It Takes A Woman

1 It Takes A Woman


Notas iniciais
Mais uma one shot, vamos lá!

It takes a Woman to quietly plan

(Só é preciso uma mulher para secretamente planejar)

To take him and change him

(Como pegá-lo e transformá-lo)

To her kind of man

(No seu homem certo)

And to gently lead him

(E suavemente guiá-lo)

Where the fortune may find him

(Onde a fortuna irá encontrá-lo)

And not let him know the Power behind

(E sem deixá-lo saber que o poder por trás)

Was that dainty woman

(Foi aquela mulher delicada)

That fragile woman

(Aquela mulher frágil)

That sweetheart, that mistress

(Aquela que é doce, é amante)

That...WIFE

(Aquela... Esposa)

O pequeno Sherly sempre foi um pouquinho estranho, mas naquela época, eu acreditava que isso era inerente aos irmãos mais novos. Não bastasse andar pela fazenda atrás de nosso pai, enchendo-o de perguntas, Sherly também preocupava nossa mãe por não gostar de brincar com as outras crianças. Chegou a chamá-lo de autista.

Eu já estava frequentando a escola em Londres e possuía um bom aproveitamento das aulas. O tempo passou e chegara a hora de Sherlock se juntar a mim nas viagens de carroça até a cidade, que ficava a poucos metros de casa, mas mesmo assim nossa mãe nos acordava bem cedo... E Sherly nunca gostara de acordar cedo. Ao ver como funcionava a cidade, contudo, ele passou a tomar gosto.

Queria conhecer cada canto de Londres, sendo que os mais sujos eram os que mais lhe chamavam a atenção, o que preocupava nossa mãe. Sherly costumava ler sobre um bocado de coisas, era um mini gênio, jogando informações pela casa como um digno professor. Mamãe se animou com as futuras profissões de seus filhos, embora eu ache que ela nunca esperaria que seu mais fosse para o serviço secreto de sua majestade.

A preocupação de mamãe acabou vindo quando Sherlock entrou para a faculdade de Medicina e abandonou tudo em dois anos, alegando que seus colegas eram simplórios e o aborreciam, no entanto, ele adorava se gabar sobre como ganhara todos os torneios de Box sediados pelo departamento da faculdade. Em seguida ingressou em Direito, largou. Por fim, Química, o qual seguiu por mais tempo, mas acabou deixando-o também. Mamãe costumava ralhar com Sherly dizendo que se ele continuasse a agir daquela forma, nunca seria alguém.

Meu irmão não se importava. De fato, eram muitas das quais ele gostava que mamãe não aprovava. Quando ela começa o sermão, ele refutava com tiradas filosóficas que a aborreciam ainda mais. O caso era que meu irmão sempre foi mais inteligente que todos eles e continua sendo, mamãe ignorava. E o limite foi quando ela dissera que nenhuma mulher nunca se interessaria por ele.

Ela não viveu para conhecer a Anne, mas eu sei que teria gostado da nora.

Lembro-me de quando, uma semana após o casamento, Sherly escreveu para mim para contar sobre sua senhora Holmes. À primeira leitura, me perguntei se ela não seria uma assassina disfarçada, mas claro, nunca antes eu ouvira falar de uma mulher que tinha a perícia com armas que ele descrevera. Tanto me surpreendeu quando eu a vi pela primeira vez, quer dizer, era comum, não havia um traço marcante que a denotassem como perigosa. Contudo, bastava ouvi-la falar para entender os olhares orgulhosos de meu irmão.

Era irrefutável que se amavam e impressionante o poder que ela exercia sobre ele. Em minha última visita durante o caso Norton, vi-os discutir da maneira mais eloquente possível, com floretes em punho. Meu irmão sempre fora orgulhoso, e eu jamais imaginaria que fosse vê-lo ficar em um estado tão penoso por uma fêmea.

_ Peça a senhora Hudson para não se preocupar, eu vou atrás dela. – ele disse vestindo o casaco.

_ Nem sabe para onde ela foi! – comentei exasperado.

Sempre fomos amigos, mas isso não o impedira de me olhar reprovativamente.

_ Não ouse insinuar que não a conheço. – retrucou passando pelo portal e batendo a porta.

E passei tempo suficiente ali para vê-los discutindo ainda mais e vê-lo deixá-la ganhar todas às vezes, exceto quando estava realmente zangado com ela. De qualquer forma, confesso que senti inveja de meu irmão. Ele se casara, mas não com uma mulher tediosa e isso me fez questionar internamente se haviam outras Bergerac no mundo. Caso houvesse, ela seria a segunda senhora Holmes, mas enquanto isso não acontecer, direi apenas que tenho orgulho em chamar Anne Bergerac de minha irmã.

_ Impressionei-me mais dessa vez, Sherly. As espadas são frequentes? – perguntei ao me preparar para sair.

_ Apenas quando podemos fazer monólogos durante o duelo. – ele respondeu simplesmente.

_ Mamãe teria gostado dela. – afirmei apertando a mão dele pela última vez antes de sair.

Ele não respondeu. Apenas sorriu de lado e acenou com a cabeça. Quando nos encontramos após a sua falsa morte para discutir onde se esconderia, ele enunciara:

_ Mamãe e eu nunca gostamos das mesas coisas, e isso nunca me impediu de escolher o que amo.

Mais nada e sorriu para mim ao passo que eu retribuí. Bastara uma mulher para meu irmão. Uma que era tão teimosa e excêntrica quanto ele. Anne Holmes.



Notas finais
Confesso que a escrevi mais pela música ter se encaixado perfeitamente na situação... Eu simplesmente adoro a relação de Holmes com o irmão e prometo que no futuro a relação entre Mycroft e o cunhado irá evoluir bastante kkkkkk... Espero que gostem! Deixem Reviews lindas para eu saber! Bjooos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!