Notas iniciais
Quero pedir perdão pela demora, minhas aulas recomeçaram e já tive provas ): Esse capitulo não é como os outros, eu diria que são "fases", e espero que entendam a continuação. Quanto ao enredo, vou deixar para falar sobre isso nas notas finais. Então até la em baixo...

Mesmo quando as esperanças fogem da realidade, sempre haverá algo para se acreditar, seja material, seja espiritual, até mesmo carnal; não importa o que, quando, ou onde, esperança é a palavra chave para manter-se firme. O problema é que o mundo está em constante movimento, ele nunca para, não espera você tomar decisões, ou espera por esses sonhos, o ponteiro do relógio continua correndo continuamente e acredite, o tempo concertará ou destruirá algo. É sempre assim. Como a morte. Na maioria das vezes ela vem sem prévio aviso e te apunhala pelas costas, leva a alma de alguém, e deixa outras completamente vazias, sem esperar que você se prepare ou lute contra ela. Quando é para ser, o ser humano não impede.

Stay low, soft, dark, and dreamless

(Fique calma, leve, escura e sem sonhos)

Far beneath my nightmares and loneliness

(Muito abaixo dos meus pesadelos e da solidão)

I hate me for breathing without you

(Eu me odeio por respirar sem você)

I don't want to feel anymore for you

(Eu não quero sentir mais nada por você)

A noite estava fria e a chuva ainda caia intensamente na cidade de Lima. Mas não era somente a noite que congelava, a alma de uma certa loira parecia um bloco de gelo, e se não bastasse, oca. A menos de meia hora presenciara a cena mais angustiante, mais terrível e dolorosa de sua vida! Não havia reação para esse tipo de causa, não havia palavras ou sentimento que explicasse o que havia no peito de Quinn agora, então ela apenas dirigiu até a parte mais alta de Lima e estacionou o by Text-Enhance\">carro, de longe a pequena cidade podia ser vista como pequenos pontos, e em sua cabeça não havia nada além de uma unica palavra: Morte.

Recostada ao banco do Dodge, seus olhos estavam inchados e muito vermelhos, sua boca permanecia entreaberta e sentia falta de ar. Então vagamente se lembrou de uma mulher vizinha dos Lopez, ela tinha falecido quando ela, Santana e Brittany ainda eram pequenas e sua mãe lhe contava que o coração da mulher havia simplesmente endurecido. Não houve nenhum aviso, ele simplesmente parou. Essa história aterrorizou as três garotas, a ideia de seus corações pararem e se recusarem a bombear sangue era assustadora. A noite, quando dormia, Quinn friccionava aflita entre as costelas, em alerta com a pulsação fraca.

Grieving for you

(De luto por você)

I'm not grieving for you

(Eu não estou de luto por você)

Nothing by Text-Enhance\">real love can't undo

(Nada pode empobrecer o by Text-Enhance\">amor real)

And though I may have lost my way

(E embora eu possa ter perdido meu caminho)

All paths lead straight to you

(Todos caminhos me levam direto para você)

Despertando para a realidade da noite fria, do carro em silencio, da chuva caindo na lataria, Quinn percebeu seus dedos mais uma vez sobre as costelas, tenteando e friccionando, buscando o órgão que se espessava sob sua pele. Dessa vez, no entanto, lhe pareceu ter encontrado. Havia uma treva, uma opressão, uma imobilização em seu centro, que ela desconhecia que estava se desenvolvendo ali, mas que agora lhe propiciava uma especie de conforto. Seu peito estava apertado e doído — mas não se contorceu ou suou com a dor, e sim cruzou os braços sobre a costela e abraçou seu coração, sombrio e oprimido, como um amante.

"- Lembra aquela história de realizar sonhos? — perguntou a pequena dirigindo um olhar sério para Quinn que se virou confusa.

– Sim, amor. O que tem?

– Papai disse que você já consegue tocar piano, eu gostaria de ouvir."

Quanto tempo havia se passado desde esses momentos? 5, 10, 20 anos? 2 minutos? 5 horas?

"- Como sabe que não tenho interesses? — murmurou acariciando o braço da pequena.

– Você é a pessoa mais pura que conheço, acha mesmo que vou acreditar que esteja interessada?

Quinn suspirou.

– Você vai ficar boa, nós vamos nos casar e nos mudar para Nova York. — contou baixinho. — Você vai voltar para NYADA e eu vou cursar fotografia, compraremos uma casa perto do Central Park...Mas precisa ter um quintal grande para Benjamin não destruir nada.

Rachel bagunçou os cabelos da loira, beijo o topo de sua cabeça e completou:

– Sem chave de emergência...

– Sem chave de emergência. — repetiu a loira bocejando."

I long to be like you

(Eu quero ser como você)

Lie cold in the ground like you

(Repousar fria na terra como você)

As lágrimas agora queimavam, sua real vontade era de socar alguém até a morte, berrar, sentir dor, queria se jogar do beco mais alto e sentir toda aquela angustia ser engolida pela escuridão.

"A respiração de Rachel foi diminuindo até suas pálpebras pesarem, ela sentiu as gotas gélidas em seu rosto e o corpo quente de Quinn ao seu...Reunindo as ultimas forças que lhe restavam, murmurou:

– Talvez...Talvez seja como dormir."

Não haviam forças para isso, Quinn mal movia o corpo, estava fraca, impotente. Presa na realidade, presa a chuva fria.

Pela primeira vez, queria poder escrever seu próprio destino, queria poder decidir qual escolha tomar e todos esses pensamentos lhe direcionaram aonde estava agora. Era para ser assim, Deus lhe deu uma amostra grátis do paraíso, e depois tomara de volta. Então ela se juntaria a sua pequena. Esse era o seu destino, sabia disso agora. Rachel a esperava em algum lugar la em cima e provavelmente lhe sorria em compreensão.

Halo, blinding wall between us

(Auréola, barreiras entre nós)

Melt away and leave us alone again

(Derretam e nos deixam sozinhos novamente)

Humming, haunted somewhere out there

(Sussurrando, assombrando em algum lugar lá fora)

I believe our love can see us through in death

(Acredito que nosso amor pode nos ver através da morte)

Soltou os braços do corpo e ligou o carro. O ronco do motor despertou em Quinn um certo ódio, uma vontade psicótica de fazer aquilo. Olhou a escuridão do beco e ela lhe sorriu de volta, como uma doce canção, atraindo-a para seu leito de morte. Ou como a loira gostava de pensar, para o lado de Rachel. Limpou algumas lágrimas e fechou os olhos, acelerando o carro ainda no mesmo lugar, acelerou mais e mais e a sua mão escorregou para o freio de mão, deixou a imagem de Rachel fluir em sua mente, o sorriso da pequena a fez sorrir também. "Eu já estou indo." pensou consigo mesma, e então tudo aconteceu muito rápido.

Houve uma luz muito forte e algo a puxou violentamente para fora do carro, caindo na lama. Ela lutou e conseguiu sair para encarar quem ou o que havia interferido em seu suicídio.

I long to be like you

(Eu quero ser como você)

Lie cold in the ground like you

(Repousar fria na terra como você)

There's room inside for two

(Há espaço aí dentro para dois)

And I'm not grieving for you

(E eu não estou de luto por você)

I'm coming for you

(Eu estou indo por você)

– Em que você está pensando? — gritou Santana com as roupas encharcadas e os olhos também inchados.

Quinn se levantou e empurrou a latina com raiva.

– Vai embora, Santana, eu não quero você aqui! — deu um soco no rosto de Santana que cambaleou alguns passos para trás e caiu, a loira pareceu se arrepender por um momento, mas então sentiu uma pontada em seu peito quando o rosto de Rachel voltou a sua memória. — Sai daqui, vai embora!

A chuva não parecia dar trégua quando Quinn voltou para dentro do carro, ela tentou fechar a porta, mas Santana já havia levantado e correu para segurar a loira pelo sobretudo e arrastá-la para fora: as duas caíram novamente na lama, a latina envolveu seus braços no corpo da loira como num abraço não permitindo que ela saísse.

You're not alone

(Você não está sozinha)

No matter what they told you

(Não importa o que te disseram)

You're not alone

(Você não está sozinha)

I'll be right beside you forevermore

(Eu estarei bem ao seu lado para todo o sempre)

– Eu não vou deixar você cometer essa loucura, ela se foi, Quinn, ela se foi! — exclamou Santana recebendo algumas cotoveladas dolorosas no estomago enquanto segurava o corpo da loira que remexia-se.

– Cala a sua boca, você traiu minha amizade, me solta, me solta! — gritou Quinn. — Rachel é meu destino, nós vamos ficar juntas. Juntas para sempre!

Num movimento rápido, Quinn conseguiu inverter as posições e segurar Santana numa chave da braço, as duas se levantaram e a loira praticamente jogou a latina contra o carro, estava descontrolada e cega, não sabe exatamente o que estava fazendo, só sabia que quem tentasse impedi-la de juntar-se a Rachel seria motivo de seu ódio. Santana sentiu uma dor aguda no olho esquerdo quando bateu contra o vidro, chegou a gemer, mas precisou ser rápida quando a loira se aproximou para dar mais um soco, a latina desviou e disse:

I long to be like you,

(Eu quero ser como você)

Lie cold in the ground like you, dear

(Repousar fria na terra como você, querida)

There's room inside for two

(Há espaço aí dentro para dois)

And I'm not grieving for you

(E eu não estou de luto por você)

And as we lay in silent bliss

(E quando nos deitarmos numa felicidade silenciosa)

I know you remember me

(Eu sei, você se lembrará de mim)

– Me perdoa, Quinn. — no mesmo instante deu um soco no rosto da loira, ela não chegou a cair, então aproveitou a distração da loira para se jogar contra seu corpo e abraçá-la mais uma vez. — Por favor, Q. Eu preciso de você, sua mãe precisa, todos precisam. — pediu deixando toda sua força quando Quinn tentou sair. — O amor de vocês foi a coisa mais linda que eu já pude ver, e duvido que haja outro igual, mas você precisa aceitar o fato de que o destino tomou outro rumo...

– Eu não posso!

– Você pode! — falou mais alto encostando a cabeça na da loira que diminuía as forças. — Eu nunca vou te deixar sozinha, vou ser seu porto seguro de agora em diante, então não pense que vou deixá-la se suicidar.

– Você não entende... — gemeu Quinn, Santana não pode conter as lágrimas.

– Nós vamos entender juntas, vamos superar juntas, não importa o que aconteça! — de repente, a luta de Quinn se transformou em um choro desesperado, recostou a cabeça contra o peito de Santana, sabia que tudo o que precisava era de apoio, um suporte e a latina era esse apoio, agarrou-se a ela como se fosse sua salvação. — Pense em Rachel todos os dias, mantenha-a viva em seu coração, e então ela nunca terá partido.

I long to be like you

(Eu quero ser como você)

Lie cold in the ground like you

(Repousar fria na terra como você)

There's room inside for two

(Há espaço aí dentro para dois)

And I'm not grieving for you

(E eu não estou de luto por você)

I'm coming for you

(Eu estou indo por você)

O corpo da loira cedeu e então Santana abraçou-a por completo. Sentia o choro desesperado em seu peito e não podia deixar de sentir dor também. Então elas ficaram apenas ali, sob a chuva da madrugada fria, sob o choro e gemidos de Quinn, tudo parecia irreal, e doloroso demais para ser verdade. Santana sabia, ela sabia que a partir daquele dia, sua melhor amiga nunca mais seria a mesma, que parte dela estaria faltando, e sequer cogitou a ideia de abandona-la pelo resto de sua vida. O amor não pode ser substituído, mas quando ele fere, quando ele machuca e rompe um ferimento, a amizade precisa ser maior e mais forte, a amizade precisa ser a base do reerguimento e Santana seria sua base final, Rachel iria querer isso. Ela olhou para o céu e imaginou Rachel olhando-as, agradecida talvez, por não deixar que Quinn cometesse uma loucura, olhou e pediu que recebesse forças para cuidar da loira, olhou e se perguntou: Por que, Deus?

***

A cama aconchegava a loira como um abraço caloroso, seu sono era turbulento e pesado. Santana e Brittany podiam ouvir do quarto ao lado o choro abafado e doloroso da amiga entre os pesadelos e o som da chuva; aquela estava sendo a noite mais fria e angustiante do ano para as três garotas que agora estavam na casa dos Lopez. Brittany tinha medo que ela se machucasse caso ficasse sozinha, mas o casal concordou que Quinn precisava descansar, estar sozinha um pouco.

Roberto ficou no hospital para dar suporte aos Berry, junto de Mercedes e Kurt. Santana não hesitou em levar Quinn para casa e junto de sua mãe, dar-lhe um banho quente e calmante. Parte do peito da latina estava destruído pela morte da pequena, ela ainda parecia acreditar que tudo não passava de um sonho e que a qualquer hora seu celular tocaria e a voz fina soaria irritada do outro lado. Já sua outra parte tinha sido corrompida ao ver o estado deplorável em que Quinn chegara, sua cabeça ainda rodava em torno do quase suicídio e nada além do corpo de Brittany poderia lhe acalmar agora.

– Não pensei que fosse doer tanto. — comentou Brittany inquieta andando de um lado para outro com os olhos inchados de tanto chorar. — Não parece justo...

Santana continuou sentada na beira da cama com os braços apoiados no joelho e as mãos tapando o rosto, o choro de Quinn do outro lado se intensificava e aquilo estava se tornando uma tortura.

– Não é justo! — interrompeu a latina duramente. — Já são oito da manhã, meu pai me ligou dizendo que os Berry decidiram fazer o funeral quanto antes.

Brittany parou de caminhar e olhou séria para a namorada, Santana pareceu sentir os passos apressados pararem e também a encarou.

– Quando?

– Assim que o corpo for liberado, provavelmente a tarde.

O coração da ex cheerio se apertou e ela sentou ao lado da namorada segundo sua mão.

– Quinn vai precisar de nós. — disse no ombro da latina.

– E nós estaremos lá.


***


O luto é representado pelo preto, e o preto representa a falta de vida, a falta da esperança, apenas...Escuro. A dor encubada dentro do peito, o grito não proferido, as certezas desfeitas por um ultimo suspiro. Então Quinn tinha certeza de que estava vestida apropriadamente não só para a ocasião, mas para si mesma. Encarava a si mesma, seu reflexo pálido no vidro do carro de Santana e não sabia como havia ido parar lá, sabia apenas que estavam a caminho do adeus. Seus olhos mal paravam abertos devido ao choro incessante, as lágrimas que já nem sabia mais de onde vinham, e ao cansaço e dor. Ela nunca imaginou que uma pessoa pudesse ter tantos sentimentos assim, e se caso os tivesse, explodiria!


I'm so tired of being here


(Estou tão cansada de estar aqui)


Suppressed by all my childish fears

(Reprimida por todos os meus medos infantis)

And if you have to leave

(E se você tiver que ir)

I wish that you would just leave

(Eu desejo que vá logo)

Cause your presence still lingers here

(Porque sua presença ainda permanece aqui)

And it won't leave me alone


(E isso não vai me deixar sozinha)

Quinn estava exausta demais para pensar.


– Vem... — chamou Santana educadamente, agarrando a mão da amiga e a tirando de seus vagos pensamentos.

A loira olhou-a por um instante e então desviou os olhos para o cemitério de Nova York. Era o sonho de Rachel, então Hiram não pensou duas vezes em deixar que ela vivesse o resto de sua vida naquele lugar, em sua casa. Estava cheio, várias limusines entravam pelo portão principal, e mais a frente, um amontoado de pessoas vestindo preto e segurando guarda chuvas em volta do que parecia ser um caixão perto de algumas árvores que faziam sombra. O corpo de Quinn cedeu ao ver o caixão e Santana precisou segurá-la, Brittany correu de volta com o guarda chuva, mas a loira já havia voltado a si e se apoiado no ombro da latina.

These wounds won't seem to heal



(Essas feridas parecem não cicatrizar)

This pain is just too real

(Essa dor é tão real)



There's just too much that time cannot erase


(Há tantas coisas que o tempo não pode apagar)

– Nós estamos aqui, Q. — informou a ex cherrio protegendo a amiga da fina chuva.

Elas continuaram o caminho até a massa negra e a maioria dos conhecidos pareciam estar lá: Will e Emma sorriram gentis para a loira, o resto do Glee Club assim como Finn que estava um pouco mais ao canto reprimido. Judy correu ao encontro da filha e substituiu Brittany que saiu com Santana um pouco para o lado. Os Berry estavam do lado do caixão inconsoláveis por alguns dos parentes que Quinn não conhecia e Shelby. Cassandra também estava presente logo atrás usando um chapéu que a deixava irreconhecível. O diretor Figgins, Sue, Beist, Holly Holiday ficaram na outra extremidade e balançaram a cabeça solidários a loira.

When you cried I'd wipe away all of your tears

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas)

When you'd scream I'd fight away all of your fears

(Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos)

And I held your hand through all of these years

(E eu segurei sua mão por todos estes anos)

But you still have all of me

(Mas você ainda tem tudo de mim)

Mas a verdade é que não fazia diferença para ela a presença de nenhum deles, seus olhos não desgrudaram do objeto negro em meio a grama verde, o coração de Quinn pareceu descompassar a medida em que se aproximava, o caixão estava fechado devido aos costumes Judeu, não havia flores e nenhum exagero. Quinn não tirou os óculos, mas sentiu o ar lhe faltar enquanto olhava para a tampa, sabendo que Rachel estava ali. A loira tinha esperanças que a qualquer momento fosse acordar e dar aquele lindo sorriso que só Rachel podia dar. Não havia completado nem 24 horas desde que se falaram e sorriram junto, e agora tudo o que sobrara era um corpo pálido trancado em uma caixa. Apertou a mão de sua mãe com tanta força e pensou em machucá-la propositalmente, então foi guiada por Kurt e Mercedes que aparentavam estar tão mal quanto ela para o lado direito do caixão.

You used to captivate me

(Você costumava me cativar)

By your resonating light

(Com a sua luz ressonante)

Now I'm bound by the life you've left behind

(Agora sou limitada pela vida que você deixou para trás)

Your face it haunts my once pleasant dreams

(Seu rosto assombra todos os meus sonhos que já foram agradáveis)

Your voice it chased away all the sanity in me

(Sua voz expulsou toda a sanidade em mim)

– Sinto muito. — disse Kurt levando a mão a boca e recomeçando um choro mudo, Quinn o ignorou por falta do que dizer ou reação, e não tirou os olhos de Rachel.

Um rabino aproximou-se do caixão com a Torá em mãos e pediu silêncio.

– Rachel Barbra Berry sempre foi e sempre será uma grande irmã, amiga, e acima de tudo: Uma estrela. Agora sua alma deixa a matéria do corpo e parte para Olam Habá, onde encontrará muitos de nossos irmãos.

Quinn desviou os olhos por um segundo do rabino para uma das árvores, como um flash, pensou ter visto uma velha parada em baixo desta encarando-a fevrosamente. Então ela se distraiu com o choro de Kurt e quando voltou a encarar novamente a árvore, não tinha mais ninguém.

These wounds won't seem to heal

(Essas feridas parecem não cicatrizar)

This pain is just too real

(Essa dor é tão real)

There's just too much that time cannot erase

(Há tantas coisas que o tempo não pode apagar)

"Rachel tossiu um pouco e então um jato de vômito saiu de sua boca, a loira segurou seus cabelos para que não sujassem e sequer sentiu repulsa. Surpreendeu-se por não virar o rosto ou ficar com nojo, ela sabia que se acostumaria com isso em breve, e sendo de Rachel, ela faria qualquer coisa por amor.

– Sai daqui. — pediu a pequena limpando a boca e sentindo as lágrimas de vergonha, mas ainda inclinada para o lixo. — Por favor, não quero que você veja isso.

– Eu não vou. — respondeu a loira, Rachel soluçou e vomitou mais."

***

"Rachel sorriu timidamente e a envolveu num abraço forte.

– Finn partiu meu coração. — disse. — Achei que ele o tivesse matado! Desejei por tanto tempo que ele voltasse, pois tinha me acostumado com a ideia de amá-lo e ter você longe de mim para sempre. — sorriu. — E quando ele veio dizendo tudo o que eu sempre sonhei que dissesse, encontrou meu coração completo como nunca foi, e por você. Foi isso o que você viu hoje, deixar ele me beijar foi uma maneira de provar a mim mesma de que estava certa o tempo inteiro."

When you cried I'd wipe away all of your tears

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas)

When you'd scream I'd fight away all of your fears

(Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos)

And I held your hand through all of these years

(E eu segurei sua mão por todos estes anos)

But you still have all of me

(Mas você ainda tem tudo de mim)

Quando abriu os olhos, Quinn estava sozinha caminhando por entre as criptas no mesmo cemitério, bom, não poderia dizer-se sozinha, pois Benjamin a acompanhava lado a lado como um cão fiel que era. Cumprimentou com um maneio de cabeça um coveiro velho que descansava debaixo de uma árvore e continuou seu caminho até seu destino. Chegou a lápide negra onde haviam os dizeres:

Rachel Barbra Berry

1993 — 2012

"i'll be right beside you forevermore"

O mármore estava um pouco empoeirado e as flores que repousavam em um vaso ao lado secas. Quinn as tirou e cuidadosamente as substituiu por um ramo de gardênias novas enquanto Benjamin corria atrás de uma borboleta pela grama.

– Eu já avisei Kurt para não trazer rosas vermelhas, pois não são do seu gosto. Ele nunca me ouve. — começou a loira naturalmente colocando um pouco de água dentro do vaso. — Aliás, me desculpe não ter vindo essa semana, as coisas estão apertadas na faculdade. — tirou um paninho úmido de dentro da bolsa e começou a limpar o mármore negro. — Já estou aprendendo a usar câmeras profissionais, e Santana não quer deixar que eu me mude. Mas já conversei com minha mãe e estou financiando uma casa, não posso atormentar Brittany e Santana para sempre, ainda mais com Benjamin comendo todos os sapatos da casa.

I've tried so hard to tell myself that you're gone

(Eu tentei tanto dizer à mim mesma que você se foi)

But though you're still with me

(E embora você ainda esteja comigo)

I've been alone all along

(Eu tenho estado sozinha por todo esse tempo)

O cão latiu ao ouvir seu nome e correu de volta onde a dona que fez carinho em seu pelo e sentou-se ao lado da lápide.

– Brittany está melhor do que nunca com seu novo estúdio, as crianças a amam, você precisava ver. — continuou sorrindo e tirando algumas gramas altas em volta. — Kurt e Blaine voltaram e estão morando juntos. Ah, e o Mr. Shue vai ser papai, Emma está grávida.

Quinn terminou seu serviço e encarou a foto de Rachel.

– Sinto sua falta. — disse baixo, quase num murmurio. Benjamin lamentou e recebeu um olhar doce da dona. — É melhor eu ir, está tarde. — silencio, a loira abriu e fechou a boca. — Vamos, Benjamin.

When you cried I'd wipe away all of your tears

(Quando você chorou, eu enxuguei todas as suas lágrimas)

When you'd scream I'd fight away all of your fears

(Quando você gritou, eu lutei contra todos os seus medos)

And I held your hand through all of these years

(E eu segurei sua mão por todos estes anos)

But you still have all of me

(Mas você ainda tem tudo de mim)

Recomeçou seu caminho de volta para a saída com seu olhar caído, ela fazia isso mais vezes do que gostaria de admitir a mais de 1 ano. Nunca deixou de visitar o tumulo de Rachel, nenhum dia sequer, nem mesmo depois que entrou na faculdade e mudou de vez para Nova York deixando todos os seus fantasmas em Lima. Aos poucos ela conseguiu pegar o ritmo da cidade, mas era preciso visitar sua amada para desabafar ou relaxar, conversar com Rachel era o seu modo de fugir da realidade, e por mais que doesse admitir, estava tornando-a depressiva.

– Me desculpe. — pediu assim que sentiu um encontrão. Benjamin latiu e choramingou, Quinn olhou confusa para os lados e viu uma velha com uma cesta de flores. — Eu não estava prestando atenção e... — sua voz morreu aos poucos, ela conhecia aquela velha, ela tinha certeza de ja ter visto aquele rosto. Então ela levou a mão ao pescoço e apertou o colar. — Você.

A velha sorriu gentilmente e passou o dedo indicador no rosto de Quinn, a loira contraiu-se e tirou a mão da velha de seu rosto.

– Olá, querida...Sinto pela sua perda. — disse a velha séria.

Quinn cerrou os olhos.

– Como sabe?

O olhar da velha caiu diretamente para o colar e em seguida olhou firme para a loira.

– Acha que conhece o destino?

A loira revirou os olhos e se aproximou ficando a centímetros da mulher que não recuou.

– Sobre o que está falando?

– Maktube. — respondeu com um suspiro, então passou por

Quinn, mas antes a loira se virou para ela e gritou:

– O que significa?

E em resposta:

– Está escrito.

O corpo de Quinn estremeceu e ela deixou que a velha seguisse seu caminho, Benjamin voltou a caminhar na sua frente assim que sairam para a rua em direção ao carro, ela apertou o colar mais uma vez em suas mãos e não se surpreendeu ao sentir Rachel mais próxima a si do que nunca.

***

O bar estava cheio como de costume, a maioria dos estudantes em grupos, todos conversavam animadamente sobre a faculdade, musica ou interesses amorosos. Quinn, Kurt, Blaine, Santana e Brittany estavam sentados no balcão, eles costumavam passar os finais de semana naquele lugar a pedido de Quinn, ao contrário de qualquer pessoa, ela precisava sentir-se o mais perto de Rachel o possível, e isso incluía seus lugares favoritos

– Acho que podemos fazer uma reunião de Natal lá em casa, o que acham? — perguntou Kurt animado olhando para Blaine que concordou.

Santana levantou o dedo indicador para ele em sinal de reprovação.

– Eu já montei a porra da árvore de natal, Hummel, então vai ser na minha casa.

– Você é tão educada, Santana. — reprovou Kurt revirando os olhos e tomando outro gole do refrigerante. Brittany riu da cara da namorada e apoiou-se em Blaine.

– Aposto que Sant não vê a hora de ter a família reunida em casa.

A latina abriu a boca para protestar, mas foi interrompida por uma mulher jovem, de cabelos negros e encaracolados que apareceu logo atrás de Quinn.

– Com licença. — pediu a mulher, Kurt pigarreou para que a loira prestasse a atenção. Quinn virou-se com a sobrancelha erguida e não pode acreditar no que viu.

– Clara! — exclamou ao medir a garota do lado da mulher. — Oh meu Deus!

Ela levantou e abraçou a garota sorridente.

– Que bom encontrar você, Quinn. — disse Clara com a voz abafada no peito da loira. — Mamãe e eu quase fomos embora quando não te encontramos.

A mulher mais velha deu um sorriso para Quinn, Santana e os outros acompanhavam a conversa atentos.

– E você está bem, como conseguiu...Você... — a voz de Quinn morreu aos poucos ao ligar os pontos. Ela lançou um olhar indagador a Santana que concordou com a cabeça e logo depois para Clara que segurou as mãos dela.

– Eu vim até aqui para agradecer, eu sei como deve ter sido, Rach era uma pessoa adorável e acho que a unica amiga que eu já tive. — falou tristemente, mas então seu olhar iluminou. — Então pensei que você gostaria de me encontrar também.

É claro que ela gostaria de encontrar Clara. Desde que Rachel partira, ela não se preocupou em saber sobre a doação de órgãos, mas agora tudo fazia sentido ao se lembrar de que a garota sofria de falência cardíaca. O que significava que o coração de Rachel estava bem ali, na sua frente. O coração que por anos sustentou o amor de sua vida, agora era a fonte de outra.

– Clara... — a voz de Quinn se perdeu, a pequena apenas maneou a cabeça e levou a mão de Quinn até seu peito. A loira fechou os olhos e pode sentir o batimento suave do órgão que por tantas vezes esteve próximo ao seu.

O olhar da garota percorreu o lugar e ela suspirou, até olhar decidida de volta para a loira.

– Posso te fazer um pedido? — Quinn tirou sua mão do peito de Clara e concordou com a cabeça. — Desde que sai do hospital...Eu sempre tive uma vontade estranha de poder ouvir você tocar piano.

O mundo de Quinn caiu. Ela precisou abrir a boca para buscar ar, e se apoiar no balcão para não cair. Aquilo era mesmo possível? Ela estava mesmo tendo aquela sensação? Porque só Deus sabia como remexer naquelas feridas a estava machucando.

Clara olhava para a loira esperançosa, assim como a mão. Kurt e Blaine pareciam intrigados, Santana e Brittany solidárias. Mas Quinn já adiara aquilo por tempo demais. Já recusara uma vez quando aquele coração batia no peito de Rachel, ela não poderia recusar agora que estava tendo uma segunda chance. Então passou a mão no cabelo da garota e seguiu para o palco, onde pediu o acompanhamento da banda. Eles concordaram e ela sentou-se no piano e ajeitou o microfone. Olhou para a platéia e viu que todos silenciavam-a a medida em que viam quem seria o próximo, pois todos a conheciam, conheciam sua historia e Rachel era querida ali.

– Eu quero cantar essa musica para a pessoa que me amou quando ninguém mais no mundo o fez, Rachel, seu sorriso será para sempre o meu.

Nesse momento até mesmo os garçons pararam o que faziam para prestar atenção. Os olhos de Quinn se fecharam e ela procurou não pensar que a primeira vez em que cantara ali, era quando seu relacionamento com Rachel estava começando, e a ultima...

Seus dedos dedilharam o piano e lentamente ela começou a melodia.

I always needed time on my own

(Eu sempre precisei de um tempo pra mim mesma)

I never thought I'd need you there when I cry

(Eu nunca pensei que eu precisaria do seu apoio quando chorasse)

Abriu os olhos e localizou Clara sentada em uma das mesas com a mão, e por um segundo, pensou ter visto Rachel sorrindo para ela.

And the days feel like years when I'm alone

(E os dias parecem anos quando eu estou sozinha)

And the bed where you lie

(E a cama aonde você dorme)

Is made up on your side

(Está arrumada do seu lado)

"Então Rachel encostou seus lábios mais uma vez no de Quinn, mas dessa vez não houve medo ou insegurança, elas sabiam o que queriam, elas sabiam que queriam uma a outra, então a pequena pediu passagem com a língua e a loira concedeu. Suas línguas se tocaram delicadamente, esquentando todo o corpo da duas, aquela era a sensação do paraíso. A língua de Rachel brincava na boca de Quinn e a loira a puxou contra si com necessidade, com medo de que fosse um sonho, ela não queria acordar, ela queria ter sua estrela para sempre."

When you walk away I count the steps that you take

(Quando você vai embora eu conto os passos que você dá)

Do you see how much I need you right now?

(Você percebe o quanto eu preciso de você agora?)

O gelo parecia ter esperado por ela todo aquele tempo enquanto patinava solitária, era noite de natal e enquanto todos comemoraram em Nova York, a loira decidiu voltar a Lima e visitar seu lugar favorito...

When you're gone

(Quando você vai embora)

The pieces of my heart are missing you

(Os pedaços do meu coração sentem a sua falta)

When you're gon

(Quando você vai embora)

The face I came to know is missing too

(O rosto que eu conheci também me faz falta)

When you're gone



(Quando você vai embora)



The words I need to hear to always get me through the day

(As palavras que eu preciso ouvir pra sempre poder levar o dia adiante)

O tumulo de Benjamin já não parecia mais tão assustador, depois de tanto tempo, o garoto lhe era uma memória boa, quando Quinn pensava nele, pensava também em felicidade.



And make it ok

(E fazer tudo ficar bem)



I miss you


(Eu sinto sua falta)

40 anos depois

E o sol se punha devagarzinho no horizonte avermelhado. O calor dele envolvia aquele pequeno chalé, aquelas paredes, aquecendo tudo ao seu redor.

– Foi assim que acabou? — perguntou uma mulher loira de olhos claros.

– Eu não sei... — respondeu a mãe já senhora, recostada na cadeira de balanço. — Há historias em que não sabemos se há um final...

I've never felt this way before

(Eu nunca tinha me sentido assim antes)

Everything that I do

(Tudo que eu faço)

Reminds me of you

(Me lembra você)

And the clothes you left they lye on the floor

(E as roupas que você largou estão espalhadas pelo chão)

And they smell just like you

(E elas tem o seu cheiro)

I love the things that you do

(Eu amo as coisas que você faz)

– Seria uma linda história se a garota não tivesse falecido, mãe. — sugeriu a mulher dando um beijo na mão da mãe. — Mas acho que prefiro as dos contos de fadas que leio para Eric, ao menos lá existem finais felizes.

A velha sorriu fracamente por conta da idade e balançou na cadeira.

– Não quando se está escrito, Beth.

Um choro de criança foi ouvido dentro da casa e a mulher deu um pulo da cadeira imediatamente.

– Veja só, passamos a tarde ouvindo histórias e eu me esqueci de fazer o leite de Eric! — exclamou Beth bagunçando o cabelo e beijando o topo da cabeça da mãe. — Depois nos falamos, mãe.

When you walk away I count the steps that you take

(Quando você vai embora eu conto os passos que você dá(

Do you see how much I need you right now?

(Você percebe o quanto eu preciso de você agora?)

A velha apertou o velho diário contra seu próprio peito e observou o sol no horizonte, quase não dava para vê-lo mais. Ela contou até 10 e forçou suas pernas e levantarem, não estava tão fraca assim afinal. Descer as escadas da varanda e caminhou pela grama ainda com o diário em suas mãos, podia ouvir sua filha conversar com o neto dentro do chalé e o som do rio.

Caminhou em direção a uma árvore velha e passou a mão livre e enrugada em seu tronco, por cima de uma inscrição quase apagada que dizia: Faberry Forever.

When you're gone

(Quando você vai embora)

The pieces of my heart are missing you

(Os pedaços do meu coração sentem a sua falta)

When you're gone

(Quando você vai embora)

The face I came to know is missing too

(O rosto que eu conheci também me faz falta)

When you're gone

(Quando você vai embora)

The words I need to hear to always get me through the day

(As palavras que eu preciso ouvir pra sempre poder levar o dia adiante)

Virou-se novamente para o campo e pode ver claramente duas jovens garotas correndo, a morena ria bobamente enquanto a loira tentava a todo custo pegá-la. Do outro lado, próximo ao rio, a loira estava em pé contemplando o vento fresco em seu rosto quando a morena a abraçou por trás. A velha pode sentir em si mesma aqueles braços ao seu redor.

And make it ok

(E fazer tudo ficar bem)

I miss you

(Eu sinto sua falta)

E ali mesmo, onde ela estava agora em pé, pode ver duas jovens deitadas. A morena mantinha uma expressão preocupada no rosto enquanto deitada no peito da loira, que secretamente tinha os olhos marejados. Ela estava com medo.

Olhou para o céu e viu as poucas estrelas que começavam a aparecer, sorriu ao constatar que a de Benjamin ainda estava lá, sorriu mais ainda ao ver a estrela de Rachel.

We were made for each other

(Nós fomos feitos um para o outro)

Out here forever

(Para ficarmos juntos para sempre)

I know we were

(Eu sei que fomos)

All I ever wanted was for you to know

(Eu só quero que você saiba)

Everything I do I give my heart and soul

(Tudo o que eu faço me entrego de corpo e alma)

I can hardly breathe

(Mal posso respirar)

I need to feel you here with me

(Eu preciso sentí-lo aqui comigo)

– Esperou por todo esse tempo? — aquela voz tão conhecida soou, ela sentiu seu coração parar ao ter aquela sensação de volta.

Quinn caminhou até a beira do lado e viu a figura jovem e reluzente de Rachel orgulhosa, sorrindo para ela.

– Eu esperei por esse dia a minha vida toda. — disse soltando uma especie de riso aliviado. Rachel se aproximou dela e tocou seu rosto, seu coração disparou como a muito não disparava e seu corpo todo estremeceu, como antes.

– Você está linda. — comentou a pequena, então ergueu sua mão entrelaçada com a de Quinn, e ela pode ver que não haviam mais rugas.

Olhou para si mesma e viu que seu corpo estava jovem outra vez, e todos aqueles sentimentos mais vivos do que nunca.

O sorriso de Quinn aumentou até ela perceber o que estava acontecendo, seu olhar mudou em direção ao chalé.

– Está na hora, não está?



Rachel se aproximou e tocou suas testas, o cheiro da pequena impregnou a loira e ela lembrou-se de respirar.

– Sim. — respondeu Rachel. — A nossa eternidade chegou.

When you're gone



(Quando você vai embora)


The pieces of my heart are missing you

(Os pedaços do meu coração sentem a sua falta)

When you're gone

(Quando você vai embora)

The face I came to know is missing too

(O rosto que eu conheci também me faz falta)

When you're gone

(Quando você vai embora)

The words I need to hear to always get me through the day

(As palavras que eu preciso ouvir pra sempre poder levar o dia adiante)

Novamente, Quinn sorriu e as duas deram as mãos. Rachel a guiou pelo campo até a porteira onde havia um Dodge estacionado com o motor ligado, esperando por Rachel e Quinn, esperando o começo da eternidade Faberry, uma história que durou para sempre.

And make it ok

(E fazer tudo ficar bem)

I miss you

(Eu sinto sua falta)

Notas finais
Like you - Evanescense

My immortal - Evanescense

When you're gone - Avril Lavigne

Eu sei que muitos de vocês devem estar me odiando, e acreiditem, eu mesma me odeio. Mas tudo o que eu quis retratar era a realidade dura, e que muitas vezes a doença pode vencer. Houve um caso dessa doença na minha familia e eu precisava desabafar de alguma forma, então decidi escrever essa história para aliviar, e mudar o final seria o mesmo que segurar essa dor. Me perdoem, mas as vezes é preciso perder algo para nos dar conta do que tinhamos, e na maioria das vezes o amor dura além de qualquer doença, além da morte. Eu sei que foi dramatico demais, e prometo que se escrever alguma outra historia não vai ter tanto drama assim. Essa história foi baseada no filme "uma prova de amor" e no livro "um amor para recordar". Nesse capiutulo há uma pequena citação do livro "Tipping the velvet", um livro maravilhoso e que recomendo. Ainda tem um epilogo e prometo tentar compensar, mesmo sabendo que não é possivel. Obrigada a todos que entenderem, e perdão de coração a aqueles que se decepcionaram com o final ):