Issues - Short fic

5 ISSUES - Decisões importantes


Notas iniciais
Olá olá pessoas. Queria compartilhar que esse capítulo está saindo antes do esperado. Estava terminando de escrever ISSUES e ajeitar alguns detalhes. O primeiro capítulo já foi corrigido, MAS NÃO FOI PUBLICADO. Em breve avisarei quando a história for modificada. Depois que terminar os capítulos passarei a publicar todo dia até terminar, estava ansiosa com esse capítulo e decidi publicar logo. Está aqui um pequeno resumo para que você não precise ler a história toda, que será corrigida em breve, e ler esse capítulo sem o menor dos problemas. Queria agradecer sinceramente a galera que me deu o feedback. É muito importante. Eu sei que não sou muito periódica, então aqui está um PUTA resumão de Issues: A história começa no verão de 2020, durante as férias de verão que começam nos Estados Unidos no mês de junho, nessa época a Clarissa já está solteira e terminou com o Jace há algum tempo. Ela pede a ajuda do Simon para modernizar a música que escreveu para pedir o Jace em namoro que é “Issues”. No final do primeiro capítulo o Simon pergunta se ela ainda gosta do Jonathan e ela foge da pergunta. No segundo capítulo, começamos com a passagem de tempo “dois anos atrás”, ou seja, em teoria 2018. Quando o Jonathan pede pra sair formalmente com a Clary, em um encontro, ela diz não porque isso não está “nos planos dela”, porém, ela quer ir, mas prefere recusar porque sabe que precisa se conhecer. Ainda nesse ano, durante uma festa a Clarissa consola o Jace sobre o pai dele que é uma pessoa muito difícil e ele a questiona o porque estar agindo daquela forma se fez tanta questão que ele desse à ela tempo e espaço. Depois disso, ela se conforma que gosta do Jace e canta “Issues” pra ele, dizendo que ele a entende e etc. Eles ficam juntos, fim do capítulo. No terceiro capítulo voltamos para 2020, ano de lançamento não profissional porém aprimorado da faixa Issues, então ela começa a lembrar o porquê de eles não terem dado certo, esse capítulo tem cenas deles dois juntinhos e discutindo. Então no quarto capítulo, temos um puta pulo temporal e estamos seis anos depois de 2020, ou seja 2026. A Clarissa está em um programa chamado TAP’s para falar da carreira musical dela. No final desse capítulo ela entende que precisa responder o convite do ensaio de jantar de noivado.

Após o fim da entrevista no TAP’S

Apartamento Fairchild

— Mamãe, eu estou exausta. Tem certeza que quer falar sobre isso agora? — perguntei enquanto fechava a porta do apartamento e deixava minhas chaves no aparador ao lado da porta. Há vinte minutos estávamos ao telefone. Jocelyn sempre foi alguém muito persistente, eu sempre soube, porém, neste instante ela parece pior do que nunca antes. Ela me ligou dez minutos após mandar a mensagem e estamos conversando desde então.

Sua abordagem não é agressiva, é calma como sempre. Mas me deixa cansada de qualquer maneira, pois não é a primeira vez que esse assunto vem à tona.

— Sim, querida. Eu tenho certeza. — respondeu ela do outro lado da linha. — Você precisa responder ao convite, meu amor.

— As pessoas estão começando a falar, eu sei. — repeti o que ela costuma dizer.

— Não é isso, minha filha. — levantei as sobrancelhas surpresa. Mesmo que ela não possa ver, imagino que ela suponha a minha feição. — Mas o prazo está acabando e se você realmente quiser ir à festa de noivado… Você precisa, sabe… respondê-lo. — sua voz soou apreensiva.

— Eu… eu vou pensar e prometo responder ao convite. Tudo bem? — respirei fundo.

— Tudo bem, querida. Eu amo você, sabe disso não é? — disse branda. Ela sabe, melhor do que muitos, o que se passou entre Jonathan e eu. Sua voz implicitamente expressa que independente do que eu escolhesse nada mudaria.

— Você sabe que eu também te amo. — fui sincera, e embora não concordasse com a insistência. É sempre ótimo falar com ela. — Como vão as coisas por aí? Luke está cuidando das flores da loja? — perguntei curiosa.

— Você não vai acreditar — riu. — Semana passada na estufa foi uma confusão...

O assunto perdurou por mais duas horas. Minha mãe fez questão de me atualizar sobre tudo mesmo que não percebesse, o diálogo apenas fluiu. Tomei banho e jantei enquanto nos falávamos. E após quase dormir na linha decidimos desligar.

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Dois dias depois

Casamento

União matrimonial.

As palavras não saem da minha cabeça. Não importa o que eu faça. Yoga. Aquecimento vocal. Ensaie alguma canção nova, ou até mesmo toque algum instrumento.

Nada, nada faz com que essas palavras dissipem. Até porque, nunca pensei ouvi-las acompanhadas pelo nome de Jonathan Herondale. Talvez, porque uma parte minha nunca tivesse cogitado o meu nome relacionado a esses termos, logo, não existia a possibilidade de que nossos nomes coexistissem na mesma sentença em que estes vocábulos estivessem.

Porque talvez, apenas talvez… Uma pequena parte minha já tenha pensado sobre nós em um futuro distante onde usávamos alianças idênticas. Onde nós compartilhamos uma história. Onde eu era a outra pessoa, aquela com quem ele dividiria uma vida.

Entretanto, agora não passa de uma ilusão. Não aconteceria, nunca. Porque Jonathan irá se casar com Millie em alguns meses. Talvez um ano. Dois, quem sabe. Não poderia dizer ao certo, pois de alguma maneira me recusei a ler por completo o convite, talvez pelo choque ou pela sensação do fim de algo que parecia interminável. O convite não tratava-se diretamente de um casamento imediato, mas sim de um jantar de noivado comemorando o pedido feito à futura Sra. Herondale.

Millie Johnson.

A adorável professora de dança e coreógrafa, MJ.

Nunca soube exatamente em que momento da vida Jace e ela se conheceram. Pois, sempre me esforcei para me manter distante em períodos em que procurava superar um romance antigo, a fim de tentar esquecer, principalmente porque nós dois tínhamos a péssima tendência a reatar frequentemente. Quando eles se conheceram eu ainda estava no processo de digerir o que aconteceu entre nós.

Mas eu soube que ela surgiu ao mesmo tempo que Ethan Hayes apareceu na minha vida. A vida seguiu e, após inúmeros términos nós também. Dentre um deles, quando estivemos respectivamente com outras pessoas, Jace a conheceu.

Isabelle, mesmo que fosse minha melhor amiga, não sabia sobre nossas idas e vindas. Por isso, tinha o costume de compartilhar comigo as novidades sobre a vida amorosa de Herondale, mesmo que eu demonstrasse desinteresse. É claro, acredito eu, que Jonathan e Millie eram apenas amigos no início dos últimos meses. Contudo, para Izzy tratava-se de um “comeback” considerando que eles nunca perderam o contato de forma definitiva, além do mais, aos olhos da Lightwood J.C está solteiro há um bom tempo, e não recém saído de um relacionamento de oito meses comigo.

O que torna um tanto doloroso assumir que em seis meses ele simplesmente decidiu casar com outra pessoa e anunciar um noivado. É inevitável não comparar. Mas minha vida simplesmente não permite.

“Não permite que você se case, ou não permite que você case comigo!?”

Suas palavras ressoam na minha cabeça. É quase ensurdecedor com tantas coisas ao mesmo tempo. O convite à festa de noivado, as palavras rudes jorradas ao longo de quase oito anos de um relacionamento instável.

Estou decepcionada. Não sei a quem esse sentimento é direcionado, porém sei que está aqui em um mix de sensações que me fazem sentir mal, e lembrar de Izzy constantemente dando “updates” não requisitados sobre a volta do casal sensação que desenvolvia gradativamente em comentários diários, com certeza não me faz sentir melhor.

“— Semana passada eles dois saíram juntos… Falam que é só amizade, mas eu não sei… Você sabe, eles já foram um casal. Para reatar é assim — estalou os dedos”

Ri em escárnio, ao lembrar que segundo Izzy para que eles voltassem era questão de tempo. E não é que ela estava certa? Depois de oito meses comigo, Jonathan demorou apenas um para começar a ver Millie, desenvolver esse relacionamento e depois de cinco meses decidirem que deveriam casar.

“— A mamãe disse que está com saudades suas. Quando você pretende visitar a Tia Maryse, hein? — riu — Falando nisso, você não vai acreditar quem ela conheceu semana passada, a Millie. A “amiga do Jace” e conheceu entre milhares de aspas — riu — Todo mundo já conhece — mexeu no próprio cabelo fazendo um rabo de cavalo.”

“ — O Max está imenso, olha aqui — mostrou o celular onde o antigo garotinho que conhecera parecia muito mais velho e mais alto, os olhos continuavam o mesmo assim como a cor de cabelo, o cumprimento havia mudado um pouco, porém ainda era o Max que ela conhecia. A foto era bonita tirada no quintal dos Lightwood, reconheceu a maioria dos rostos e desviou o olhar do telefone — Foi desse final de semana. Uma pena você ter ficado presa no estúdio — apenas assenti — Eles perguntaram por você. — comentou e de repente parou como se tivesse lembrado de algo importante — Max pediu para que eu te mostrasse ele usando a camiseta do show — sorri ao imaginar e ao ver a imagem.

— Ficou ótimo nele. — ri — Essa é a Josie? — perguntei curiosa — Está diferente — segurei o celular.

— Não... — riu como se fosse óbvio — É a Millie, aquela garota que eu te falei há algum tempo. Ela é bem divertida. O meu irmão gosta muito dela, o Max eu quero dizer.

— Ah. — respondi simplesmente entregando o celular à ela forçando um sorriso. Ela parece diferente do que eu me lembrava, pensei sozinha, decidindo desviar minhas ideias disso — Ela deve ser ótima, o Max é muito seletivo nas amizades — tentei — Então...”

“ — Você não vai acreditar, Clary! — disse Izzy feliz enquanto andava rapidamente segurando um vestido de lantejoulas à minha frente. — Você não vai acreditar! — repetiu a frase mais duas vezes, o que arrancou um sorriso meu devido sua euforia.

— Não vou acreditar se você não me contar — ri.

— Magnus e Alec… — antes que ela pudesse concluir, meu cérebro deu um estalo e eu senti que já sabia o que estava por vir e a interrompi:

— Eu não acredito! — gritei — Mentira?

— Verdade!!! — gargalhou — Eu estou tão feliz — soltou um grito estridente — Você não sabe o quanto eu … Fiquei feliz com essa notícia. — se emocionou — Eu não acredito que meu irmãozinho vai se casar! — respirou fundo — Você não sabe o quanto eu chorei, Clarissa!

— Você vai ser madrinha? — perguntei entusiasmada

— Com certeza! Sem sombra de dúvidas. Os dois sabem que se não me chamarem nem ao casamento eu vou — brincou. — Você provavelmente também será uma das madrinhas.

— Não me dê falsas esperanças, o casamento não é seu. — ri

— Uma pena você não ter aparecido nesse final de semana. Você teria visto os dois juntos anunciando o noivado. Teria conhecido a namorada do Max! Eles são adoráveis, peaches!. Além de finalmente ser apresentada à Millie, sabe? Namorada do Jonathan, acho que você gostaria muito dela — ignoro a última parte e começo a planejar, mesmo que apenas por diversão, o casamento de Alec e Magnus e comentar sobre a namoradinha de Max.”

Dói sentir que estou perdendo minha família aos poucos. Eu tenho Jocelyn, Luke e meu pai, é claro. Mas os Lightwood fizeram parte da minha história e crescimento, já fui mais sortuda que muitos mantendo os mesmos amigos desde a adolescência, nem todos conseguem isso, contudo, agora sinto como se tudo estivesse se desmanchando, rápido demais.

Eu vi Max inúmeras vezes, sempre dou um jeito de visitar minha família, inclusive a parte postiça, os Lightwood. Mas muitas coisas acontecem em seis meses. Não é mesmo Jace Herondale?

Me superou rápido pra’ caralho, hem?

Passo a mão brutalmente pelo meu rosto enxugando as lágrimas. Eu perdi a primeira namoradinha do Max, o noivado de Alec e Magnus, tudo isso porque insisto em evitar onde ele está. É injusto que eu faça isso comigo mesma. A essa altura, anos depois, eu deveria ter aprendido a lidar melhor com tudo isso. Para eles eu devo parecer apenas aquela conhecida omissa que não participa de nada, mas a verdade é que eu queria estar lá. Quero muito. Quero ir aos jantares quando tiver folga, quero aparecer para ver todos de uma única vez e não aos poucos como costumo fazer, quero sentar na varanda com eles e conversar sobre nada em particular, porque eu os amo. Amo de todo meu coração. Amo a maneira em que os Fairchild/Lightwood/Lewis vivem juntos.

Também amo o Jace. E há sete meses atrás ele disse me amar também. Não sei se ainda o amo da mesma maneira que no início de tudo, quando éramos mais jovens. O sentimento amadurece, pessoas mudam. Porém, eu sei que sinto algo por ele. Caso contrário não doeria tanto, ou ao menos não deveria doer.

“— Alec me disse que viu a Millie saindo da casa do Jonathan essa tarde”

E eu me lembro nitidamente de ouvir as palavras de Isabelle, como um mártir e um castigo a minha memória e coração agora. Lembro de cada evolução de “essa tarde” nos últimos cinco meses. Evoluíram para essa manhã, esse final de semana e cada vez que mais informações chegavam meu coração doía porque para mim é extremamente recente. Até que a informação que eles estavam morando juntos chegasse aos meus ouvidos e a esta altura eu já não sabia como me sentir.

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Quatro dias depois, 04:00

Apartamento Fairchild, 2026

Desde o momento que saí do TAP’s a pergunta de Jocelyn ronda minha cabeça e me impede de dormir em paz. Aprendi a começar a responder o que é necessário quando preciso, mas não consigo nesse instante quando o assunto é um jantar de noivado que eu não quero participar.

Não seria difícil inventar uma desculpa, a partir do momento que comecei a minha carreira musical e shows, turnês e gravações de canções entraram na minha agenda não é difícil enfiá-los em qualquer pretexto. Por exemplo, hoje às onze eu tenho um ensaio fotográfico com a Elle Magazine e eu não faço ideia de como irão esconder as olheiras que aparecerão pela manhã, porque eu simplesmente não consigo dormir.

Não consigo ignorar o que está acontecendo. O convite está comigo há pelo menos duas semanas, é apenas uma reunião intimista a qual eu não me interesso em fazer parte. E embora deseje, sei que não posso postergar mais nem um segundo.

Esse pedaço de papel em minhas mãos não deveria me surpreender ou me deixar inquieta, porém há seis dias as poucas palavras que li pela segunda vez, em um súbito momento de coragem, permeiam minha cabeça. Não importava o quanto eu me ocupasse durante a manhã, tarde e noite, minha mente traiçoeira me lembra sobre a necessidade de dar um fim à isso, pois eu já tinha adiei o suficiente.

Meus pés quentes em contato com o piso frio me fazem ter certeza de que é real, que esse momento não é um devaneio aleatório. É real e inevitável. Embora seja desonesto ignorar os sentimentos ruins que me cercam neste instante, é necessário que eu responda e faça uma escolha.

Nunca me senti tão sozinha em toda minha vida. Não quero perder mais nada da minha família, mesmo que isso me mate por dentro. Não quero fazer parte dessa palhaçada, mas algo em mim me impede de responder “não” ao convite. Talvez por puro orgulho ou vaidade Contudo, mesmo que não exista garantia que eu vá, respondo sim. Mesmo que uma parte minha queria ignorar completamente.

Eu respondo sim ao jantar de casamento.

Notas finais
Qualquer dúvida. Qualquer erro, falem comigo. Peço que me deixem saber o que estão achando. O próximo capítulo está semi pronto. A partir de agora nós vamos entender o que deu errado no relacionamento da Clarissa e do Jace lá em 2019. Sim, comecei a botar números para que ficasse mais fácil. O capítulo pode sair essa semana, vou só conferir os erros e corrigir os capítulos antigos. PS: gostaram da capa do capítulo? Todos têm agora essa "header". Não sei como chamar Muito obrigada por tudo. Vocês são muito especiais para mim. 20/12/2020 16:46