It Never Ends
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Ok... Acho que devo desculpas pela demora, mas vejam que esse final foi o único capitulo que eu revisei! E além do mais, se forem conferir os capítulos anteriores podem perceber que eu retirei qualquer erro, assim espero.
Foram tempos difíceis para mim, porém estou feliz e triste por terminar essa fic :/ espero que o Nyah não a delete, mas caso acontecer vocês podem ver minhas fics postadas no perfil RealTaeTae do Asian Fanfics, podem adicionar que eu adoro fazer amiguinhos :3
Apesar de achar esse final tosco, espero que ele compense a demora!
Não queria mesmo que o Nyah deletasse essa categoria T_T adoro os reviews, adoro vocês! Fiz muitos amigos e aqui conheci a pessoa mais importante da minha vida.
Com essa fic conheci alguém especial, essa fic foi o começo e agora está chegando ao final, como um sentimento está acabando(lembre-se que o meu ainda está aqui comigo, sempre estará, você sabe).
Eu só tenho a agradecer a todos vocês que me apoiaram nessa fase da minha vida e em breve irei escrever novas fics muito mais elaboradas! Vamos a luta! Tentem ler essas seis mil palavras sem desistir!
Acelerei rapidamente pelas já conhecidas ruas, sem prestar atenção nos borrões de luzes que passavam por mim ou nos sons de buzinas e gritos. Era extremamente difícil me concentrar em algo, mas mesmo assim consegui chegar até a praça, a mesma em que SooYoung conseguiu Sunny e que o segredo do WooYoung foi descoberto.
Fui parando o carro aos poucos, WooYoung e mais três garotos acenaram para mim, como se fossemos bons amigos se encontrando para ir a alguma festa.
Antes de desligar o carro, segurei firmemente o canivete em minhas mãos até os nós dos meus dedos ficarem brancos e respirei fundo, coloquei o objeto no bolso de trás do meu jeans e desci, encarando o sorriso cínico que WooYoung me direcionava.
–E então? –Ele abriu os braços, ainda mantendo a mesma expressão ridícula–Onde ela está? Parece que você quer mesmo que eu mande aquele vídeo para o Leo–WooYoung passou a língua pelo lábio inferior e espiou sobre meus ombros.
–Ela não vai vir e você... –semicerrei os olhos e continuei–Não vai chegar perto dela.
Arregalei os olhos quando WooYoung colocou a mão em volta da barriga e começou a gargalhar de uma forma maligna, que provocou arrepios pela minha espinha. Ele arqueou o corpo e se apoiou nos joelhos, enquanto me olhava de cima a baixo e sorria.
–Que piada... –O Sorriso sumiu do seu rosto e um vinco surgiu entre suas sobrancelhas–Eu deixei claro na mensagem que a única forma de impedir que Leo recebesse aquele vídeo hot de vocês na pequena sala da escola era Tiffany vir até aqui e fazer um pequeno tour pelo meu quarto.
Trinquei os dentes fortemente, era isso que aquele imbecil queria, ele estava pedindo para que eu usasse o meu canivete e cortasse cada parte daquelas bochechas gordas.
Estava prestes a avançar para cima dele, quando um som fez um calafrio passar pela minha espinha e dessa vez a risada que WooYoung soltou se chocou contra meu corpo, me fazendo cambalear para trás.
Recompus-me e virei rapidamente, bem a tempo de ver um garoto desconhecido dar partida no meu carro e acelerar, enquanto buzinava e me acenava.
Olhei para o lugar onde o meu automóvel estava há alguns segundos atrás e prendi a respiração.
Não existe volta TaeYeon, não existe... Você... Não tem como voltar, você vai ter que encara-lo...
Girei nos calcanhares lentamente e arregalei os olhos de susto quando percebi que ele estava mais perto do que deveria de mim, seus olhos penetrando nos meus como se a escuridão deles pudesse me envolver, como se eu fosse uma garotinha com medo do escuro.
WooYoung acendeu um cigarro e colocou uma de suas mãos em meu ombro, eu poderia simplesmente dar um passo para trás, porem nenhuma parte do meu corpo parecia reagir.
–Não posso deixar que saia antes da festa acabar, seria falta de educação... Já que Tiffany não vem eu terei que aproveitar você–WooYoung desceu a mão para o meu seio esquerdo e soltou uma baforada de fumaça em meu rosto.
Um choque passou pelo meu corpo, me despertando e todos os meus músculos se contraíram e me arrastaram para trás, para uma distancia segura. Senti meu peito subir e descer rapidamente, eu não podia ficar com medo, não agora, demonstrar isso só lhe daria mais prazer.
Fechei os meus olhos e fiz o ato mais insano da minha vida, agarrei WooYoung pelo colarinho e o puxei para perto de mim até sentir sua respiração na pele do meu rosto. Uma gota de suor escorreu pela lateral da minha testa quando eu disse:
–É melhor você trazer meu carro de volta–trinquei os dentes e depois gritei–agora!
CLIC!
Junto ao barulho veio uma luz, que bateu na lateral do meu rosto. Virei a cabeça para o lado e um amigo idiota do WooYoung estava com o celular virado e apontado para mim, sem pensar duas vezes corri até ele e dei um tapa forte no aparelho, fazendo-o cair com um baque.
O rosto do garoto ficou vermelho e uma veia apareceu no meio de sua testa, e ao mesmo tempo em que ele cerrou os punhos e avançou para cima de mim, eu ergui os braços e protegi meu rosto. Soco após soco, doía tanto que era como se o meu osso estivesse sendo triturado.
Fiquei minutos na defensiva até que os golpes finalmente pararam, abaixei meus braços e olhei para o comparsa de WooYoung, suas pupilas dilatadas estavam fixas em um ponto do outro lado da rua. Escutei vozes animadas e decidi me virar lentamente e seguir o som delas, deixando aqueles monstros para trás enquanto eu ainda tinha oportunidade.
Um grupo misto de jovens se abraçavam e conversavam animadamente, eu os invejei porque nessa noite eles não possuíam nenhum problema. Os segui por várias ruas, até estar distante o suficiente da praça e então comecei a correr solitariamente por entre a noite.
Senti os músculos das minhas pernas doerem, mas nem por isso diminui o ritmo. Cheguei a uma rua movimentada e cheia de restaurantes e bares, vasculhei as minhas roupas em busca do meu celular e me xinguei mentalmente quando me lembrei que eu o havia esquecido em casa.
Caminhei pelas ruas iluminadas até achar um telefone publico e liguei para Tiffany, a uma hora dessas ela já deve ter saído do banho e deve estar preocupada e me procurando, isso é o que eu menos desejo.
–Alô? –Respirei fundo quando a ouvi do outro lado da linha.
–Tippa...
–TaeYeon?! TaeYeon! Onde você está?! –Tive que afastar um pouco o fone do ouvido quando ela aumentou o tom de voz.
–Eu não sei onde eu estou...
–TaeYeon eu estou falando sério! Eu li o seu bilhete confuso e... –Sua voz saiu tremula, ela estava quase chorando– me mandaram uma foto sua e do WooYoung. Eu sei que você está aqui, onde você está?!
Pisquei algumas vezes tentando entender todas as palavras que ela dizia. Foto... Droga, fora aquele abjeto do amigo do WooYoung, eu pensei que tivesse quebrado o celular dele.
–Tippany, aqui onde? –olhei em volta–v-você não está na praça não é? –Fechei os olhos e esperei pela sua resposta, rezando mentalmente para que ela não estivesse naquele lugar.
–Mas é claro que eu estou! Voc... –ela ficou alguns minutos em silencio e eu fiquei apreensiva. Após algum tempo eu ouvi o seu grito agudo.
–TIPPANY?! TIPPANY?!
A única resposta que ouvi foi o “tum” do telefone, avisando que a ligação havia sido encerrada. Bati várias vezes o telefone contra a cabine e sai correndo, voltando para aquele pesadelo. Eu não podia parar, não podia pensar, esse era o meu desespero... O desespero de perdê-la.
Eu não posso perdê-la, eu não posso! Eu não sei lidar com isso.
Dessa vez não houve cansaço muscular, não houve nada a não ser um medo maior que esmagava o meu peito. O meu único desejo era ser mais rápida.
Cheguei o mais rápido que pude até aquele lugar, por mais que os minutos de correria parecessem eternos, mas não havia nada lá... Nenhum sinal dela, nenhum chão sob meus pés.
Abri minha boca e senti todo o meu corpo tremer, porem nenhum som saia da minha garganta. Dessa vez tive que obrigar os meus pés a se mexerem.
Continue procurando, continue...
Adentrei por entre as árvores, silenciosamente como um gato e pouco a pouco meus olhos se acostumaram com a escuridão. Eu procurava por todas as partes um som, um sinal, qualquer coisa que me indicasse que Tiffany estava por aqui.
Aproximei-me do centro da praça e pude ouvir sussurros e gemidos abafados, esses sons faziam um estrago pior do que uma bomba atômica dentro de mim. Eu desejo encontra-la, mas, por favor, meu Deus, que não seja ela dessa vez.
Escorei-me em uma árvore, tomando cuidado e me mantendo escondida. Virei minha cabeça lentamente e observei a cena que se passava, era tão horrível, aquilo me destruía.
Dois rapazes estavam sentados em um banco, rindo e observando tudo, enquanto outro estava mais próximo com o celular em mãos, provavelmente gravando tudo, havia um brilho malicioso em seus olhos. Os três estavam com as atenções direcionadas ao mesmo ponto, em Tiffany que estava deitada com o peito contra o chão, chorando silenciosamente, enquanto WooYoung se posicionava entre o seu quadril, se movendo em um ritmo frenético.
Eu tenho que me mexer, tenho que fazê-lo parar, tenho que salvar a garota que eu amo.
Segurei o canivete fortemente em minhas mãos e irrompi para frente. O garoto que estava em pé me olhou assustado e veio em minha direção, com as mãos esticadas, sem pensar duas vezes eu fiz um gesto rápido e só voltei a mim quando senti o sangue dele espirrar contra minha face e o vi cair ao chão com a mão na garganta.
Estreitei os olhos e larguei o canivete, o objeto caiu na poça de sangue que se formava ao chão e fez o liquido vermelho se espalhar para vários lados.
WooYoung já estava de pé, fechando as calças e gritando algo que eu não conseguia ouvir, devido aos zumbidos em meu ouvido.
Ele se aproximou e a ultima coisa que vi, antes de sentir o soco em minha face, foram os olhos tristes de Tiffany em mim.
–Você! –WooYoung estava vermelho e tão próximo que sua saliva batida em minhas bochechas–Rouba a minha namorada e mata o meu melhor amigo! Vadia!
Mais um soco, dessa vez na horizontal, me fazendo tombar para o lado.
Recuperei-me, como resposta dei uma joelhada no abdômen de WooYoung e corri, assim que percebi que ele havia se recuperado, e agora veias saiam de sua testa e têmporas.
Eu estava cansada demais para ser rápida, por isso ele me alcançou rapidamente, me passando uma rasteira e me fazendo cair de queixo ao chão.
–OLHEM A TIFFANY PARA MIM QUE EU IRIEI CUIDAR DESSA PUTINHA–O ouvi gritar.
Senti mãos apertarem meus tornozelos e então meu corpo começou a ser arrastado, tentei me agarrar com as unhas ao chão de concreto, porem pouco a pouco elas foram quebrando e por fim senti minha mão ser ralada.
Não havia dor, enquanto eu ouvia Tiffany chamar desesperadamente pelo meu nome.
Agora eu passava por cima de terra, folhas e galhos. Fui perdendo Tiffany de vista aos poucos, no entanto seus gritos não pararam de ecoar e ricochetear contra minha cabeça.
Em uma ultima tentativa me agarrei firmemente ao tronco fino de uma árvore, segurei com todas minhas forças e senti a parte de trás do meu corpo ser levantada e puxada, parecia que eu estava sendo partida em duas.
–Eu vou acabar com você aqui mesmo! –Ele soltou meus tornozelos e meus joelhos bateram com força contra o chão–Acha engraçado eu ser corno?!
Mordi meu lábio inferior ao sentir um chute forte em minhas cochas, contrai todos os músculos e me impedi de gritar.
–Eu vou quebrar todos os seus ossos! Um por vez! –senti um peso enorme em minha perna, WooYoung pisava nela com força e girava o pé contra o meu osso. Fechei os olhos e gritei de dor, quando ele começou a levantar e abaixar o pé fortemente. Eu não posso suportar isso, eu preciso pensar, preciso ignorar a dor.
Ergui a outra perna, a dobrei e então dei um coice, que fez a tortura parar por alguns instantes, o suficiente para eu conseguir mover minha outra perna e me levantar. Ao mesmo tempo em que levantei senti algo bater fortemente contra minhas costelas.
Sem pensar muito, me atirei para cima dele, joguei todo o meu peso e o empurrei, enquanto apertava os nervos dos seus ombros. E então veio a queda, o lance de imagens passando em uma velocidade impressionante ante meus olhos, a maioria era um borrão preto e marrom, por fim acabou e eu senti meu corpo contra o de WooYoung.
Esperei que ele agisse, mas ele não moveu um musculo sequer, talvez estivesse tão dolorido quanto eu por rolar nessa terra dura e nessas pedras.
Afastei-me lentamente dele e entrei em choque ao olhar os seus olhos arregalados e sem vida, havia uma mancha de sangue na árvore atrás de sua cabeça, o peito dele não levantava com sua respiração, não havia duvidas quanto a sua morte...
–Seu desgraçado! –Juntei um punhado de terra em minhas mãos e joguei contra o seu peito–desgraçado!
As lágrimas finalmente vieram, porem eu não podia prestar atenção nelas, eu precisava voltar para Tiffany, eu precisava de forças para encarar mais dois homens.
Apalpei o corpo de WooYoung e encontrei o celular dele, para a minha sorte ainda estava inteiro a não ser por um grande trinco em sua tela. Liguei para a policia e passei o endereço desesperadamente e quando o atendente começou a tentar conversar comigo para me fazer manter a calma, eu desliguei.
Mesmo sentindo uma grande ardência na palma das minhas mãos eu escalei o barranco, cravando o que sobrara das minhas unhas e ignorando a dor latejante em minha perna, escorreguei algumas vezes, mas por fim meu cansado corpo alcançou o topo e eu pude me arrastar e recuperar o folego.
Novamente eu tive que reunir todas as forças existentes dentro de mim, por Tiffany eu me esforçaria até meus músculos se atrofiarem por falta de ATP.
Tiffany ainda estava atirada ao chão, enquanto aqueles dois monstros a observavam com um visível prazer em seus sorrisos e olhares. Isso fez meu sangue ferver, eu podia sentir as ondas de raiva voltando e me cobrindo dos pés a cabeça.
Meus olhos vasculharam o local, até parar no canivete encharcado de sangue, era uma ultima e desesperada esperança naquela noite, eu não tinha tempo para esperar nenhuma autoridade.
Sai por entre as sombras, primeiro lentamente e depois corri com o corpo arqueado. Meus dedos seguraram no canivete ao mesmo tempo em que senti um puxão em minha blusa.
–WooYoung disse que você era trabalho dele, mas acho que ele não se importará se eu quebrar as regras uma vez– Alguém sussurrou com um tom raivoso, em meu ouvido–Afinal... Você merece.
Suas mãos largaram minha blusa e seus braços prenderam meu pescoço, me puxando para trás, até que nossos corpos se grudaram. Ele me apertou e me fez virar, de frente para Tiffany e seu amigo.
O segundo garoto começou a bater o punho contra a outra mão aberta e me olhar com um sorriso torto nos lábios, enquanto se aproximava. Pela minha visão periférica pude ver Tiffany balançar a cabeça negativamente, eu evitava a olhar diretamente, era melhor estar em Chernobyl do que olhar para ela naquele estado.
Assim que senti o primeiro golpe na minha barriga, ergui a mão com o canivete e o cravei no antebraço do meu agressor. Ele se afastou gemendo e gritou, enquanto retirava lentamente o objeto de sua carne.
–Filha da puta! –Senti meu pescoço ser novamente apertado.
–Está tudo bem–Disse o jovem, enquanto passava a mão pelo machucado e a manchava com sangue–É disso que essa menina gosta... –Ele passou o sangue em meu rosto e eu fechei um olho com o contato–Que tal pintarmos ela com o próprio sangue?
Os golpes vieram repentinamente, atingido várias partes da minha face e do meu corpo, mas aquilo não doía tanto quanto ouvir os gritos de Tiffany, parecia que ela estava sendo torturada e não eu, o que fazia o centro do meu peito doer e dar a impressão de estar sendo afundado.
Não sei exatamente quanto tempo eu resisti até que minha consciência foi ficando confusa e me deixando lentamente...
[...]
PI... PI... PI...
–Alguém desliga isso? –Abri um olho lentamente e a claridade me cegou.
–TaeYeon! –Senti algo segurar suavemente uma de minhas mãos, eu conhecia aquela voz, se ao menos eu conseguisse abrir meus olhos... –Você finalmente acordou, pobre TaeYeon.
Esforcei-me para abrir os dois olhos e esperei algum tempo, até que meus olhos se acostumassem com a claridade, que só aumentava com aquelas paredes brancas, isso era alguma tentativa de deixar o ambiente frio ou os donos daquele lugar não tinham dinheiro para pintar aquelas paredes de cores mais vivas e bonitas?
Olhei para o lado e vi Michelle sorrir para mim, ela começou a alisar minha franja.
–Onde eu...? –Tiffany! Minha mente me gritava o nome dela, como eu pude esquecer ela?! –Onde está Tippany?
Tentei me levantar, no entanto eu haviam fios em meus braços e as mãos de Michelle pousaram em meu peito, me impedindo de continuar.
–Appa a levou para casa... –Ela respirou fundo e seus olhos se tornaram consternados–Seus pais estão vindo lhe buscar, não se preocupe. Eu só consegui avisa-los agora, desculpa.
–Michelle! Eu quero vê-la! Eu preciso vê-la! –Puxei uma agulha que estava enfiada na pele de cima da minha mão esquerda.
–Deite, por favor, TaeYeon, você não está em condições–A ponta dos seus dedos tocaram minhas bochechas–Eu vi o vídeo, você salvou a minha irmã... Obrigada.
Joguei-me para trás e minha cabeça afundou no macio travesseiro, aquela cena, aquela horrível cena, passou pela minha cabeça e um arrepio percorreu todo o meu ser. Tudo parecia um sonho distante, tudo podia ser um sonho, porém era tão real, não posso acreditar que isso tenha acontecido com o meu amor.
Eu que pensava que era capaz de protegê-la de tudo... A culpa era minha, a culpa é minha! Se eu não tivesse me deixado levar pela raiva daquela mensagem tudo poderia se resolver de uma forma melhor, mas... Eu fui até lá, sem avisar Tiffany e ela teve que sofrer com essa minha escolha. Perdão, meu amor.
Em apenas uma noite, tantas coisas aconteceram... Eu matei duas pessoas e por mais repugnantes que eles fossem, ainda assim, eram humanos e agora eu sou uma assassina, o que me deixa no mesmo nível que eles se encontravam, não? Eles eram relés e agora eu sou também.
Michelle me observada, de um jeito piedoso e compreensivo, ela permaneceu calada durante todo o tempo até meus pais chegarem e acho que isso foi de grande ajuda para mim, eu não tinha condições psicológicas de ficar conversando e as perguntas dos meus pais acabaram por me estressar.
Permaneci por mais algum tempo nesse hospital, sentindo cada nervo do meu corpo se enrijecer, eu não tinha paciência para aquilo, eu queria sair daqui e ver Tiffany o mais rápido possível e essa vontade só aumentou quando eu soube que ela estava em casa sozinha com o Sr Hwang e Leo.
Tive que passar por mais algumas horas de tortura e exames, até sair do hospital sentada em uma cadeira de rodas, que eu achei no mínimo desnecessário, eu podia andar e o maior dano fora feito em meu rosto e em meu tronco. O que me acalmou e me deixou feliz foi ver o sorriso de HaYeon e tê-la ao meu lado, sem fazer nenhuma pergunta, apenas estando feliz por eu estar viva.
Tentei convencer meus pais a me levarem até a casa de Tiffany, no entanto todos os meus argumentos foram refutados e outros ignorados. Eu preciso dar um jeito de vê-la ainda hoje, sei que está ficando tarde, mas inexplicavelmente uma parte de mim me diz que ela precisa estar ao meu lado o mais rápido possível.
Não dispensei a ajuda de Jiwoong para subir as escadas, ele também ajudou a me deitar e depositou um beijo em minha testa, esse ato foi incomum, porém eu sorri em agradecimento. Fechei os olhos e só tornei a abri-los quando escutei o baque da porta sendo fechada, agora eu estava sozinha e podia no conforto do meu quarto pensar em um modo de conseguir encontra-la.
Levantei-me, tomando cuidado para não emitir nenhum som e me dirigi até a sacada. Observei o jardim, que há essas horas possuía apenas alguns pontos iluminados pelos postes rústicos, não havia sinal de Kangta em lugar algum, porém a descida seria difícil nas condições que eu me encontro, no entanto eu precisava me esforçar por Tiffany.
Fiz uma corda de lençóis e amarrei alguns sapatos na sua ponta, joguei-a pela sacada, coloquei uma roupa preta e luvas, para não machucar ainda mais minha mão na descida. Após relar os pés no chão, peguei os sapatos e os joguei em direção a sacada, assim ninguém iria ver os panos claros saindo do meu quarto.
Entrei pela porta da lavanderia, fui até a cozinha e peguei a chave reserva, que estava pendurada em um chaveiro cinza na parede. Sai rapidamente de lá e caminhei pelo jardim, evitando as luzes, até chegar à garagem e dar partida no carro, o ronco do morto fora o suficiente para chamar a atenção de todos naquela casa, por isso quando eu acelerei não me preocupei em fazer barulho, apenas em sair o mais rápido possível dali.
Cortei o transito e segurei firme no volante, a ponto de sentir os machucados em minha mão se abrirem novamente, eu podia sentir o sangue molhando as luvas pretas, mas isso não me fez parar, eu apenas relaxei ao chegar na casa de Tiffany.
Fiquei feliz pelo porteiro não ter impedido a minha entrada, no entanto o sorriso e o alivio sumiram quando eu estacionei próxima a grande porta de madeira e Leo bateu no vidro do meu carro, fazendo sinal para que eu saísse.
–Chegou bem a tempo–Ele disse, assim que eu abri a porta do carro e sai–me acompanhe, por favor...
Leo sorria cinicamente como sempre e existia algo no fundo de seus olhos, que normalmente eram enfados, mas agora possuíam um brilho. Ele me deu as costas e eu o segui, sem fazer perguntas e mantendo o olhar em seu ombro coberto pelo casaco marrom.
A primeira coisa que avistei ao entrar na residência foi Tiffany, que estava sentada no sofá com os olhos vermelhos e olhando para um Sr. Hwang, que estava em pé a sua frente, gesticulando e falando alto. Ele calou-se ao perceber que eu estava ali, havia algo no modo que ele me olhava que me fazia entrar em desespero, parecia que aquele olhar podia cortar a minha alma em milhares de pedaços.
Ainda mantendo o meu olhar, o Sr Hwang apontou para a TV, pegou o controle na mesinha do centro e ligou o aparelho eletrônico. Levei um choque ao assimilar as imagens, eram fotos minhas e de Tiffany, algumas com beijos, outras com abraços e por ultimo um vídeo que fora gravado sem que percebêssemos em nossa sala secreta.
Ignorei as imagens e olhei para Tiffany, que balançava a cabeça negativamente e chorava enquanto me olhava.
–Olhe para mim... –Ouvi a voz do Sr Hwang e hesitei um pouco, antes de virar a cabeça e olhar em seus olhos–Isso está na internet! –Ele gritou e jogou o controle longe, o objeto bateu na parede e se espatifou.
Engoli em seco e trinquei os dentes.
Então mesmo após morto WooYoung conseguia arrumar um jeito de nos atingir, mesmo se Tiffany tivesse aparecido lá e feito o que ele queria por espontânea vontade, ainda assim ele divulgaria isso.
–O que você tem a me dizer? –Sr Hwang se aproximou de tal forma, que nossos narizes quase se tocaram.
–WooYoung–olhei para os meus pés e tornei a olhar para os olhos dele–ele deve ter gravado isso e postado na internet.
Sr Hwang sorriu e depois tornou a ficar sério, ele aproximou a boca do meu ouvido e sussurrou de forma ameaçadora.
–Nun...Ca... Mais... Di...Ga... O... No...Me...Dele... –Ele deu um passo atrás e seu rosto ficou vermelho–Você quer a ruina da sua família, é isso?! Eu não lhe mandei ficar longe da minha filha?! Você não vai estraga-la!
–Eu não vou estraga-la–falei entredentes e cerrei os punhos–eu a amo.
Nos próximos minutos observei a mesa de centro ser jogada e virada de ponta cabeça, os objetos de vidro e porcelana, que a enfeitavam, se estraçalharam ao atingir o chão. O peito do Sr Hwang subia e descia rapidamente, seus dentes estavam a amostra e havia um vinco em sua testa.
O riso contido de Leo em minhas costas me causou arrepios.
–Isso não é amor! –Ele gritou essas palavras repetidas vezes, com ferocidade, enquanto seus braços imitavam o estrangulamento de alguém no ar.
Ele pegou Tiffany pelos braços e a fez se levantar. Ao vê-la de cabeça baixa e soluçando, dei um passo a frente, sentindo vontade de tira-la dali, de envolvê-la em meus braços para sempre, para que ela nunca mais tivesse que passar por isso e sofrer dessa maneira, Tiffany não merecia isso...
–Você a quer?! –Sr Hwang empurrou Tiffany em minha direção e ela se chocou contra meu peito, meus braços imediatamente a abraçaram, como se fosse um instinto–Isso é só prazer, esse tipo de amor não existe!
Beijei o topo da cabeça de Tiffany, enquanto ela se encolhia contra meu peito e molhava minha blusa com suas lágrimas.
–O que você julga ter pela sua filha é que não é amor–ergui a cabeça e olhei o Sr Hwang nos olhos–Apenas porque nos amamos isso é motivo para trata-la assim? Você não respeita nenhuma decisão dela, ela vai ser feliz assim, feliz comigo!
Ele gargalhou e cobriu o rosto com as mãos, seu corpo tremia e sua risada abafada era o único som que preenchia a sala.
–Ela te parece feliz agora? –Sr Hwang parou de rir e fez um gesto em nossa direção–Eu sei o que é melhor para minha filha, não ter que enfrentar preconceitos por estar com alguém como você.
–O preconceito só perdura porque existem pessoas como você, o senhor contribui para isso–Respirei fundo–Ela não está feliz agora por tudo que lhe aconteceu, ela foi obrigada por você a se afastar de mim e a ficar com um cara machista e violento, mas Tippany voltou para mim, eu fiz ela feliz e fiz de tudo para protege-la da pessoa que você escolheu e que apenas a machucou e a desrespeito, aconteceu o que aconteceu porque desde o inicio o senhor foi movido por esse preconceito vil–Virei-me lentamente, mantendo sempre Tiffany junto a mim–E o seu filho só se importa com o poder, desde sempre quis arruinar a irmã. Você quer o seu poder? Pode ficar, apenas deixe Tippany em paz.
Leo arqueou as sobrancelhas e ficou com uma expressão de desentendido, o que me irritou profundamente, porém eu procuraria manter a calma e o raciocínio, eu não era mais a mesma garotinha que abaixou a cabeça e fez o que o Sr Hwang queria, eu sabia argumentar como nunca agora e eu usaria esse conhecimento para livrar a mim e a Tiffany deles.
–WooYoung era um bom partido e você o matou–Sr Hwang possuía ira em sua voz e sua pele voltou a adquirir um tom avermelhado.
–Eu o matei! –confessei e assenti com a cabeça, voltando a olhar para ele– Mas veja o que ele fez com sua filha, o que mais ele não faria se eu não tivesse aparecido? Você sabia que ele estava sob o efeito de drogas? Ele é tão venerado por você, mas ele consumia esse tipo de substancia por vontade própria–As próximas palavras eu falei calmamente e pausadamente–eu mesma tentei lhe ajudar e desenvolvi uma outra droga capaz de erradicar esse vicio, porem WooYoung–estreitei os olhos ao pronunciar esse nome e um sorriso torto apareceu no canto dos meus lábios, eu sabia que estava provocando-o, porem isso apenas me dava prazer e me impulsionava a continuar–Voltou a usa-las.
–Isso foi porque essa... –Ele apontou para a Tiffany e engoliu em seco–Porque ela rompeu com ele.
–Não–Tiffany me assustou ao levantar a cabeça e se virar de frente para o seu appa–Após ele perder o vicio eu fiquei mais algum tempo com ele, mas ele voltou a usar isso, então eu fiz o que eu sempre quis o tempo todo... –Ela se moveu para o meu lado e entrelaçou nossas mãos–Ficar com TaeYeon... Olha, daddy... Eu a amo e se o senhor nunca mais olhar para mim, tudo bem, mas eu quero ser feliz e a TaeTae é a única que pode me fazer feliz–Lágrimas voltaram a escorrer por suas bochechas rosadas–Mas se o senhor aceitar eu serei ainda mais feliz, please...
Sr Hwang ficou com a boca aberta, atônito, apenas nos observando e por um momento eu vi em seus olhos um feixe de compreensão, que sumiu rapidamente e novamente aquela frieza e aquela expressão rude voltaram a tomar conta de suas expressões.
–Eu não posso... –Ele olhou para o lado e abaixou a cabeça–Peço que se retirem.
Ele nos deu as costas e entrou em seu escritório, fechando a porta lentamente, sem se virar. Sr Hwang não havia nos aceitado, mas também não havia nos proibido como da ultima vez... Alguma parte de mim me diz que em breve ele compreenderá que somos felizes assim, que o que sentimos é tão normal e maravilhoso quanto o amor de um homem para com uma mulher que as pessoas julgam ser normal, a verdade é que não existe uma normalidade, o normal é amar e nada mais, não importa o sexo e sim o sentimento.
Ouvi palmas atrás de mim, Tiffany e eu nos viramos lentamente, em perfeita sincronia.
–Bela apresentação–Leo sorria de um modo forçado–Pode pegar as suas coisas, little sister, não ouviu a ordem? Se retire.
–Eu vou–Tiffany limpou as lágrimas com a manga da camiseta–Espero que você seja feliz também, brother, espero que toda sua ganancia seja recompensada.
–Obrigado–Ele arrumou o cabelo e subiu as escadas lentamente, ás vezes virando a cabeça para trás e sorrindo cinicamente.
Passei a mão pelos cabelos de Tiffany e sorri quando ela olhou em meus olhos.
–Então quer dizer que eu vou te ter todos os dias? –Dei-lhe um selinho.
–O que seus pais vão nos dizer...? –ela fez um biquinho e olhou para os meus pés.
–Você realmente se importa com o que vão dizer após ter enfrentado o seu appa? Pany... Eu já estou ficando craque nessas coisas.
Ela riu e voltou a ficar cabisbaixa, eu não queria questiona-la sobre aquilo, eu sabia que demoraria algum tempo para eu voltar a ver o brilho em seus olhos, aquela maneira que ela sempre me olhava quando queria me beijar e o seu eye smile após ter completado o ato...
–Você está tão machucada... –Ela colocou as mãos em meu ombro.
–Mas estou viva e aqui com você, o resto não me importa–Dei de ombros–É sério.
Ela uniu de forma rápida nossos lábios e tornou a se afastar, senti seus dedos novamente nos meus e acompanhei seus passos, enquanto Tiffany se dirigia até o seu quarto.
Durante boa parte da noite eu a ajudei a separar os seus objetos mais importantes e colocar no carro, parecia que finalmente as coisas começariam a se encaixar, não era do modo que eu sempre planejei para nós, o meu grande plano para o futuro... Fazer com que Tiffany continuasse daquele modo, com WooYoung, mas sem ter filhos ou se casar, até que eu pudesse concluir um ensino superior e nos garantir uma vida, um meio de sustenta-la para que finalmente pudéssemos ficar juntas sem depender de ninguém e sem nenhum medo. Bom... As coisas nem sempre saem como o planejado, mas quando se tem força para lutar pelos seus sonhos, então eles se realizam, pode ser difícil e trabalhoso como quebrar um átomo, porém no final o resultado é estrondoso, basta você não desistir.
[...]
O juiz me encarava e fazia perguntas que eu respondia imediatamente, pensei que a parte mais difícil seria encarar aquele olhar superior e integro do juiz, porém eu me surpreendi ao olhar para MinHo, a forma com que ele encarava o chão e o modo vazio que me olhou, ele possuía olheiras roxas em forma de meia lua. A parte mais difícil foi essa, eu ainda me prendia naquele olhar, que parecia olhar dentro da minha alma, mas dessa vez era como se fizesse o processo inverso, como se ele saísse lentamente de dentro da minha alma e quisesse me puxar para a dele.
–Qual é a relação da senhorita com o réu? –Aquela voz firme me intimidava e eu temia cometer qualquer erro.
–Amizade–respondi de forma curta e direta, diminuindo a porcentagem de erros que eu poderia cometer ao responder.
Seguiram-se várias outras perguntas, sobre minha relação com LeeTeuk, sobre a amônia que eu mesma produzi, o porque dos dois discutirem e o que eu havia presenciado.
Ao final do interrogatório eu relaxei os ombros e fui acompanhada por um policial até uma sala de espera. Sozinha, as horas demoraram a passar, porém eu estava contente comigo mesma, eu não havia gaguejado e nem me enrolado com as palavras, respondi de forma quase perfeita e sempre verdadeira.
A minha raiva de MinHo havia passado e agora tudo que eu sentia por ele era lástima, talvez ao argumentar que fora um ato em legitima defesa e que ele não havia conhecimento sobre o conteúdo do recipiente pudesse ter sua pena reduzida, assim espero, ele é um bom garoto que cometera um erro e certa vez ele mostrou coragem ao me proteger sem nem ao mesmo me conhecer.
Talvez eu pudesse anima-lo com um jogo, eu podia desenvolver um sozinha e colocar o nome dele como titulo, quando ele se visse livre de toda essa confusão poderia assumir o seu lugar como dono do jogo e até mesmo desenvolvedor, assim seria melhor, Tiffany não podia nem sonhar que eu faria isso.
Respirei fundo e olhei para a pequena janela da sala, pequenas gotículas de chuva batiam em seu vidro e escorriam lentamente, como as horas.
[...]
Aquele barulho ensurdecedor produzia ondas, que faziam meus ouvidos zumbirem, como se estivessem se chocando contra meus tímpanos e forçando-os para que se rompessem.
Abri os olhos , me levantei rapidamente da cama e acendi a luz, senti uma mão puxar a barra do short do meu pijama e me virei para olha-la.
–Tudo bem, TaeTae, pode voltar a dormir, eu cuido deles–Tiffany sorriu.
Ela se levantou e caminhou até o berço, segurando cuidadosamente um filho e se curvando para pegar o outro, porém eu intervi e a ajudei, aninhando a pequena SooMin em meus braços, enquanto Tiffany alimentava o pequeno NamSoo.
–Acho que sei qual é o problema dela–Enruguei o nariz ao sentir aquele mau cheiro–é a fralda.
–Pode deixar que eu troco... –Tiffany bocejou.
Ela estava muito cansada esses tempos, desde que NamSoo começou a acordar todas as noites no mesmo horário, consequentemente acordando a sua irmã também.
–Eu troco, eu gosto de te ajudar–Sorri–Somos uma família, me deixe ser umma também.
Tiffany sorriu, se aproximou e me deu um selinho, que fez o sorriso em meus lábios se ampliar. Era tão bom ver o seu eye smile, depois de todo aquele tempo sem ver isso nas linhas da sua face, eu simplesmente não tinha me acostumado, parecia sempre um sonho e eu apenas a observava como uma babo.
Coloquei delicadamente SooMin no trocador e comecei a desabotoar o seu macacão, enquanto fazia caretas para distrai-la.
O agora era tão feliz e inacreditável, era perfeito, apesar das noites sem dormir direito e do trauma de Tiffany pelo coito, após ser violentada pelo WooYoung ela ainda não havia se recuperado do choque e depois de descobrir que estava grávida passamos por um período nebuloso, em que duvidas surgiam a qualquer momento e eu tentava sempre manter a calma quando Tiffany tinha suas crises, por vezes ela caiu em depressão e ameaçou terminar comigo porque ela não se achava digna de alguém como eu. O auge foi quando ela quis abortar os filhos, eu apoiei todas as decisões tomadas por ela, quem escolhe sobre a vida dela é ela, eu estou aqui apenas para que ela seja imensamente feliz e por isso eu também a apoiei quando ela desistiu do aborto no ultimo momento. Tiffany se sentiu confiante quando eu lhe garanti que a ajudaria a cuidar de seus filhos como se eles fossem meus e não seria diferente nessa noite, apesar de que às vezes eu me sentia mal na presença dos bebês, pois eu havia matado o pai deles, mas isso era apenas um detalhe que eu superava facilmente ao lembrar que eu poderia ser uma espécie de umma/appa melhor para eles.
Eu tenho que admitir que eu sentia falta do coito com Tiffany, dos toques íntimos, de unir nossos corpos e ouvir ela gemer meu nome, porém eu não queria ser como um WooYoung, sempre a pressionando, eu queria ajudar ela a superar esse trauma lentamente, eu sabia que não iria durar para sempre e um dia poderíamos nos amar dessa forma novamente e isso nunca nos atrapalhou em nada, o sentimento continuava sendo o mesmo.
Fiquei satisfeita comigo mesma ao acabar de trocar SooMin, eu não era uma especialista em fraldas, mas eu tinha feito um ótimo trabalho. Aninhei ela novamente em meus braços e voltei a olhar para Tiffany, que ainda me olhava e possuía o mesmo sorriso estampado no rosto.
Como é bom ter esses pequenos momentos com ela e com nossos filhos, essa é a hora em que eu compreendo tudo o que passamos, afinal todo o sofrimento acabou e uma única coisa continuou, eu posso garantir que isso nunca acaba... O amor, ele perdura e passa de pessoa para pessoa e até mesmo aquela pessoa mais solitária já amou alguém e já foi amado. O amor que eu sinto pela Tiffany nunca vai acabar, será para sempre, vai ser transmitido para NamSoo e SooMin, esses dois pequenos irão passar o amor que receberam de nós para outras pessoas, outras gerações.
Notas finais
FIM! SIM! FINALMENTE! Me amem ou me odeiem!
Mas não se esqueçam de add RealTaeTae ;)
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