It Never Ends
7 Capítulo 7
Notas iniciais
Eu tentei postar tres horas da madrugada, mas o Nyah entrou em manutenção e eu fiquei muito brava >< Aproveitem isso, ou não...
Os meninos respiravam pesadamente, devido ao seu nível de estafa. Retirei a mascara e a coloquei no banco do passageiro, não consegui evitar o sorriso vitorioso, embora eu sentisse algo se movendo no meu estomago, talvez fosse o medo de que Tiffany descobrisse que eu estava por trás de tudo aquilo.
–TaeYeon?–Ouvi Changmin me chamar e o olhei pelo retrovisor–Eu sei que entramos aqui na hora do desespero, mas você tem idade para dirigir? Dei de ombros e bufei. –Eu sou velha, mas nem tanto... –PARA O CARRO!–o grito de Shindong me assustou–Eu não quero morrer. Estreitei os olhos e fiz uma careta. A falta de confiança daquele maluco era quase uma ofensa. –Eu não tenho idade para dirigir, mas isso não quer dizer que eu não saiba. Você às vezes não pensa muito bem, né? NichKhun segurou nos dois bancos da frente e inclinou seu corpo até ficar a uma distancia razoável de mim. –Porque você não usou seu motorista? Não é o senhor Kangta quem dirige esse carro? –Eu não queria que ele soubesse o que aprontamos, ele é pior que meu pai para me stalkear e está sempre tentando me controlar–bati os dedos levemente no volante, em um ritmo compassado–e eu não queria carregar minhas coisas durante a noite... I'm lazy girl–sorri. NichKhun voltou a relaxar no banco e eles começaram a discutir sobre o item que escolheriam, decidiram por escolher do mesmo jogo e eu engoli em seco, eu teria uma grande perda em algum MMORPG. Eu dirigia calmamente até a casa de Changmin–que era a mais próxima– e o debate continuava no banco de trás. Como um fantasma, uma sirene vermelha e azul saiu de entre as sombras da rua e começou a seguir nosso carro. –E agora? Eu não quero ser preso!–Shindong choramingava. –Controle-se e deixa comigo–Falei confiante e encostei o carro. O policial desceu lentamente da viatura e se aproximou com passos pesados, ele parou ao lado do meu carro e me esperou abaixar o vidro para se curvar e me encarar. –Você tem idade para dirigir?–Ele levantou uma sobrancelha. Eu franzi a testa e fiz bico. –Eu deveria processa-los, é sempre a mesma história de "você parece muito nova para dirigir"–Respirei fundo, abri o porta luvas e retirei uma habilitação de dentro dele–Ás vezes isso incomoda–estendi a carteira de motorista para ele. O policial a tomou de minhas mãos, ligou a lanterna e começou a examiná-la. Ele me devolveu a habilitação e sorriu. –Desculpe o transtorno, senhora–Ele se virou e voltou para a viatura. –Essa foi por pouco... –Changmin limpava o suor da testa. Senti o sangue ferver por todo meu corpo, eu deveria estar vermelha de raiva e os nós dos meus dedos estavam brancos, porque eu apertava com força o volante. –Senhora?! Agora sim eu deveria processa-lo!–pisei no acelerador e esperei estar a uma distancia segura do policial para finalmente descontar minha raiva, abusando do limite de velocidade. –Vai com calma–NichKhun deu dois tapinhas no meu ombro e então eu tirei um pouco o pé do acelerador–Pensei que não tivesse habilitação. –E eu não tenho... É falsa–Revirei os olhos. Os garotos resolveram por ficarem todos na casa de Changmin e pude notar o alivio na expressão de Shindong. Eles me disseram que iriam me passar a escolha deles por e-mail, se despediram e eu segui lentamente para minha casa. Ao entrar na minha casa, eu coloquei no ponto morto e deixei que a descida da garagem cuidasse do resto. Estacionei o carro em sua vaga e comecei a retirar minhas coisas do seu interior, eu me sentia como uma presa em território perigoso, qualquer movimento em falso poderia ser fatal, acordando o predador e acabando com minha vida. Retirei os sapatos e comecei a andar nas pontas dos pés. Subi a escada lentamente e fui tateando o resto do caminho no escuro, tomando o máximo de cuidado para não esbarrar em nada, talvez Jiwoong ainda estivesse acordado assistindo televisão. Coloquei a mão esquerda na porta de madeira de meu quarto e a abri lentamente com a outra mão, entrei e com o mesmo cuidado de antes fechei a porta. Retirei minha roupa e a joguei no cesto de roupas sujas do meu banheiro, tomei um banho antes de vestir meu pijama e deitei em minha cama. Respirei fundo e coloquei minhas mãos em cima da minha testa, eu não me sentia pronta para encarar o amanhã, mas eu não fugiria dele. O sono me acertou como uma onda e levou qualquer preocupação embora. O dia chegou mais rápido que o esperado, os raios quentes do sol beijavam minha face e o barulho do despertador era irritante, eu queria quebrar aquele aparelho, porem eu não tinha vontade de esticar meu braço. –UNNIE!–Senti algo fazer pressão na minha perna. Abri um olho e mesmo com a visão embaçada consegui identificar o rosto infantil de minha irmã, Hayeon. –O-o que?–minha voz estava rouca. –Hoje é sexta-feira, você e Fany unnie prometeram me levar ao parque depois da escola, mas se você se atrasar o appa não vai te deixar sair–Ela fez aegyo.
–Araso–levantei meu tronco–Agora vou me trocar. Hayeon me abraçou apertado, antes de se retirar do quarto. Eu me arrastei até o banheiro e fiz minha higiene pessoal, me troquei e fui tomando meu Toddynho no carro, enquanto Kangta me interrogava sobre manchas de tinta no banco do carro, porem de mim ele não tiraria nenhuma informação. –Annyeong–Ouvi Kangta dizer, antes de eu sair do carro. Eu apenas levantei uma mão e segui meu caminho calmamente, hoje o dia seria difícil e eu podia sentir isso. Eu andava tranquilamente, quando senti mãos fortes segurarem meu cotovelo, fechei os olhos e me virei lentamente. –TaeYeon! Venha se esconder–Meus músculos relaxaram quando eu ouvi a voz de HyoYeon–Eu nem acredito no que você e os garotos aprontaram. Deixei que ela me guiasse, pois meu cérebro estava tentando processar as informações. Tudo bem que HyoYeon era jornalista e sabia de quase tudo que acontecia, mas era impossível ela ter conhecimento da noite passada. –Como você ficou sabendo? –WooYoung reconheceu Shindong e o agrediu em busca de informações, então ele sabe de tudo. Melhor tomar cuidado com Tiffany também, ela está gritando seu nome pelos corredores e só falta arrancar os próprios cabelos para parecer um monstro. Engoli em seco ao imaginar o estado de Tiffany, acho que Hayeon não irá ao parque hoje e sim ao meu velório. Balancei a cabeça e tentei bloquear qualquer pensamento sobre Tiffany, eu deveria me preocupar era com o pobre Shindong. –Não acredito que ele fez isso com o Shindong, como ele está? –Agora está bem, mas antes ele estava pendurado pela cueca em um galho e vai por mim, aquela cueca iria rasgar a qualquer momento. Rangi os dentes e fechei a mão com força, se eu encontrasse o maldito do WooYoung iria faze-lo desejar que as armas da noite passada fossem de verdade. HyoYeon parou em frente a sala de artes cênicas, abriu a porta bruscamente e me empurrou para dentro. Olhei em volta e analisei cada rosto ali presente, cada um com um vinco de preocupação em suas feições e outros com um misto de medo. NichKhun, Changmin, Shindong, Yuri e Yoona, todos me encaravam. –Unnie!–Yoona me abraçou–Que bom que HyoYeon te achou primeiro. Yuri estava tão preocupada que queria sair por ai batendo em WooYoung e no seu bando, antes que eles tivessem a chance de relar em você. Yuri fez um sinal positivo com as mãos e se aproximou. –E eu ainda quero acabar com eles, mas antes vou acabar com você–Ela me deu um tapa na nuca–Você as vezes é tão idiota! No que estava pensando quando tramou tudo isso? –Ain...–Coloquei a mão na minha nuca–A ideia do paintball e dos sabres de luz foi dos garotos. –A ideia pode ter sido deles, mas você os comprou para que estragassem a noite de Fany e do WooYoung. Olhei para baixo e chutei o chão. Yuri nunca me entenderia mesmo, eu precisava fazer aquilo custe o que custasse. –Pessoal... –HyoYeon chamou a nossa atenção–Yuri, aposto que TaeYeon-Ah ficou sabendo que os pais do WooYoung tinham ido viajar e só voltavam hoje, por isso foi impedir que Tiffany fizesse alguma besteira. Arregalei meus olhos em surpresa, eu não sabia que ambos os pais estavam fora. WooYoung pode ter feito chantagem para Tiffany e então ela preferiu ir até a casa dele e... Prefiro não pensar no que poderia ter acontecido se eu não tivesse cometido aquela loucura junto aos meninos. –Agora entendo porque a TaeYeon nos comprou–Changmin finalmente mostrou sinal de vida. Algo inesperado prendeu nossa atenção, eram passos pesados e barulhentos se aproximando cada vez mais da sala de artes cênicas. –TAEYEON! O grito furioso e cortante, vindo do corredor, nos assustou e eu senti todos os pelos do meu corpo se arrepiarem. Então era assim que os cordeiros se sentiam na hora do abate? Tiffany abriu a porta e olhou diretamente para mim, a raiva que transbordava de seus olhos me atingiu com força no peito. Eu desejei ser um esporo, pois eles aguentavam até mesmo ambientes extremos, talvez–só talvez– fossem capazes de aguenta-la. –Tiffany...–HyoYeon tentou dizer, mas foi interrompida por uma voz rouca e abafada. –Saiam, eu quero falar a sós com a TaeYeon–ela continuava a me fuzilar com os olhos furiosos. –Tiffany... HyoYeon colocou a mão no ombro dela e sussurrou algo inaudível, apenas vi a ultima assentir com a cabeça, sem tirar os olhos de mim. –Vamos–HyoYeon fez um gesto e todos na sala a seguiram, me deixando sozinha com o Frankenstein que eu criei noite passada. Estreitei os olhos e analisei mais profundamente suas feições, o rosto pálido, as maçãs do rosto vermelhas e seus olhos... Eu nunca tinha visto o ódio naqueles olhos negros, o brilho finalmente deixou-os. Cerrei os dentes e escutei minha voz sair baixa e comedida. –Tippany, eu posso explicar... Ela cruzou os braços, jogou a cabeça para trás e riu com desdém, como uma forma de zombaria. O som alto de sua risada ecoou por toda sala e rebateu nas paredes claras. –Explicar o que?–ela voltou a ficar séria– Como você sempre dá um jeito de se intrometer na minha vida e às vezes estragar os momentos especiais entre mim e o WooYoung? –Mushroom...–Ela me interrompeu. –Não me chame desse jeito!–Ela semicerrou os olhos–eu prometi para a HyoYeon que eu não faria isso, mas eu não consigo me segurar. Ela se aproximava cada vez mais de mim e eu tentava recuar, no entanto parecia que meus pés estavam presos ao chão. Enquanto ela dava vários passos longos, eu conseguia dar um pequeno. Senti algo cutucar minha coxa esquerda e virei meu tronco para olhar, era uma cadeira deixada no meio da sala. Voltei a me virar e Tiffany estava a centímetros do meu rosto, agora seus dentes estavam a amostra e suas mãos agarraram com força o meu colarinho, como um instinto dei um passo para trás e acabei me desequilibrando por culpa da cadeira, segurei na cintura de Tiffany e fomos ao chão. Minhas costas doíam, mas isso não prendeu minha atenção por muito tempo, pois o nariz de Tiffany estava grudado ao meu.
Notas finais
Vou ser malvada com vocês e terminar esse capitulo aqui '-' pensem em hipóteses para o que está por vir -q
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