Isso não vai prestar...
13 Owe It All To You
Notas iniciais

“Eu me lembro de todos os dias que você estava lá para mim
Nós éramos apenas como Tweedle Dee e Tweedle Dum, você e eu
E você pode sempre colocar um sorriso no meu rosto
Saiba quando vir por aí, quando me dar espaço, sim você fez”
On. Pov Autora – Flash Back
– INUTIL! — o pequeno Camus fora jogado violentamente contra a parede.
O louro-acobreado tombara no chão, não sentia mais as costas de tanto apanhar com a vara de madeira farpada. Enormes olheiras se faziam presentes em seu rosto inchado, marcado pelas lagrimas recém-enxutas.
– D-Desculpe-me! – disse ele, não conseguindo evitar o falsete em sua voz.
– SE NÃO CONSEGUE AO MENOS ISSO, É BOM QUE SAIA DESSA FAMÍLIA! – berrava o homem.
Camus se encolhia contra a parede, suas mãos fechadas em punhos tremiam.
– Desculpe-me... – repetiu.
– DESCULPAS NÃO VÃO RESOLVER SEU PROBLEMA! INÚTIL! – acertou um chute na boca do estomago do pequeno que ofegou e se contorceu de dor.
O homem se retirou do quarto, deixando Camus, seu filho, caído e quase inconsciente no chão. O pequenino arrastou-se até o banheiro, apoiando-se na parede e depois se encostou a pia, abrindo a torneira e limpando o sangue que escorria por seu nariz e boca. Passou a toalha sobre o rosto, deixando-a machada de vermelho e logo sentou-se no chão frio do banheiro, ofegando de dor.
– Odeio... Ele... – murmurou para si mesmo enquanto se encolhia.
Sentia os olhos encherem-se de lagrimas que escorreram silenciosamente pelo rosto machucado, tocou cuidadosamente o machucado no abdômen, vendo que os hematomas ficariam ali por pelo menos duas semanas.
Fungou e limpou os olhos com a barra da camisa. Mordeu o lábio inferior com força e fechou os olhos.
– Odeio... Odeio... – murmurava.
E, naquele momento, percebeu que se quisesse sobreviver entre eles...
Deveria ser como eles.
Fim do Flash Back
“Ficar fora do problema não foi fácil
E tudo que eu precisava era de alguém para me crença, lá estava você
Você me chamou de volta, eu sei que você nunca vai cair, cair ...”
– Eu realmente não queria fazer isso com você Shibuya. – dizia Camus enquanto prendia o braço da menor com o cotovelo para baixo, dando tapinhas onde deveria estar à veia. – mas há males que são necessários. – posicionou a seringa sobre a pele da ruiva.
Tomochika arregalou os olhos e começou a se debater, mesmo que gritasse, sua voz era abafada pela mordaça.
– Shh. – Camus segurou-lhe o rosto com um pouco de força. – fique calma, eu não vou te viciar, ok? Só preciso que fique apagada por um tempinho... – dizia enquanto injetava o conteúdo em sua veia. – eu só quero o Cecil de volta, e você é o meu vale-troca...
Mas Tomochika não o ouvia mais, a voz de Camus se tornava cada vez mais distante, sua vista estava ficando tão escura...
Off. Pov Autora
“Todas as vezes que você me pegou (me pegou)
Também as vezes que você me levantar (levantar-me)
Nunca questionou quem eu sou (quem eu sou)
Sempre lá para segurar minha mão (não baby não)
Quando os mundos se aproximando (fechamento em)
Você me manteve salvar a começar de novo (começar de novo)”
On. Pov Cecil
Todos estavam boquiabertos após Nanami terminar de contar nossa história.
Mas o mais estranho era Otoya.
Enquanto todos faziam milhares de perguntas, Otoya se mantinha quieto, sentado e olhando fixamente para seu prato já vazio de comida. Havia uma expressão um tanto aflita em seu rosto.
– Otoya, você está bem? – perguntei.
Estranhamente, todos pararam de falar e olharam para Otoya. Ele fechou os olhos, ainda de cabeça baixa e disse:
– Essa “Tomo-chan” de que estão falando... Por acaso seria Tomochika Shibuya?
– Sim. – respondi franzindo a testa. – você sabe quem ela é?
– Shibu-san... – Otoya finalmente abriu os olhos, estavam repletos de lagrimas. – eu a conheço...
– A conhece? – agora era Tokiya quem detinha uma expressão séria no rosto.- Como pode conhece-la Otoya?
– Camus... – o ruivo parecia realmente perturbado ao falar. – esse Camus é o filho do diretor do orfanato Saotome, certo? O pai dele havia assumido o poder após matar o ex-diretor... M-Meu pai...
Ok. Esse é o momento para ficar chocado.
– O QUE!? – gritaram todos ao mesmo tempo.
Alguns dos clientes olharam para nós e logo baixamos o tom de voz. Tokiya estava agoniado, levantara-se rapidamente, agradecendo ao dono do local pela oportunidade de apresentação e logo os STARISH deixaram o local.
Seguiram até um pequeno parque local, os brinquedos de pedra estavam pichados, alguns balanços torados. O sol já se punha e apenas uns dois ou três casais trocavam beijos e carinhos em pontos afastados do grupo.
Otoya sentou-se no banco de pedra colocando ambas as mãos sobre o colo, evitava olhar para qualquer um de nos.
– Pode ir falando Toya. – disse Tokiya sentando-se ao seu lado com uma expressão séria.
O ruivo engoliu em seco e ergueu o olhar, observando-nos.
– Bem... Não é surpresa que eu sou adotado certo? Os pais do Tokiya me adotaram quando eu ainda tinha seis anos, então não tenho tantas memórias assim de antes disso. Mas eu vivia no orfanato Saotome, mas não como órfão, meu pai era o diretor, ele fundou aquele lugar, então eu sempre ia brincar com as crianças... Só que...
Tornou a chorar silenciosamente, respirou fundo e continuou a falar com a voz falha:
– U-Um dia... Ele sumiu. Simplesmente sumiu, encontraram seu corpo num terreno baldio distante dali, e nunca acharam o verdadeiro culpado pelo assassinato do meu pai.
O ruivo agora não escondia o quanto estava abalado ao falar aquilo, o nariz estava todo vermelho, grossas lagrimas escorriam pelas bochechas pálidas.
– Então o pai de Camus assumiu o lugar, ele era vice-diretor. Como eu não tinha outros parentes vivos, e também não tenho a menor ideia de quem seja a minha mãe, ele assumiu a minha guarda, mas...
Seus olhos agora pareciam distantes, como se não estivesse mais ali.
Havia tanta dor naqueles belos rubis que até mesmo meu peito doeu.
Nunca havia sentido tanto ódio de alguém na vida. O pai de Camus pagaria por tudo o que fez.
Membro por membro.
Acho que isso se chama “sede de sangue”.
“Por todo o amor que você já mostrado
Eu só quero que você saiba
Eu devo tudo isso a você, sim (eu devo tudo isso a você)
Eu devo tudo isso a você, para você, sim (eu devo tudo isso a você)”
Esperamos alguns minutos para que Otoya se acalmasse e continua-se a falar, a voz um pouco estranha por ter entupido o nariz com o choro e os nos dos dedos já sem sangue apertar os punhos.
– Aquele... Desgraçado... Destruiu o orfanato. Me colocou junto aos órfãos e criou documentos falsos para mim. Agora tenho consciência disso e ele... Ele me...
Ficou com o rosto contorcido numa expressão de nojo e repulsa antes de continuar a falar.
– Ele me tocava. Ficava passando a mão em mim onde bem queria, mas eu não entendia... E-Eu não entendia... – repetiu cobrindo a boca com uma mão, parecia que iria vomitar. – odeio esse homem... Odeio...
Todos ali estavam chocados, menos eu e Nanami. A única coisa que nos surpreendera fora que ele era filho do ex-diretor, mas todo o resto já sabíamos.
Já havíamos passado por isso.
– Ele tentou te vender? – perguntei.
O ruivo ergueu o olhar pra mim enquanto todos, com exceção dele e de Nanami, me observaram boquiabertos.
– Tentou. – respondeu o ruivo olhando apenas para mim, parecia não querer ver o rosto em total choque dos outros. – mas foi na época em que os pais de Tokiya estiveram no orfanato, em busca de outro filho, e me adotaram. Eu dei muita sorte. E vocês?
– Eu fui vendida. – disse Nanami.
Todos desviaram o olhar para ela, parecia não conseguir acreditar em tudo que estávamos dizendo.
Mas, infelizmente, era verdade.
– Foi por isso... – Nanami engoliu em seco e olhou para Otoya. – foi por isso que fugimos, mas Momo-chan não deu a mesma sorte... Ela não conseguiu escapar conosco... – a ruiva começou a chorar. – s-se eu tivesse sido mais esperta, mais rápida... ELA NÃO ESTARIA NAS MÃOS DAQUELES MONSTROS AGORA! – puxou os próprios cabelos com força, chorando compulsivamente.
Abracei-a e deixei que suas lágrimas pingassem em meu pescoço.
Admito, também estava chorando, mas silenciosamente.
Eu só não fui vendido por que Camus não permitiu. Ele me queria para si, e eu sabia disso. Todas as vezes que ele me possuíra dissera que eu era apenas dele, que mais ninguém me tocaria.
Apesar de todas as atrocidades, as coisas não eram culpa dele.
Eu tive o desgosto de conhecer seu pai. E, admito, se eu tivesse sido criado por um homem assim, seria muito pior que ele.
Camus foi o que me salvara naquele inferno.
Mas ele era muito possessivo, e agora, por minha culpa, Tomochika estava em apuros. Eu sei o que Camus é capaz de fazer para me ter de volta.
E é por isso que não posso me dar o direito de corresponder aos sentimentos dele. Camus não possui escrúpulos ou limites.
Ele moveria o céu e o inferno para me ter de volta.
Eu não posso deixar Tomochika em apuros por minha causa.
“Desculpe-me Nanami”, pensei enquanto lhe afagava os fios ruivos e curtos, “mas eu não tenho escolha”.
Definitivamente, trarei Tomochika de volta para ela.
Mesmo que isso custe a minha liberdade.
Off. Pov Cecil
“Houve momentos em que eu me senti como se jogasse a toalha
Mas você pensou em como lutar e nunca me decepcionou.
desce, desce, desce, desce...
E quando eu parar e pensar sobre família...
Você sempre significou muito para mim, sim, você vai”
On. Pov Autora
Os inexpressivos olhos claros vagavam sobre o mapa extremamente detalhado. Haviam alguns lugares circulados em vermelho, e pequenas anotações espalhadas pelo mesmo.
Não havia som algum no pequeno automóvel, o motorista dirigia sem desviar os olhos da estrada, pequeno fones de ouvido o impediam de ouvir a respiração calma do azulado, ou o baixo barulho da estrada.
Os dedos pálidos do mais novo rodeava uma caneta que continha tinta vermelha, fazendo-a andar por todo o papel impresso.
Mikaze sorriu quase que invisivelmente e riscou um pequeno “X” em certa parte do mapa.
– Te achei Kurusu Syo.
Off. Pov Autora
“Todas as vezes que você me pegou (me pegou)
Tomou o tempo para me levantar (levantar-me)
Nunca questionou quem eu sou (quem eu sou)
Sempre lá para segurar minha mão (segure minha mão)
Quando os mundos se aproximando (oowh!)
Você me manteve salvar a começar de novo (começar de novo ...!)”
On. Pov Reiji
Acho que era a... Hm... Vejamos...
Devia ser a sétima vez que fazíamos sexo naquele dia.
É... O Kira é bem insaciável, consegue ser mais fogoso do que eu! ISSO É INCRÍVEL!
Depois de terminarmos, novamente, levantei-me um pouco cambaleante da cama e tratei de vestir minhas roupas.
– Já vai Rei? – disse o moreno sentando-se da cama.
– Eu tenho que trabalhar Kira. – falei sem evitar sorrir, mesmo que estivesse inexpressivo, eu sabia que ele queria fazer birra. – Já estou uma hora atrasado.
– Você não precisa mais trabalhar para ele se quiser. – o moreno se colocou de pé, deixando o lençol deslizar para o chão e exibir aquele corpo escultural e perfeito completamente desnudo.
– Kira, você disse que me daria tempo. – falei desviando o olhar e abotoando minha camisa.
O moreno suspirou e ouvi seus passos próximos a mim. Ergui o rosto e deparei-me com seus devastadores olhos dourados fixo nos meus.
– Sei disso, só não demore muito Kotobuki-san. – disse com um mínimo sorriso de canto enquanto ajeitava minha gravata.
– Como quiser Sumeragi-san. – falei com um sorriso sarcástico.
Kira alargou um pouco o micro sorriso que exibia e tomou meu queixo numa das mãos, puxando meu rosto para si e tomando meus lábios num beijo carinhoso.
Há quanto tempo que eu não recebia carinho de verdade?
“Por todo o amor que você já tenha mostrado
Eu só quero que você saiba que...
Eu devo tudo isso a você, sim (eu devo tudo isso a você)
Eu devo tudo isso a você, para você, sim (eu devo tudo isso a você)”
Levei minhas mãos até sua nuca, afundando meus dedos nos fios macios e bem cuidados enquanto Kira segurava minha cintura com leveza.
Ele era tão cuidadoso comigo
Ri mentalmente com isso e após longos segundos apartamos o beijo, terminando-o com suaves selinhos e peguei meu chapéu que estava pendurado sobre a maçaneta da porta.
– Foi um prazer estar com você Sumeragi-san. – falei fazendo uma reverencia exagerada. – então... Nos veremos novamente?
– Se você quiser Kotobuki-san, estarei sempre aqui para recebê-lo.
Sorri largamente para ele e pus o chapéu sobre a cabeça, abri a porta, olhei para o moreno e sorri de canto.
– Obrigado Kira.
Em seguida, deixei o cômodo.
Off. Pov Reiji
“Levou-me quando estou fraco
Minha voz quando eu não posso falar
A luta para continuar
Você é minha inspiração”
On. Pov Ranmaru
CADÊ O REIJI!?
Não que eu esteja preocupado com aquela coisa irritante, mas uma coisa que eu sei é que o Kotobuki é pontualíssimo. E mais de uma hora de atraso definitivamente não era coisa do feitio dele, será que alguma coisa havia acontecido?
Seja o que for não é da minha conta.
...
...
...
MENTIRA! É SIM! CADÊ AQUELE TROÇO CHAMADO REIJI!?
– Você está atrasado Kotobuki-san. – escutei uma voz vinda do corredor.
– Eh! Eu sei! Desculpas, desculpas! – ERA A VOZ DO REIJI!
”O chão debaixo dos meus pés
Você traz o melhor de mim
Você traz o melhor de mim, oooh
Você traz o melhor de mim, yeaaah!”
Rapidamente voltei para a minha cadeira e sentei-me ali, ajeitando meus cabelos e...
O QUE EU ESTOU FAZENDO!?
Acertei uma tapa em minha própria testa e me ajeitei direito sobre a cadeira, espalhando alguns relatórios sobre a mesa junto a um punhado de canetas e deixei meus olhos fixos nos papéis enquanto fingia anotar algo.
Poucos segundos depois, ouvi a porta ser aberta bem devagar.
– Bom dia Ran-Ran. – disse a voz animada de Reiji.
Ergui o olhar para ele e logo em seguida para o relógio.
– Você está exatamente uma hora e vinte e sete minutos atrasado, espero que tenha uma ótima justificativa para isso.
– Eh... Eu dormi demais e acabei perdendo a hora. – disse o moreno sorrindo e coçando a cabeça. – desculpe-me, isso não vai se repetir.
– Está bem. – hora, eu devia estar paranoico, Reiji poderia ser pontual, mas ainda era humano, não era impossível que ele se atrasasse uma vez ou outra. – preciso me aliviar. – falei jogando meu cabelo para trás. – venha aqui.
Passaram-se alguns segundos, o Kotobuki se mantinha em silencio e sequer movera um músculo.
– Reiji, você me ouviu? – perguntei erguendo o olhar.
– Sim senhor.
– E o que ainda faz para aí?
Ele ficou em silencio por um longo minuto, até soltar um suspiro e o sorriso sumir de seu rosto, dando lugar a uma expressão séria.
– Sabe Ran-Ran, seu pai me contratou apenas para servir como o seu guarda-costas de maior confiança, eu sei muito bem que há dezenas melhor do que eu nesta Yakuza, mas seu pai conhecia os meus e me viu crescer passo a passo, por isso confia em mim.
– Aonde pretende chegar com isso Reiji? – perguntei erguendo uma sobrancelha.
– O que quero dizer é... – ele umedeceu os lábios. – o meu trabalho se limita apenas a te proteger Kurosaki-san – Kurosaki-san? – eu não tenho a obrigação de lhe satisfazer sexualmente. Apenas o fazia por livre e espontânea vontade.
– Você está dizendo o que eu acho? – controle-se Ranmaru, controle-se!
– Sim. – ele finalmente olhou para mim, de verdade. – eu não farei mais sexo com você Kurosaki-san.
“Eu devo tudo isso a você, eu devo a você ...
Eu devo tudo isso a você, sim ...
Eu devo tudo isso a você, sim ooh ...
Eu devo tudo isso a você, heeee ...”
Suas palavras passaram em câmera lenta por minha mente, como se ele tivesse demorado horas para falar aquilo.
E depois os segundos pareceram milésimos.
Quando dei por mim, já havia jogado Reiji contra a minha mesa, derrubando dezenas de documento e arranquei todos os botões de sua camisa ao puxa-la para os lados. O chapéu do Kotobuki caiu no chão e ele soltou um grito surpreso.
O que é isso?
Em todos os lugares... O pescoço, a clavícula, os ombros, o peito, o abdômen... Estava tudo marcado, fossem em vermelho ou roxo. Marcas de mordidas se concentravam mais na região do abdômen enquanto os chupões iam do peito até a nuca, junto a alguns avermelhados que sairiam mais rápido que os roxos.
O que porra é tudo isso?
– Oye, Kurosaki-san! – os olhos de Reiji se arregalaram. – solte-me!
Eu continuava paralisado. Todo o sangue havia se esvaído de meu rosto e minhas mãos ainda seguravam os lados da camisa rasgada do Kotobuki. Ele me olhava com o rosto corado e surpreso enquanto tentava inutilmente cobrir o torso nu.
– Quem... Fez... Isso? – rosnei.
– Não se preocupe, não fui forçado a nada, isso foi com o meu consentimento e, com todo o respeito, isso não é dá sua conta Kurosaki-san. – Reiji empurrou com um pouco de força meu ombro e se levantou da mesa. – eu tenho muita coisa para fazer, com licença.
Como assim “isso não é da minha conta”? Como ele ousou...
– VOLTE AQUI IMEDIATAMENTE. – ordenei.
O Kotobuki parou de andar e olho para trás.
– Deseja alguma coisa relacionada à Yakuza Kotobuki-san?
Por que está me tratando tão formalmente? Por que não está gritando animadamente como sempre faz? Por que não está sorrindo como um bobo para mim? Por que não está se insinuando para cima de mim?
Por que não está sendo o Reiji que eu conheço?
– Com licença Kurosaki-san. – disse Reiji após alguns segundo e se retirou da sala, fechando a porta atrás de si.
Continuei na mesma posição que estava antes, com os pedaços da camisa do Kotobuki em minhas mãos. Levei um deles para perto de meu rosto, cheirando-o.
Aquele não era o cheiro de Reiji. Era o cheiro daquele cara.
Apertei o tecido com força entre meus dedos, rasgando minha pele com minhas próprias unhas e fechei os olhos com força, controlando toda aquela fúria dentro de mim.
Abri vagarosamente meus orbes heterocromáticos, a única fresta da janela que permitia a luz solar entrar estava mirada sobre eles, e eu sabia que minhas pupilas estavam diminuídas.
Mas não ardia olhar diretamente para o sol.
Assim como não arderia tanto o inferno depois do que eu vou fazer.
– Finalmente irei te apagar da história, Sumeragi Kira.
Off. Pov Ranmaru
“Eu devo tudo a você (Levei quando estou fraco)
Eu devo tudo a você (a minha voz quando eu não posso falar)
Eu devo tudo a você (A luta para continuar)
Eu devo tudo a você (Você é minha inspiração)
Eu devo tudo a você (O chão debaixo dos meus pés)
Eu devo tudo a você (Você traz o melhor de mim)(x3)” (x2)
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Yellow – ORIGINAL — Casais originais — YAOI (+18)
Uma Fujoshi Tsundere– ORIGINAL (+16)
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