Isn't everything is what it seems
3 Notícia ruim e vingança...
Notas iniciais
Pov Caleb
Depois do acidente do palhaço, finalmente acalmamos a loira que estava em prantos. Logo depois que Noel e Spence voltaram da cozinha a luz acabou por conta da tempestade que caia lá fora.
Me ofereci para ir com Hanna, pois já sabia que a loira morria de medo de ficar sozinha no escuro. Para vocês terem uma ideia ela só foi deixar de dormir com a luz do corredor perto de seu quarto acesa, no mês passado...
Peguei mais duas lanternas, uma pra mim e outra pra Hanna, e seguimos pelos corredores escuros até o porão. A cada barulho que ouvíamos, a loira se abraçava em mim ( o que eu gostei muito).
Chegamos no porão segurei a porta para Hanna passar e iluminei o caminho. Deixei a porta totalmente aberta, pois se ela fechasse, só poderia ser aberta do lado de fora, o que é muita burrice, mas fazer o que.
— Eu não to achando, me ajuda aqui Caleb – ela me chamou. Fui até ela e iluminei mais, achando o gerador, porém, quando eu ia liga-lo, um vento forte fez a porta bater. Merda.
— Droga Caleb! Olha o que você fez – Hanna gritou – agora estamos presos aqui!
Corri em direção á porta e tentei abri-la a todo custo, mas nada adiantou. Estávamos presos aqui no escuro.
— Não vai adiantar, ela só abre do lado de fora! – Hanna disse revirando os olhos – Como pode ter sido tão burro a ponto de não ter colocado nada para segurar a porta?! A culpa é toda sua! – ela gritou exaltada. Comecei a perder a paciência com ela.
— A culpa não foi minha se a porta fechou!
— Claro que é! Se tivesse sido mais esperto teria segurado, ou colocado algo para não deixar ela fechar! Seu estupido!
— Ah, quer saber Hanna devia ter deixado você ficar com medo e vir aqui achar a porcaria do gerador sozinha e no escuro! – explodi gritando, a fazendo se assustar, já que nunca levantei meu tom de voz com ela.
Sem olhá-la, fui até o gerador e o liguei, fazendo a luz retornar. Hanna olhava pra baixo, revirei os olhos e a ignorei. Me sentei no chão, e ficamos longos e demorados minutos em silêncio, até que ela veio até mim.
— Caleb... Er... M-me d-desculpe... Não devia ter gritado com você, sei que não foi sua culpa – disse ela, em quanto me encarava com aqueles lindos olhos azuis. Diferente dos da Ali, que são azuis-escuro, os da Hanna são bem claros.
Tentei ignora-la, coisa que tava sendo bem difícil com ela me olhando daquele jeito, mas não consegui. Por mais que eu tente, não consigo ficar com raiva dela.
— Tá, tudo bem. Me desculpe por ter gritado com você – falei e ela sorriu. Sorri de volta.
Ela se sentou do meu lado e deitou a cabeça em meu ombro. Senti uma enorme vontade de beija-la, mas me contive. Quando fico sozinho perto dela, perco um pouco da minha... Er... Confiança. Digamos que eu fico meio tímido, nervoso...
Ficamos cincos longos e demorados minutos assim, sem falar nada, esperando a boa vontade das criaturas lá em cima, virem nos destrancar daqui. Até que escutamos o barulho da porta sendo destrancada e aberta. Graças a Deus!
— Foi mal por atrapalhar o casalzinho – disse Noel com um sorriso malicioso no rosto. Hanna corou e rapidamente tirou a cabeça do meu ombro. Revirei os olhos – vocês estavam demorando, então pediram pra eu vir aqui ver se estava tudo bem... Pelo visto, estava tudo ótimo não é?
— Não é nada disso que você tá pensando Noel – afirmei – o vento fez a porta bater.
— O vento né.... Sei... – disse ele, com a voz cheia de ironia.
— Ah, não enche. Vamos voltar logo pra sala! – revirei os olhos e sai da sala.
(...)
Pov Spencer
Depois que os dois pombinhos voltaram, ficamos conversando até tarde, mas infelizmente eles tinham que ir embora. Até nossos primos tiveram que ir, ou nossos pais achariam ruim e falariam na nossa cabeça depois.
Eu, Jay e Ali arrumamos tudo, tomamos banho e fomos deitar... Bem, Jason foi pro seu quarto, dizendo estar cansado. Já eu, fui pro quarto da Ali e ficamos conversando até o sono chegar, e nós desabarmos na cama dela.
Sim, eu dormi na cama da Ali também.
(...)
Acordei sentindo um peso em cima do meu corpo e um cabelo loiro no meu rosto. Tirei a cabeleira da minha visão e percebi a situação, meio engraçada, em que eu estou. Parte do corpo da Ali está em cima de mim e seu cabelo tá todo bagunçado.
É, ela não está em suas melhores condições.
Tirei seu corpo de cima da minha pessoa, e me levantei, me olhando no espelho e tentando arrumar um pouco o meu cabelo. Minha situação também não está uma das melhores.
— Ali, acorda – fui até ela e a chamei – Alison... – chamei de novo, e nada – Acorda sua vaca! – empurrei ela da cama e escutei um gemido de dor. Comecei a rir vendo a loira se levantar devagar, tirando o cabelo do rosto.
— Não podia me acordar de um jeito mais delicado? – ela perguntou.
— Eu tentei, mas parecia que você tava desmaiada – ri.
Ela riu também e foi em direção ao banheiro fazer sua higiene. Fui para o meu quarto fazer o mesmo. Depois, desci para a cozinha para tomar o café da manhã, e encontrei meu irmão preparando um misto-quente. Ainda estava de pijama, assim como Jason. Nós três, temos o costume de ficar de pijama nos fins de semana.
— Bom dia Spence – disse ele – cadê a Ali?
— Bom dia – me sentei no banco da bancada – ela já deve estar descendo.
Olhei para o misto-quente que ele fazia e estava com uma cara tão boa...
— Jay – falei com uma voz manhosa – você tá tão gato hoje... – ele me olhou revirando os olhos.
— Fala logo o que você quer.
— Faz um misto-quente pra mim também? – fiz beicinho e cara pidona – por favooooor.
— Aff, tá bom. Mas pare de me olhar com essa cara.
— Obrigada, obrigada, obrigada – pulei em seu pescoço e enchi seu rosto de beijos, o fazendo rir.
— Que cheiro bom é esse? – Ali veio até nós e quando viu o que nosso irmão estava fazendo – Jaaay, eu também quero – ela fez sua melhor cara pidona. Confesso que a dela é melhor que a minha, até eu faria o misto pra ela...
— Ah não Ali, para com essa cara... Você sabe que eu não resisto – ele falou – droga, tá bom eu faço!
— Valeu irmão lindo do meu coração – ela disse e se sentou do meu lado.
Devoramos o misto- quente, que estava uma delicia, e fomos para a sala assistir TV.
— São três meses de férias que passam depressa, curtir é a prioridade. Temos que aproveitar bem, então vamos nessa, mas tem que rolar novidade.... – cantei junto com a música de abertura de Phineas e Ferb. Não, não somos velhos de mais para assistir isso... Até parece que você também não assiste.
Jason e Ali começaram a cantar comigo.
Assistimos mais uns dois episódios. Parecíamos três crianças. Até que a campainha tocou, nos olhamos e decidimos quem iria atender de um jeito bem maduro...
— Dois ou um! – cantamos em uníssono e colocamos os dedos. Jason e Ali colocaram dois, e eu, um. Droga.
— Porcaria – resmunguei escutando a risada dos outros dois. Revirei os olhos e fui atender à porta.
— Oi Spencer – Ian me cumprimentou com um sorriso no rosto e um buquê de flores na mão – Bom dia.
— Bom dia Ian, entra – dei espaço para ele entrar. Você deve estar se perguntando se eu não me envergonhei dele estar me vendo apenas de pijama. Eu já até me acostumei, ele e Alison namoram a um ano, ele já nos viu assim várias vezes.
— Bom dia Jason – Jay apenas acenou com a cabeça. Ele nem ao menos disfarça que não gosta do cunhado – bom dia amor – ele deu um selinho em Ali e entregou o buquê pra ela.
— Ian? Que surpresa! Bom dia – ela falou animada admirando as flores que ele lhe deu. Ian pode ser tudo, mas que ele é fofo e romântico com a Ali, isso ninguém pode negar.
— Vim saber se você quer sair e almoçar comigo.
— Claro que quero. Só vou trocar de roupa – ela disse e se levantou, correndo em direção ao quarto.
Me joguei no sofá e continuei assistindo Phineas e Ferb. Ninguém falava nada, Já que não somos tão íntimos de Ian.
Ali desceu e usava um vestido vinho e um sapato aberto em cima, além de deixar o cabelo solto com a franja para a direita de uma forma, que devo admitir, era sexy.
— Vamos? – perguntou ele estendendo a mão para Alison.
— Tchau gente – Ali acenou e ambos seguiram para fora de casa.
Pov Alison
Fiquei supresa com o Ian vir na minha casa tão cedo pra me chamar para almoçar, e ainda com aquelas flores lindas. Ele me levou a um bistrô que ficava no meio do parque Municipal de Rosewood, eu sempre ia lá brincar com a Spencer e o Jay quando éramos menores, às vezes nós ainda vamos quando o parque de diversões vem fazer uma temporada aqui.
Pois é, nós não temos um parque de diversão próprio em Rosewood.
Ian foi super fofo, como sempre e puxou a cadeira para eu sentar, era uma mesa pequena com lugar apenas para dois. O garçom veio e pedimos comida francesa e para beber um suco de acerola.
— Gostou do lugar amor? — perguntou Ian.
— Sim, aqui é lindo. Sempre vinha aqui e nunca vi esse lugar.
— É novo, inaugurou a uns 3 meses.
— Depois da temporada do parque, tá explicado — Falei baixo quase como um sussurro.
— Desculpa, o que disse?
— Nada querido — Respondi. Não que eu tenha vergonha mas é que é estranho o fato de eu ter 16 anos e ainda andar no carrossel.
— Ah, okay então — Ian não falou mais nada durante o almoço, achei estranho até que quando terminamos de pagar ele me chamou para irmos até o lago onde algumas pessoas estavam sentadas. Ele pegou a minha mão e nos sentamos embaixo de uma das poucas árvores desocupadas.
— Ali precisamos conversar — Meu coração meio que gelou.
— Aconteceu algo Ian? — perguntei o olhando.
— Sim. Meu pai conseguiu a promoção para vice diretor da Mades Mídia — respondeu tirando os olhos do lago e se virando para mim.
— Isso é incrível amor. Parabéns para ele. Mas não sei o porque de você me chamar aqui para dizer isso.
— A sede da imprensa é na Califórnia, Ali — Naquela hora a ficha caiu e entendi o que tava acontecendo.
— Ian você vai...
— Me mudar para Califórnia na segunda-feira. Não tenho ideia de quando vou voltar aqui.
— Você vai embora. Um lugar bem maior, isso é ótimo, mas e a gente? Como fica? — Perguntei segurando o choro.
— Ei, não chora, Ali, eu te amo, não quero terminar, quero pelo menos tentar, se você quiser também.
— Sim. Sim eu quero. Mas não quero te perder. Eu amo você, Ian — falei enquanto uma lágrima caia.
— Shh. Você não vai amor. Eu nunca vou te trocar ou te trair.
— Você promete? — Ele se aproximou e me deu um selinho e disse:
— Sim, eu prometo — Ele me beijou de novo, mas dessa vez com mais profundidade. Um beijo apaixonado e cheio de desejo.
Ficamos ali deitados por horas, sem pronunciar um único som. Por volta das três ele me levou para casa. Quando paramos na frente da minha casa, ficamos ali quietos por cerca de 2 minutos, então resolvi dar um selinho no Ian e sair. Quando sai do carro e entrei em casa, senti que algo ia mudar muito, mas não sabia dizer o que me causava esse vazio.
Cheguei em casa e dei um simples “oi” para meus irmãos que estavam assistindo “ Pequenos Espiões 2”, e fui direto tomar banho.
Entrei no chuveiro e não resisti, as lágrimas começaram a cair por conta própria. Porque tem que ser tão difícil? Porque quando amamos alguém alguma coisa tem que acontecer, alguma coisa nos separa? Sei que vamos continuar, que ainda vamos namorar à distância, mas não é a mesma coisa.
Eu não vou poder beija-lo, não vou poder abraçá-lo, não vou mais sentir ele me abraçando por trás na escola e me dando aquele beijo de bom dia... Fora, esse sentimento estranho que estou sentindo, um vazio que não sei explicar...
Pov Spencer
Depois que Ali saiu, Jay e eu continuamos assistindo Disney... Sim, fins de semana,, quando não temos nada pra fazer nos assistimos esses programas infantis que todo mundo gosta mas não admitem...
Por preguiça de sair pra comprar comida, apenas pedimos uma pizza... Sim. Pizza pro almoço!
Depois da pizza chegar e comermos, voltamos a nossa maratona e começamos a assistir “Pequenos Espiões 2”, até que a Ali chegou. Ela apenas nos deu um “oi” e seguiu rapidamente para seu quarto.
Jay e eu nos olhamos... Aconteceu alguma coisa errada nesse encontro que a deixou magoada.
Vi Jay se levantar e ir em direção ao quarto dela, mas impedi.
— Me deixe ir vê-la Spence! Ela é minha irmã também! – ele preocupado.
— Eu sei Jay, mas isso é assunto de menina. Deixe eu conversar com ela primeiro, ver o que aconteceu e depois vocês dois conversam – ele suspirou e concordou, voltando a se sentar no sofá.
Subi as escadas e entrei no quarto da Ali, que estava vazio. Ouvi o barulho de água caindo e ouvi o chuveiro ligado. Me sentei em sua cama esperando que ela saísse logo.
Depois de uns três minutos ela saiu com uma roupa leve e reparei que seus olhos estavam um pouco vermelhos, sinal de que ela estava chorando. Ali se assustou quando me viu, mas depois relaxou, ela já sabia que eu iria estar aqui.
— Oi — eu disse a olhando fixamente.
— Oi — respondeu fria.
— Ali... Me conta o que aconteceu.
— Não é nada, Spence. Só To cansada.
— Eu sou sua irmã, nem adianta mentir pra mim, bochechas – disse o apelido carinhoso que lhe dei, e ela riu pelo nariz.
— Ele vai embora – Se sentou do meu lado na cama e deitou a cabeça no meu ombro.
— Do que está falando? Não to entendendo – perguntei confusa.
— O Ian vai morar na Califórnia. Ele vai embora – ela recomeçou a chorar e eu afaguei seus cabelos..
— Ali... Eu sinto muito. Ele te disse hoje?
— Sim. Não quero perdê-lo.
—Não chora, Ali. Vai ficar tudo bem okay? – tentei consola-la.
Ficamos um minuto em silêncio. Eu acariciava seus cabelos em quanto ela parava de chorar.
— Spence... – ela disse por fim.
— Pode falar – Levantei a cabeça olhando para ela.
— Faz o super Spencer de Chocolate? – fez uma cara manhosa.
— Nossa que gorda – disse brincando. Ela revirou ou olhos.
— To triste, sua grossa! – levantou enxugando as lágrimas. Ri pelo nariz.
— Ta, desculpa, desculpa – levantei as mãos em sinal de rendição – vem, vamos descer – a puxei pela mão e abri a porta, dando de cara com um Jason super corado que quase caiu em cima de mim.
Pov Jason
Eu estava sentado na sala com as pernas inquietas esperando pelas duas que estavam demorando horrores lá em cima, resolvi ir até lá só para ver se elas estavam bem. Subi as escadas e vi que a porta do quarto da Ali estava fechada. Nunca fui de ficar ouvindo por trás da porta, mas estamos falando das minhas irmãs casulas, poxa, eu tinha que saber o que tava acontecendo se não ia ter um treco.
Me encostei com o ouvido na porta do quarto e fiquei atento para ouvir o que estava se passando lá dentro.
— Não chora, Ali. Vai ficar tudo bem, okay – escutei a voz de Spencer falando e me encostei mais na porta na tentativa de ouvir o que ela disse depois. Ouvi risos. Alguns segundos depois a porta do quarto se abriu me fazendo quase cair em cima da Spencer que me olhou com um olhar de reprovação.
— Tava ouvindo nossa conversa? – perguntou com um olhar bravo.
— Eu... Não... – gaguejei – Eu Er... Vim saber se vocês querem pizza – desconversei.
—Tá bom... — Disse ela irônica revirando os olhos.
— É sério, Spence.
— Okay então Jason. Se você diz a gente finge que acredita.
— Mas... — parei quando ela e Ali passaram por mim me empurrando com força — ei espera! Não vão me falar o que ouve? — Fui ignorado por elas que já estavam na metade da escada.
Desci a escada e Ali estava sentada na sala assistindo The vampire diaries e Spencer estava na cozinha fazendo brigadeiro, eu acho. Me sentei perto da loira que parecia concentrada em uma cena de Damon e Elena. Coloquei meu braço ao redor dela, fiquei a encarando até ela perceber e me olhar.
— Ali... Não quero ser um irmão mais velho chato, mas estou preocupado com você.
— Eu sei, Jay — Ela me olhou.- O Ian..
— O que esse idiota fez? — Disse já me preparando para ir matá-lo..
— Ele vai embora, vai se mudar pra Califórnia.
Sabe quando você tá na escola, e a professora diz que quer conversar sério com você, e vem um milhão de merdas que você já fez na sua cabeça, e você fica pensando que foi reprovado ou algo assim, e ela vai e te diz que suas notas estão ótimas? Não? Pois saiba que é a melhor sensação do mundo. É o que eu estava sentindo naquele momento. Me segurei muito pra não rir, pois sabia que Ali gostava dele, mas a alegria que eu estava nesse momento era enorme.
— Ali... Er... — O telefone tocou e Ali foi atender. Me levantei e comemorei a ida daquele babac... Ian para longe daqui.
Spencer que estava na cozinha me olhou de um jeito sério como se disse-se que eu estava sendo infantil. Ali voltou dois minutos depois e se lançou no sofá seguida de Spencer, que vinha com uma travessa cheia de brigadeiro.
— Super Spencer de Chocolate, ebaa.- comemorou Ali com os olhos brilhando. Parecia até uma criança. Mas não a culpo, o Super Spencer de Chocolate é tipo, muito bom! Ela diz que é uma receita secreta por isso é tão gostoso.
— Quem era? – Spencer perguntou em quanto lambia sua colher cheia de brigadeiro.
— Mamãe e papai dizendo que estão viajando, avisando que chegam amanhã, e perguntando se colocamos fogo na casa – ela revirou os olhos e bufou – nem pra perguntar se estamos bem! – a abracei de lado e ela deitou sua cabeça em meu ombro.
Ficamos assistindo série até a noite. Por volta das dez horas Melissa finalmente chegou. E passou por nós sem nos cumprimentar...
Logo fomos dormir, já que no dia seguinte, teríamos que estudar para a prova de segunda.
(...)
Pov Spencer
Acordei nove horas. Fiz minha higiene matinal e desci para tomar café, e para a minha supresa, Ali e Jay já estavam na cozinha conversando.
Gente, para tudo! Que milagre foi esse que aconteceu. Sempre nos fins de semana, principalmente quando temos que estudar eu tenho que acordar a Ali...
— O que aconteceu que você acordou primeiro que eu? – perguntei me sentando ao lado da loira.
— Não sei também. Acordei cedo e não consegui dormir mais... – ela deu de ombros.
Coloquei meu cereal e juntos, tomamos nosso café da manhã, e finalmente fomos estudar para a prova de física que teríamos amanhã.
Nós tecnicamente, não estudamos, apenas revisamos a matéria. Apesar de que tive que ajudar Ali em algumas coisas, já que física não é muito à “praia” dela.
A tarde passou bem devagar e chata, então lá pelas seis horas da tarde, decidimos sair um pouco. Então, fomos até o Starbucks. Infelizmente o resto do pessoal não pode ir, já que estavam estudando para a prova.
Chegamos em casa por volta das oito horas. Acabamos nos encontrando com nossos pais em casa, que nos deram apenas um “oi”, bem seco por sinal. Eles praticamente nos ignoraram e só deram atenção para Melissa, que estava com uma mala nas mãos. Graças a Deus ela vai voltar para a faculdade hoje. Ela vem nos visitar um final de semana por mês.
(...)
Acordei cedo, fiz minha higiene pessoal, coloquei minha roupa e fui acordar Ali, que pelo visto, não acordaria tão cedo. Parece que a loira se esqueceu que hoje tinha aula, pois quando cheguei em seu quarto, a TV estava ligada.
Ela dormia de lado, tranquilamente, digamos que de um jeito fofo.
— Ali... Ali acorda – sim, todo dia é uma luta acordar essa garota – Alison! – comecei a chacoalha-la até a “donzela” finalmente acordar... Bem, tive que ficar lhe chacoalhando por uns dois minutos até a que Ali finalmente despertar. Ela tem um sono muito pesado – bom dia Bela Adormecida – disse com um sorriso, abrindo as cortinas de seu quarto, iluminando o local.
Percebi que Ali estava meio cabisbaixa. Coisa que achei muito estranha, já que a loira acorda sempre animada e de bom humor ( a não ser que você lhe acorde quando ela estiver cochilando de tarde ou em qualquer outro horário... Aí sai de perto e chama o xamu, pois a pessoa provavelmente vai sair machucada! ).
Fui até ela e me sentei ao seu lado e ela deitou sua cabeça em meu ombro, como ela sempre faz quando está chatiada.
— O que aconteceu Ali?
— Me lembrei que hoje é o último dia do Ian na cidade... – ela olhou pra baixo. Levantei seu rosto, fazendo com que ela me encarasse.
— Vai ficar tudo bem Ali. Tenta não pensar nisso e aproveita o dia com ele – dei um beijo em sua bochecha – agora levanta, se não vamos chegar atrasadas!
Ela sorriu e foi se arrumar. Sentei em sua cama esperando ela ficar pronta e então descemos juntas. Nos encontramos com Jay já na cozinha e tomamos nosso café da manhã.
Juntos, seguimos até a escola e nos encontramos com o pessoal perto de nossos armários. Todos conversavam animadamente e assim que nos viram nos cumprimentaram. Fui em direção do Toby e lhe dei um beijo. Não conseguimos nos ver desde a festa que teve no celeiro, na sexta- feira.
Hanna, estava em uma situação engraçada. Ela estava com o livro de física na mão, terminando de estudar de última hora...
— Spence, Ali, vocês vão me passar cola não é? Por favor, diz que sim! – ela implorou, eu e minha irmã nos entreolhamos e começamos a rir do desespero da outra loira.
— A gente passa – ela comemorou – mas não vamos te passar a prova inteira – ela desanimou um pouco mas concordou.
— Alguém tem um batom pra me emprestar, acabei esquecendo de passar – Ali pediu – Hanna me empresta esse seu? – ela apontou para um batom que estava na mão da outra loira.
— Não Ali, esse é o meu batom da sorte! – Ali revirou os olhos. Ela nunca usou esse batom, o que é um desperdício, porque ele é muito lindo, ela sempre o coloca em cima de sua mesa, porque acha que isso lhe dá sorte. Não que Hanna seja uma pessoa supersticiosa, mas quando se trata de provas ela faz de tudo...
Não conseguimos conversar por muito tempo, pois logo o sinal tocou e nossa prova seria no primeiro horário, então seguimos para nossa sala.
Pov Noel
Assim que entramos na sala nos sentamos no fundo, na ordem que sempre fazemos, eu na fileira do meio no último lugar, Hanna na minha frente, Ali do lado direito dela e Spence do esquerdo. E o resto do pessoal ficou espalhado pela sala, mas também sentaram no fundo..
Guardei o resumo da matéria em minha mochila e aguardei o professor entregar a prova e dar o sinal para podermos começar. Olhei para as meninas para lhes desejar boa sorte e tive que segurar o riso ao ver Hanna colocar o mesmo batom que Ali pediu, em cima da mesa.
Comecei a prova e até que ela não estava tão difícil assim, mas parece que Hanna está com dificuldades. A todo momento ela olhava para Ali, ou Spence, para pedir cola. Ela já pediu até pra mim..
Percebi que Ali estava com dificuldade para resolver uma questão já que ela sacudia as pernas inquietas e mordia o lábios inferior, mania que ela tinha desde pequena, e confesso que acho muito sexy. Ela e Spence se entreolharam de um jeito diferente e logo depois concordaram disfarçadamente, e Ali começou a escrever, pareciam que se comunicaram com o olhar... O mais engraçado era Hanna, que olhava as duas percebendo que elas estava, se “comunicando” e querendo receber cola também.
Terminei minha prova faltando dez minutos para o tempo acabar. A entreguei para o professor e pedi permissão para ir ao banheiro. Coloquei minha mochila em cima da carteira e sai da sala.
Quando retornei, tive uma surpresa. Todos me encaravam.
— Sr. Kanh, para a diretoria agora! – disse o professor autoritário, segurando minha prova é um papel nas mãos.
— Porque? É proibido ir ao banheiro agora? – perguntei irônico. Afinal, eu não fiz nada de errado!
— Reconhece isto aqui? – ele ergueu a mão e pude perceber que ele segurava o resumo que eu tinha feito para estudar – achou que se safaria dessa vez não é mesmo Sr. Kanh? Vou zerar sua prova por ter colado. E vá para a diretoria!
— O que?! Isso não é cola! Isso é um resumo que eu fiz da matéria na hora de estudar. Momento algum eu colei nessa prova!! – falei me alterando.
— Essa cola estava na sua mochila. Não adianta negar, agora já para a direção!
Bufei, sabendo que ele não me escutaria e me acusaria, mesmo que eu não tenha feito nada. Aquele professor nunca gostou de mim, claro que ele não vai acreditar que eu não colei. Peguei minhas coisas e sai da sala com raiva. Não fui para a direção, fiquei esperando no corredor o pessoal sair.
Dois minutos depois o sinal tocou e todos saíram da sala. Ali veio até mim com raiva, e os outros vieram atrás dela indignados.
— Aquele professor é um idiota. Ele não pode fazer isso... Pode? – Hanna perguntou olhando para Spencer.
— Poder, ele até pode. Mas o errado da história é ele. Noel, ele mexeu nas suas coisas. Ele invadiu sua privacidade – após Spencer dizer isso, os olhos de Alison brilharam e um sorriso maroto brotou em seus lábios.
— Qual é o plano? – perguntei, já sabendo que a loira teve uma ideia para aprontar.
— Ele mexeu nas suas coisas não é? Pois bem, vamos mexer nas dele também! Vem Noel – ela saiu andando e eu a segui. Fomos até um corredor mais afastado, que estava vazio – você está com os potes de espuma com você? – assenti sem entender – ótimo. No intervalo, nos encontramos próximo à saída, leve os potes com você... E cuidado com as câmeras de segurança.
Segui para a sala, para ter aula de geografia. Eu tinha essa aula com a Alison, então, pudemos trocar bilhetinhos, onde ela me explicou rapidamente qual era sua ideia. E confesso que era ótima!
A aula passou muito devagar, eu estava bem ansioso com a minha vingança. Quando tocou o sinal para o intervalo, fui até meu armário, coloquei meu casaco preto com o capuz, peguei uma bolsa preta, onde estavam vários potes de espuma, e segui para o local marcado.
Cheguei junto com Ali, que também estava com um casaco parecido com o meu, ela usava um capuz que escondia seus cachos que estavam presos.
Fomos seguindo tomando cuidado para não sermos pegos pelas câmeras e fomos até o carro do professor, que por sorte, uma das janelas estava aberta. Que idiota!
Peguei dois potes de espuma e dei para Alison, e quando fui apertar o spray, ela me parou.
— Vamos colocar isso na espuma! – ela pegou um vidro com corante rosa. Sorrimos de lado, e rapidamente pegamos um pouco do líquido em cada pote. Ali me entregou duas garrafas de espuma em spray e disse:
— Damas primeiro – ela deu sinal para que eu passa-se .
— Eu sou muito macho – falei mostrando meu músculo.
— Ta bom, super gay.
Eu peguei a espuma e joguei em toda parte da frente, depois foi Ali que tentava alcançar a parte de trás do carro. A segurei pela cintura e ela se assustou.
— O que você pensa que está fazendo? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
— Vou te ajudar a alcançar aqui trás — ela estava tão perto que eu poderia... Não Noel, não, ela tem namorado, ela tem namorado!
— Ta bom mas sem gracinha, senão...
— Senão vai chamar seu namoradinho pra mim? – zombei a fazendo revirar os olhos.
— Vamos logo com isso.
Lancei sua cintura para cima e a segurei enquanto ela jogava a espuma. Quando ela terminou eu a coloquei no chão, ela pegou o corante e jogou depois duas garrafas de água pra espuma aumentar.
A parte de dentro do carro estava completamente cheia de espuma rosa, chegava até a transbordar pelas portas e janelas. Para finalizar nossa obra de arte, Ali jogou um pouco de purpurina, deixando a espuma brilhante. É, nosso trabalho está perfeito. Fizemos um Hi-five, nos livramos das pistas cuidadosamente e voltamos para os nossos armários, bem a tempo de tirar aquela jaqueta e pegar os materiais.
(...)
Estava feliz pela minha vingança ter sido sucedida. Estava brincando com minha lapiseira, sem prestar atenção na aula de ciências. Eu só conseguia pensar na cara de surpresa e raiva que o professor teria ao ver o que fizemos com seu carro.
Fui tirado de meus pensamentos quando escuto a voz do diretor chamando meu nome e o de Alison pelo alto-falante.
Acho que deu merda...
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