Notas iniciais
Mil desculpas! De verdade. Quem me acompanha sabe que eu demoro mesmo para postar (nesse caso demorei quase uma década. Estive errada em abandonar temporariamente a fic. Estive com outros projetos, outras fics, e acabou que não tive tempo para essa aqui. Mil desculpas, mesmo! Sempre que der estarei postando aqui. E recentemente retomei com minha outra fic (que também está aqui), quem quiser dar uma olhada... Bom, sem mais delongas... ❤

– E então ele plantou as provas contra o Vítor dentro da mochila dele. — Ana acabara de contar aos outros, que ficaram de boca aberta. Sal era pior que imaginavam. —

– Meu próprio irmão... — Vítor falou perplexo, e Lia o abraçou — Como ele pôde ter feito isso comigo?

– Ele queria se livrar do processo. Não queria ser preso. — Ana suspirou — Ai, gente, eu me sinto tão mal por isso. Eu sabia o tempo todo disso... mas não o ajudei. Quando o conheci, o Vítor já estava solto e aqui no Rio.

– É, mas você também não fez nada pra ajudar, né, Ana? — Lia a falou com desprezo — Só resolveu dar uma de boazinha porque está grávida e ele te deu um pé na bunda!

– Lia... — Fatinha começou a falar — A Ana não é flor que se cheire, mas ela pelo menos está tentando se redimir. Já é uma coisa. — riu fraco —

Lia sorriu, zombando. — Me admira você, Fatinha. Depois de todo que ela te fez...

– Lia, eu sei que fui horrível. Causei muita dor nas pessoas, mas estou tentando ajudar. Vitor, me desculpa?

– Isso é muito cedo para pensar. Mas eu te desculpo. Não foi você quem fez. Foi meu irmão.

Bruno apenas assentiu e deixou Fatinha prosseguir.

– Então... o que tem em mente, Ana? — ela tamborilou os dedos na mesa e fitou Ana, que encolheu-se —

– Eu sei onde o Sal mora em Brasília, claro.

– Isso é óbvio, né? — Lia fala irritada — Você era amante dele!

– Amor, por favor... — Vítor beija a cabeça da namorada, que assente —

– Vai, fala. Ninguém vai te cortar mais, não é pessoal? — Bruno pergunta e observa todos na mesa —

– Eu sei o esquema de drogas dele. Quer dizer, já ouvi ele falando ao telefone. É num bairro nobre de lá. Coisa grande. Ele vai lá todo final de semana, pelo menos quando eu estava lá, e volta com muito, mas muito dinheiro.

– E qual é o ponto? — Fat pergunta —

– Eu vou voltar com o Sal, e tirar tudo que precisar dele. Vou fazer ele confessar. E além do mais, ele guarda umas provas na casa em que vive. Numa espécie de galpão. — ela suspira — Eu já entrei lá. Ele disse que nunca queimou ou deu fim na papelada, porque quer deixar aquilo de garantia pros traficantes não executarem ele.

– Ok. E quando vai começar o plano?

– Próxima semana. — ela riu — Preciso de dois meses. Até a barriga não crescer. Digo que perdi o bebê e que estou arrependida de ter terminado com ele.

– Isso não é arriscado pra você e pro bebê? — Vitor a olha preocupado —

– Sempre tem um risco. Mas se agirmos rápido, teremos menos chance de ocorrer o pior.

–E onde nós entramos?

– Aí é que está. Eu vou mandar periodicamente fotos, comprovantes, escutas e coisas do tipo pro email de todos vocês. Só precisam guardar e mandar para um local seguro. No caso de dar algo errado.

– Isso é mole. — Bruno disse — Conte com a gente.

–Você vai sair dessa, meu amor. — Lia depositou um selinho na boca de Vítor e o abraçou —

– Com fé em Deus.

Todos na mesa entreolharam-se e assentiram.

– Bom, agora tenho que ir se quiser chegar em Bsb a tempo de ver ele. — Ana levantou-se da cadeira — E mais uma vez, mil desculpas.

– Você já está nos ajudando muito, Ana. — Vítor levantou-se da cadeira e a abraçou — Cuida bem desse moleque que está aí. — Sorriu —

* *

Notas finais
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.