Isso não vai prestar...
14 Laserlight
Notas iniciais

“Em um piscar de uma noite
Eu estava caindo do céu
Em um borrão, você me tirou o fôlego
E meu coração começa a bater
E meus pulmões começam a respirar
E a voz na minha cabeça começa a gritar
Eu estou vivo!”
On. Pov Ren
– Não esperava algo assim... – disse Masato enquanto desamarrava os tênis.
– Nunca pensei que Otoya passara por isso. – falei sentando-me ao seu lado. – ele está sempre tão feliz.
– As pessoas que mais sorriem geralmente são as que mais sofrem. – Masato baixou o olhar.
– Talvez. – suspirei.
Olhei de canto para Masato, que olhava fixamente para suas mãos, eu podia ver o anel prateado reluzindo em seu anelar.
– Masato... — chamei-o.
– Hm?
Ele ergueu a cabeça, fitando-me. E, no mesmo segundo, aproximei nossos rostos e o beijei.
Cálido.
Como na primeira vez que o beijei. Seus lábios eram cálidos, macios, ao serem tocados ficavam um pouco rosados, ainda mais irresistíveis.
O beijo se prolongou, nossos lábios se encaixavam de uma maneira encantadora, sentia sua língua quente e molhada dançar harmoniosamente com a minha. Uma dança na qual eu guiava.
Levei ambas minhas mãos aos pulsos do moreno, acariciando a pele macia e quente com meus dedos. Fui o guiando lentamente na cama, fazendo-o deitar-se abaixo de mim, comigo com uma perna entre as suas.
O beijo cessou-se devagar, eu sentia a respiração irregular do menor soprar suavemente em meu rosto, ele estava extremamente corado, com os lábios num vermelho vivo por causa do beijo.
– P... P-Por que f-fez isso? — gaguejou de uma maneira que eu definiria como "fofa".
– Pelo mesmo motivo que você correspondeu. — sussurrei rente ao seu ouvido.
Prendi a pele macia de seu lóbulo entre meus lábios famintos e chupei-a, arrancando um som semelhante a um ronronar de Masato.
– R-Ren... — sua voz baixa e rouca me fazia querer continuar, eu queria escutar mais daquela voz.
Precisava escutar mais.
“Você é como um laser de luz, queimando
Queimando, em mim (x2)
Você me faz sentir bem,
Você me faz sentir segura,
Você me faz sentir como se eu pudesse viver mais um dia
Você me faz sentir bem,
Você me faz sentir segura,
Você sabe que eu não faria de outra maneira”
Desci uma mão pelo delicado torso coberto de Masato, desabotoando sua camisa lentamente, aos poucos revelando sua pele cor-de-leite, como se estive me convidando a marcá-la.
– P-Pare J-Jinguji...!
O Hijirikawa levou ambas as mãos para meus ombros, empurrando-me.
– Por favor, pare. — disse ele sério.
Suspirei e saí de cima dele, o vendo sentar-se rapidamente e encostar-se à parede.
– O que foi?
Novamente, ele olhou para o anel prateado em seu anelar e suspirou.
– Não consigo fazer isso.
Mordi o lábio inferior, irritado.
– Por que pensa nele? – cerrei meus punhos com força, baixando a cabeça. – qual a relação de vocês afinal?
O Hijirikawa finalmente ergueu a cabeça, mas parecia olhar através de mim, como se uma lembrança distante surgisse em sua mente.
– O Ranmaru... Ele... – respirou fundo. – foi o meu primeiro amor.
Off. Pov Ren
“Você e eu, cara a cara
E há tanta coisa que eu poderia dizer
Nestas palavras, e sempre parece o silêncio
Você pode ouvir, o som saindo
E o mundo começa a tremer
Eles continuam falando, falando, falando
Mas estamos caminhando, caminhando para a luz
Esta noite, esta noite”
On. Pov Tokiya
– Por que nunca me contou aquilo? – perguntei.
O ruivo se mantinha de costas para mim, levando o rosto na pia velha daquele hotel tão vagabundo.
Tão ruim para eu trazer o meu Otoya.
– Não senti necessidade de te contar isso Toki. – respondeu ele ainda de costas, enxugando o rosto com uma toalha que um dia deveria ter sido branca, agora escava num tom amarelado.
– Pois deveria ter contado. – cruzei os braços, irritado.
– Mas isso já passou. – ele se virou para mim, franzindo a testa. – Não fique bravo comigo Toki.
– Não estou bravo com você Toya... – puxei meus cabelos para trás, tentando não explodir de vez. – estou puto com esse cara! Ele te tocou! Como quer que eu reaja a isso!?
– Eu estou bem. – senti dedos delicados acariciarem meus cabelos. – não precisa se preocupar.
Mordi o lábio inferior e peguei a mão de Otoya com cuidado, o achava tão delicado. Levei a mesma até meus lábios, e dando um beijo carinhoso nas costas
“Você é como um laser de luz, queimando
Queimando, em mim (x2)
Você me faz sentir bem,
Você me faz sentir segura,
Você me faz sentir como se eu pudesse viver mais um dia”
– T-Toki... – gaguejou o ruivinho completamente corado.
Ele fica tão lindo assim...
Subi os beijos até seu pulso, dando algumas mordidas fracas pela extensão do braço e chegando aos ombros. O corpo de Otoya tremia um pouco, a pele ficava mais quente a cada segundo.
Levei a outra mão até sua cintura, puxando-o um pouco para mim. Comecei a sugar a pele de seu pescoço, vendo-o se arrepiar com aquilo e suas mãos trêmulas foram até meus ombros, empurrando-me sem força.
– O q-que est-tá fazendo? – gaguejou me olhando com o rosto corado.
– Desculpe-me. – sussurrei rente ao seu lóbulo. – mas... Deixe-me fazer isso, só um pouco...
– E-Eu n-não sei se...
– Shh. – aproximei nossos lábios. – você se sente bem, não sente Toya? – sussurrei acariciando seu abdômen por cima da camisa.
– A-Acho que sim... Eu n-não sei... – como ele consegue ser tão fofo?
– Então, aproveite.
Mordi seu lábio inferior e adentrei com uma das mãos em sua camisa, ouvindo-o gemer baixinho.
Passei a beijar seu maxilar.
Senti as mãos de Tokiya irem ao eu rosto e levantaram-no.
– E-Eu... Eu quero beijar... – disse ele timidamente. – c-como daquela vez...
Sorri de canto e puxei sua cintura com ambas as mãos, o trazendo para meu colo.
– Tudo o que você quiser Toya. – sussurrei, antes de tomar sua boca num beijo fervoroso.
Off. Pov Tokiya
“Você me faz sentir bem,
Você me faz sentir segura,
Você sabe que eu não faria de outra maneira”
On. Pov Autora
Meia noite.
Todos já deviam estar dormindo, Cecil aproveitou para se levantar da cama, já estava vestido e pronto, esperava apenas o momento certo.
Foi até a mochila de Nanami, encontrando o papel com o endereço da localização de Camus no bolso esquerdo, o menor.
Decorou o endereço, mas resolveu levar o papel junto por precaução.
Olhou para o lado, onde Nanami agora dormia sozinha na cama, a situação financeira estava um pouquinho melhor, de modo que conseguiram pagar quatro quartos ao invés de apenas dois.
Caminhou até a garota e deu um meio sorriso, ela até parecia meiga quanto estava dormindo.
Acariciou os curtos fios ruivos e suspirou. Inclinou-se sobre a mesma e deu um beijo afetuoso em sua testa.
– Me perdoe Nanami. – sussurrou.
Levantou-se, olhou mais uma vez para trás, antes de sair do quarto.
***
“Pare ... Por favor, não pare ... eu não vou parar
Não vamos parar ...”
***
– Kurosaki-san, me chamou? – Reiji adentrou a sala após bater algumas vezes na porta.
– Sim. Preciso que me ajude.
O Kotobuki se dirigiu ao outro, ficando ao lado de sua cadeira.
– Vê isso aqui? – apontou para um das dezenas de relatórios espalhados na mesa. – preciso que assine, para alguns assuntos relacionados à sua família, já que... Você entende, precisamos fechar essa parte do trato.
– Sim, entendo. Deixe-me apenas lê-lo.
Inclinou-se sobre a mesa, perigosamente perto de Ranmaru e passou a ler as minúsculas letras nos papeis grampeados, analisando cuidadosamente para que nada passasse despercebido.
Ranmaru não conseguia respirar direito.
Quando o Kotobuki se aproximou, ele sentiu um palpitar estranho no peito, era bom, mas doloroso ao mesmo tempo.
De onde estava, via os macios fios castanhos de Reiji caírem sobre a nuca, onde haviam algumas marcas roxas e vermelhas mal escondidas por, provavelmente, pó. Seu rosto, tão próximo, percebia-se que era delicado. A cor peculiar de seus olhos parecia embelezá-lo ainda mais.
Não conseguia... Não queria... Só de ver aquelas marcar na pele pálida do outro sentia o sangue ferver, sendo bombeado mais rápido e o coração acelerava.
– Chega. – murmurou.
– Disse algo Kurosaki-
Antes que pudesse terminar de falar, Ranmaru puxou seu braço com certa violência e o jogou contra a mesa, prendendo seus pulsos contra ela.
– O que pensa que está fazendo?! – o moreno se debateu assustado. – Me solte!
– NÃO ME IMPORTA O QUE VOCÊ QUER! VOCÊ É MEU, E PONTO.
Dito isso, tomou os lábios do outro nos seus.
Reiji gritava.
Mas ninguém o ouvia.
E, mesmo que ouvissem, nunca o tirariam das mãos do futuro Oyabun.
“Em um piscar de uma noite
Eu estava caindo do céu
Num borrão, você me tirou o fôlego”.
Off. Pov Autora.
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Mayonaka no Oyatsu– Mangá YAOI!
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