Isso não é...
38 Isso não é limite.
Notas iniciais
Friends just sleep in another bed and friends don't treat me like you do
Well I know that there's a limit to everything
But my friends won't love me like you
(Amigos dormem em camas separadas e amigos não me tratam como você me trata
Bem eu sei que há um limite pra tudo
Mas meus amigos não me amam como você)
38-Isso não é limite. (Limites são feito para serem ultrapassados... A menos que sejam para sua segurança.)
Quinta-feira, 12 de Maio de 2016
Se alguém fizesse a pergunta que ela menos gostava, Julie decidiu que seria educada e responderia a ela como se deve. Ela diria o que todos gostavam de ouvir – existia um limite para sua paciência! Ela diria "bem" e tinha que ser um idiota para acreditar nela.
Não que isso significasse que Julie mentiu para Calum quando ele lhe perguntou se ela estava bem – ela estava bem naquele momento. Bem no nível de bem do Calum, o nível dela de bem era algo que Julie nunca iria conseguir alcançar; o bem de Calum era apenas "Você está com raiva? Raiva o bastante para socar alguém? Não... Raiva o bastante para chorar?" Julie não estava. E como ele realmente não tinha perguntando isso e ela não tinha realmente respondido, Julie não estava se contradizendo. A pergunta que ela menos gostava não havia sido feita ou respondida para que mentir fosse necessário. E Julie não gostava de mentir para quem amava em perguntas importantes – ela vivia mentindo e omitindo por coisas desnecessárias.
Julie realmente, verdadeiramente, maravilhosamente, estava bem. No passado. Ela só não estava mais. Ela não ligava para o beijo ou estava com raiva de Ashton ou dos garotos em geral por tê-la contrariado-a e seguido-a apesar dela ter tido "sem garotos". Obviamente eles eram surdos e Julie não podia usar isso contra eles – não era culpa deles se ela só sabia falar gritando e assistia no maior volume e contaminou a todos com sua surdez. Mas ela podia usar contra eles o fato de estarem comendo sua pizza.
Sua pizza. Só isso, só por ela ser sua pizza, ninguém deveria ao menos olhar para ela... Quase ninguém. Julie dividia o seu bom paladar com seu irmão. E a pizza. Mas não com todos os outros. Calum comia um pedaço aqui ou outra lá – Julie podia até dar uma mordida a ele da sua própria fatia num bom dia (aquele não era um bom dia) e ele estava pagando (embora não soubesse ainda) – mas ver alguém pegando uma fatia da sua pizza depois de Calum ter pegado uma – Como você é corajoso, Calum, zombou seriamente Ashton, sentindo-se desafiado a fazer o mesmo, e depois Michael fez o mesmo, e Demi; até Demi! – Julie não iria aceitar. Aquela era sua pizza!
—Você está bem? – questionou Ashton, apertando sua mão.
—Bem – disse ela. E, não se sentindo apenas "bem", completou (Julie não pode não complementar. Ou despejar um monte de mostarda sobre sua pizza). – Muito, muito bem. Maravilhosamente bem.
—Você não parece bem – observou Ashton, encarando a mostarda e não entendendo o sarcasmo. Quanta mostarda Julie iria colocar ali? Melhor ainda, como ela gostava de mostarda, logo mostarda? – Isso é muita mostarda... Mesmo para alguém que gosta de mostarda.
—Oh, mas... ei! – exclamou Julie, apontando para Michael, que parou a mão a meio caminho da boca, assustado. – Essa é a minha azeitona. Mi-nha. Eu aceito vocês pegando minha pizza, que é muito gostosa, eu admito, mas não a minha azeitona.-
Julie – pediu Luke, paciente.
Ashton não foi tão sutil assim. Ou paciente. Ele soltou a mão dela e passou o braço ao redor da cintura dela, puxando-a para baixo ao mesmo tempo que reclamava:
—Julie – avisou ele, com apenas uma palavra. Ash não sabia o que avisava. – Sente-se.
—Mas... Mas... – balbuciou Julie, frustrada por ninguém entender. Até Luke olhava-a como se dissesse “Por favor, sente-se. Agora não.” Como se não percebesse o quanto aquilo era importante e necessário naquele momento. – Essa é a minha azeitona!
—É só uma azeitona! – murmurou Mike de boca aberta.
—Não é apenas uma azeitona, é a minha azeitona. E eu sempre como todas as azeitonas! Sozinha!
—Você não está bem – disse Ashton, puxando-a novamente para baixo. – Você parece uma garota mimada... Eu te dou as minhas azeitonas. Todas elas.
Ashton já estava esperando o momento de vê-la cruzando os braços, batendo o pé e fazendo biquinho, porque era só o que faltava para ela não ser apenas uma garota mimada, como também uma criança mimada. E ver Julie comportando-se como uma criança pequena não seria sexy – antes fosse, porque o que Ash queria fazer com ela não era nada sexy.
Ele queria envolvê-la nos braços e dizer que tudo iria ficar bem; ele queria dar todas as azeitonas que tinha a ela; ele queria apenas ficar com Julie ao seu lado, sem fazer nada remotamente sexy. Ele queria ... Ashton queria coisas que nunca quis antes e não entendeu porque queria fazer algo assim. Tudo bem que Julie Hemmings era sua amiga, mas deveria existir alguns limites no que amigos faziam por amigos, porque se não ele estava ferrado. E desejando ultrapassar todos esses limites.
—Eu não quero suas azeitonas, eu quero as mi...
—Julie, são apenas azeitonas. Pare – pediu Calum, batendo na mesa com força quando ela se recusou a olhar para ele, fingindo que não o ouviu. Quando ela finalmente olhou-o, Calum continuou, calmo, gentil, mas firme: – Sente-se e coma, que eu estou com fome.
Emburrada – e depois de ameaçar que aquilo teria volta com apenas uma careta para Calum – Julie finalmente sentou e começou a colocar mais molho em cima da pizza, cobrindo todos os cantos visíveis com uma camada de mostarda – e não satisfeita apenas com isso, ela acrescentou – ketchup, maionese...
Por que ninguém entendia o quão importante aquilo era para ela? Julie não podia nem comer suas malditas azeitonas! Não era porque não iria pagar a pizza que elas não seriam sua – Calum que era rico, ele que desembolsasse sua mesada de rico. Embora Ashton tivesse razão, ela parecia uma garota mimada dando um chilique por não ter o sapato rosa, fofo e minúsculo que queria no seu numero. Embora – novamente – garotas mimadas não tinham o seu gosto excepcional por molhos.
—O que é isso? – perguntou Julie, cutucando Ashton.
—Molho da casa, acho que é de cenou...
—Passe – interrompeu ela, esticando a mão impaciente. Julie não precisava de uma explicação detalhada, apenas que era um molho, porque aquela cor laranja a impressionou.
—Você nem sabe se gosta – murmurou Ashton, passando mesmo assim. – Coloque um monte e depois não coma.
—Cale-se – disse Julie, apertando a mão dele.-Julie – sussurrou ele, percebendo esse fato. Surtando com esse fato. Julie e ele... Eles... Quando eles...?
—Hum?
—Você percebe que nós...
O aperto na sua mão confirmou que sim, Julie estava ciente do fato deles estarem de mãos dadas. E ela estava bem com isso. Ela estava muito bem com isso.
Ashton também estava, embora só estivesse levando isso tão bem porque era algo privado. Ninguém os estava vendo ou desconfiava de algo, pois Julie era destra enquanto ele era canhoto e não tinha nada de estranho no fato deles estarem com a mão não dominante em baixo da mesa. Ashton estava muito bem com o fato de segurar a mão de Julie, muito mais do que deveria. Ele definitivamente estava ferrado.
Julie apenas não ligava, não era como se segurar a mão de alguém fosse uma amostra de um relacionamento não fraterno. Ela segurava a mão dos seus amigos sem qualquer pretensão romântica, até porque esse era o único consolo que conseguia oferecer – abraços apenas em situações críticas.
Está de mãos dadas por tanto tempo também classificaria aquele momento como crítico, percebeu Julie, e aquele momento não era crítico. Então, tão rápido quanto ela tinha pegado mão dele, Julie a soltou.
O pedaço de pizza – que não era da pizza de Julie – parou a meio caminho da boca de Ashton, como aconteceu com Michael, mas ele colocou-o na boca e mastigou, como se nada houvesse acontecido. Não estar de mãos dadas não era o fim do mundo... Ashton nunca tinha estado de mãos dadas com ninguém antes e não morreu, ele continuava vivo, então não tinha razão para estar tão... Mal. Julie não era sua – eles não tinham um relacionamento. Julie não era um objeto. Julie era... Julie era apenas uma amiga e ficar mal por não estar perto dela era normal – mesmo que ele estivesse ao lado dela.E mesmo estando ao lado dele, Julie não percebeu o quão perto ele estava de outro ataque de pânico.
Se ela soubesse que Ashton iria reagir assim, Julie não teria segurado sua mão, não teria tentando ser uma boa amiga. Em sua defesa, Ashton parecia que iria ter um ataque de pânico em qualquer momento, e não iria ter como Julie comer sua pizza se ele tivesse – ela apenas queria comer sua pizza!Só que eu deveria ter lidado com isso de uma forma diferente, ela percebeu agora. Julie não deveria ter tentado ser uma boa amiga – ela não era uma boa amiga (Era isso que acontecia quando você finge ser o que não é!, repreender-se-ia Julie se soubesse o que acontecia com Ashton. Mas ela não sabia). Julie deveria tê-lo beijado como viu em uma de suas séries favoritas, onde a garota beijou o cara para tirá-lo de um dos seus ataques de pânico, e não é como se a garota fosse burra e não soubesse o que fazer. Ela era inteligente. Muito inteligente. E tinha o mesmo nome da namorada vadia do seu irmão Luke e era tão vadia quanto, embora fosse muito mais inteligente. E bonita.
—Falando em Lydia... – interrompeu Julie.
—Nós não estamos falando na Lydia – disse Luke, irritado.
Julie sorriu e se parabenizou por conseguir fazer Calum ficar irritado. Luke era peixe pequeno em comparação a Calum que estava ao lado dele, desconfortável e irritado por pensar em Lydia – por Julie fazê-lo pensar em Lydia. Fazer Luke irritado era uma coisa, mas Calum – que era bastante paciente com ela, mais ainda do que Luke – era outra coisa ainda mais satisfatória.
—Sim, bem... – Julie deu de ombros, não importava como ela chegou a Lydia. – Eu pensei nela e quero saber por que você continua com ela quando é óbvio que ela dá em cima do Calum, seu melhor amigo, enquanto está com você.
—Ela não dá em cima...
—Você está me chamando de mentirosa? – perguntou Julie, inclinando-se para frente.
—Eu não estou... – calou-se Luke enquanto recuava. Ele estava chamando-a de mentirosa sim, dizer que Lydia não dava em cima de Calum era uma mentira e Luke sabia disso.
Julie se perguntava por que ele continuava negando isso, não era como se ele a amasse e estivesse cego de paixão. Ela nem entendia porque seu irmão estava com Lydia quando ele realmente não gostava dela ou o contrário, não é como se o coração de alguém fosse ser quebrado quando eles se separassem, porque eles iriam. Não era um “se” ou um “talvez”, era algo certo. Era um “quando”.
—Calum também mentiu? – perguntou Julie, mordendo sua fatia pensativa, enquanto pulava por dentro por colocar fogo nas coisas. Ela era uma piromaníaca sádica. – Eu esperava mais de você, Luke. Não acreditar em mim é uma coisa, em Calum é outra totalmente diferente. Não é como se ele fosse mentir para vo...
—Você mentiria para mim? – interrompeu Luke. Julie esperou que ele percebesse o quanto aquela pergunta era idiota, era claro que sua irmã tinha mentido para ele. Ela vivia mentindo e omitindo fatos para ele e Liz, como o fato dela estar aos beijos com Ashton. – Quando você mentiu para...
Ao mesmo tempo que Calum murmurou baixinho:
—Quem disse que eu nunca menti...
E Luke voltou-se para seu amigo, esquecendo-se de Julie e suas intrigas – ele tinha coisas mais importantes na cabeça, como seu melhor amigo de infância ter confessado que já mentiu para ele! Saber que Julie mentiu para ele era uma coisa – Luke esperava isso dela – mas saber que Calum fez isso era... Luke não gostava disso.
—Você mentiu para mim? – interrogou Luke. – Quan... Co... Calum!
—Ah, como se você nunca tivesse feito o...-
Eu não fiz!
—Você realmente não esperava por isso? – questionou Calum, surpreso. – Quer dizer, você comprou aquela historia que eu quebrei seu brinquedo favorito quando todos sabíamos que foi a Julie? – questionou Calum, levantando as sobrancelhas.
—F-foi a Julie? – repetiu Luke, tentando compreender o que ouvia. Ele tinha sido enganado a vida inteira?
—Calum! – repreendeu Julie, olhando preocupada para o seu irmão, que parecia querer morrer. – Isso era um segredo. Você disse que nunca iria contar a ninguém!
—E-eu não pensei que Luke fosse realmente acreditar nisso. Estava na cara que foi você que quebrou, eu apenas pensei que ele não quisesse acreditar...
—T-todos... – Luke sentiu a voz travando, algo que tornava difícil falar, respirar... Ele tinha sido enganado a vida toda? – Todos sabiam disso?
—Pelo visto você não – murmurou Julie, impressionada pela confiança do seu irmão em Calum. Se tivesse sido ela que falou que Calum foi quem quebrou, Luke realmente não teria acreditado.
—Por que você fez isso? – questionou Luke, empurrando a cadeira e apontando para Calum.
—Porque Julie não queria que você ficasse com raiva dela! – exclamou Calum, levantando-se também.
—Você não vai... Eu não sei, acabar com essas briguinhas? – sussurrou Ashton, querendo desaparecer, pois a cena na sua frente era incrivelmente patética. Eles não tinham o que fazer? Aquilo era mais idiota do que brigas mexicanas.
—Por quê? – questionou Julie, sorrindo muito abertamente. – Vai dizer que não gosta de ver Calum se descontrolado?
Ashton gostava realmente – se superasse a surpresa e vergonha (Ele tinha vontade de gritar “Eu não os conheço! Não são meus amigos!”) ele realmente gostava dessa nova faceta de Calum – mas... Mas Ash estava preocupado.
—Mas e se eles brigarem feio e...
—É com brigas que se fortalece uma amizade, Ashton – disse Julie, empurrando-o com o ombro, como se tentasse acalmá-lo novamente.
Ashton não precisava ser acalmado – e ele preferia o método “empurre meu joelho ou segure minha mão”, mas Julie não estava mais usando esse se dependesse dela – ele apenas não acreditava no que Julie dizia. Não era apenas brigas que fazia uma amizade se fortalecer. Ele e Julie nunca tinham realmente brigado e Ashton não achava que a amizade deles era mais fraca por isso.
Eles discutiam, discordavam um do outro direto, mas nunca tinham realmente brigado. E a relação deles era forte. Ashton não achava que Julie iria se apaixonar por uma pessoa apenas porque ela era bonita – ela mesma disse indiretamente que ele não era bonitinho (bonitinho sinônimo de feio) – e ela não era superficial para ver apenas isso, embora Ash não tivesse ideia do que ela tinha visto nele – algo que não fosse apenas sua aparência – mas ela deve ter visto algo que gostou. Ou não. Julie podia gostar dele por algo estranho. Com o gosto dela por pizza, Ashton acreditava em qualquer coisa.
Julie podia gostar dele por sua habilidade em arte – ela podia ter sido atraída porque não tinha essa habilidade (inveja seria um bom motivo), mas não, não seria essa, pois essa era uma boa habilidade (apesar de Julie não achar o mesmo, para ela arte era uma coisa inútil) – ou podia ser pela habilidade dele de... Ashton não conseguia pensar em nada negativo... Ou porque Ashton beijava bem, esse seria um bom motivo. E Ash realmente não conseguia pensar num mal motivo. Ele era meio que perfeito e... E isso irritaria Julie! Julie odiava o fato dele ser como era; e deveria estar apaixonada pelo mesmo motivo!
—E não é como se eles nunca tivessem brigando antes – continuou Julie, percebendo que Ashton não acreditava nela. – Eles são a prova viva de que uma amizade é fortalecida por brigas. Você pode olhar assim e pensar que eles dois são os maiores amores um com o outro, mas eles viviam se atacando quando pequenos. Tive que deixá-los sozinhos por muito tempo para fazê-los se comportar.
—Eu não acredito! – exclamou Ashton. Não tinha como isso ser verdade. Não tinha como Julie ter voluntariamente deixado-os sozinhos. E Luke e Calum eram... Eles tinham uma amizade invejável. – Eles são tão...
—Relacionáveis? – sugeriu Julie. – Eu estou tão orgulhosa deles – fungou Julie, como uma mãe orgulhosa. Ashton a olhou, esperando que o pacote Mãe do Ano viesse com lagrimas e se surpreendeu. – O que foi?
—Você está chorando? – perguntou ele, cético.
—É a pimenta – explicou Julie, levantando a embalagem para que ele pudesse ver. – Ela faz o meu nariz arder. Você não sente vontade de chorar também? – questionou Julie, espirrando um pouco daquele pó no rosto dele.
—O que você... Tire isso... Atchin! – espirrou Ashton, chamando a atenção de todos, inclusive de Calum e Luke que ainda discutiam. – Atchin! Atchin!
—Saúde – disse Calum ao primeiro espirro e ao segundo e ao terceiro e ao...
—O que você fez? – perguntou Luke, acusando Julie só com um olhar. Ele realmente não estava com disposição para aturar sua irmã gêmea irritante e manipuladora agora.
—Nada – disse Julie, levantando as mãos... que ainda segurava a pimenta.
Luke percebeu isso ao mesmo tempo que Julie e o olhar acusador só aumentou. E Julie realmente não soube como iria se ajudar assim e não tinha mais como jogar fora a pimenta. Ela fora pega com a boca na botija e não tinha Calum do seu lado para ajudá-la dessa vez. Ou assumir a culpa. Julie também não o olhou para ver se ele faria e recebeu um revirar de olhos. Não... Mas ela teria uma conversinha com Calum quando chegassem em casa.
Quando Luke abriu a boca para acusá-la muito mais com o olhar, Demi surgiu ao seu lado, puxando-a pelo braço, parecendo um pouco bêbada. Desde o episódio do roubo da sua pizza, Julie não tinha visto Demi e não estava realmente prestando atenção em algo além da sua pizza – para não ser roubada. Mas, pensando bem, ela não tinha visto nem Demi nem Michael desde o episódio da pizza roubada. Não importava. Julie tinha comido sua pizza sem o drama Demi&Michael e agora seria salva do drama Julie&Luke&Calum&Ashton... Só para ser jogada ao primeiro drama que tinha conseguido fugir. A vida algumas vezes não tinha limite e superava-se a cada instante.
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