Isso não é...

28 Isso não é confiança.


Notas iniciais
Olá. Como estão? Com sono... A música é Confident de Demi Lovato - https://www.youtube.com/watch?v=cwLRQn61oUY Espero que esteja bom - é claro que está bom.

Not gonna fake it (...)

What's wrong with being confident?

(Não vou fingir (...)

O que há de errado em ser confiante?)

28-Isso não é confiança. (É apenas quem você é.)

Domingo, 08 de maio

—Por que você vai me desenhar?

—Porque eu preciso de uma modelo – respondeu Ashton, nem olhando para Julie antes de dizer o óbvio.

Não era como se ele a quisesse como modelo. Ashton duvidava que Julie conseguisse ficar quieta por tempo suficiente para que ele fizesse ao menos um esboço. Nem agora, enquanto procurava o caderno e o lápis, ela estava parada. Ash só ouvia as molas da cama rangendo e não queria nem pensar no que sua mãe pensaria se ouvisse isso...

Ah, é mesmo, lembrou-se ele. Ela não ligaria, era capaz ate de comemorar.

Mas a quem mais pediria isso? Julie era sua única opção. A única pessoa que entrava nas suas qualificações para ser modelo: ela era a única pessoa bonita entre as que confiava. E confiança era importante para Ashton na hora de desenhar, pois ele costumava ficar desconfortável ao ter modelos, eles sempre o faziam ficar ansioso, à espera de uma aprovação.

E se a pessoa não gostasse de como ele a via? E se ele não fosse bom o bastante? E se, e se, e se... Eram muitos “e se” que não fariam diferença se Julie fosse a diferença. Ela nunca diria que o desenho estava bom, então não faria diferença a opinião dela enquanto ele achasse que estava bom.

—Bem, essa é a resposta óbvia, mas eu pensei que você não precisava de modelos – ironizou Julie, deitando-se na cama como se fosse a sua. – E você nunca pediu minha ajuda. Por que logo hoje? Você está arrependido ou o que?

—Arrependido?

Virando-se para ela, Ashton a encontrou deitada de lado, observando-o. Julie parecia realmente curiosa, o que não era uma surpresa, e uma das garotas com que ele já ficou com toda aquela roupa amassada; o fato da saia ter subido e está mostrando boa parte de suas pernas também contribuía para isso.

—Ah, você está falando de Ethan? – questionou Ashton, lembrando-se.

Ele tinha até se esquecido dele. Ou queria, mas não tinha como Julie dizer que iria sair com alguém somente para ajudá-lo a fazer ciúmes e não esperar que ele ficasse curioso. Todos sabiam o quão egoísta Julie era e Ethan nem amigo dela era para começo da conversa. Ou ele a chantageou com um podre ou o jantar seria a propina, embora não conseguisse imaginar Julie aceitando uma chantagem. Ele conseguia vê-la sendo chantageada, entretanto enxergar Julie participando era outra coisa.

— Ainda não consigo acreditar que ele é gay – comentou Ashton, balançando a cabeça.

—Ele fica tão fofo com... Espere, eu não te disse isso – acusou Julie, sentando-se rapidamente e apontando o dedo para ele. – Ou disse? Ah, cara, eu prometi a Ethan que não diria nada a ninguém!

Tinha vezes que Ashton não conseguia acreditar em Julie, no nível de idiotice dela. Como ela pode ter caído nesse blefe? Estava óbvio pela maneira que ele falou que Ash jogava verde, mas Julie era uma idiota e agora se sentava comportada na cama e com as mãos no rosto, apertando-o, e balançava a cabeça murmurando palavras incoerentes. Em resumo, ela parecia mais louca do que o normal.

Ashton deveria deixá-la se martirizando desse jeito, mas não seria justo, pois Julie levava suas promessas a outro nível, além de que ela não iria querer ajudá-lo se continuasse desesperada daquele jeito. Rumo ao fundo do poço.

—Você não disse. É que é a única explicação lógica – tranquilizou Ashton, logo voltando ao assunto principal. – Vou participar de um concurso de arte, por isso preciso de um modelo.

—O que eu ganho se você vencer?

Preocupar-se com o que já aconteceu não era com Julie – ênfase no era – principalmente quando não era na sua vida e não podia fazer nada a respeito. A culpa não era sua que fosse tão egoísta a esse ponto! Ou que apenas quisesse ficar deitada naquela cama do Ashton que era confortável para caramba. E não era como se Ash fosse homofóbico e iria espancar Ethan assim que o visse. Julie acreditou que tinha dito a Ashton justamente por isso, porque ela confiava que ele não faria nada em relação a isso, porque não tinha nada a fazer em relação a isso. Não deveria nem existir um “isso”. Mas todas as pessoas são idiotas egoístas.

—Quanto chocolate conseguir comer – prometeu Ashton, bem no ponto fraco de Julie.

—Isso é muito – disse ela, sorrindo e deitando-se novamente na cama. – Estou dentro, então... Que posição você prefere?

—Você quer mesmo saber?

—Vou fingir que não ouvi a insinuação sexual – comentou Julie, calmamente.

Contudo, apesar de tentar se fazer de indiferente, Ashton percebeu que ela ficou um pouco abalada. Tantas coisas não a faziam ficar daquele jeito – ele podia pensar em situações muito mais constrangedoras – e aquilo fez?

Rindo, Ashton ajeitou-a, fazendo com que ela se deitasse na cama dele com um joelho dobrado e um braço em cima da cabeça e o outro na barriga. Também retirou a franja de trás da orelha, espalhando-a sobre o olho esquerdo e aproximou muito seu rosto do dela, completamente dentro do seu espaço, observando-a.

—O que você esta fazendo? – murmurou Julie, fechando os olhos subitamente.

Ashton sentiu sua respiração misturando-se a dele e ousava dizer que viu as bochechas de sua única amiga corando e sentiu vontade de rir – e beijá-la, apenas para provar seu ponto – porque ele achava que descobriu o ponto fraco de Julie. Julie que sempre ficava corada depois de ser beijada. Julie que sempre ficava corada ao pensar em beijar. Julie que parecia corada agora. Julie que não corava porque ficava envergonhada. Julie que corava porque era confiante demais, autossuficiente demais para precisar de alguém, de algo, além dela mesma.

—Seus lábios estão um pouco pálido – disse Ashton, como quem não quer nada.

—Eu não trouxe batom – lembrou-se Julie, passando a língua sobre eles, devagar. Tentando e seduzindo, pois não seria ela a dar o primeiro passo.

—Isso talvez ajude – comentou Ash, concentrado neles também, não vendo problema em ajudá-la, em ser o cavalheiro que sua mãe lhe ensinou.

Curiosa, Julie abriu os olhos e o viu encarando-a. Colocando um braço ao lado da sua cabeça, Ashton inclinou-se para beijá-la e percebeu que Julie também queria isso. Se ela não quisesse, ele já estaria lamentando bastante. Mas Ashton não a beijou. Ele iria beijá-la, contudo a porta bateu bem nesse momento e os poucos centímetros que os separavam aumentaram.

Ao que parece, o pouco da sua mãe e o pouco dele não era nada semelhante. Anne tinha ficado quanto tempo fora? Dez, vinte minutos? O que ela pensou que eles fariam em tão pouco tempo? Talvez por isso tivesse batido a porta com forca? Para chamar a atenção e fazê-los parar o que estivessem fazendo?

—O que vocês estão fazendo?

Ashton estava do outro lado do quarto, encostado no quarto e com o lápis em movimento assim que Anne entrou no quarto, parecendo um pouco triste com a imagem que encontrou. Julie deitada numa cama e Ashton a milhares de distancia dela. Ash ficou calado, concentrado demais em Julie ou envergonhado pelo fato de que iria beijá-la. O que era realmente decepcionante, pois parecia que ele não queria ser visto beijando-a pela rapidez com que se afastou.

—Ashton disse que iria me desenhar – respondeu Julie, quando ele não fez menção de se pronunciar.

—Desenhar? – repetiu Anne, sorrindo subitamente, parecendo menos triste do que antes.

A maneira como Anne olhava-os dizia que ela sabia de algo que Julie não sabia e Julie não gostava quando disso. E isso acontecia bem mais vezes do que ela gostaria de admitir.

—O que houve? – questionou Julie, sentando na cama e alternando o olhar entre mãe e filho.

—Ashton só desenha...

—Nada – interrompeu Ash.

—Começou, agora termine – avisou Julie.

—Mãe...

—Anne...

Anna deu de ombros desculpando-se com seu filho antes de dizer:

—Ele apenas desenha o que...

—Tchau, mãe – disse Ashton, empurrando-a para fora do quarto e batendo a porta na sua cara antes que ela dissesse mais do que ele queria.

O que sua mãe iria dizer? Anne contaria sobre os pré-requisitos dele para desenhar? Que ele devia achar – Ashton definitivamente achava – Julie bonita e confiante e digna de confiança, apesar de ter quebrado uma promessa? Que desenhar para ele era quase sagrado? Que ele só desenhava o que gostava, o que tinha medo de perder...?

Ou sua mãe iria mais fundo, voltaria ainda mais no tempo e contaria que ele voltou a desenhar depois de conhecê-la? Que o primeiro quadro que fez, depois da morte do seu pai, foi o que deu a ela de presente de aniversario? Que ele estava o guardado durante todos esses três anos?

Ou será que Anne sabia o que nem ele tinha coragem de admitir? Que, às vezes quando ela adormecia no sofá com as pernas sobre ele, Ash a olhava e imaginava desenhando-a? Que ele nem precisava olhá-la para desenhar Julie, que ele poderia desenhá-la de olhos fechados? Que, quando Ashton olhava para o papel em branco e não tinha ideia do que fazer e apenas deixava a mente em branco, movimentando o lápis, o carvão pela folha, ele desenhava-a?

Existiam muitas perguntas, mas fosse o que fosse que Anne diria a Julie, Ashton sabia que não poderia confiar em sua mãe. Não sobre esse assunto. Ele estava crente que, fosse o que fosse que Anne dissesse, ela iria envergonhá-lo.

Virando-se para Julie, Ash avisou com os olhos não pergunte ao deslizar pela parede ate o chão, tão longe quanto possível de Julie. O que tivesse acontecendo, acontecido, entre eles terminou tão rápido quanto começou.

—O que ela ia dizer?

E é claro que Julie perguntou. Por que ela não perguntaria? Só por que alguém que tinha vergonha de beijá-la pediu? E Julie nem podia pensar sobre isso, porque pensar significava que ela ligava, que se preocupava, e Julie conhecia-se muito bem e sabia que ela não acharia justo preocupar-se com o que poderia ter acontecido e não com o fato de ter dito a Ashton o que Ethan lhe fez prometer não dizer. Mas Ethan também disse que ele a levaria para sair e não levou, então ambos estavam quites.

—Julie, não se intrometa na vida dos outros ao menos uma vez na sua vida.

—Não quando envolve fofoca. Não quando a fofoca tem relação comigo.

—Nada. Não tem nenhuma fofoca e nada relacionado com você. Agora fiquei parada.

—Certo – murmurou ela em frustração, deitando na cama de qualquer jeito.

—Sua posição está diferente – reclamou ele, balançado a cabeça. – Você é uma péssima modelo.

—Não se aproxime – avisou Julie antes que ele se levantasse.

Ela não daria oportunidade a Ashton para que a usasse do jeito que quisesse. Julie tinha sentimentos. Quase extintos, mas tinha. Ela não era um objeto e queria chocolate.

Ajeitando-se na cama com a mesma posição de antes, Julie fechou os olhos e tentou dormir, sabendo que apenas assim conseguiria ficar quieta. Julie ouviu o lápis riscando o papel, um momento de pausa e depois sentiu a cama abaixando, para logo depois o lápis voltar ao seu trabalho. De vez em quando, Ashton se inclinava e mudava a posição das mãos dela, ajeitava o cabelo, contudo, mesmo sentindo todas essas mudanças, Julie não abriu os olhos ou o perguntou algo novamente. Ela não voltaria atrás na sua palavra de ser modelo, entretanto o daria tratamento de silêncio.

Ficar quieta por tanto tempo, não falar nada, não fazer nada, limitou as opções de Julie que acabou realmente dormido e acordando deitada de qualquer jeito na cama, com uma colcha cobrindo-a. Por um momento, antes de bocejar e olhar ao redor, procurando Ashton, Julie agradeceu por aquela colcha está ali, pois sua saia havia subido e mostrava muito mais do ela queria, como sua calcinha. Não que fosse fazer diferença, não havia nenhum sinal de Ash, embora o caderno dele estivesse aos seus pés. Pegando-o, Julie o folheei, mas não havia nenhum desenho seu ali, apenas esboços de frutas. Frutas! Julie não era uma fruta. Ash devia ter arrancado a folha ou ele não fez nenhum desenho seu para começo de conversa.

O relógio da cômoda marcava 22:00, o que significava que Julie tinha dormido por quatro horas – quatros horas! – e continuava com sono. E, apesar de já ser tarde, relativamente falando, ela não ouvia ninguém no apartamento. Onde eles estavam? Mas sua audição não era das melhores.

Julie precisava encontrar um telefone e ligar para casa, sua mãe devia estar feliz por ter uma desculpa para colocá-la de castigo e Luke preocupado, pois... Quem sabe o que Ethan poderia ter feito a sua irmãzinha?

Enquanto andava pela casa, Julie ouviu Ashton e Anne fofocando no banheiro e decidiu parar para ouvir. É impressionante o quanto se pode descobrir só estando escondida, Julie sabia o quanto falar por trás transformava as pessoas. Era libertador e assustador ver que tipo de pessoas elas são realmente.

—Você estava realmente desenhando a Julie?

— Sim, mãe – concordou Ashton. Pelo tom de voz dele, Julie diria que não era pela primeira vez.

—Por...

—Meu Deus, mulher, não vou repetir mais. Parece ate uma daquelas velhas fofoquei...

—Respeite-me – ordenou Liz. – Onde já se viu essa ousadia com a mãe?

—E se esconder atrás das portas é melhor? – questionou Ashton, desviando-se da repreensão da mãe.

Droga, xingou-se Julie, que nunca foi muito boa no requisito espiar alguém e que, sempre que conseguia realizar isso, era puro acaso de está no lugar e na hora certa. Além de que ela não era silenciosa, Julie poderia ate apostar que Ashton tinha ouvido-a desde que ela levantou-se da cama.

—Vocês estavam aqui! – exclamou Julie, tentando parecer surpresa ao sair de trás da porta. Ela era uma péssima atriz, mas tinha confiança de sobra. – Já não era hora de cortar o cabelo, Ash, daqui a pouco estaria maior do que o meu. Mas tenho que ir para casa, então levante-se.

—Não vou sair com metade curto e a outra cumprida – respondeu Ashton, calmamente. – E seu cabelo é grande, Julie. Ele cresceu há tempos, então pare de dizer que o meu cabelo vai ficar maior do que o seu.

Jogando a cabeça para o lado, Julie avaliou as palavras dele e a si mesma no espelho. Era verdade que seu cabelo já estava maior do que quando cortou – ele cresceu, idiota, gritou sua mente – mas não estava no mesmo tamanho de quando cortou e, talvez por seu antigo cabelo ser longo, tão longo que era o tamanho de suas costas, Julie achava qualquer outra coisa seria pequena. Mas o antigo cabelo de Ashton definitivamente faltava pouco, apenas alguns dedos, para ultrapassar o de Julie que era logo depois dos ombros. O atual cabelo de Ashton era metade o antigo e metade cortado na nuca.

—Por que não? É estilo! E, Anne, isso esta ficando torto. Me dê essa tesoura – ordenou Julie, tomando a tesoura das mãos dela.

Como Anne era baixa, Ashton estava sentado num banquinho e ela na frente dele, empurrando-a gentilmente para o lado, Julie tomou aquela posição. O cabelo loiro de Ashton estava realmente muito bem mau cortado, parecia ate que tinha pedido a um bêbado para andar em linha reta. Mas ou Anne cortava daquele jeito ou Ash poderia doar daqui a pouco. Na opinião de Julie, ele deveria doar, muitas pessoas agradeceriam.

—Sem chance – negou Ash, horrorizado, puxando a cabeça para trás e escapando das mãos dela. E da tesoura. – Você é péssima cortando em linha reta.

—Você vai querer um corte tipo tigela? – questionou Julie, pondo as mãos nos quadris. – Não, então não importa se consigo ou não cortar em linha reta.

—Você não sabe cortar cabelo. Ficou horroroso da ultima vez que você tentou, lembra?

—Eu tinha doze anos – defendeu-se Julie. – E ficou bonitinho.

—Você teve que ir ao cabeleireiro ajeitar – argumentou ele. Se Julie não o conhecesse, ate diria que Ash não a queria cortando seu cabelo.

—Só porque mamãe me obrigou – murmurou Julie, balançando a tesoura no ar. – Vai querer ou não? Sem ofensas, Anne, mas qualquer coisa vai sair melhor do que isso.

—Pior do que está não vai ficar – concordou ela. – Vou ligar para sua mãe, Julie, e dizer que você está aqui. Mas você podia ficar para dormir... – sugeriu Anne, nada sutil.

—Amanhã tem aula.

—Tenho certeza que Ashton não se incomodaria em dividir a cama com você – continuou ela.

—Amanhã tem aula – repetiu Julie, ciente do que Anne disse.

Não passou despercebido a ninguém que ela disse dividir, não doar. Também, eram palavras bem diferentes, não tinha como Anne ter se confundido. Ela saiu do banheiro parecendo um pouco triste, mas se não colocar limite nela, Anne não pararia nunca. Não se pode dá asas a quem quer voar para não ter as asas derretidas pelo sol e, se dependesse de Anne, ela iria ate a lua.

—Parece que minha mãe quer nos juntar – comentou Ashton, fechando os olhos quando Julie pegou uma mecha de seu cabelo, sentindo a alma doer. E todos os pelos arrepiados.

Ashton não era sensível na nuca como Julie, que ficava arrepiada por qualquer coisa, entretanto os dedos dela eram tão gelados que o acabavam arrepiando-o. Mas aquilo era tão bom que Ashton não recusou... os dedos delas que pareciam massagear seu cabelo, não a sensação que ele tinha na barriga.

—Serio? A minha também nos quer juntos – confidenciou Julie. – Tem vezes que parece que ela gosta mais de você do que de mim. Sua própria filha.

—Às vezes? – questionou Ash, rindo. – Não sei do que você está reclamando. Minha mãe prefere você a mim em todo momento.

—Mas... É verdade – disse Julie, assentindo e dando de ombros ao mesmo tempo enquanto cortava o cabelo de Ashton. – Anne me ama desde a primeira vez que me viu, ela deve ter ficado muito feliz quando viu seu garotinho com uma menina tão educada.

—O nariz do filho sangrando, mas feliz – murmurou ele. Julie ficou calada, ela não poderia discordar quanto a isso.

—O que posso fazer? – perguntou Julie, pegando uma mecha de cabelo que caia no rosto dele e jogando-a para o lado. – Sou maravilhosa.

Não, pensou Ashton, observando-a sorrir. Você é confiante.

Notas finais
Qualquer erro, digam, pois não tenho uma beta. Alguém quer ser minha/meu beta? Comente/ajude-me!