Isso não é...

12 Isso não é uma discussão.


Notas iniciais
Galera, e ai? Na boa, moro? A música é troublemaker de Olly Murs, adoro música animada. Aqui para quem quiser - https://youtu.be/4aQDOUbErNg

You're a troublemaker

But damn girl it's like I love the trouble

And I can't even explain why

(Você é uma encrenqueira

Mas, garota, é como se eu amasse o problema

E nem pudesse explicar o porquê)

12-Isso não é uma discussão. (Ou vai dizer novamente que é? Ou irá fingir?)

Sexta-feira, 29 de abril

Jantar com Julie não era o que Ashton esperava, a conversa que eles tiveram durante todo o jantar podia ser resumida em queijo. E ovos. Depois de tanto tempo junto com Julie, ele aprendeu, querendo ou não, o fascínio e as múltiplas coisas que se podem fazer com esses dois ingredientes, sozinhos ou juntos. Algumas são boas, outras nem tantos e existem também as que você não quer nem ouvir falar de tão traumatizado que fica. Uns noventa por cento da conversa foi sobre isso, os outros dez foi deixado para falar de Julie e seus affairs. Foram dez por cento curtos.

Agora ambos estavam na porta da casa dos Hemmings dentro do carro e deveria ser poucos mais das nove horas. Ashton não poderia nem contar nas mãos a quantidade de garotas com que tinha saído, entretanto, mesmo assim, ele poderia contar nelas a quantidade que tinha apenas conversado – e gostado disso. E Julie era a única. Ele mesmo estava um pouco surpreendido pelo fato de não ter tentado nada, nenhuma mão boba, mas Ash também sabia o que aconteceria se tentasse e ele não se sentia tentado a aparecer em casa com o nariz quebrado novamente. Ou ouvir da sua mãe que mereceu. Novamente.

—É nesse momento que eu deveria te dar o beijo de boa noite? – perguntou Ash, inclinando-se para frente.

Julie seguiu seus passos e se esquivou para longe. Revirando os olhos, ela o empurrou sem muita força, apenas o suficiente para ele sair de perto dela e Ashton nem estava tão perto assim. Tudo bem que seus narizes se tocavam levemente e um sentia a respiração do outro, entretanto ainda havia espaço entre eles. Ashton não estava agarrando-a. Ainda.

—Não estamos num encontro, Ashton – Julie disse.

—Poderia ser.

—Poderia – ela concordou, sorrindo. – Mas não será, então saia de perto de mim.

Ashton não saiu de perto dela – se possível, ele se aproximou ainda mais dela, embora ainda não estivesse tocando-a – e sorriu.

—Vai dizer que não gostou do nosso jantar?

—Vai dizer que não ouviu minha resposta?

—Vai dizer que não está com vontade disso ser um encontro?

—Vai dizer que não quer que isso seja um encontro?

—Vai dizer que não quer me beijar?

—Vai dizer que não sonhou com os meus lábios?

—Vai dizer que não pensa em me agarrar?

—Vai dizer que não está doido para que isso aconteça?

—Vai dizer... – Ashton não sabia o que dizer.

—Perdeu, Ash – cantarolou Julie, esforçando-se para não socar o ar em comemoração.

—Não vou discutir com você a essa hora da noite para não cansar sua cabecinha – debochou ele, dando um peteleco na testa dela. – Pois, se não, é capaz de você não conseguir dormir de tão sobrecarregada que estará.

—Uau, você falou duas frases completas. Vai querer entrar para recarregar os circuitos antes que eles se sobrecarreguem? – questionou ela, colocando a mão no puxador, sem tirar os olhos dele. Julie não confiava em Ashton. – Então tchau.

—Julie? – chamou ele, observando-a caminhar até em casa.

Ela andava de um modo muito esquisito com os braços abertos, como se estivesse caminhando sobre os paralelepípedos de uma rua. Mas Julie sempre andava assim. Só que, daquela vez, o paralelepípedo era invisível, por isso Ashton não os enxergava. Mas eles estavam ali, Julie ate tropeçou ao ser chamada.

—Hum?

Apesar de quase ter caído, Julie continuou na mesma posição depois de se estabilizar: braços abertos e pés um na frente do outro, só que virou a cabeça para poder vê-lo. Os cachos já desfeitos caindo de modo mais natural sobre o seu rosto e aquele era um visual que Ashton gostava. Embora ainda os preferisse completamente liso.

—Gostei do nosso jantar – confessou Ashton.

—Eu também – comentou ela, voltando-se para frente, tentando esconder o sorriso. – Deveríamos repetir mais vezes isso de eu comer e você pagar. Quando quiser abrir a carteira ou fazer uma nova aposta, avise. Estou sempre disponível.

É claro, pensou Ashton, estava muito bom para Julie está doce desse jeito.

—Você não vai me convidar para entrar? – perguntou ele, batendo os dedos ritmicamente no volante, ainda não disposto a ir embora.

—Não – respondeu ela, sem se virar. – Por quê? Você quer entrar?

—E se eu quisesse?

Mesmo sem se virar, Julie sabia que aquele era um novo convite para uma nova discussão e ela não recusaria. Se recusasse, ela não seria Julie Hemmings. E Julie Hemmings não recusava. Não recuava. Ela continua em frente mesmo estando errada. E mentindo.

—E se eu não te quiser?

—Existe alguma garota que não me quer?

—Quem sabe eu?

Dando uma volta ao redor de si mesma, Julie se virou e o encarou, desgostosa em relação a todo aquele narcisismo. Isso não caia bem em Ashton, mas talvez ela tivesse um pouco de culpa pela sua personalidade atual. Ele não era assim quando Julie o conheceu, contudo antes um narcisista do que um delinquente. E o delinquente em questão encontrava-se fora do carro, em pé em frente a ela. Nem o carro tinha no meio dos dois para que Julie pudesse manter as unhas longe daquele rostinho lindo se perdesse a discussão.

—“Quem sabe”? – ecoou Ashton, debochando.

Sua postura relaxada – o pé apoiado na lateral do carro – exalava isso. Aquilo só fez a vontade de Julie perder aumentar, ganhar não significaria nada comparado a arruinar aquele rosto.

—Você não sabe o que significa “quem sabe”?

—Mas por que você diria “quem sabe”?

—Por que eu não diria?

—Por Deus, calem a boca! – gritou Luke, abrindo a porta.

—Ou se peguem de uma vez! – gritou Michael, atrás dele.

—Não! – gritou Luke mais uma vez, olhando assombrando para o amigo antes de se virar suplicante para sua irmã e Ashton, com medo deles estarem realmente se agarrando. Aquela seria uma imagem que ele desejaria não ver.

—Ou... – Calum pareceu renunciar o que diria ao ver todos os olhos, principalmente os assassinos de Luke, sobre si. – Entrem?

—Não! – gritou Julie e apontou para Ashton, completando ainda aos gritos: – Ele disse que eu o quero!

—Eu sou lindo mesmo e todas as garotas me querem! – admitiu Ashton. Aos gritos.

—Calem. A. Boca – gritou Luke, mais uma vez. – Julie, para dentro.

—Não.

—Para den-tro – rosnou seu irmão.

—Não. Eu não vou entrar – insistiu Julie, cruzando os braços e batendo o pé ritmicamente no chão.

Ela odiava quando Luke começava a se comportar como se fosse o pai dela. Julie não tinha pai, assim como ele não tinha. Além de que Andrew nunca falaria com ela dessa maneira, ele nunca tinha levantando a voz para os filhos e não começaria apenas pelo fato de sua filha estar conversando com um garoto. Ele não tinha falado nada ao vê-la conversando com um desconhecido, imagine com um amigo!

—Você vai...

—Luke! – chamou Calum, segurando o pulso do amigo com força quando ele tentou andar em direção a Julie.

Luke parou e respirou fundo, tentando recobrar seu juízo. Ele não era o pai de Julie. Ele era o irmão dela. Ela não iria obedecê-lo. Não a sua irmã irritante. E ele sabia disso. Todos ali sabiam disso. Luke não sabia o que faria se Calum não houvesse gritado com ele e parado antes que fizesse algo que se arrependesse.

—Está fazendo frio, entre – pediu Luke, rangendo os dentes. – Por favor.

Encarando-o, Julie deu um passo em direção a sua casa – a Luke – e recuou logo depois, indo para o carro. Para Ashton. Abandonando todas suas crenças, Ash recuou ate bater as costas contra o carro. Ele nem tinha percebido que andava em direção a Julie ate aquele momento, todavia Luke estava irritando não apenas a irmã com todo aquele ar mandão.

—Ashton – disse Julie, docemente. E Ash não cairia novamente nesse fingimento, não duas vezes num só dia. – Obrigada pelo encontro.

—Por nada... Espere, encontro?

—Sim, encontro – concordou Julie, balançando a cabeça e se inclinando para frente.

Diferente do que aconteceu antes – ou igual, já que apenas os papeis se inverteram – Julie inclinou-se para frente e Ashton recuou, surpreso. Batendo a mão no vidro ao lado da cabeça dele, Ashton viu uma promessa de sofrimento se ele recuasse de novo, antes de Julie beijá-lo.

Ser beijado a força – ameaçado para beijar – era uma novidade para Ashton. Uma novidade que ele não gostou. Os lábios de Julie se moveram frios contra os seus, sem qualquer traço de nada. Ele se sentia estranho. Nem quando Julie o beijou de surpresa, na primeira vez, ele se sentiu assim. Nem quando foi usado sem explicação – sem uma explicação que ele soubesse ao menos – Ashton sentiu-se desse modo.

Com os olhos levemente lacrimejantes, Julie se separou dele e parecia triste. Parecia ate estar se desculpando. Ashton ficou chocado. Aquela não era a Julie que conhecia. Ela não chorava. Ela não se desculpava. Mas ela agia antes de pensar, então talvez fosse ela...

—Julie... – começou Luke, arrependido, dando um passo em direção a ela, mas Julie recuou, balançando a cabeça para o irmão.

—Não, Luke. Agora não.

E Luke só pode concordar. Ele ate tentou seguir sua irmã quando ela passou pela porta em direção as escadas que a levariam para seu quarto, entretanto Calum o segurou. Calum conhecia aqueles dois e sabiam o quão cabeça dura eles eram – a teimosia era de família – e como terminaria uma conversa daqueles dois enquanto ambos estavam irritados. Julie precisava ao menos de um pouco de solidão para se esquecer, aliviar o que quer estivesse sentindo, e Luke precisava que Julie estivesse assim.

Uma coisa que Calum não entendia, mas que aprendeu depois de tanto tempo, era o modo como Luke era influenciado diretamente pelo humor da irmã. Se Julie estava irritada, Luke ficava irritado. Se Julie estava feliz, Luke compartilharia dessa felicidade. Apesar do contrario não acontecer.

—Ashton...

—Olha, cara – interrompeu Ashton, levantando as mãos para o alto – eu não fiz nada. Nada – repetiu ele, frisando o “nada”. – Julie e eu apenas conversamos e, agora, nada...

—Ashton – repetiu Luke mais alto, subitamente cansado. – Me desculpe.

—Desculpe?

Ashton não esperava um pedido de desculpas, ate porque não achava que merecia um. E se fosse para merecer não seria de Luke, mas de Julie. Contudo Luke virou-se para Calum, como se estivesse perguntando a ele se já podia seguir sua irmã, esperando a confirmação do mesmo. Se Calum ficou surpreso por isso, não demonstrou ou reagiu, ele apenas olhou para o amigo e Luke correu para o andar de cima, deixando os outros do lado de fora.

—É, hum – disse Ashton, indeciso – não deveríamos ir lá para cima?

—Para que? Se Julie for matá-lo, não temos nada que possamos fazer para evitar – disse Calum, dando de ombros, muito calmo para quem esperava um possível assassinato.

Entretanto aqueles dois eram previsíveis. Sempre brigando, gritando, jogando e quebrando coisas – principalmente Julie – e depois pedindo desculpas – principalmente Luke – e tudo ficava bem. E, agora, Calum não esperava nada mais nada menos do que isso deles, embora não fosse ficar surpreso se alguém caísse “acidentalmente” da janela. Era impressionante quantos acidentes Julie conseguia realizar quando brigavam.

—Julie? – chamou Luke pela quinta vez, girando a maçaneta e forçando seu corpo contra a porta, mas ela não saiu do lugar. Ele demorou um pouco para entender que sua irmã havia fechado a porta de chave, porque nunca, em todos os seus 16 anos, ela havia fechado a porta. – Julie, abra essa porta.

—Não, Luke. Não quero falar com você agora – disse ela, sem gritar, quase num sussurro. – Vá embora.

—Está rimando agora? – perguntou ele, olhando para baixo, para o lugar que ele sabia onde ela estaria.

Julie o ouviu – encostada na porta, as pernas dobradas e a cabeça em cima dos braços cruzados sobre os joelhos – contudo ela não riu como sabia que era a intenção do seu irmão e o quarto continuou em silencio. E Luke não sabia como lidar com o silencio. Ele nunca soube. Ser gêmeo significava nunca está sozinho ou em paz e Luke se acostumou a ambos, Julie sempre estava ao seu lado perturbando-o. Qualquer coisa diferente disso era estranho.

—Repetir a mesma palavra não é rimar, Luke – lembrou Julie, depois de um tempo, levantando a cabeça e batendo-a contra a porta. Ela também não gostava do silencio e queria ter certeza que seu irmão continuava ali, que ele não foi embora sem se desculpar.

Suspirando, Luke escorregou ate está contra as costas de Julie, embora a porta continuasse entre ambos, perguntando-se por que ele tinha que conhecê-la tão bem. Luke sabia o que Julie queria e, embora soubesse que ela merecia, aquilo não seria fácil. Das outras vezes que ele pedia desculpas, Luke não tinha culpa e era fácil, pois os dois sabiam quem era a verdadeira culpada. As palavras eram apenas palavras. Mas agora as palavras não seriam apenas palavras, porque Julie não aceitaria palavras vazias, ela queria desculpas verdadeiras. E Luke não estava arrependido.

—Me desculpe por... – Luke tentou encontrar as palavras certas que não seriam mentiras, era difícil falar sinceramente e dá a Julie o que ela queria ao mesmo tempo. Isso nunca estava relacionado. – Ser ciumento?

—Você acha que aquilo foi ciúme? – questionou Julie, chocada por seu irmão ser tão burro. Como ele pode pensar que ela estava assim por um ataque de ciúmes? Antes fosse isso do que vê-lo agindo como se fosse o pai dela! Ela amaria que Luke tivesse ciúmes dela. – Tente de novo, Luke. Você ao menos sabe por que eu estou com raiva?

—Não... – respondeu ele, cauteloso.

—Seria pedi demais alguém saber o motivo de eu está com raiva? – questionou Julie como se fosse para os céus, como se não quisesse que Luke ouvisse, como se fosse algo espontâneo e não calculado.

—Sim... Espere, você também não sabe o motivo de está com raiva?

—Não. Por que eu tenho que saber? Quem me deixou com raiva foi você! – exclamou Julie do jeito mais indignado que conseguiu, embora estivesse apenas concentrada na sua interpretação pela metade, pois ela levantou-se, e limpou as lágrimas imaginárias e a roupa de poeira, preparando-se para abrir a porta.

—E quem está com raiva é você! – retrucou seu irmão, não percebendo o que ela fazia.

Sempre que Julie não queria aprofunda-se num assunto, ela apenas fingia não saber o que falavam. Ela aproveitava a fama de distraída que tinha e distraia-se e as pessoas ao seu redor do cerne da questão. E, naquele momento, Julie não queria entrar mais fundo ainda naquele assunto. Ela não queria que Luke soubesse o motivo dela está com raiva.

-Julie, saia daí que eu te compro... – começou Luke, mas não conseguiu terminar porque a porta foi aberta de supetão e ele caiu deitado no chão.

—Um livro? – perguntou sua irmã, sorrindo ao olhar para baixo. Nem parecendo a garota de poucos segundos atrás.

—Sim – concordou Luke, acostumado as mudanças repentinas de humor de Julie.

—Qualquer um? – perguntou ela, oferecendo a mão.

—Sim – disse ele, aceitando a ajuda que sua irmã ofereceu.

—De qualquer preço?

—Sim.

—De qual...

—É uma oferta por tempo limitado – interrompeu Luke após ser puxado para cima, entrelaçando o braço ao dela como um cavaleiro. – Vamos?

—Eu também ganho comida?

—Você não acabou de vim de um encon...

—Jantar – completou Julie, interrompendo-o. – Mas eu estou com fome.

—Você está sempre com fome – provocou Luke.

—Ei! – exclamou Julie, novamente indignada.

De tão concentrada que estava na sua indignação real, Julie tropeçou nos próprios pés e desceria as escadas rolando – não que isso alguma vez tenha acontecido antes – se Luke não estivesse de braços dados com ela.

—O que foi isso?

—Isso – disse Julie – é o que acontece quando uma pessoa que não sabe andar de salto se inventa de usar salto.

Cético quanto ao fato de sua irmã está usando salto – vê-la usar no próprio aniversario não contava, não quando Anne havia chantageado a filha com um livro – Luke baixou os olhos para os pés dela e Julie levantou um, apoiando-se no irmão para não cair e para que ele pudesse ver o qual alto era aquela bota. Dois centímetros. Dois centímetros e Julie já estava rolando a escada?

—Me poupe, Julie. Isso – anunciou Luke, voltando a descer as escadas e puxando a irmã – não é um salto.

—É claro que é um salto!

—A borracha do meu tênis é mais alta do que isso.

—Ah?

—Pare de fazer dra...

Luke não conseguiu terminar de falar ao ver o que acontecia em frente a sua casa. Seu amigos – ou quem deveria ser seus amigos, era difícil aceitar eles como isso, já que nenhum correu lá para cima para ver como ele estava – apostavam sobre o que acontecia lá em cima, sem coragem de se envolver e incapazes de se livrar da preocupação em relação ao que quer acontecesse, ignorantes ao fato de tudo já está bem. Ou tão bem quanto possível dada à incapacidade de Julie de enfrentar os problemas.

—Eu aposto que Luke deu de cara no chão – disse Calum, próximo de mais da verdade.

—Você apostou antes que Julie ia matá-lo – retrucou Michael.

—Não apostei! Era uma probabilidade, mas eu mudei de ideia...

—Se for assim então quero retirar que Julie vai jogar Luke pela janela – pronunciou-se Ashton, pensativo. – Parece uma reação muito drástica, pensando agora...

—Parece? – debochou Michael. – Posso mudar a minha de Julie mandá-lo girando pela escada?

—O que eles estão fazendo aqui ainda? – sussurrou Luke para Julie.

—Não sei – sussurrou ela de volta. – Mas eu não vou dividi minha comida com ninguém. Se formos silenciosos podemos...

Com um aceno de cabeça, Luke concordou e puxou-a em direção a garagem. Silenciosamente, eles se moveram e entraram no carro, apenas quando Luke deu a partida, os três levantaram a cabeça, confusos.

—Luke? – surpreendeu-se Calum ao vê-lo. Ele esperava um ladrão, não seu amigo roubando o próprio carro na calada da noite.

Luke acenou diante dos rostos chocados pela súbita aparição dos irmãos Hemmings completamente bem, sem nenhum machucado visível. Julie inclinou-se por cima de Luke e gritou, rindo:

—Você ganhou Calum! Quero minha parte depois!

Notas finais
Acho que tenho algum problema, mas alguém sentiu um clima entre Calum e Luke? Definitivamente tenho algum problema, pois quando reli o capitulo depois de pronto só pude pensar nisso. Acho que irei fazer um spin-of deles mais tarde, nem que seja um one-short. Qualquer coisa, aviso. O mistério de Julie e tudo mais será revelado no próximo capitulo. Revelações surpreendentes. Aguardem, segunda no globo repórter. Ou será que é terça?