It Never Ends
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Com uma rapidez impressionante, como se fosse um elemento da família 1A se hidratando, os dias passaram e a sexta-feira chegou, eu finalmente havia acabado a produção de fogos para SooYoung e eu estava feliz com o resultado, não que fosse difícil, mas se tornava algo impossível uma vez que Tiffany preenchia todos os meus pensamentos. Quando eu ficava sozinha com ela tudo parecia em câmera lenta, como se estivéssemos com lag, porem o tempo se esvaia tão rápido quanto a velocidade de propagação das ondas sonoras, era como se o tempo fosse curto e mesmo assim não conseguíamos acompanha-lo.
Tiffany e eu fomos juntas a escola, queria estar tão animada quanto ela, mas o sono fazia minhas pálpebras se fecharem lentamente e minha mente vagar com pensamentos confusos. A culpa disso tudo é de Tiffany, ela implorou para que seu pai lhe deixasse dormir novamente em casa e então após o coito ela se deitou em meu peito e entrou em estado ordinário de consciência, enquanto eu fiquei a noite toda acordada inalando seu cheiro doce e observando a suavidade que seu rosto assumia quando ela dormia.
–TaeTae...? –A voz de Tiffany foi se tornando distante, eu queria responder, no entanto era muito empenho abrir a boca–TaeYeon? –Ela me chamou novamente e a senti cutucar minha bochecha com o dedo indicador–Você está parecendo um zumbi.
Apoiei um braço em seu ombro e abaixei a cabeça, meu corpo todo estava pesado demais para meus ossos suportarem, aposto que a aceleração da gravidade não é mais 10m²/s deve ter aumentado e eu estou sentindo os efeitos.
–TaeYeon! –Balancei a cabeça e olhei para Tiffany–O professor está falando com você!
Apertei meus olhos e os cocei com o pulso, olhei para frente e o professor de química estava com os braços cruzados me encarando seriamente, eu não havia percebido ele ali antes, porem eu sabia exatamente o que ele deveria estar querendo.
–Senhorita Kim TaeYeon, os elementos nitrato de potássio, enxofre, carvão, cobre, cálcio–ele fez uma pausa e respirou fundo antes de continuar–estrôncio e por fim potássio desapareceram do laboratório. A senhorita Seo Joo-Hyun foi a única além da senhorita que estava presente no laboratório fora do horário normal de aulas, tem alguma informação que me possa ser útil para descobrir qual destino teve esses elementos?
Esforcei-me para prestar atenção em cada palavra do professor, eu precisava tomar cuidado com o que eu diria, no entanto o meu cérebro estava lento e confuso.
–Eu não sei de nada... –encostei a cabeça no braço de Tiffany.
–Analisando os elementos que sumiram misteriosamente eu posso concluir que foram utilizados para a confecção de fogos de artificio, a senhorita não sabe nada sobre isso?
Meus olhos estavam começando a lacrimejar por causa do esforço para mantê-los aberto, aquele professor não tinha desconfiomêtro de que estava sendo maçante, eu queria dormir e não discutir sobre elementos, além do mais o colégio Kyonggi era um dos mais ricos e importantes da Coréia do Sul, então porque estavam reclamando do desaparecimento desses elementos?
Sorri internamente ao me lembrar das regras dos programadores, sempre levar a frase ao pé da letra.
–Sobre fogos de artificio? Eu tenho conhecimento sobre eles.
–Senhorita Kim, eu não estou brincando–ele manteve a voz séria e baixa–Permita-me reformular... A senhorita não sabe quem pegou esses elementos?
Ergui uma mão e fechei os olhos.
–Espera ai! O senhor está insinuando que eu deveria saber de algo? Eu não sei e creio que a senhorita SeoHyun também não saiba, o laboratório é aberto e não ficamos lá o tempo todo–abri meus olhos e mantive o seu olhar com muito esforço–As únicas coisas que eu peguei foram os matérias para a obtenção da amônia, como eu já relatei ao senhor.
O professor relaxou os ombros e arrumou o jaleco branco.
–Não estou acusando ninguém ainda, senhorita Kim–Ele ajeitou os óculos e limpou a garganta–E sobre a síntese da amônia precisamos conversar sobre isso depois, bom trabalho.
Levantei os braços e me espreguicei enquanto o observava se afastar, Tiffany me lançou um olhar inquisitivo e eu pisquei para ela em forma de resposta.
–Vamos para a sala–Tiffany revirou os olhos.
Ela segurou em minha mão e eu me deixei ser levada, inclinei meu tronco e meus braços ficaram pendurados em torno do meu corpo, senti algumas mechas do meu cabelo pinicarem o meu rosto. Eu dependeria dela e das minhas pernas para me mover para o caminho certo, nem minha mente e nem meus olhos queriam trabalhar. Minhas pernas, queridas pernas, tão independentes nesse meu momento de vagueio e sonolência, façam um milagre e caminhem sem o comando do meu cérebro.
Eu preciso pensar mais e... É tão confuso, eu preciso comandar pernas de Tiffany... Tiffany, coito com Tiffany, eu preciso de... Pernas... Sempre pernas... Tem algo puxando meu braço para trás, mas as pernas tem que continuar pelo coito... Tiffany, Tiffany. Alguma coisa dura na minha cabeça, sai da frente Tiffany...
–Você está bem?–Uma voz me assustou e me fez abrir os olhos.
Mas que pensamentos confusos foram aqueles? Droga, eu estava no meu primeiro estágio de sono e algum idiota teve que me acordar.
Uma espécie de pano vermelho bloqueava a minha visão, então endireitei o corpo e olhei para MinHo. Percebi que Tiffany apertava firmemente minha mão e puxava meu braço para trás, em algum momento eu devo tê-la ultrapassado e trombado com MinHo.
–Estou ótima! –passei a mão pelos meus cabelos e sorri.
–Eu estava a sua procura–MinHo sorriu de volta.
–Então diga–Apertei os olhos e tentei me livrar do sono.
Fiz um esforço e puxei Tiffany para o meu lado, pela minha visão periférica pude notar que ela estava com uma expressão séria e olhava fixamente para mim. Eu estava com sono e isso só tornava mais difícil ainda lidar com ela e com seu ciúme bobo caso nós discutíssemos sobre isso, então seria melhor se ela ouvisse claramente a minha conversa com ele e percebesse que não importa o quão bonito e simpático MinHo é, entre eu e ele só poderia existir uma relação, a amizade.
–Estava pensando fazer um jogo MMORPG, já baixei bons editores para os gráficos e tenho um projeto para a história e jogabilidade. Então... –ele coçou a cabeça–Você poderia me ajudar com o resto?
–É claro! –respondi sem hesitar, era incrível como só de ouvir a palavra jogo eu já me sentia animada e todo aquele cansaço sumiu do meu corpo–Marque o dia e me avise. Vai ser medieval?
Tiffany soltou minha mão e eu segurei rapidamente em seu braço, antes que ela tivesse a oportunidade de ir embora.
–Yeah! Vamos ter dragões, espadas e todo o tipo de magias que você possa imaginar! –MinHo ergueu a mão.
–Estou gostando disso! –Bati na palma da sua mão.
Eu sempre tive vontade de fazer um MMORPG, era uma ótima forma de ganhar dinheiro, porem toda vez que eu tentava projetar um jogo eu me distraia jogando outros jogos, acho que com a companhia do MinHo finalmente vou criar algo. Seria bom se nesse jogo pudéssemos casar, assim eu faria Tiffany criar uma conta e me casaria com ela, melhor eu fazer uma nota mental para não me esquecer de dar essa sugestão ao MinHo.
–Amor! –Enrijeci ao ouvir alguém atrás de nós.
Prendi a respiração e me virei lentamente, eu não precisava ver para ter certeza que WooYoung estava ali, mas mesmo assim eu senti uma vontade inexplicável de o encarar. Ele envolvia a cintura de Tiffany e colava seu corpo ao máximo no corpo dela, apenas olhar aquilo fez com que eu sentisse pontadas em meu peito e uma corrente gelada passou por dentro de mim.
Tiffany se soltou do meu braço e ficou de frente para o WooYoung, o olhar que um dava ao outro e aquele sorriso no rosto dela... Tudo aquilo estava me matando porque eu sabia o que viria, porem eu não conseguia desviar meu olhar.
Observei a união de seus lábios por alguns minutos eternos, até conseguir ter forças para desviar a atenção para MinHo, segurei em sua mão e ele apertou os meus dedos. Não chore Kim TaeYeon, ele está olhando para você.
–Acompanha-me até a classe? –Minha garganta estava se fechando.
–É claro–Ele sorriu.
Caminhamos a maior parte do tempo em silencio, MinHo parecia notar a tristeza e o vazio em minha expressão, por isso ele respeitava o meu momento sem fazer perguntas. Por vezes as pessoas não entendem que não estamos prontas para falar sobre algo naquele instante, primeiro precisamos nos recuperar para conseguirmos desabafar porque lembrar do problema enquanto estamos fracas só faz com que a dor seja maior, no entanto, felizmente, MinHo era diferente das pessoas normais, agora ele parecia me entender sem que eu tenha dito uma única palavra.
Minhas pernas, que antes me foram de imensa ajuda, agora estavam pesadas demais e pararam a poucos metros da sala de aula, eu não podia mais continuar. Respirei pesadamente e analisei o corredor, que se esvaziava a cada vez mais com os alunos se dirigindo as suas salas. Era difícil não pensar em Tiffany e na promessa que ela quebrou, aquilo foi repentino e sem explicação, creio que não exista uma logica para isso, Tiffany foi perjura comigo e eu confiei que ela não me magoaria.
–TaeTae... –fechei os olhos ao sentir Tiffany me abraçando por trás.
–Sai... –sussurrei.
–TaeYeon, o que... ?
Tiffany me soltou e tentou separar os meus dedos da mão de MinHo, eu tentei me segurar firmemente na mão dele, porem ele colaborou com ela e retirou a mão, colocando-a no bolso do casaco.
–Acho que vocês precisam conversar–Olhei para MinHo e ele estava com um vinco entre as sobrancelhas.
–Eu não preciso conversar nada, vou para a classe–dei-lhes as costas e corri o mais rápido que consegui.
O professor de história estava fechando a porta e eu desesperadamente enfiei a minha mão entre ela e o batente, fechei os olhos e mordi o meu lábio inferior após sentir a dor da batida.
–Senhorita TaeYeon? –O professor abriu a porta e pegou em meu braço.
–Eu estou bem–abri um olho e tentei sorrir.
A ponta dos meus dedos latejava e eu tentei dobrar eles, mas meu dedo anelar estava duro e dolorido demais para fazer isso. Porque eu não enfiei o pé em vez da mão? Às vezes eu sou tão desprovida de inteligência.
Tiffany se apressou e segurou em meu cotovelo.
–Posso leva-la até a enfermaria? –Ela se dirigiu ao professor.
–Isso não é necessário! –me intrometi–eu estou bem, quero assistir a aula.
O professor sorriu e colocou a mão em meu ombro.
–Você é muito empenhada, mas acho melhor que você vá com a senhorita Hwang até a enfermaria, a batida foi forte–Ele fez um gesto com as mãos e pediu licença antes de fechar a porta.
–Nós precisamos mesmo conversar... –Tiffany começou.
Eu não estava com vontade e nem ao menos podia ouvir o que ela tinha para me dizer, qualquer desculpa que ela me desse não iria funcionar agora que eu estava magoada e com dor nos dedos, acho que minha unha vai cair...
A ignorei e andei na frente, enquanto me desmunhecava e tentava não prestar atenção nas palavras que Tiffany jogava contra mim. Concentrar-me na dor foi de grande ajuda para não ouvir o que ela tinha a dizer.
–TaeYeon! –Tiffany me fez girar nos tornozelos e encara-la quando chegamos em frente a enfermaria–Você entende, não é?
–Tanto faz–girei os olhos e dei de ombros.
Eu estava alheia a qualquer coisa que você possa ter dito, Tiffany, você não irá me atingir agora.
Virei-me e abri a porta da enfermaria, para minha surpresa havia um aglomerado de pessoas na pequena sala branca, todos me eram rostos conhecidos, elas estavam em volta de um único alguém, Jessica, que estava aos prantos.
–BWO?! –Gritei e SooYoung correu tapar minha boca.
–TaeYeon! –Jessica estava com um tom de voz parecido com a de um golfinho, isso me fez levar uma mão aos ouvidos e eu senti alguém cobrir minha outra orelha.
Abaixei minha mão assim que Jessica fechou a boca e lancei um olhar sério para Tiffany, pois ela ainda estava com a mão em minha orelha, então Tiffany foi descendo a mão lentamente pelo meu rosto até chegar ao meu braço.
–Está doendo ainda? –Tiffany perguntou com os olhos fixos na minha mão.
–Um pouco, mas você deveria se preocupar com Jessica e não comigo.
Ela se aproximou e eu me arrepiei quando senti seus lábios roçando em minha pele.
–Você sabe que eu só me preocupo com você–Tiffany sussurrou em minha orelha.
Olhei em volta e relaxei os ombros ao notar que todos estavam dando atenção a Jessica, menos SooYoung que nos encarava com uma sobrancelha levantada e um sorriso torto no rosto.
–O que aconteceu? –Eu puxei SooYoung pela manga.
–Yuri fez um estrago em YunHo... –ela suspirou e continuou–Jessica se sente mal com essas coisas de luta, ainda mais agora porque ela é amiga de Jaejoong.
A porta foi aberta violentamente e uma afobada Yuri entrou pressionando uma carne crua e fedorenta contra seu olho esquerdo.
–Nojento! –Tiffany abraçou a minha cintura e colou nossos corpos.
–Como está sua pressão, my princess? –Yuri buscou os lábios de Jessica e foi empurrada.
–YA! Não sei o que é pior, essa carne ou pepino–Jessica prendeu o nariz entre o dedão e o indicador.
–A enfermeira informou que a pressão dela já está voltando ao normal–HyoYeon se pronunciou.
Jessica afundou o rosto nas mãos e seu corpo começou a tremer, ela soltava gemidos contidos e Yuri a abraçou com o braço livre e beijou sua cabeça. Ficamos em silencio apenas observando aquela cena, Yuri parecia se entristecer junto com Jessica e algumas lágrimas surgiram no canto de seus olhos.
Tiffany mordeu meu ombro e eu a olhei, ela ainda estava agarrada em mim e agora ela me olhava com um sorriso tímido nos lábios, eu apertei os olhos e fiz bico, aquilo tinha doido e eu não queria graça com Tiffany agora. Eu só queria que ela parasse com essa proximidade, não que eu não gostasse, porem era difícil tentar ficar brava com ela quando ela me fazia ter vontade de beija-la.
–Não faz assim–Ela escondeu o rosto na curva do meu pescoço.
Eu ia respondê-la, mas Jessica levantou a cabeça e começou a dizer:
–Você não precisava ser tão agressiva, não precisava ter aceitado aquele desafio–Jessica soluçou e respirou fundo–Você sabe que eu não gosto de lutas, como eu vou olhar para o meu amigo Jaejoong agora que minha namorada foi impiedosa e deixou o namorado dele tão mal que teve que ir para o hospital?! –Novamente ela soltou seu grito agudo e ardido–E se algo tivesse acontecido a você? Eu acho que morreria, eu morreria Yuri! Você quer isso?! Quer que eu morra?!
–Não, meu amor, não diga isso–Yuri brincou com os dedos de Jessica.
–Eu sei que seria egoísta, mas eu queria tanto que você parasse com essas loucuras–Jessica colocou uma mecha do cabelo de Yuri atrás da orelha.
–Eu sou boa nisso, nada vai acontecer–Ela disse confiante.
–Mas e se você falhar? E se acontecer algo? –Jessica voltou a chorar, dessa vez de maneira mais contida.
–Se eu falhar eu te prometo que eu paro de lutar–Yuri levantou a mão e sorriu.
Jessica limpou as lágrimas e beijou brevemente os lábios de Yuri, a ultima fez uma careta e pediu outro beijo.
–Primeiro se livre dessa carne e passe uma maquiagem nesse olho roxo, segundo vá pedir desculpas para o YunHo e para o Jaejoong, depois lhe darei quantos beijos quiser.
Jessica cruzou os braços assim que Yuri começou a protestar, parecia que finalmente elas voltaram a ser o casal teimoso e implicante de sempre, eu as admirava por ser o que são na frente de todos sem se importar com nada, apenas uma com a outra.
Yoona, que estava ao lado de Sunny, finalmente se pronunciou.
–Eu conheço o Jaejoong e o YunHo, não se preocupe com eles, unnie–Yoona sorriu–Agora que está tudo resolvido vamos sair a noite? –sugeriu.
SooYoung me deu uma cotovelada nas costelas quando Sunny concordou com Yoona, eu podia ver um brilho e felicidade em seu olhar.
–Eu não vou poder ir–Tiffany me soltou e todas viraram para olha-la–Eu tenho algumas coisas para fazer...
–Vai passar a noite com seu namoradinho né? –Me ouvi dizer com um tom esnobe e tapei a minha boca.
O silencio pairou na enfermaria, todas me olhavam de um modo interrogativo, menos SooYoung e Tiffany que estavam surpresas com minha reação. Eu abri e fechei a boca algumas vezes, eu queria dizer algo para me justificar, no entanto novamente a minha mente me abandonou, minha cabeça nunca esteve mais vazia.
Fui salva pela enfermeira que entrou na sala com uma prancheta em mãos.
–Já podem voltar para suas respectivas salas, a senhorita Jessica ficará bem.
–Você tem muito o que me explicar–Yoona disse ao passar por mim.
As meninas acompanharam Yoona, menos Tiffany que estava me olhando inquisitivamente e eu, que estava paralisada.
–Algum problema, senhoritas? –A enfermeira se pôs entre nós.
Tiffany pegou delicadamente em minha mão e mostrou a enfermeira.
–Ela teve um pequeno acidente com a porta–Tiffany não desviou o seu olhar dos meus olhos.
Olhei para a enfermeira, que analisava atentamente minha mão, ela mordia os lábios toda vez que eu resmungava de dor por ela estar mexendo em meus dedos. A enfermeira se virou e começou a procurar algo nos enormes armários de vidro e aço.
Voltei a minha atenção para Tiffany quando ela segurou em meu rosto e se aproximou de mim.
–TaeTae... –ela juntou nossos lábios e os separou logo em seguida–eu não vou sair com elas essa noite porque vou estar com você.
Eu balancei a cabeça e tirei sua mão do meu rosto.
–E seu pai vai deixar?
–Ele vai pensar que eu estou com meu namoradinho–ela piscou para mim.
Olhamos para lados opostos assim que a enfermeira disse que tinha achado a pomada e se virou sorridente.
Passamos alguns minutos em silencio, enquanto a enfermeira enfaixava minha mão. Eu fiquei olhando para a ponta dos meus dedos, era justo a mão que eu mais usava no coito, maldição estou sentindo minhas bochechas esquentarem só de ter esse tipo de pensamento.
A enfermeira nos dispensou e nós andamos sem rumo pelo colégio, apenas esperando o tempo passar e apreciando a companhia uma da outra.
–Eu quebrei uma promessa... –Tiffany resmungou.
–Sim e eu ainda não te perdoei por isso–dei um soco de leve no ombro dela–porque você fez isso hein?
–Eu não gosto de te ver com o MinHo, vocês tem... –Ela olhou para baixo e deixou seus cabelos cobrirem seu o rosto–eu sei lá, o modo como se olham e o modo como você despertou do seu sono eterno quando trombou com ele, aliás, você ficou com a cara no peitoral dele! –Tiffany deu um tapa na minha mão e eu gemi–Tae! Desculpa! –ela pegou minha mão e a beijou.
–Desculpa por isso ou por ter beijado WooYoung na minha frente?
–Pelos dois! –ela olhou dentro dos meus olhos–eu te amo e eu...
O sinal tocou e os habituais macacos de sempre saíram de suas classes e começaram a nos empurrar.
–Vejo você depois! –ergui a mão e acenei um tchau para Tiffany.
Eu segui a multidão em direção a minha classe, seria um dia longo... Bocejei e sorri, o sono voltou e eu finalmente poderia dormir em paz durante as aulas.
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