It Started Out As A Feeling

6 “I believe in you” and getting closer


O grupo observou a nascente do Rio Congelado que ficava abaixo deles. Quase não existia superfície de gelo para eles atravessarem o trecho de água. A preocupação de cada um foi aumentando, o degelo ocorria muito rapidamente.

- Vamos atravessar! – Rei Pedro disse apressado – Agora!

- Os Castores não fazem diques? – a pequenina do grupo perguntou e a garota com o vestido roxo riu.

- Não sou tão rápido, querida. – Senhor Castor riu junto.

- Vamos!! – Rebeca disse quando parou de rir e Pedro agarrou a mão da irmã menor.

- Espere! Não quer discutir o assunto um minuto? – Susana gritou com o irmão.

- Não temos um minuto! – ele continuou descendo pela trilha que levava a nascente.

- Só tentei ser realista... – a garota murmurou.

- Não, só tentou ser a mais esperta, como sempre! – Pedro rebateu.

- Tudo bem! Agora, vamos! – Rebeca decidiu intervir.

A cavaleira puxou Susana para vir junto com ela e o grupo começou a descer o pequeno penhasco. Uivos de lobos podiam ser ouvidos, a Polícia Secreta estava próxima. Os Castores foram os primeiros a pisar no gelo restante na nascente, verificando se era seguro atravessar. Quando já tinham certeza de que ainda era possível chegar ao outro lado, a travessia começou. Todos tomando muito cuidado.

- Se a mamãe soubesse disso, ela iria... – Susana começou, mas foi cortada por Pedro.

- Mamãe não está aqui!

A discussão foi interrompida pelos sons do gelo quebrando. O gelo da cachoeira estava quebrando, a Polícia Secreta estava atravessando a nascente por cima.

- Vamos, corram! — Rebeca mostrou um trecho seguro para pisar.

O degelo continuava e os pedaços do gelo da cachoeira que caíam não ajudavam muito. Os lobos se aproximavam cada vez mais, uivos muito altos. Até Maugrim atingir o meio do Rio e bloquear a passagem do grupo. Lúcia gritou alto e correu para trás das costas de Rebeca. Mais lobos estavam ali, cercando o grupo. O Castor deu um passo à frente, ameaçando atacar, antes de ser ele mesmo atacado.

- Não! – Senhora Castor lamentou.

Rebeca e Pedro levaram suas mãos às espadas, mas o Rei foi em frente e desembainhou a arma.

- Abaixe isso, jovem rapaz! – Maugrim falou com deboche – Não quero que ninguém saia ferido...

Pedro continuou com a espada em posição e Rebeca deixou aquela batalha para ele, baixando a mão da bainha. Eles podiam ouvir alguns ganidos do Castor e conseguiram entender que ele dizia para não se preocuparem com ele.

- Acabe com ele agora! – Senhor Castor gritou quando conseguiu.

- Saiam enquanto podem! Isso não tem nada a ver com vocês! – o tom de deboche ainda era presente na voz do lobo.

O Grande Rei ouviu a Cavaleira murmurar algo como: “mentiroso” e continuou com a espada na frente do corpo.

- Pedro, não! É preferível fazer o que ele manda! – Susana avisou, mas o irmão não deu ouvidos.

- Você é uma garota inteligente... – Maugrim lançou um sorriso para a Grande Rainha.

- Não acreditem nele! – Senhora Castor, Rebeca e o Castor alertaram.

- Mate-o, Pedro! – Senhor Castor gritou enquanto o lobo apertava mais ainda a mordida – Agora!

- Ora, por favor, esta guerra não é sua! – Maugrim continuou, com o olhar fixo em Pedro.

- E nem sua! – Rebeca desembainhou a espada e deu um passo a frente, colocando-se ao lado do Grande Rei – Na verdade, você e seus lobos são os únicos aqui que não tem nada a ver com isso!

- Minha Rainha só deseja que você e sua família deixem Nárnia! – Maugrim se referiu a Pedro, ignorando a Cavaleira.

- Pedro, me escute! Só porque um homem de vermelho te entregou uma espada, não pode se achar um herói! Abaixe isso! Vamos! – Susana interviu mais uma vez.

- Não, Pedro! Nárnia precisa de você! – Rebeca deu outro passo na direção de Pedro.

- Mate-o, você ainda tem chance de fazer isso! – Castor pediu de novo.

- O que vai ser, Filho de Adão? Eu não vou aguardar sua decisão para sempre... – Maugrim então apontou para o gelo – E muito menos o Rio!

Ele tinha razão. Lúcia olhou para os lados, gritou e então aconteceu. O gelo da cachoeira quebrou e a água começou a subir. O Grande Rei olhou para Rebeca e depois para suas irmãs.

- Susana, segure-se em Rebeca! Lúcia, você se segura em mim! – ele mandou.

Suas irmãs obedeceram e ele falou para Rebeca imitá-lo. Pedro levantou a espada e quebrou o gelo com ela, criando um bloco congelado que flutuou pelo lago. A cavaleira fez o mesmo e seu apoio de gelo percorreu o Rio antes de a cachoeira desabar totalmente, criando uma onda que impulsionou os blocos de gelo. O grupo foi engolido pelas águas e demorou algum tempo até que eles reaparecessem.

- Obrigada... – Susana murmurou para Rebeca, que acenou com a cabeça.

- De nada.

Eles continuaram segurando-se nas espadas, flutuando pelo Rio nos blocos de gelo. A água estava gelada e os Castores ajudavam a guiar o grupo. Eles enfim chegaram à margem e pularam para fora do Rio. Rebeca retirou sua espada do bloco de gelo, fazendo o mesmo com a espada de Pedro.

- Pedro, me diga onde está Lúcia? – Susana perguntou desesperada, vendo o irmão segurar um casaco sem ninguém dentro – O que você fez com ela? Lúcia!!

- Lu, onde você está?! – Pedro procurou.

- Alguém por acaso viu meu casaco? – a voz da pequena foi ouvida.

Da margem mais afastada do lago, Rebeca ajudava Lúcia a sair da água. Pedro murmurou um obrigado e se aproximou da irmã.

- Nasci para proteger vocês, não foi nada! – a cavaleira disse com modéstia e Pedro entregou o casaco dele para a garota.

- Não se preocupe, querida! – Senhora Castor exclamou para Lúcia – Seu irmão e Rebeca vão cuidar bem de você!

- Ah, eu acho que não vamos mais precisar de casacos! – Rebeca interrompeu, devolvendo o casaco que Pedro havia lhe entregado e apontou feliz para a floresta.

Um pouco de grama já era vista entre o gelo, nas árvores começavam a brotar flores e folhas. A primavera estava chegando mesmo. A visão era maravilhosa. Os Pevensie largaram seus casacos no chão e pararam para observar.

- É lindo, não? – a cavaleira murmurou com encantamento para o Grande Rei.

- Muito. Uma das visões mais lindas que já tive. – Pedro observava a menina de vestido roxo parada ao seu lado enquanto falava, sem nem prestar atenção na paisagem. Rebeca percebeu e corou levemente.

- Vamos? – ela apontou para a floresta e ele agarrou a mão que ela usava para apontar.

A cavaleira nem se importou em largar a mão, apenas corou mais uma vez antes de começar a caminhar. De vez em quando a menina fazia um comentário sobre o cenário, usando os instintos de rastreadora. O Grande Rei apenas acenava com a cabeça, fascinado com o que ela sabia.

- Está árvore deve ser velha. Olhe a espessura e textura do tronco, é grosso, provavelmente um carvalho. Eu gostaria de encontrar logo um pinheiro por aqui, faz algum tempo que não vejo um. – a cada nova árvore, o comentário mudava.

A floresta estava ficando menos densa, o grupo já se aproximava do Acampamento, decidiram parar. Um descanso rápido, não muito demorado. Os Castores e Lúcia sentaram embaixo de uma árvore e Susana veio conversar com Rebeca enquanto Pedro observava a espada dele.

- Obrigada de novo.

- Odeio que me agradeçam. Só fiz o que eu tinha que fazer! – Rebeca exclamou.

- Você acredita que Pedro vai lutar, certo? Você acha que somos nós os Filhos de Adão e Filhas de Eva, não é? – Susana inclinou-se na direção da outra.

- Sim, eu acredito. Acredito em vocês todos. Agora você deve acreditar nisso. Lute, por favor! – Rebeca pediu.

- Olha, eu comecei a gostar mais de você, mas se você exigir que eu lute, vai ter alguma coisa nos impedindo de ficarmos mais amigas. – Susana saiu e foi se sentar ao lado de Lúcia.

Pedro observou a briga das duas e se aproximou quando sua irmã já tinha se afastado.

- Você acredita mesmo em nós? – o garoto questionou.

- Acredito, sempre acreditei. Desde pequena ouvi Aslam e o Senhor Noel me ensinando sobre vocês, eles me fizeram acreditar em vocês. Minhas histórias de ninar eram sobre os Filhos de Adão e as Filhas de Eva... – ela disse com um brilho nos olhos.

- Pode deixar, eu vou lutar. – o Grande Rei garantiu.

Rebeca olhou no fundo dos olhos de Pedro e sorriu. O Senhor Castor e a Senhora Castor observaram os dois, eles sabiam que Rebeca convenceria pelo menos um dos Pevensie a guerrear. E felizmente ela tinha conseguido.

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AS NOTAS FINAIS DESSE CAPÍTULO SÃO MUITO IMPORTANTES, LEIAM!!

Notas finais
GENTE!!! Cadê os reviews da história hein? Que saudade de ler comentários de vocês... Espero reviews nesse capítulo aqui, viu? Me falem suas opiniões, eu preciso saber. Então, gostaram? Odiaram? Vão continuar a ler? Vão parar de ler? Vamos lá, falem! Quero saber, hein! E quero saber a opinião de todos sobre o último capítulo também! Então, meus amores, estou sem tempo e doente, mas mesmo assim vou tentar postar e escrever e também ler fics de vocês, de outras pessoas, de Crônicas de Nárnia, de Harry Potter, de Percy Jackson, de Skins, de tudo! Ai, acho que é isso. LEMBREM-SE, QUERO REVIEWS, OUVIRAM? Beijos, lindos, obrigada por tudo. Amo vocês.
Ps. Próximo capítulo logo chega. Depende de vocês isso acontecer, ok? Se eu tiver reviews nesse capítulo e no outro, eu posto. Mas se eu não tiver nada. daí não sei. Beijos, de novo.