Isolada
1 Capítulo 1
Eu sempre fui de ficar mais na minha e nunca me meter na vida dos outros, é uma pena que eles não pensem como eu. Minha família é composta por 4 pessoas, ou era. Sem mais detalhes a minha mãe era a pessoa que achava que poderia resolver qualquer problema. Meu pai? Ele queria ser que nem o meu avô mas eu não entendo essa gente que só demonstra os sentimentos pelas pessoas depois que elas vão embora, falando nisso, sinto falta do meu "vô" Yoda esse não era o nome dele mas passamos a chama-lo assim porque ele amava Star Wars. AH, eu sou a pessoa da família que nunca concordava com nada acho que essa foi a única coisa em mim que não mudou, na verdade eu sinto que aperfeiçoei minha prática de ser trouxa com certeza isso é ruim. Quando eu era pequena costumava rir mais e não me importar com os olhares mas com um tempo a última coisa que eu quero é alguém com aquele olhar de "desprezo", eu sei que minha cara não é das melhores mas é difícil ser eu mesma todos os dias. Semana passada na aula de Inglês falávamos sobre um livro de problemas familiares minha professora perguntou justo a mim sobre qual era minha opinião entre a mudança dos jovens com a família no mesmo instante Kaya me olhou com aquela cara de: "Essa mulher é louca. Eu te disse!". A única coisa que eu pensava era me levantar o mais rápido possível e socar a professora eu sei que agressão é proibida mas talvez fosse sem querer que minha mão chegasse até ela, mas isso eu só pensava minha reação foi tentar ser o mais educada possível coisa que eu nunca tinha sido.
–Eu não entendi sua pergunta. — Disse eu a professora.
–O livro retrata problemas familiares entre os adolescente e pais americanos. Você compreende isso? — Disse ela.
–Sim. — Disse eu já prestes a explodir.
–Qual sua opinião sobre o fator que leva a discussões desses jovens para com a família? — Falou com a expressão no rosto que deixava bem claro que queria a resposta a qualquer custo.
*Sino toca*
–Isso foi estranho e extremamente constrangedor, se você quiser eu ameaço ela pra você. — Falou Kaya num tom sarcástico e dramático.
–Você não tinha um encontro com o Brett hoje?
–Sabe como é esses garotos populares eles sempre tem algo importante pra fazer à noite quando na verdade estão mesmo é preocupados em topetes e em ficar sarados.
–O que exatamente ele disse?
–Que tinha um compromisso mais tarde. — Disse ela num tom meio desconfiada, eu sabia o quanto ela queria sair com o Brett naquela noite desde a última vez que eles se beijaram na fogueira de comemoração.
–Não se preocupe, você supera esse fora. — Falei num tom sarcástico.
–Muito obrigada pela ajuda inclusive vou colocar na minha caixinha de opiniões para auto-ajuda, acho até que você deveria ser dona daqueles lugares para pessoas com problemas você é boa nisso.
–E você é tão boa nisso quanto eu. — Falando sério Kaya era a melhor pessoa para resolver problemas como nenhuma outra ela é como o próprio livro de auto-ajuda.
Seguimos direto para a casa da Kaya a mãe dela havia me chamado para jantar, ela era uma ótima amiga da minha mãe e tentava me compensar por não tê-la mais por perto.
–Vocês chegaram, Allison você está cada vez mais linda! — Disse num tom sincero.
–Obrigada Sra. Ryans.
–Por favor já nos conhecemos há tanto tempo sabe que pode me chamar de Melissa. — Eu realmente a conhecia desde que tinha 6 anos mas ainda não me sentia a vontade para chama-la apenas de Melissa, talvez ela estivesse certa e eu a devesse mesmo chamar pelo primeiro nome.
–Mãe! — Disse Kaya com uma expressão de vergonha por Melissa ter me repreendido.
–Não tem problema K.
–Sentem-se, o jantar já deve estar frio vocês demoraram hoje.
–Pois é. Houve um problema com o nosso ônibus e ficamos esperando o reserva por mais de 1h.
–Deveriam ter me ligado, eu poderia ter ido buscar vocês de carro.
–Mãe tudo o que eu menos quero é pessoas olhando pra mim achando que eu sou uma criança de 12 anos em que os pais vão levar e pegar na escola. Além disso já basta ter que andar naqueles ônibus retrôs com tinta anos 60.
–Todos os seus amigos andam nesse seu ônibus retrô e agradeça por ter um bom transporte público. Agora vão comam, espero que gostem!
Logo após o jantar a mãe da K me levou até a casa da minha tia, o último lugar que eu queria estar naquele momento.
–Aonde esteve? — Disse minha tia querendo satisfações.
–Pensei que a mãe da K tivesse ligado avisando que eu ficaria para jantar lá. — Falei esperando que ela realmente tivesse ligado para avisar.
–Não. Ninguém ligou! — Eu sabia que ela estava desconfiada já que da ultima vez que a K foi a minha casa ela e minha tia discutiram porque a K estava ficando com o Kyle bem na sala.
–Se você quiser te dou o número para ela confirmar.
–Não precisa, vá dormir amanha você tem aula. Boa noite!
–Boa noite. — Disse aliviada por não estar de castigo, afinal minha tia odiava o fato de eu não aceitar dormir as 22h e faltavam poucos minutos para as 23h.
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