou a latina para Quinn assim que o avião levantou voo e o comandante liberou aos passageiros que soltassem os cintos. Quinn sorriu e descansou a cabeça no ombro da amiga.

– Você me ama.

Não era difícil fazer a cabeça de Santana, Quinn sabia que a latina nunca deixaria de acompanhá-la, era apenas preciso fazer seus dramas e chantagens. E agora elas estavam viajando para Lima na véspera de ano novo com a intenção de passar o resto de suas férias ao lado de Rachel, que já havia partido a dois dias com Kurt na intenção de passar mais tempo com os pais, e vivenciar o que perdeu durante muito tempo.

– Você tem certeza do que está fazendo, não é? — perguntou Santana depois de um tempo. Quinn franziu o cenho. — Você e Berry tem 20 anos, não é como se vocês fossem aventureiras ou coisa do tipo. É perigoso.

Quinn assentiu, depois olhou pelo vidro da janela.

– Eu conheço a Califórnia com a palma da mão Sant, você sabe que minha família costumava viajar para lá nas férias. — olhou para a amiga, mas ela não parecia convencida. — Eu já tomei essa decisão, espero que me apoie, ou então terei de fazer sozinha.

Santana entendeu que a loira já havia se decidido e que nada mudaria isso. Abaixou a cabeça preocupada com o que isso poderia custar, muita coisa estava em risco uma vez que Quinn nunca havia experimentado nada igual na vida. A latina sabia que era amor, mas ela não sabia que amor era uma força que não podia ser parada, e Quinn não estava preparada para o que estava por vir. Ela teria que ser forte, ela teria que ser forte por ela e por Quinn.


***


O sinal soou distante e quase inaudível para Brittany. A cheerio estava isolada no auditório desde a primeira aula, e esse era seu último dia na escola antes de se formar. Tudo ali não passaria de uma lembrança distante, e talvez, cruel, principalmente a sala do coral. Era impossível impedir que as lágrimas escorressem, estava emotiva, sentia-se um nada, como se tivesse se jogado de uma montanha sem fim. Havia um vaco no lado esquerdo de seu peito, e ela chegou a pensar que os duendes que viviam debaixo de sua cabeça haviam lhe roubado o coração. Mas então chegou a conclusão de que na verdade, seu coração já tinha sido roubado a muito tempo por uma latina. Brittany se escondia de Sam, e a verdade era que ele a sufocava.

Tentou de todas as maneiras encontrar Santana em Sam, ou em qualquer outra pessoa com quem já tenha ficado depois de sua ex namorada, mas nenhuma conseguiu fazer seu peito quase saltar de felicidade como Santana fazia. Não adiantava, sem os braços delicados em volta de si e os sussurros a noite em seu ouvido, seu coração chorava. Ela chorava. E estar com Sam só a fazia odiar-se mais e mais, nem mesmo Lord. T. conseguia animá-la mais. As fadas insistiam em dançar para ela todas as noites, mas nada trazia de volta o brilho da cheerio. A essa altura, ela já havia devolvido seu uniforme e deixado o ginásio para trás, não foi difícil despedir-se de lá, ela não tinha as melhores lembranças com Sue. Mas sentada na ultima fileira do auditório, ansiava pelas memórias do Glee Clube, e chorava copiosamente observando o pessoal da banda conversar animadamente depois de um ensaio do Glee ali.

– Escondendo-se da responsabilidade, Brittany? — a voz de Mr. Shue soou bondosamente um pouco atrás. A cheerio o olhou com um sorriso amarelo.

– Não estava suportando ficar lá, Mr. Shue. — respondeu com a voz trêmula.O professor compreendeu e maneou a cabeça, sentou-se ao lado da cheerio e os dois encararam o palco distante.

– Sente a falta dela? — ele perguntou sem tirar os olhos do pessoal da banda.

Brittany o olhou curiosa, é claro que ele sabia, ele presenciara o amadurecimento do relacionamento das duas. Fora ele a peça chave para que Santana revelasse seus sentimentos, pois sem a música, quem elas seriam hoje?

– Eu não deveria. — replicou levando as mãos a cabeça, recomeçando o choro. Mr. Shue afagou-lhe o ombro carinhosamente.

– Sabe, Brittany, ás vezes fazemos escolhas pensando serem as certas. — disse olhando-a — E deixamos de fazer o que é certo para nós mesmos. — a cheerio levantou os olhos para o professor — Eu costumava dizer que: você não sabe a dor de uma despedida, até o dia em que deixa de dar até logo, e é obrigado a dizer adeus.

Brittany encostou a cabeça no encosto da cadeira e suspirou.

– Estou sufocando, professor, é como uma bomba relógio dentro de mim que está prestes a explodir.

Mr. Shue olho-a com carinho e depois desviou os olhos para o palco. Ele sorriu levemente e levantou:

– Bom, então teremos que deixá-la explodir. — a cheerio levantou a cabeça confusa e ele continuou: — Bem ali, da maneira que sabemos fazer.

Houve silêncio, e depois uma concordância. Os dois caminharam até o palco e subiram, o professor ligou dois dos refletores para que pudessem enxergar melhor e os direcionou a Brittany que se posicionou logo ao lado. Ele dedilhou o violão e perguntou qual seria a música que a cheerio usaria dessa vez, como sua ultima despedida. Ela sussurrou a música e ele a passou para o pessoal da banda que logo concordou em acompanhar Brittany.

Mr. Shue iniciou a melodia no violão.

Comparisons are easily done

(Comparações são facilmente feitas)

Once you've had a taste of perfection

(Uma vez que você tem o sabor da perfeição)

Like an apple hanging from a tree

(Como uma maçã pendurada em uma árvore)

I picked the ripest one

(Eu escolhi a mais madura)

I still got the seed

(Eu ainda tenho a semente)

Brittany deixou sua memória vagar até o ultimo adeus, o momento em que o amor de sua vida pediu para que elas seguissem em frente uma sema outra, e lágrimas de saudades não eram o suficiente:

You said move on

(Você disse "siga em frente")

Where do I go?

(Pra onde vou?)

I guess second best

(Acho que o "segundo melhor")

Is all I will know

(É tudo que eu saberei)

Todas as músicas cantadas secretamente na sala do coral, os olhares, abraços, eram momentos delas, sem ninguém mais saber, era o segredo mais lindo que ela já guardara na vida. Deu um pequeno sorriso ao se lembrar de como Santana mudava o humor quando estavam por perto.

Cause when I'm with him

(Porque quando eu estou com ele)

I am thinking of you

(Eu estou pensando em você)

Thinking of you

(Pensando em você)

What you would do if

(O que você faria se)

You were the one

(Você fosse aquele)

Who was spending the night

(Que estava passando a noite)

Mr. Shue conseguia sentir as palavras sufocadas de Brittany serem lançadas a músicas, como se reprimi-las a estivesse machucando. Ele viu, quando uma cabeleira loira surgiu na entrada do auditório, ele viu, quando Sam caminhou parecendo não entender o que sua namorada fazia, e quando encostou-se na parede observando-os de longe:

You're like an Indian summer

(Você é como um verão indiano)

In the middle of winter

(No meio do inverno)

Like a hard candy

(Como um doce duro)

With a surprise center

(Com uma surpresa no centro)

How do I get better

(Como eu fico melhor)

Once I've had the best

(Uma vez que já tive do melhor?)

Lágrimas escorreram não somente do rosto da cheerio que cantava emocionada, mas também de Sam, que não precisou de mais nada para entender o que sua namorada estava sentindo:

Cause when I'm with him

(Porque quando eu estou com ele)

I am thinking of you

(Eu estou pensando em você)

Thinking of you

(Pensando em você)

What you would do if

(O que você faria se)

You were the one

(Você fosse aquele)

Who was spending the night

(Que estava gastando a noite)

Brittany não sabia que Sam estava ali, apenas Mr. Shue que não tirava os olhos do rapaz, talvez fosse melhor assim, não? Ele saber de uma vez por todas, de uma forma tão sentimental como a que a cheerio cantava a música:

Oh I wish that I

(Ah, queria que eu)

Was looking into...

(Estivese olhando dentro...)

You're the best

(Você é o melhor)

And yes I do regret

(E sim, eu me arrependo)

How I could let myself

(Como eu pude me permitir)

Let you go

(Deixar você ir)

Now the lesson's learned

(Agora a lição está aprendida)

I touched it I was burned

(Eu toquei e fui queimada)

Oh I think you should know

(Oh! Eu penso que você deveria saber)

Ela queria mais que qualquer coisa, que Santana pudesse estar ali para ouvi-la cantar para ela. Que a latina pudesse entendê-la e voltar para seus braços, era impossivel ficar Santana, ela desaprendera a viver sem sua melhor amiga.

Your eyes

(Seus olhos)

Looking into your eyes

(Olhando dentro dos seus olhos)

Looking into your eyes

(Olhando dentro dos seus olhos)

Oh won't you walk through

(Oh, você não vai vir)

Sam olhou para as próprias mãos, segurando-se para não fugir dali.

And bust in the door and

(E arrombar a porta, e)

Take me away

(Me levar embora?)

Oh no more mistakes

(Oh! Sem mais erros)

Cause in your eyes I'd like to stay

(Porque nos seus olhos eu gostaria de ficar)

Stay..

(Ficar...)

A musica terminou e os refletores foram apagados. Mr. Shue deu um tapinha de leve no ombro de Brittany e saiu acompanhado da banda, ele precisava deixar a cheerio refletir sobre a música, sobre Santana e sobre Sam. O palco ficou escuro, Brittany sentou no beiral e começou a balançar as pernas, continha um olhar fora de foco e a cabeça em Nova York.

– Bela música. — dessa vez a voz não foi do professor, e sim de Sam que se aproximava da loira. Brittany sobressaltou-se envergonhada.

– Sam... — ela tentou dizer enxugando as lágrimas rapidamente. — Eu não sei o que dizer...

Sam subiu no palco e parou de frente para a cheerio, seu olhar era um misto de desapontamento e angustia, mas sobretudo, decepção.

– Que tal a verdade? — ele sugeriu com as mãos no bolso da calça. Brittany abriu e fechou a boca algumas vezes.

– Você me faz feliz, Sammy. — disse ela finalmente, sua voz soou infantil como sempre. — Você conseguiu tapar o buraco que Santana deixou, mas no fim, não foi o suficiente. — o loiro balançou a cabeça e desviou o olhar do dela. — Eu conseguiria ficar com você...Se ela não existisse.

Os dois ficaram em silêncio, o palco estava começando a ficar frio e parecer assustador para a cheerio. Sam tremia, e tinha os olhos vermelhos quando disse:

– Eu não quero ficar entre você e Santana. Você teria me deixado no final...

– Não é verdade...

– É sim! — exclamou alterado, Brittany assustou. — Eu não vou ficar sentado, — suspirou e fechou os olhos. — vendo você infeliz ao meu lado. Isso seria a pior tortura...Adeus.

O loiro segurou uma das mãos de Brittany e assim lhe deu as costas, saindo do auditório e deixando mais uma vez, um coração partido para trás.