Isso é tudo, Sr. Stark? (HIATUS - SENDO REESCRITA)
24 A perfeição pertence a mim
Notas iniciais
Casamento. Essa palavra eu não esperava ouvir da boca de Tony Stark. Nem eu, nem ninguém na América, ou no mundo. E sim, ele queria que eu virasse Virgínia Potts Stark. Parecia que havia passado tão pouco tempo desde que começamos, mas já havia passado tempo demais, se formos parar para pensar. Estamos um na vida do outro há muito tempo. Apesar de eu ter família, ainda sinto que ele é tudo o que eu tenho. Eu o amo. Então, por que não?
Sim, eu estava questionando a mim mesma se deveria ou não aceitar. Afinal, era tanto em jogo... Minha família, a imprensa, minha vida, a vida de Tony, suas loucuras... Como seria? Não sei se eu poderia esperar uma vida normal: Casamento bonito, uns dois filhos e um cachorro. Acho que não devo sonhar com isso, ou vou me decepcionar. Por enquanto, apenas direi sim, eu acho... E verei no que vai dar.
Eu não estava me sentindo bem essa manhã. Sim, eu não respondi Tony na hora... Afinal, a pergunta foi meio informal, então apenas mudamos de assunto e continuamos a noite do jeito que nós sabíamos que ia continuar... Mas voltando ao meu pensamento anterior, eu não estava muito bem... Andava meio enjoada.
– Acho que devíamos ter um monte de filhos... – Tony me olhou. Olhei-o incrédula.
– Desde quando você quer filhos? – perguntei espantada.
– Desde que pedi você em casamento e você com toda sutileza do mundo mudou de assunto. – ele sorriu torto.
– Ah... – droga. Por essa eu não esperava.
– Se acalma, não vou te amarrar e levar ao altar. – ele disse olhando pra mim risonho.
– Não é isso, Tony... Só tenho medo de isso não dar certo. – falei meio desconcertada.
– E por que não daria? – ele questionou.
– Porque eu tenho uma visão de casamento que talvez não seja a mesma que a sua. Sempre achei que você não queria ter filhos, e queria curtir a vida pra sempre, e bom eu me contentei em apenas estar feliz com você, porque parece que querer essas coisas de casamento perfeito, uns filhos, um bichinho, uma casa bonita e tudo mais é muito irreal... – fui falando.
– E vais aceitar? – ele perguntou novamente.
– Vou. Até porque aceito tudo... Não é, Sr Stark? – perguntei sorrindo.
– Ok, deixa eu recomeçar então. Virgínia Potts, quer casar comigo numa praia onde seu vestido estará flutuando, tudo será perfeito, teremos alguns filhos e iremos brigar pra decidir o nome deles, e então teremos um gato e viveremos todos em uma casa bonita, que já temos, mas se quiser, fazemos outra...? – ele perguntou do jeito mais lindo e romântico possível. E eu simplesmente o beijei.
– É claro que eu aceito, seu maluco! Eu te amo! – eu disse docemente e me joguei em seus braços.
Ela se jogou em seus braços e eles se amaram insanamente. Ele retirava suas peças de roupa com uma rapidez inacreditável.
– Esse seu corpo, parece que é um imã do meu! – Tony dizia enquanto arfava.
– E quem disse que não é... – respondi agarrando seu peitoral e o arranhando com vontade, fazendo-o gemer.
Ele me pegou e trocamos de lado. Com ele por cima de mim, ele prendeu meus braços me imobilizando enquanto eu protestava. Ele apenas riu e beijou minha testa. Logo em seguida ele me penetrou com força. Nem estávamos completamente nus, e mal havíamos começado a brincadeira. Mas o desejo estava tão forte que simplesmente fomos do jeito que estávamos, e fomos até o final.
Acho que nunca transamos tão rápido. Parecia uma necessidade mútua de ter um pouco de prazer antes de pensar em tudo que estava por vir...
–*-
Tony havia descido para a cozinha e logo eu o segui. Me sentia estranha, e um pressentimento estranho me ocorreu. Algo dizia que eu tinha que proteger algo. Mas o que?
Ele estava comendo bacon e o cheiro me incomodou um monte, acabei correndo para o banheiro e vomitei. Tony veio atrás de mim não entendendo o porque eu havia passado mal.
– Pep? Você tá grávida? – ele perguntou assustado e com uma ponta de esperança. Ok, isso foi estranho.
– Não, Tony, eu tomo remédios, esqueceu? – respondi ainda não muito bem.
– Ah... Vem, vou te levar para o quarto e pagar um médico para vir até aqui. – ele disse preocupado.
– Tudo bem, mas foi só um mal estar... – tentei fugir de médicos, odiava médico mais que tudo. Consultas médicas para mim era um terror.
– Nem vem, vou chamar o médico sim. – ele disse autoritário.
– Ah ok, Sr Stark, ok, mas eu estou melhor, já disse. – fui sozinha para o quarto já que ia me irritar com isso.
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Tony PDV
– Ela terá que fazer exames num hospital, Sr. Stark... Vocês podem voltar a viajar depois, mas aparentemente é uma virose, não posso afirmar nada sem exames mais específicos pois assim como pode ser algo simples, pode ser algo mais grave. Leve-a para fazer mais exames. Faça isso hoje. – O médico me dizia após examinar Pepper.
– Mas pode ser algo grave? – eu perguntei não gostando do tom do médico.
– Pode ser, como eu disse, uma simples virose ou uma intoxicação alimentar, o que no caso ela correria riscos, então, se prefere não arriscar, leve-a de volta para os Estados Unidos e faça seus exames adequadamente. E em caso de intoxicação faça exames o senhor também. – ele respondeu e se retirou me deixando irritado e preocupado. Teria de interromper nossa viagem romântica. Meu pedido não saiu do jeito que eu queria, não era para ela ficar doente em seguida... Mas depois eu penso nisso.
Entrei no quarto e Pepper estava dormindo como um anjo. Fui tomar uma ducha rápida apenas para esfriar a cabeça e quando sai fui arrumar nossas coisas para voltarmos para casa.
– Jarvis, está aí? – chamei.
– Para o senhor, sempre. – J respondeu.
– Ótimo, meu avião tem que estar pronto em menos de duas horas. Voltaremos para os Estados Unidos. E já marque exames para Pepper para o momento em que chegarmos. – ordenei a ele.
– Sim, senhor. Peço a médicos para irem a mansão, ou o Senhor a levará a uma clínica?
– O que der está bom, ela já não vai gostar de ver médicos de qualquer forma, então não fará muita diferença.
– Compreendo senhor.
As malas já estavam prontas, tudo certo para irmos, e ela ainda não havia acordado, então tive que ir acordá-la.
– Pep? Acorde, temos que ir, meu amor. – chamei-a baixinho.
– Hmm? – ela respondeu sonolenta.
– Temos que ir, amor. – falei novamente.
– Ir aonde? – ela perguntou confusa.
– Para casa, você vai ter que enfrentar mais alguns exames... – falei já esperando ela surtar.
– MAIS? – pra quem estava dormindo igual pedra a minutos atrás até que ela estava bem acordada agora...
– Sim... O médico falou que por precaução é bom...
– Ah, mas essa é nossa viagem romântica. Respeite, eu acabei de ficar noiva! – ela falou como se eu não soubesse e eu comecei a rir.
– Eu sei meu amor, sabia que eu também estou noivo? – falei ironizando.
– Jura? Não parece, quer me levar para uma tortura... – ela respondeu emburrada.
– Ei, não faz bico senão eu gamo. – respondi jogando ela na cama de novo.
– Então vem... – ela falou sedutora.
– Pep... – tentei fugir, e óbvio, minha tentativa foi falha, quando dei por mim já estava sem camisa.
– Vem aqui, minha ruiva. – falei com tesão ao vê-la sem blusa, só com o short do pijama.
– Sou todinha sua, é só não me levar embora... – ela falou de bico de novo.
Beijei-a com vontade, ignorando o fato de que teríamos que ser rápidos e que eu não poderia deixar de leva-la como ela queria... E então pensei: Ela é minha noiva. Vou casar com ela. Vou ter a eternidade para beijá-la. Beijar esses cabelos ruivos puxados para o loiro... Essa cor era só dela. Assim como ela inteira. Fui beijando seu rosto. Ninguém tinha a pele tão incandescente e macia como ela. Nada me chamava mais atenção do que aqueles olhos azuis brilhando pra mim, olhando-me com aquele desejo quente, aquele calor latente em nossas veias... Eu olharia aqueles olhos e saberia que são meus, para o resto da vida. Imagina algumas crianças correndo pela casa com aqueles lindos olhos?
E então olhei para sua boca, pequena, tão iminentemente beijável... E minha. Só minha. Ninguém a tiraria de mim. Nada a tiraria, nunca. Posso ser um super-herói no mundo inteiro, mas só o que eu preciso agora é ser o super-herói dela.
Essa hora eu, você e o mundo nos perguntamos: Quem é você e o que fez com Tony Stark? E eu respondo: Eu não me reconheço mais. Virei alguém melhor desde que dei valor a essa mulher que está na minha frente.
Nesse momento, parecia que ela estava ouvindo meus pensamentos, porque abriu um sorriso enorme. Agarrei seus braços e coloquei-os a minha volta. Prensei-a contra a cama e tirei seu short. Ela estava nua em minha frente. Eu poderia detalhar cada milímetro daquele corpo. Seus pés eram pequenos, de uma delicadeza extrema. Suas pernas estavam deslizantes pelas minhas, e nossas partes se encontraram em choque.
Beijei seu pescoço e fui descendo pelo seu colo. Mordisquei cada pedaço do corpo dela, afinal, não é todo dia que você observa a perfeição e percebe que ela é sua.
Eu peguei a perfeição para mim mesmo, não sou o maior egoísta do planeta? E ainda dizem que eu mudei. Eu sou o mesmo viciado em bebidas e sexo de antes. O mesmo alucinado, viciado em ciência, inteligência e um imã de problemas. Eu sou um viciado, um viciado nessa mulher.
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