Notas iniciais
O PODER DOS COMENTÁRIOS. Olha eu aqui! GENTE, AMO VOCÊS! O.o Nem demorei dois meses dessa vez! Bom, os caps tão menores, repararam né? É que assim consigo postar mais rápido! Bem, cá está amores! Espero que gostem! *0*

“Eu não sou uma garotinha

Então, prometo que não vou escondê-lo

Cru como vem

Não tente disfarçar”

On. Pov Autora

– Eu os encontrei. – disse o rapaz através do comunicador.

O que está esperando então, um convite? PEGUE-OS! – disse uma voz grave através da maquina.

– Eles estão em maior número...

E você é um doce e frágil garoto que não pode acabar com eles? ME OBEDEÇA E TRAGA-O DE VOLTA ANTES QUE EU MESMO VÁ AÍ!

– S-Sim senhor!

Desligando o comunicador, o rapaz respirou fundo. Onde estavam todos os outros nessa hora? Tinha que teimar em ir sozinho...

– Aqui é beta trinta e sete. – murmurou inexpressivamente ao comunicador. – encontrei-os, preciso de reforços.

Ouviu um positivo do outro lado da linha, sentia vontade de sorrir, mas não o fez.

Afinal, ssassinos não devem demonstrar sentimentos.

Mas eu teria mais cuidado antes de mexer com os STARISH...

Off. Pov Autora

“A realidade está quebrando

E me acerta como estilhaços de vidro

É como se minha vida inteira

Tivesse acelerado muito"

On. Pov Masato

Ren era um pervertido de carteirinha.

Agora eu podia afirmar isso.

Depois que voltamos para nossos quartos, para arrumarmos nossas mochilas e irmos embora. Syo e Natsuki já haviam deixado o quarto, iam se reunir com Cecil e Nanami que estavam no hall de entrada do prédio, já Tokiya e Otoya... Bem, achamos melhor não interromper enquanto eles faziam as “pazes”.

Continuando, eu havia acabado de arrumar minha mochila e trocado de roupa. Pedimos para que Syo e Natsuki pegassem a roupa lavada na lavanderia em frente ao motel. Pus uma calça jeans, junto há uma camisa vinho repleta de figuras e palavras, calcei meus tênis e dei um jeito no cabelo.

Por Kami-sama, estou me sentindo mais gay a cada dia que passa...

Apoiei um joelho sobre a cama enquanto conferia se tudo estava dentro de minha mochila, foi quando senti braços furtivamente me agarrarem por trás.

Sim. Era o Ren.

– O q-que p-pensa que está f-fazendo?! – gaguejei completamente vermelho.

– Terminando o que estávamos fazendo ontem. – respondeu sem hesitar.

Foram menos de dois segundos até que minha mochila fosse afastada e meu corpo jogado sobre a cama.

– O-Oye Ren! – segurei seus ombros, tentando empurra-lo.

O maior apenas deu um sorriso de canto enquanto suas mechas claras caiam sobre meu rosto.

– Vamos lá princesinha, eu sei que você também quer... – murmurou soprando o hálito cálido sobre meu lóbulo.

– Nh... E-Eu não... – senti sua coxa pressionar entre minhas pernas. – R-Ren...!

– Já lhe falaram o quanto sua pele é macia? – sussurrou adentrando minha camisa enquanto massageava minha pele.

– P-Pare... Aaah...

– Dá vontade de te devorar... – pressionou ainda mais o corpo contra o meu.

– Não d-diga coisas assim... – murmurei ainda tentando afasta-lo.

Ren apenas riu e afundou os lábios no meu pescoço, escorregando uma mão até minhas nádegas enquanto a outra agarrava meus cabelos, arqueando meu pescoço para cima e degustando cada vez mais dele.

– Aaah... J-Jinguji seu idiota... P-Pare... – tentei empurra-lo, mas não obtinha êxito.

O maior riu pelo nariz e começou a morder minha pele, com certeza deixava as claras marcas de seus dentes.

– Seu gosto me enlouque-se Masato... – agarrou firmemente meus cabelos e colou a testa a minha. – como consegue dilacerar minha sanidade assim?

– R-Ren...

Céus, como ele é quente... Sua voz grave sussurrando coisas pervertidas em meus ouvidos só serve para me descontrolar. Quero me entregar a ele, quero tê-lo dentro de mim eu quero...

Off. Pov Masato

“Como uma nuvem derretida

Chamo por você, sim

Como um quarto vazio

Sentirei sua falta

Sim”

On. Pov Ren

BANG! BANG! BANG! Foi só o que escutei.

A vidraça da janela se estilhaçou. Perto de nos, sobre os lençóis da cama, três marcas de tiro se encontravam, um fino filete de sangue escorria por um pequeno corte no meu braço, e a ardência foi direta.

Masato arregalou os olhos ao ver o sangue e em seguida olhou em direção aos buracos de tiro.

– Temos que sair daqui! – levantei-me num salto, trazendo Masato junto.

O azul-arroxeado ajeitou as roupas enquanto eu o puxava e escutava mais barulhos de tiro. Joguei-lhe sua mochila e pus as minhas sobre as costas. Chegamos a frente ao elevador, assim que ouviu-se o “PLIM” de sua chegada, três homens trajando casacos de couro, peças escuras e óculos escuros se encontravam ali.

O primeiro avançou sobre nós, ou melhor.

Avançou sobre Masato, possuía um pano numa das mãos e avançava-o em direção ao rosto do menor.

Aquilo não era um assassinato.

Era um sequestro.

Torci o pulso do mesmo para trás, pondo seu braço sobre as costas. O segundo e o terceiro avançaram, joguei o primeiro sobre eles e puxei a pistola que o mesmo guardava na cintura. Atirei certeiramente no tornozelo nos três e puxei Masato pelo pulso, seguindo para as escadas de emergência.

BANG!

Mais um tiro.

Ah, o filha da puta que atirou é melhor de mira que os outros...

– REN! – gritou Masato.

A bala havia raspado em minhas costas, onde uma significativa quantidade de sangue começou a escorrer. Masato estava desesperado, murmurando coisas como “ele nos achou”, ou “Meu Deus, você vai morrer!”.

Que otimista...

‘‘Temos muito mais para viver

Temos muito mais a fazer

A vida não será a mesma sem você” (x2)

Descendo as escadas, mirei para trás e atirei, ouvindo um gemido de dor vindo do topo. Masato abriu com violência a porta pesada revestida a metal enquanto eu fazia a retaguarda.

– Eu preciso de uma arma. – disse Masato com o rosto vermelho pela correria.

– Sem problemas. – sorri de canto e barrei-o no corredor.

Não esperamos nem dez segundos, até os passos pesados serem ouvidos, fiz um gesto para que Masato ficasse ao meu lado, no segundo seguinte, acertei o pescoço do encapuzado com o cano da arma e ele caiu gritando de dor no chão.

Acertei-lhe uma pancada na cabeça e o mesmo desmaiou, puxei a pistola presa a calça e entreguei-a a Masato.

– Seu ferimento... – disse ele. – está sangrando muito...

– Estou bem. – menti, minha vista estava falhando um pouco.

Seguimos até o hall de entrada, assustando a todos ao nosso redor. Eles corriam gritando enquanto mais barulhos de disparos eram ouvidos. Cecil, Nanami, Tokiya, Otoya, Syo e Natsuki estavam na porta, nos olhavam chocados enquanto atirávamos para trás.

– CORRAM! – gritei.

Não esperaram nem meio segundo para isso. Por onde passávamos as pessoas se escondiam, gritavam por misericórdia e algumas manchas de sangue formavam-se sobre o caminho.

POOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!!!

Era o apito do trem, alto, barulhento...

E nosso salvador.

Foram minutos correndo, minutos de trocas de tiros, e o único ferido foi quem?

Olhe eu aqui!

Eu quase ficava feliz por ter me machucado, já que Masato estava todo cuidadoso comigo e agora ele quem fazia a retaguarda. Em meio à correria, uma súbita tontura corrompeu minha mente e minhas pernas fraquejaram.

– REN! – gritou Otoya tentando me dar apoio.

– E-Estou bem!

Tokiya e Natsuki ajudaram-me, enquanto Masato arrancava a pistola de minhas mãos e atirava para trás.

– Levem-no para o trem! – gritou Masato jogando sua mochila nas mãos de Syo. – eu já alcanço vocês!

– MASATO NÃO! – tentei gritar, mas minha voz se perdeu no meio do caminho junto a pontada na cabeça.

– Ele está perdendo muito sangue! – ouvi a voz de Tokiya dizer.

– Rápido! – agora era Natsuki.

Não sei, não consigo diferenciar as vozes, está tudo ficando tão escuro...

Off. Pov Ren

“Olhando para a escuridão

Sou a única acordada

Tentando controlar minhas lágrimas,

Mas isso é estúpido e difícil de fazer

Agarrando-me a você”

On. Pov Masato

Esses caras fazem parte da Yakuza dos Kurosaki.

Os braceletes de couro e a cabeça raspada nas laterais, junto há um leve descolori mento no cabelo era um símbolo disso.

“É a mim que eles querem” pensei perturbado.

Droga, droga... Ranmaru realmente havia mandando-os atrás de mim!

Fui por um caminho oposto ao dos outros, consequentemente deixando-os livres da perseguição. Entrei num prédio abandonado e corri pelo estacionamento cinzento repleto de poeira. Eu suava, minha respiração atrapalhava-se, quanto tempo fazia que eu não me agitasse daquele jeito? Que não entrava numa briga, num tiroteio por causa de meus guarda-costas?

Céus, eu estava fora de forma...

“Enquanto você desliza através de meus dedos

Eu quero ver o bem que existe nisso

Mas simplesmente não faz sentido”

Escondi-me atrás de um pilaste, os barulhos abafados de passos ecoavam pelo lugar. A adrenalina corria por minhas veias, meu coração batia e bombeava cada vez mais rápido.

Há-há... Era medo... Isso era pânico certo? Ah, merda, eu só tenho mais quatro balas...

Não quero voltar, não agora, não posso... Ranmaru pode ter sido um grande amigo...

Mas não é aquele que amo.

“Como um pássaro que nunca voou

Chamarei por você

Como uma rosa que nunca cresceu

Sentirei sua falta”

– Por aqui! – ouvi uma voz grave dizer.

Três, dois, um...

Disparei pelo estacionamento, escutando dezenas de tiros contra mim.

Tiros não. Dardos.

Esses filhos da puta querem me adormecer.

HÁ HÁ HÁ, ELES PENSAM QUE SOU TÃO FRACO ASSIM?

– Sayonara...

Quatros tiros. Quatro alvos. Quatro pernas. Quatro acertos.

Escapei do lugar ouvindo gritos de dor.

Esses idiotas acham mesmo que um filho de Oyabun mesmo fora de forma é tão fraco assim?

Off. Pov Masato

“Temos muito mais para viver

Temos muito mais a fazer

A vida não será a mesma sem você” (X2)

On. Pov Autora

Escuridão.

Foi isso que Ren viu ao abrir os olhos.

Uma sensação de movimento. Uma leve camada de luar cobrindo o local.

Reconhecia aquilo, estava num trem.

Mas especificamente, num dos vagões de carga.

– Masato... – murmurou assim que recobrou a consciência.

Sentou-se rapidamente, sentindo uma latente dor nas costas e uma tonteira forte cegou-o por alguns momentos.

– Acalme-se. – sussurrou uma voz adocicada.

Ren olhou para o lado, deparando-se com um sorriso suave de Masato que acariciava lhe as bochechas com delicadeza.

Com amor.

Ren relaxou ao toque, mas sentiu algo pinicando lhe as costas.

– O que é isso? – perguntou tateando o lugar, sentindo um tecido úmido.

– É uma camisa rasgada, desculpe, foi o máximo que pude fazer. – Masato sorriu sem graça. – precisávamos parar o sangramento. Aqui... – ofereceu-lhe uma garrafa com água. – tome.

Ren aceitou de bom grado e bebeu tudo em um único gole, sentindo o liquido um pouco quente amaciar sua garganta e sentiu que podia falar sem fraquejar.

– O que aconteceu? – perguntou olhando ao redor.

Os outros dormiam profundamente em pontos diferentes do vagão. Nanami um pouco mais afastada, com várias folhas espalhadas ao seu redor.

– Você desmaiou depois de ser baleado, Natsuki e Tokiya te carregaram para cá, foi quase impossível entrar sem sermos percebidos. Me separei de vocês para despista-los, então...

– O QUE?!

Masato rapidamente tapou os lábios do maior com as duas mãos.

– Shh! Quer acorda-los?

Ren suspirou e segurou ambas as mãos de Masato entre as suas, dando suaves beijos e depois fixou os orbes belíssimos nos acalorados do menor.

– Se machucou? — perguntou.

– Não, por sorte, acho que só devo ter arranhado o braço quando tropecei a caminho para cá. – pôs uma mão atrás da cabeça e deu uma risada envergonhada. – fora isso... Estou bem.

Ren franziu a testa e segurou os dois braços do menor, encontrando uma pequena ferida no direito.

– Ren o q... Nh...

O maior levou o braço do azul-arroxeado aos lábios, acariciando a pequena ferida com a língua.

– O-Oye...

“Gostaria que tivéssemos ficado mais tempo juntos

Eu deveria ter vindo para vê-lo mais

Gostaria de ter descoberto o que você ama

O que você odiava, o que você gostava

E as coisas que você adorava”

Elevou lentamente os lábios, massageando toda a pele macia e branquinha do Hijirikawa, chegando as mãos, aos dedos, mordendo-os com cuidado e aproximando-se do pescoço, não importando a situação, seu aroma era único e viciante. Sua pele era cálida e atrativa.

Poderia até morrer, mas provaria de Masato primeiro.

“E eu estou aqui tentando preencher o espaço

Que uma vez que foi enquadrado por seu rosto

E quando você se foi

Tudo que eu tenho é essa canção"

– Não. – declarou o menor desvencilhando-se do Jinguji. – não agora.

O maior ergueu uma sobrancelha, deixando um sorriso malicioso escapar.

– “Agora”? Significa que depois poderei? – perguntou com o intuito de provoca-lo.

– Quem sabe? – Masato deu os ombros.

O loiro-alaranjado perdeu a fala por alguns segundos, enlouquecendo de vez com a ideia de ter aquele delicado e moldurado corpo para si. Masato rui baixinho e empurrou-lhe os ombros, fazendo-o deitar.

– Boa noite Jinguji. – deu-lhe um beijo na testa.

Ren relutou por alguns segundos, tentando voltar ao assunto, mas Masato o deu por encerrado e o maior desistiu.

Por enquanto.

– Boa noite... Hijirikawa. – deixou uma risada nasal escapar.

Masato também sorriu e entrelaçou seus dedos aos de Ren.

Com certeza, Ranmaru teria muito mais para se preocupar do que simplesmente levar seu “noivo” para casa...

‘Temos muito mais para viver

Temos muito mais a fazer

A vida não será a mesma sem você” (X2)

Off. Pov Autora