Notas iniciais
Fugindo de uma ruiva

Os labios do casal separaram-se apenas pois ambos nao conseguiam mais respirar. Mas mesmo afastado da boca dela, ele não separou-se do corpo, colocando seu rosto no pescoço dela.

- Vermelho. – ele murmurou. – tão lindo... – beijou seguidamente o pescoço feminino, fazendo-a gemer.

- Eu prefiro o seu preto. – ela falou, o sussurro tímido. Ele a encarou, como se não acreditasse.

- Todos na minha família tem o cabelo desse jeito. Como voce pode gostar de algo tão comum?

- Não sei. – ela passou as mãos pelo cabelo negro dele, enquanto os olhos azuis vagueavam pelo rosto com a pele pálida. Que ela sabia ser algo natural nele. Não de doença ou afetação. – mas caras de fuinhas bêbadas sempre fizeram o meu coração bater forte.

- Não seja irritante. – ele fez uma cara zangada, mas ela sabia pelo brilho nos olhos dele, que era brincadeira.

Ao longo dos anos, ela vira ele dar poucos sorrisos. E dados na mesma medida para ela e seu irmão caçula, Sasuke. Fazer Itachi uchiha sorrir era muito mais difícil que enfrentar qualquer missão ranking S sozinha.

- LARGA A MINHA IRMÃ AGORA MESMO! – ao escutarem a voz estridente, ambos gemeram e curvaram a cabeça ao mesmo tempo. Quando trocaram um olhar, tinham olhares divertidos.

- Naruto...– Jun, virou-se para o seu caçula, disposta a faze-lo pelo menos calar a boca. mais um pouco e todos na vila saberiam que o futuro líder dos Uchiha estava aos amassos com a filha mais velha do hokage. Não que isso a incomodasse, mas sabia que Itachi estava tendo problemas com seu pai.

Graças a Sasuke, que era o melhor amigo de Naruto... E felizmente tinha a língua um pouco maior que a do irmão. Ela sentira vontade de dar alguns socos na cara de Itachi, por ele não ter confiado nela... mas isso passara rapidamente.

Bastara o jovem se aproximar e daquela maneira da sua forma particular... para que esquecesse a zanga.

- Dobe, não dá para perceber que os dois estavam providenciando o nosso sobrinho?

- EU NÃO QUERO NENHUM SOBRINHO COM CARA DE FUINHA BEBADA. E SE VOCE ESTÁ ACHANDO GRAÇA NISSO, TEME, EU NÃO ESTOU! – Sasuke aparecera logo após naruto e mantinha o sorriso meio de canto, enquanto o loiro protestava. Inúmeras haviam sido as vezes, que os irmãos caçulas, que eram também colegas de time, haviam interrompido o namoro dos irmãos mais velhos. E não havia tido uma única vez onde o loiro não gritara.

- Eu vou matar Saito. – Jun murmurou. – E de maneira bastante rápida!

- Não. – itachi a contradisse. – Eu vou mata-lo e de maneira bastante lenta e dolorosa.

- Nha.... – Os dois irmãos caçulas interrromperam novamente o dialogo, debochando. Naruto foi o primeiro a falar.

- Aposto que se sairmos daqui, vocês vão voltar a se agarrar, não importando quem ou o que esteja olhando!

Um forte rubor subiu nas bochechas da ruiva. Itachi estreitou os olhos.

- Jun. – quando ela o encarou, viu um brilho conhecido nos olhos dele. – Eu estou proibido de matar Sasuke.

- Assim como eu estou proibida de matar Naruto. – ela falou de maneira desolada.

- Mas nada nos impede de um matar o irmão do outro, não é?

Nem bem ele tinha terminado de falar, os integrantes do time sete haviam desaparecido.

- O QUE É QUE VOCES DOIS TINHAM NA CABEÇA?

- As bandanas. – Jun tentou brincar, mas Minato ficou mais irritado.

- JUN NAMIKAZE!

O punho na mesa fez a ruiva engolir em seco.

- Vocês são ANBUS, soldados de E-L-I-T-E – Minato frisou bem a palavra – que em breve irão treinar gennins e aprontam uma dessas?

- Mais motivos para aqueles moleques não ficarem nos importunando! – Jun começou a gesticular. — Não estávamos aprontando nada! Apenas estávamos tentar matar o Sasuke e o Naruto, porque não nos deixaram nos beijar!

Quando jun terminou de falar, itachi começou a rir. Ela imediatamente o olhou.

- Obrigada pela ajuda. – o sarcasmo foi evidente.

- Voce fica bonita quando está irritada. – quando ela o olhou fuzilante, ele deu de ombros. – A questão, hokage-sama, é que apenas fomos atrás de brincar com nossos irmãos.. .coisa que fizemos desde que nasceram.

- E para isso precisava revirar toda a vila? – a pergunta de Minato foi impedida de ser respondida por uma batida na porta. Quando Tomoe Hyuuga entrou, seguida pelo dono da peixaria com uma cara zangada, o hokage imediatamente olhou para os dois a sua frente, que exibiam expressões inocentes.

Inocentes demais.

- Sumam antes que eu esqueça que os prefiro vivos.