It Is Not Love!
9 Capítulo 8
Quando tirei a saída de praia, o Lucas entrou no quarto e ficou me encarando. Coloquei minha toalha na frente do corpo o mais rápido possível:
Amanda: Sai daqui garoto. Esqueceu de bater na porta foi?
Lucas: Por que você pode e eu não?
Amanda: Do que você tá falando Lucas?
Ele fechou a porta atrás de si e chegou mais perto de mim-
Lucas: Vai dizer que você achou que eu não percebi você me secando hoje? - Nisso, ele já estava a dois passos de mim —
Amanda: Ahn? Eu nunca ia te secar garoto. Você é um idiota mesmo — Fiz menção de sair, mas ele me agarrou pelos braços —
Lucas: Eu sei que você gosta de mim, e não é de hoje.
Virei o rosto e respondi a ele:
Amanda: Eu não te suporto!
Lucas: Olha pra mim. Olha no meu olho e repete isso!
Senti minhas pernas fraquejarem e seu perfume já estava alterando a ordem dos meus pensamentos; Mas, eu não poderia dar esse sabor de vitória a ele! Mantive-me firme e o respondi:
Amanda: EU NÃO TE SUPORTO COISA PERTURBADA! E sai do meu quarto agora seu idiota!
Lucas: Não sei como, mas você conseguiu resistir a mim gatinha. Mas não te preocupa com isso, eu não desisto do que eu quero.
Amanda: Você tá parecendo o Renan. Some daqui!
Caralho! Como ele faz isso? Só o perfume desse otário já me desconcentra. Fui tomar um banho, porque do nada, me deu um calor desgraçado. Coloquei um roupa e fui dar uma volta pela orla.
Passei em uma barraquinha que tinha perto de casa e comprei um coco.
Cara, que nostalgia que me deu passeando por ali. Quando pequena, eu vinha pra cá e ficava mofando embaixo dos coqueiros. Sentei em um banco e me veio na cabeça a vez que eu cortei o cabelo da Laura. Poxa, eu era pequena gente! Sorri comigo mesma lembrando o dia que conheci o Renan aqui. Um muleque de 12 anos, com um skate preso nas alças da mochila e me passando cantada barata. Quem diria que ele se tornaria o meu melhor amigo? Decidi levantar dali e ir pra casa. Passei em frente a uma padaria e vi uma caixa de papelão. A curiosidade foi maior e eu decidi ver o que era. Quando olhei dentro da caixa, vi um shitzu. Entrei na padaria e perguntei se era de alguém. A atendente me disse que estavão ali pra adoção, porque tinham abandonado três em frente a casa dela e ela trouxe pra ver se ninguém iria adotá-los. Disse também que uma senhora havia levado um casalzinho, mas deixou a fêmea menorzinha. Avisei a ela que levaria essa pequenina. Ela estava tremendo, com frio, assustada... Abracei-a o mais junto a mim que foi possível para que ela se aquecesse com o meu calor humano. Andei até em casa o mais rápido possível e entrei sem nem falar com ninguém. A coloquei no meu tapete e a fiquei admirando.
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