Issues - Short fic

2 ISSUES - Início de um problema


Notas iniciais
Hey hey everybody! Estou partindo o capítulo original em alguns capítulos, então esse e o próximo serão apenas pedaços do primeiro. Caso você já tenha lido, tudo nem. A postagem do inédito sairá em breve. É isso. Muito obrigada por tudo ♥ NOTA PÓS REVISÃO: No word esse capítulo deu seis mil palavras, fiquei até assustada kkkkk. Guardem a importância da música "Last Hope" do Paramore, será mais importante na frente. Se possível, conheçam ela agora e entendam a letra. A música que ela canta é ISSUES da Julia.

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Três anos atrás, 2017 — Agosto

Portland, Oregon

— Então… Você quer sair comigo? — perguntou enquanto segurava minhas mãos. Sua feição parecia esperançosa. Meu coração batia de maneira descompassada, nós estávamos saindo regularmente há três meses. Mas eu esperava que a altura do campeonato a frequência diminuísse, contava com seu desinteresse.

Considerando todos os fatores, me envolver com alguém não era recomendável. Nesse momento preciso me concentrar na pessoa em que queria me tornar, e qualquer atitude que destoasse disso poderia se tornar um problema.

— Olha, eu gosto de você. Mas não vai dar, Jace. — apertei suas mãos enquanto o olhava. — Você sabe disso, sabia antes de começarmos.

— A faculdade não precisa ser um problema, não vou te impedir de…

— Não é só a faculdade, existem outras coisas no caminho. — meu último relacionamento não foi um exemplo de cumplicidade, pensei. Eu era bem mais nova, e usá-lo como parâmetro é no mínimo desonesto, mas… Ainda assim — Não posso começar algo que eu sei que vai a lugar nenhum.

— Por que a gente só não aproveita o tempo juntos? — com certeza a última coisa que eu precisava naquele instante era sua persuasão. A parte sentimental que habita em mim correria e aceitaria o pedido sem titubear, contudo, a parcela racional alertava que não era possível.

Com a confiança abalada por experiências anteriores, as chances de mágoa eram imensuráveis. Não sentia-me pronta para algo sério porque ainda tinha minhas inseguranças. Jonathan também não era alguém “fácil” de lidar, se envolvia em brigas e parecia ter um temperamento muito inconstante. Era exatamente o que eu não precisava. Embora quisesse, sabia que essa combinação só poderia resultar em tragédia.

— Eu sei onde isso vai dar… Quando menos esperarmos vamos estar agindo como muito mais que “pessoas que estão aproveitando o tempo” — minha voz era suave, minha última intenção era ser rude naquela conversa — Entendo que pra você parece que eu estou “indo longe demais”, pensando muito para algo tão simples, mas… — é que não dá, não posso fazer isso minha cabeça lembrava-me, fazendo com que eu suspirasse. Parece não ser possível explicar o que eu sinto, fecho os olhos fortemente para respirar e dar um fim nisso expressando um dos milhares de sentimentos naquele instante — Sinto muito. — deposito um beijo em sua bochecha e solto suas mãos.

Sua feição parece confusa, como se não compreendesse minha atitude. Em seu lugar faria o mesmo. Não pareço a mesma garota que era receptiva com seus carinhos ou que aceitava suas investidas e flertes sem pensar. Porque quero ser a Clarissa que sabe que vai para outro estado assim que a escola acabar e que não pode se dar ao luxo de mudar de foco. Mesmo que queira estar com ele.

Apenas deixo a sala sem hesitar.

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Três anos atrás, 2017 — Setembro

Portland, Oregon

Festas sempre foram comuns por aqui. O famoso “quando os gatos saem os ratos fazem a festa”, a maioria dos adolescentes esperavam que seus pais se ausentassem para convidar alguns amigos para uma reunião, porém esses “poucos amigos” tornavam-se inúmeros desconhecidos rapidamente e a reunião se transformava em uma comemoração ao nada em particular.

Afinal, aos dezessete anos, quem se importa com o que se celebra? Apenas o resultado é importante nessas horas, ou seja, música alta, danças e bebida aos menores de idade, mesmo que ilegal acontecia mais frequentemente que o imaginado.

Mas os festejos de Sebastian Verlac nunca começavam como reuniões intimistas que cresciam com o tempo através dos burburinhos, ele as anunciava e as pessoas apareciam, simples assim. Talvez fosse pela experiência. Pelo status. Muitos fatores poderiam contribuir para sua popularidade.

A condição social e financeira favorável do meu primo era um agravante. Suas festas sempre foram consideradas uma das melhores do High School. Geralmente fazia para comemorar o fim do semestre, a vitória do time de basquete ou até mesmo o fato de “estar solteiro” e por “estar vivo”. Contudo, dessa vez não existia nada em particular, além da recente volta às aulas e o começo de mais um ano letivo recém iniciado há quase um mês e meio.

Nós éramos próximos, não apenas Sebastian e eu, mas sim toda a família Lightwood e uma parte bem específica dos Herondale, Jace. Logo, é provável e quase inevitável que frequentemos as mesmas festas e locais. Porém, ultimamente eu estou me esquivando e faltando alguns compromissos mais do que é aceitável socialmente e educado, devido ao recente ocorrido com Jonathan.

Não me arrependo de fato de ignorá-lo, sei que é o melhor para mim, entretanto é estranho ter que fazê-lo, mesmo que apenas um mês já tenha se passado acredito que talvez agora seja mais fácil de conviver e lidar com a sua presença. Eu sei que meus sentimentos não somem facilmente, reconheço isso, eu me conheço e sei que a minha escolha não foi uma das melhores. Mas foi a melhor alternativa, ao menos a melhor que eu encontrei. A melhor para mim.

Porque eu já tive uma quedinha por Jace Herondale há algum tempo, e sei como é. Deu certo na época, poderia funcionar agora. Não é mesmo?

Meu exercício diário de evitá-lo foi tremendo, estudamos na mesma escola e temos os mesmos amigos, é nítido o que estou fazendo. Alguns percebem, porém não comentam sobre. Não me orgulho muito, mas… Ainda assim, fiz o meu melhor ao não procurá-lo ou olhar pelos corredores tentando vê-lo de alguma maneira. Talvez seja mais fácil agora.

É quase decepcionante que eu não tenha a certeza. Estou supondo que estamos em uma área segura. Baseando-me no “talvez”. “Talvez seja mais fácil agora”, é definitivamente decepcionante.

Então quando Verlac avisou-me sobre a comemoração achei que talvez já fosse a hora de parar de me “esconder” e parar de basear o que está acontecendo em hipóteses.

A música toca audivelmente na sala de estar, porém de onde estou, na cozinha, o som é um tanto abafado. Luzes coloridas piscam, os ambientes têm cores diferentes devido à uma mudança temporária de iluminação feita por Sebastian, apenas para a comemoração do dia de hoje. A sala tem tons de roxo, enquanto os demais cômodos variam entre vermelho, rosa e azul.

Isabelle está por lá acompanhada por Merlion, um flerte antigo, Simon tinha dispensado o convite e Maia estaria chegando em breve. Estou um tanto distante de todos meus amigos presentes, isolada por vontade própria com meu copo já quase vazio, não sou fã de álcool, porque pode prejudicar o meu desempenho escolar e diminuir minha produtividade, e preciso de boas notas e embora seja uma sexta feira à noite beber não entra na minha lista de prioridades, logo o que preenche meu copo é apenas uma batida simples de morango e abacaxi.

Sebastian as fazia especialmente para mim e as mantinha escondidas durante a duração da festa, nós poderíamos ter inúmeros problemas contudo, ele respeita minhas decisões pessoais, mesmo que ainda zombasse delas para seus amigos raramente quando eu estava por perto.

Um vulto começou a se aproximar, e tornou-se visível rapidamente. Senti um nervosismo e quis sorrir por alguma razão desconhecida, mas não o fiz. Jonathan está diferente desde a última vez que nos vimos. Seus fios loiros pareciam mais curtos, e quase havia me esquecido o quão bonito ele fica sem o uniforme tradicional.

— E aí, ruivinha? — falou ao adentrar a cozinha, piscando para mim. Apenas levantei o copo para cumprimentá-lo silenciosamente, e desviei o olhar em seguida. Ao invés de sair permaneci parada, talvez fosse pelo desejo de não deixar óbvio minha tentativa de ignorá-lo, ou até mesmo porque não existiam razões naquele instante para tal.

Encarei minha bebida por um longo tempo até ouvir uma movimentação próxima a mim. O loiro parou ao meu lado. Estávamos encostados na parede da cozinha. JC segurava um copo vermelho, provavelmente com alguma mistura alcoólica inventada por Sebastian.

— Você não pode me ignorar pra sempre, sabe disso certo? — meneou a cabeça em minha direção. Seus olhos pareciam acompanhar o ritmo da minha respiração e cada mínimo movimento que fazia.

— Sei, porém posso tentar. — sorri e beberiquei meu drink ao olhá-lo, desviando o olhar logo em seguida. — Mas… Sinto te decepcionar, não estou te evitando.

— Você sente muitas coisas. Não é mesmo? — soou irônico. Provavelmente se referia ao que eu disse ao afirmar que não poderia encontrá-lo novamente. Contudo retomou o assunto ao bufar — Você desmarcou quatro encontros com o pessoal depois que soube que eu confirmei. Isso é evitar. — pausou — A gente não pode conversar?

— Não é arrogante da sua parte pensar que a minha ausência está diretamente relacionada à você?

— Não quando eu sei que é verdade. — ri revirando os olhos. Embora fosse verdade, era um tanto prepotente presumir dessa maneira — Escuta, sei que nós vamos nos ver querendo ou não. Você é a melhor amiga da Isabelle. Estudamos no mesmo lugar. — desencostou da parede e se posicionou em frente a mim, fazendo com minha postura mudasse para olhá-lo — As circunstâncias nos põem no mesmo ambiente. Mas eu não posso deixar de viver em função da sua decisão, e você também não deveria. — sem reação, sou deixada para trás.

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14 dias depois, Setembro — 2017

Portland, Oregon

Jonathan Herondale sumiu por duas semanas inteiras. Não o vi em lugar algum e nem ao menos tinha feito esforço para isso, era como se ele tivesse desaparecido do mapa.

Obviamente não tive coragem de perguntar à Izzy por onde ele estava, pois seria um tanto incoerente. Mas a ansiedade corroía ao longo dos dias e a cada vez mais a curiosidade aumentava. Como alguém poderia simplesmente se tornar invisível? Não tinha sido ele a dizer que não pararia de viver a sua vida em função de algo que eu decidi? Então, por que da noite para o dia ele “desapareceu”?

Sua ausência causava-me uma aflição tremenda, meus pensamentos eram direcionados à ele com uma frequência maior que o normal. Talvez se ele ainda estivesse por aqui minha mente não o procurasse em todos os lugares possíveis.

Seria isso saudade?

Meu coração acelerava com a expectativa de sua presença, olhava sempre ao redor esperando encontrar seus olhos, mas a decepção era crescente quando notava que mais uma vez Jonathan não estava presente.

Por isso quando o vi após quatorze dias eu esqueci tudo aquilo que havia dito sobre distância e não querer ter um relacionamento. Quando notei sua presença pelos corredores senti uma vontade latente de correr até seu encontro e beijá-lo, mas é claro que existe um limite ao papel do ridículo, então não o fiz. Não publicamente.

Ao vê-lo empurrei minha vontade de abraçá-lo da melhor maneira possível, de mexer em seus cabelos e de fazer inúmeras perguntas como se fôssemos alguma coisa, mas me contive, mesmo que desejasse saber ao menos como ele estava e o que fez durante esse tempo.

Mas não aconteceu. Talvez fosse pelo orgulho ou pelo sentimento de vulnerabilidade, mas nosso primeiro contato depois de seu retorno não se encaixou nas idealizações afetivas feitas por mim…

Cinco dias após sua aparição eu tomei uma atitude que não condizia com minha postura anterior. Eu o procurei e bom, nós nos beijamos e por breves momentos foi como se ainda estivéssemos de volta ao Summer Break. Sem grandes preocupações, só nós dois. Mas não estamos mais nas férias de verão e eu não posso fazer isso.

Não posso fingir que não estou prestes a magoá-lo. Não posso ignorar que ele quis dar mais um passo em o que nós tínhamos e eu dei para trás, eu desisti. Não posso agir como se minhas ações não tivessem consequências, pois elas afetam diretamente outras pessoas.

Flertes e beijos no armário do zelador. O quê eu tô fazendo?

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2017, Outubro

Toda essa “indecisão” a respeito de nós, e o que eu pretendia fazer com o que temos não trouxe bons resultados. Principalmente, quando Jonathan demonstrou estar cansado.

Quem não estaria? É a pergunta a se fazer.

Nesse morde e assopra não há uma maneira de sair ileso.

Nunca foi minha intenção deixá-lo confuso, mas a distância parecia querer me sufocar. E eu o queria por perto, o quero por perto. Entretanto, eu o afastei. Mesmo que seja doloroso em partes para mim, foi algo que decidi sozinha. Não posso desconsiderar a maneira que ele está se sentindo e continuar agindo dessa forma. E mesmo que eu saiba disso, ajo de maneira completamente contrária às minhas falas.

Até porque, beijá-lo no armário do zelador, flertar e dançar com ele não parece com o que eu pedi há um mês atrás: distância. Não é condizente.

Então, quando Sebastian me convida para uma noite de jogos eu não nego, como fiz por um curto período de tempo, decido ir e enfrentar as consequências das minhas ações. Porém, quando o vejo não me sinto preparada.

É claro, eu não tenho intenções de discutir com Jonathan, nunca tive na verdade. Mas, sinceramente não me sinto confortável sabendo que nesse instante ele pode estar bravo comigo, não é essa a palavra, mas sim decepcionado. Não queria deixá-lo assim. Não queria que mudássemos. Nós sempre fomos amigos, mas de um tempo pra cá, desde quando começamos a nos envolver eu tenho medo que tudo dê errado, e eu perca um amigo.

Contudo, aparentemente tudo o que eu faço parece tornar isso mais próximo de acontecer. Afastá-lo dessa maneira não é justo com ele, não é justo comigo. Eu gosto de Jonathan, romanticamente falando, já tive uma quedinha por ele anos atrás, mas… Agora é diferente porque o sentimento é correspondido.

E é diferente porque somos mais velhos.

Ele quem tomou a iniciativa. Eu não parei. Nunca. Porque gostava dos beijos, da atenção e das incríveis sensações que ele me trazia, dos encontros e de absolutamente tudo que fazíamos juntos. Porém, conforme o tempo passava mais eu sentia que estava estragando nossa amizade. Sentia que estávamos nos afastando cada vez mais do que costumávamos ser e que não teríamos volta.

Jonathan sempre soube dos meus planos. E eu sempre soube os dele. Uma escola de culinária para que ele pudesse trabalhar como Chef em alguns anos, quem sabe ter até o próprio restaurante. Enquanto eu, faria faculdade de literatura. Provavelmente na UCLA. Há dois anos já tínhamos até mesmo pensado em morarmos juntos ao entrarmos na universidade. Mas, a essa altura, simplesmente não aconteceria, pois estamos distantes demais de tudo.

Posso vê-lo agora na sala, como a maioria dos convidados. Confesso ter ficado surpresa ao realmente se tratar de uma reunião entre amigos. Porque quando o assunto é Sebastian Verlac nunca é apenas “uma reunião”. A casa, sem decoração dessa vez, tinha apenas alguns jogos comuns, copos e drinks caso alguém se interessasse em beer pong, karaokê e pizzas. Exatamente da maneira que costumávamos fazer antes de entrarmos no ensino médio, sem a parte da bebida, é claro.

Porém, ninguém parece interessado em álcool no dia de hoje, nem mesmo Sebastian. Simon, Izzy, Maia, Jordan, Jace, Aline e sua namorada, Helen apareceram como o combinado e estão espalhados pelo chão e sofá da sala. É quase que tranquilizante estar aqui, meu primo realmente devia querer uma “folga” de tanta bagunça e trabalho na manhã seguinte para arrumar a desordem.

Uma música toca baixinho no aleatório, Simon e Iz riem de algo, enquanto Helen e Aline parecem confidenciar segredos. Jordan e Maia conversavam com o JC e Sebs, e eu apenas observava de longe enquanto me servia na cozinha, que sempre parece ser o lugar onde eu me escondo.

Sou chamada por Izzy para participar de um jogo de mímica, que me leva animadamente em direção a sala. Herondale ri ao ver Isabelle se divertir, o que me transmite alívio e uma pontada de felicidade ao saber que ele está bem. Um sorriso involuntário escapou.

Seus olhos encontraram os meus e ele desviou o olhar quase que de imediato. Aceno com a cabeça para mim mesma, assumindo que entendi o recado, prestando atenção em minha amiga que começou a nos separar em grupos.

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Após algumas partidas hilárias de “quem sou eu” e mímicas. Aline sugeriu um karaokê e jogos de dança, o que foi aceito por todos. Exceto por Sebastian que relutou um pouco, mas cedeu no final. Até mesmo Jonathan disse que participaria, mesmo que todos soubessem que não se passava de uma mentira.

Hoje não se parece um dos melhores dias para ser um Herondale. Visto que, Jace está diferente do normal, parece cansado e preocupado. Mesmo que mais cedo tenha aparentado estar bem e feliz, em alguns momentos parece aflito ao mexer no telefone ou se isolar por alguns instantes antes de voltar para onde todos estão. Embora ninguém comente, todos sabem que existe um problema.

Porém, ele não me quer por perto. Suponho que nem ao menos como amiga e não há nada que eu possa fazer. Estou atenta ao que está acontecendo, e vejo Isabelle saindo com Jace enquanto Simon me convida para inaugurarmos o karaokê.

Ao vê-los juntos a lembrança de nossa conversa surge, fazendo com que eu, mais uma vez nessa noite, saiba que que estou apenas prejudicando um antigo amigo.

“— Clary, eu te amo. Você é a minha melhor amiga. — segurou minha mão — Mas o Jonathan é o meu primo, ele também é minha família, e eu não posso tomar partido de nenhum dos dois vendo o que está acontecendo. Vocês realmente estão complicando as coisas.

— Izzy…

— Escuta peaches, você está tornando isso difícil. Ele sumiu por duas semanas, como você pediu, e de repente você o agarra no almoxarifado? Flerta com ele como se nada tivesse acontecido? Vocês são minha família, eu não vou me meter. Mas pensa no que você tá fazendo. — saiu, deixando-me sozinha com meus pensamentos conflituosos”

Respiro fundo aceitando o pedido, focando minha atenção no karaokê e na maneira que me sinto. Quase todos já me viram cantar, não é exatamente um problema. Nunca me viram cantar uma original minha, porém outras canções frequentemente são “performadas” por mim em passeios de carros ou em momentos como esse.

Esqueço de tudo e todos os pensamentos que me ocorreram durante a noite e apenas aproveito o momento. A música escolhida é “Locked out heaven”, uma clássica da amizade FairLove, o nickname que criamos para nós mesmos aos nove anos. É divertido cantar com Simon. Sempre cultivamos esse costume.

Já havíamos cantado inúmeras vezes no carro ou em outros ambientes, todos conhecem nessa sala conhecem Bruno Mars, é quase religioso.

Estamos de pé ao cantarmos, Simon gira-me enquanto cantamos, em uma coreografia improvisada conforme a música toca. Nossas vozes combinam e sincronizam por conhecermos tão bem a letra. Lovelace tem uma ótima voz, e por isso é vocalista da banda Curse Paradise.

É tão bom estar aqui neste momento, com meu melhor amigo desfrutando de uma das nossas músicas favoritas. Ri ao terminarmos. Gargalhei na verdade. Ele apenas me abraçou levantando-me tirando meus pés do chão. Naquele instante a pontuação não era importante, na verdade, apenas o momento era. Memorável, de fato. Lembranças essas que ficarão guardadas comigo. Simon me pôs de volta na superfície.

Fazendo a pergunta que sempre fazíamos: — Você já pensou em fazer parte de um duo? — perguntou brincando.

— Você me daria essa honra? — gargalhei.

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Mais tarde naquela mesma noite, quando todos estavam de volta à sala, e todos já tinham exibido o lado cantor de casa um. Simon e eu decidimos repetir a dose ao cantar “Last Hope” da banda Paramore.

Uma “vibe” mais tranquila em relação à última, sem coreografias improvisadas, estávamos sentados no chão com as costas apoiadas na base do sofá.

“Essa é a minha música, você sabe né?”

Perguntei antes de começarmos.

E Simon sabia. A música me dá arrepios. E ele sabe que o dia que eu tivesse coragem de aceitar cantar essa canção com a banda… Ficaria gravado para sempre em mim. Nós estamos habituados a conhecer certas canções por conta da banda e do amplo repertório, ou porque fazem parte da minha playlist de viagem.

Mas… Last Hope tem um significado a mais para mim. Simplesmente me dá sensação de euforia e faz com que eu sinta vontade de gritar a música para que todos possam ouvi-la e entender o significado que tem. Cantamos calmamente, em um ritmo mais lento devido a versão acústica do karaokê. Simon sorri cúmplice durante toda a canção.

Suspiro a fim, com um sentimento latente de alegria no peito. Um sorriso ocupa meu rosto enquanto nós nos observamos.

— Por que vocês não tocam juntos? — Aline questionou, interrompendo o momento de devaneio conjunto. Estava atrás de nós, sentada no sofá com Helen — Quero dizer, você tem uma banda Simon, e Clarissa eu não sabia que você cantava… — assumiu a surpresa — Quero dizer, eu sabia. Sebastian sempre comentou sobre isso… Mas eu não sabia que você cantava tão bem, e agora que sei, não entendo o porquê de ter escondido essa voz por tanto tempo.

— Não me sinto tão confortável cantando na frente de estranhos, vocês são meus amigos, por isso tá tudo bem. — confessei, sentando ao seu lado. — Mas geralmente vocês duas estão cercadas por desconhecidos, e eu… Não tenho o hábito de cantar para mais de dez pessoas. — ri. Mesmo que Penhallow fosse parte do nosso ciclo social há um tempo, não somos exatamente muito próximas para que ela me acompanhe em passeios de carro ou esteja comigo durante os ensaios da banda.

— Vocês deveriam fazer uma banda de cover, aposto que daria certo com a quantidade de fãs que essa banda tem. — afirmou Helen oferecendo incentivo — Poderiam conseguir algum dinheiro pra faculdade… — pareceu animada.

— É uma boa — respondi. Não sabia se contar que os palcos não eram meu objetivo, pois causava-me arrepios ruins na espinha. Mas não queria quebrar o clima, então optei por destoar do que dizíamos — Acho que vou pegar mais jogos lá em cima. — desviei do assunto, subindo em direção ao segundo andar.

Conheço essa casa como a palma da minha mão. Entro rapidamente no quarto de Sebastian, sem nem ao menos bater, não esperava que alguém estivesse por lá, afinal todos os convidados estavam no andar inferior. Ao menos foi isso que pensei, pois ao ver uma silhueta sentada na cama, assustei-me devido a surpresa e a presença alheia no breu do quarto, fazendo com que meu corpo saltasse.

— Eu… Ah — perdi a fala por alguns segundos, enquanto piscava tentando processar o que acontecia.

— Você mandou bem lá embaixo — comentou. A voz de Jace ocupou o ambiente. Procurei pelo interruptor, ainda de frente para ele.

— Obrigada… — respondi sem jeito. Acendi as luzes, finalmente — Tá tudo bem? — perguntei ao observar seu rosto.

— Sim… É só a meu pai. — levantou-se e eu me aproximei. — Nada demais. Você sabe. — passou a mão pelo rosto, voltando a se sentar.

— Você não parece completamente bem, Jace — andei em sua direção de forma lenta, não me aproximando demais — Nunca tá tudo bem quando é seu pai. — o rosto de Jace parecia avermelhado. Queria abraçá-lo e acarinhar seu cabelo, mas não o fiz, seria íntimo demais.

— Ele é difícil. Você sabe disso.

— Eu sei. — andei em sua direção, ficando ao seu lado. Mesmo receosa sentei ao seu lado na cama. Olhávamos para frente. Não possuía coragem para olhá-lo naquele instante. Meus sentimentos estavam confusos e sensações espalharam-se pelo meu corpo, uma mistura de frenesi e nervosismo.

Herondale não está em um bom momento. Queria apenas transmitir apoio e conforto, pois as poucas vezes que encontrei Stephen pude ver a relação conflituosa que os dois tinham, considerando que era um homem um tanto quanto “controlador” e rígido. Seu pai não esconde o desgosto devido as amizades que Jace fez ao longo dos anos. Repreende as saídas e nos piores momentos distribui críticas a todos, inclusive ao loiro sentado próximo a mim.

Encostei minha cabeça em seu ombro, respirando fundo. Estar ao seu lado fazia com que me lembrasse de como me sentia leve e não preocupada por ele querer um relacionamento. Desde o divórcio dos meus pais senti-me sozinha inúmeras vezes, Dorothea minha psicóloga alertou me que muitos dos relacionamentos que criei, amizades e rápidos affairs eram uma tentativa falha de suprir a presença de Jocelyn e Valentim, considerando que meu pai, embora ainda fosse uma figura presente, mudou de estado enquanto minha mãe arrumou outro emprego para conseguir nos sustentar.

Em alguns momentos sufoquei Izzy e Simon com minha presença exaustiva e insistente, temi que me tornasse uma pessoa extremamente dependente e desde que reconheci traços como esses em minha personalidade, “decidi” que a melhor escolha era me afastar de possíveis interesses amorosos para que não me perdesse ou metesse mais alguém nessa “bagunça”, é claro que com o auxílio de Dot em termos técnicos, pois fora ela quem me avisou.

Mas nossa proximidade causa-me certo esquecimento. Como se todo pensamento lógico sumisse. Ficamos em silêncio por um longo período, minha mão agora em sua coxa enquanto ele a segurava. O ar parecia pesado, conflitante. Decidi olhá-lo, virando meu rosto em sua direção. Com a mão livre toquei seu rosto, virando-o em minha direção.

Observo com cuidado sua boca e olhos, Jace parece querer tanto quanto eu. Apertou minha mão, se inclinando em minha direção, tirando uma mecha ruiva de perto de meus olhos. Fechei os olhos e permiti que acontecesse.

— Clarissa, o que você quer? — perguntou antes que nossos lábios se tocassem me surpreendendo.

— O quê? — pisquei confusa me afastando. Pensei que fôssemos nos beijar e agora estava um tanto quanto desapontada.

— O que você quer, Clarissa. — repetiu — Você some, mais ou menos. Depois eu sumo, porque você quis assim, mas continua me procurando… Eu não entendo. — respirou fundo, ficando em silêncio por um tempo. — Olha, se você não quer mais me ver precisa me dizer. Eu entendo toda a sua questão com relacionamentos e prometo não te incomodar mais. Mas você precisa me dizer porque não faz sentido depois de ter te dado o espaço que você quis você vir e me beijar como se nada tivesse mudado.

— De que parte você tá falando? — fiquei confusa

— De tudo… Parece que acontece em looping. Depois que eu sumi você me procurou e eu sinceramente não sei se aguento outra rodada deste morde e assopra. Você age como se me quisesse por perto e depois muda de ideia. É como se nada estivesse diferente, enquanto nós dois sabemos que está.

— Eu… Não mudou, nós não mudamos, é só que… — bufei confusa, me levantando — Quando você sumiu e apareceu… — fiquei feliz em te ver guardei esse comentário, me referindo ao tempo em que ele se manteve afastado — Eu não sei… — pus a mão na testa — Fiquei confusa.

— Você não poderia ter perguntado sobre mim ao invés de ter feito o que fez? — mantive-me em silêncio, escutando suas reclamações completamente coerentes — Ou… ter me cumprimentado normalmente? Com um abraço? Qualquer coisa poderia se configurar nessa situação.

— Você sumiu e eu só… — me interrompeu, como se não tivesse ouvido nem ao menos o início da minha sentença.

— Por que você fez aquilo, hem? Você se sente bem sabendo que me desestabiliza? Por que você me procurou sabendo que aquilo poderia acontecer? — passou a mão pelo cabelo — Você me pediu espaço, e eu te dei! — bufou — Porra, isso não faz sentido! Nada disso faz!

— Não sabia que você estava se recusando agora, você parecia tão interessado quanto eu, não se faça de desentendido. — de todas as respostas que eu poderia dar… Essa foi a menos sincera. É apenas o retrato simplificado de toda a situação. Quase como uma transferência de culpa.

É apenas o retrato de estar na defensiva, assumindo apenas um lado da culpa. Enquanto o que eu gostaria de perguntar é “Por que você está descontando em mim?”. Porém, também seria desonesto. Nesse instante, Jonathan tem inúmeros conflitos em mente, e nosso caso é apenas um deles.

— Não mude o foco da conversa! Você sabe muito bem qual é a questão aqui! Porque sinceramente eu achava um tesão todo esse jogo de flerte, mas eu não faço ideia do que estamos fazendo. Isso vai dar em algum lugar?

— Com algum lugar você se refere ao sexo? — fui na defensiva mais uma vez.

— Você está bem direta hoje. Deveria usufruir disso com mais frequência e ser sincera sobre o que sente e quer. Ao invés de manter esse jogo ridículo onde só você sai ganhando. Eu gosto de você, o que você quer que eu faça?

— É o álcool. — menti — Tem um pouco disso lá embaixo. Mas você também está muito direto, se quer saber.

— Você não bebe, Clarissa — revelou o que era um fato, e apenas revirei os olhos — Eu era um dos seus melhores amigos e você acha que eu não te conheço? — bufou — Estou confuso com o que passa na sua cabeça e com o que você quer de mim. — desviou o olhar por alguns segundos — Você sabe o que eu sinto por você, e nada disso é justo.

O peso de suas palavras recaem sob os meus ombros, com a conclusão que sou uma grande filha da puta. Jace tem razão. Assim como Isabelle. Estou complicando demais algo que deveria ser simples. Magoando pessoas desnecessariamente, mesmo que reconheça como elas se sentem. E eu não posso negar que sei sobre Herondale, pois ele já me disse

— Olha, foi mal — bufei. Desviar do assunto principal não seria a melhor alternativa — Na verdade foi péssimo o que eu andei fazendo. — virei, ficando de costas — Sei que a decisão foi minha, e eu tô fodendo com tudo. — passei a mão pelo meu rosto — Eu… Porra. Não queria te deixar assim, esquece o que aconteceu.

— Certo. — soou rude — E não, eu não estava falando de sexo Clarissa. Às vezes parece que eu nem te conheço. — saiu batendo a porta

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Duas semanas depois.

Novembro, 2017

Foda-se. Eu gosto dele. Fazer o quê? Rejeitar o sentimento? Fingir que não existe? A troco de quê? Nada me impede. Jonathan, embora não seja uma das pessoas mais indicadas para um relacionamento, faz meu coração pular como nunca, e minhas medidas restritivas impostas por mim não afastam meus pensamentos. Evitá-lo não parece surtir efeito, e abraçar a situação parece a melhor alternativa.

Demorei duas semanas para chegar a essa conclusão, e conforme o tempo passava o sentimento não parecia esfriar, e canções eram feitas em minha mente, a coragem sumia e voltava com uma facilidade tremenda. Reconhecia que a possibilidade de algo acontecer agora eram baixas, mas eu tomaria a iniciativa. Era isso. O fim ou o começo de algo.

Acreditar que Jonathan tentaria falar comigo após as inúmeras rejeições era idiotice. Escrevi uma canção sobre como me sentia. Nosso relacionamento, de alguma forma, parecia funcionar. Mesmo que eu demonstrasse ter certas atitudes difíceis de concordar. Herondale parecia entender e não sem importar, e embora fosse uma pessoa igualmente "complicada" pareciamos nos entender.

O tempo passava e eu insistia em arrumar meu quarto e roer as unhas, talvez fosse o nervosismo que causasse tais comportamentos. A incerteza de sua presença me causava certa angústia.

Jace havia recebido uma mensagem dizendo que precisava falar com ele na tarde anterior, marcando uma conversa para o dia de hoje. Após ter o deixado confuso, não esperava vê-lo. Sinceramente, não poderia afirmar com toda a certeza que ele apareceria. Porém quando ouvi sua voz no andar debaixo senti meu coração acelerar. Não era apenas sua presença, mas o que eu pretendia fazer.

— Clarissa? — pude ouvir sua voz ao longe — Onde você está? — contava que ele visse as setas indicando a direção, não me sinto confiante o suficiente para respondê-lo e ainda ter coragem de expor minha composição. Embora eu queira, a insegurança me acompanha, a incerteza da aprovação me cerca.

Mantive o silêncio esperando que me encontrasse. Sentada em um banquinho segurando meu violão um tanto trêmula, esforçando-me para manter calma. Porém ao ouvir sua voz tornar-se mais alta o nervosismo cresceu rapidamente.

— Seria muito mais fácil se você me respondesse, sabe disso certo? — parecia estar subindo as escadas — Clarissa!? — perguntou mais uma vez sem obter resposta. Seus passos tornam-se audíveis e pude vê-lo passando pela porta do meu quarto, porém ele retorna ao notar que a única porta aberta era a minha, e a luz que o confundiu provinha da luz do banheiro. — Clary, o quê…? — começou adentrar o quarto, porém o parei com um gesto simples, indicando que ficasse perto à porta, ele apenas encostou no batente e levantou a sobrancelha olhando-me como se perguntasse o que eu estava fazendo.

Olhei para o violão em minhas mãos um tanto trêmulas, suspirei longamente e comecei com a melodia.

I'm jealous, I'm overzealous

When I'm down, I get real down

When I'm high, I don't come down

Suspirei tentando manter o ritmo e a calma.

I get angry, baby, believe me

I could love you just like that

And I can leave you just as fast

Jace pareceu entender qual o meu objetivo com tudo aquilo e esboçou uma reação positiva. Um pequeno sorriso, enquanto me observava encostado ao batente da porta de braços cruzados.

But you don't judge me

'Cause if you did, baby, I would judge you too

No, you don't judge me

'Cause if you did, baby, I would judge you too

Sorri ao cantar pois já tínhamos feito isso inúmeras vezes, aceitar os erros e desculpar sem julgamentos, e discutimos outras por nós criticarmos igualmente.

'Cause I got issues

But you got 'em too

So give 'em all to me

And I'll give mine to you

Levantei os ombros levemente.

Bask in the glory

Of all our problems

'Cause we got the kind of love it

takes to solve 'em

Yeah, I got issues

And one of them is how bad I need you

Após finalizar o silêncio adentrou o lugar. Esperava que Jonathan se pronunciasse, afinal, aquela canção era uma “declaração”, uma demonstração óbvia do meu interesse, mas eu deveria dizer algo? Perguntar sobre? Nunca havia feito nada como aquilo. Era nítido que eu não sabia como agir a partir daquele momento. Mas logo ele pareceu tomar alguma atitude, moveu-se de forma mínima, apenas ajeitando a postura e descruzando os braços.

— Amor? — sorriu abertamente, aproximando-se — Não é uma palavra um pouco forte?

— Combinava com a melodia. — deixei o violão de lado, levantando-me — Eu não saberia explicar o que nós temos de uma forma que fizesse sentido e encaixasse na letra. — ri com os fatos. Agora frente a frente, a proximidade permitia que sentisse o cheiro do seu perfume.

— É uma boa palavra. — Jonathan me olhava diretamente, tentava entender suas feições mas era difícil naquela situação, seus olhos esquadrinharam meu rosto — Pareceu encaixar perfeitamente. — o tom era brando e baixo, nós dois parecíamos confidentes pelo volume de nossas vozes. — Então… Quer dizer que você precisa de mim? — referiu-se à letra, mexeu em meus cabelos, mais especificamente em uma mecha teimosa que saiu da parte de trás da minha orelha. — Ou só combinava com a melodia?

— Jace… Eu… — respirei profundamente — Eu gosto de você. — assumi — Não sei dizer o quanto ou por quanto tempo, mas eu gosto. E… — fechei os olhos com força, era um papel vulnerável o qual eu estava assumindo nesse instante. Mas sentimentos envolvem vulnerabilidade, assim como outros aspectos da vida, e tal sentimento era necessário — E eu não quero deixar de viver algo só por medo e insegurança.

— Ótimo. — disse — Porque eu também não. — nem pude pensar propriamente, ou perguntar o que faríamos agora com essa informação, pois suas mãos tomaram minha cintura aproximando nossos corpos, nossas alturas desproporcionais fizeram com que eu ficasse na ponta dos pés e ele se inclinasse. Acariciei seu rosto e observei seus olhos, mas não por muito tempo, pois seus lábios dominaram os meus.

Embora beijá-lo não fosse algo novo, sua boca sempre me surpreendeu por sua destreza e efeitos causados em mim. Sentia-me arrepiada e inebriada por seus beijos todas as vezes que o fazíamos.

Pus meus braços envolta do seu pescoço trazendo-o mais para perto aproveitando nossa proximidade, pois é muito bom tê-lo aqui.

Notas finais
Compartilhe sua opinião comigo ♥ Beijos e abraços. Pegs. Postado dia: 13/09/2020 - 19:00 Atualizado dia: 21/12/2020 14:04 NOTA DA REVISÃO: A única parte que não foi modificada drasticamente, na verdade eu nem mexi nela, foi a parte de quando ela se declara. Então no momento da declaração eu não mudei nada. Então quando ela decide se declarar tá igualzinho. Talvez eu dê uma olhada depois, mas até então é só isso.