Isabella Prydein Riddle
4 Capítulo 3 - Parte Final
Notas iniciais
Então tá ai a história do nosso Voldemort.
Espero que gostem o cap ta grande e eu pessoalmente gostei muito de escrever ele.
Até lá em baixo!
Xoxo
P.E.
Bella POV:
Assenti e ele começou a falar.
“Quando eu era criança, vivia em um orfanato trouxa.Eu não tinha nenhum amigo pois as outras crianças tinham medo de mim porque eu podia fazer coisas estranhas, coisas que assustavam a elas e a mim, eu não sabia por que eu podia fazer aquilo, não entendia o que eu era.
No dia do meu aniversário de 11 anos, um homem chamado Alvo Dumbledore apareceu no orfanato me dizendo que eu era especial, que as ‘coisas’ que eu fazia eram meus poderes bruxos se manifestando. Eu primeiramente não acreditei. Bruxos? Para mim aquilo não existia. Mas então como eu poderia explicar o que eu podia fazer? Dumbledore me contou que ele também era especial, e que ele era o diretor da escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde pessoas como eu, bruxos, estudavam e aprimoravam seus poderes. Eu adorei a ideia de poder existir mais pessoas diferentes assim como eu. Aceitei ir com ele para Hogwarts. Ele me contou sobre as casas de Hogwarts. São quatro no total: Grifinória, Lufa Lufa, Corvinal e Sonserina.
Ela também falou das características das casas. Grifinória: Coragem e Nobreza. Lufa Lufa: Lealdade e generosidade. Corvinal: Beleza e acima de tudo sagacidade. Sonserina: Astúcia, vontade e ambição.
Eu fiquei na Sonserina, tinha todas as características da casa. Era astuto, tinha a habilidade de fazer os outros acreditarem em mim, tive que aprender isso no orfanato para me proteger dos trouxas valentões. Tinha vontade de me provar, de ser capaz de fazer algo e ser reconhecido. Eu tinha ambição, queria ser o melhor, o mais poderoso, o mais inteligente...
Eu nunca tinha sido o melhor em nada, então eu queria muito isso. Através dos anos fui ficando mais forte, mais poderoso e consequentemente mais frio. Não me importava com ninguém, porque me importaria? Ninguém se importava comigo. Todos ou me temiam ou me vigiavam. E novamente eu era a aberração. Revoltei-me com tudo isso e foi aí que eu descobri quem eu era. O herdeiro de Salazar Sonserina. Descobri sobre a câmara secreta que Salazar supostamente havia criado antes de abandonar Hogwarts e passei a procura-la. Eu já estava desistindo quando numa noite quase fui pego por filth ao estar andando pela escola ao invés de estar na cama, mas eu fugi e acabei escondido no banheiro feminino. Onde encontrei Nagili pela primeira vez, ele falou comigo e quando eu o respondi o banheiro começou a se modificar. As pias, que formavam uma coluna no meio do banheiro se moveram e abriram uma passagem secreta. Era a câmara secreta de Salazar. Explorei-a junto com Nagili que se tornou meu animal de estimação em Hogwarts. Seguindo os propósitos de Salazar passei a caçar os sangues-ruins, a maioria eram aqueles que fizeram a minha vida de Hogwarts um inferno ou seja, Grifinória. Não cacei só aqueles que me perturbaram, não poderia levantar suspeitas. Os professores já temiam a ideia de que a lenda do herdeiro fosse realmente verdade, mas não deixaram isso transparecer.
Foi aí que a conheci Morgalissa Prydein, ela vinha de Beauxbaton na França junto com seu irmão Rodolfo Prydein, ambos foram classificados para a Sonserina. Rodolfo eu entendia, ele era frio, ambicioso e odiava os sangues-ruins, mas ela? Ela não tinha nenhuma da características da Sonserina apenas o sangue-puro, mas ela poderia ter sido colocada em qualquer casa e ela se encaixaria, ela não era ambiciosa, não queria mais poder e mesmo assim o chapéu seletor a colocou na Sonserina. Por um tempo ela observou como as pessoas tinham medo de mim, me evitavam e ficavam alertas com a minha presença. Então ela se aproximou, tentei assusta-la, repudia-la, afasta-la de qualquer jeito, mas nenhum deu certo.
Ela pouco a pouco foi descobrindo todos os meus segredos e ao contrario do que eu imaginei, ela não fugiu ou me delatou, pelo contrario ela queria ajudar, queria que eu a incluísse nos meu ‘planos sanguinários’ como a mesma se referiu.
Fomos ficando cada vez mais próximos e Rodolfo já estaca começando a desconfiar sobre os assassinatos, ele assim como sua irmã era bastante observador e logo descobriu tudo, ele também queria participar, ele odiava os sangues-ruins porque sua mãe foi morta por um deles.
Depois de algum tempo me declarei para Lissa e ela para a minha felicidade correspondia os meus sentimentos, namoramos até que no ultimo ano eu a pedi em casamento, ela aceitou me fazendo sentir o homem mais feliz do mundo. Mas as coisas em Hogwarts estavam perigosas, Dumbledore desconfiava de mim. E o segredo sobre o herdeiro de Salazar estava vazando, logo eles ligariam os pontos e descobririam que eu era o herdeiro e consequentemente Lissa e Rodolfo meus cúmplices. Por isso decidi parar, não queria que ela fosse para Azkaban, queria dar a ela a vida que ela merecia.
Casamos-nos imediatamente após sairmos da escola. Lúcio, Narcisa, Bellatrix, Rodolfo, Severo e Andrômeda foram nossos padrinhos. Vivemos por algum tempo como se fossemos apenas mais um casal de bruxos apaixonados. Vivendo nosso amor e esquecendo dos problemas.
Quando Lissa descobriu que estava grávida, eu me vi completo, não faltava mais nada para a minha felicidade. Os planos de vingança. As magoas do passado, foram todas esquecidas. Lissa vinha tendo pressentimentos a algum tempo. Ela sentia que algo ruim aconteceria, por isso Lissa escondeu sua gravidez de todos com seus poderes de transformaga. Apenas os mais íntimos sabiam, ou seja, Lúcio, Severo, Rodolfo, Bellatrix, Andromedra e Narcisa. O ministério continuava atrás de quem cometeu os assassinatos em Hogwarts. Dumbledore me mostrou que sabia que tinha sido eu o culpado, ele sabia sobre a câmara e sobre Salazar. Ele não contou nada, até porque ninguém acreditaria, eu era um “bruxo exemplar” na comunidade mágica, ela tinha me tornado assim. Mas eu sabia que o velho Dumbledore planejava algo, ele criou a Ordem da Fenix para me combater caso eu voltasse a ativa. Eu não me preocupei, não planejava retornar com os planos de vingança de Salazar, eu apenas queria ser feliz com minha família.
Fui chamado para uma reunião no ministério, eles achavam que as famílias trouxas dos bruxos deveriam ter acesso ao nosso mundo. Eu discordei, é claro, eu sabia sobre o tempo em que os bruxos eram caçados pelos trouxas e queimados na fogueira. Se naquele tempo em que os trouxas não tinham muitas armas contra nós eles fizeram aquilo, o que eles achavam que aconteceria agora que os trouxas tinham mais tecnologia? Que iríamos todos viver em paz? Mas eu estava em minoria. Então, eles decidiram liberar nosso mundo para os trouxas.
No dia em nossa filha completou 5 meses de nascimento os pressentimentos de Lissa pioraram, então levamos nossa pequena para o mundo trouxa, era a melhor forma de protegê-la. Apesar de ainda bebê, podíamos sentir o quão poderosa nossa filha era, Lissa usou isso ao nosso favor, criou uma barreira, usando os próprios poderes da pequena, que impediria os poderes da pequena se manifestarem, e mudou sua aparência, para que ela parecesse com um bebê trouxa que havia morrido sufocada durante a noite,por conhecidencia esse bebê tinha o mesmo nome que havíamos dado a nossa pequena. Isabella. Deixamos a pequena Isabella lá e levamos a criança trouxa conosco. Tentávamos decidir que história contaríamos aos outros sobre a morte de nossa filha enquanto voltávamos para casa, mas no meio do caminho eu recebi um chamado do Ministério. Fui rapidamente para lá dizendo a Lissa que voltaria logo para ajuda-la com a criança.
Cheguei ao Ministério e todos já se encontravam lá até mesmo Severo, Lucio e Rodolfo. Então eles confirmaram o que eu já sabia, os trouxas tinham se revoltado e matado vários bruxos, até mesmo seus filhos. O ministério queria nossa ajuda para banir os trouxas do mundo bruxo, nem mesmo matar, apenas apagar as memórias e coloca-los de volta no seu mundo. Recusei-me a ajuda-los, disse-os que aquilo eram consequências da arrogância deles, então eles que resolvessem sozinhos, Lúcio e Rodolfo concordaram comigo, Severo apenas disse que não queria se envolver.
Saí do ministério revoltado.Lúcio agora casado com Narcisa, Severo que havia se casado com Andrômeda e Rodolfo casado com Bellatix foram logo para casa, mas eu não fui diretamente para casa, precisava pensar um pouco. Fui para a mansão que herdei dos meus avós e passei a noite lá, logo pela manhã senti um forte aperto no peito, e me lembrei que havia prometido a Lissa que chegaria cedo em casa, subi na minha vassoura e voei o mais rápido que pude para casa, quanto mais perto eu chegava mais forte a dor em meu peito ficava. Cheguei em casa e estava tudo muito quieto, normalmente a essa hora da manha os elfos domésticos ficam horas limpando o jardim. Ou então, Lissa, Narcisa, Bellatrix e Andrômeda, se reuniam no jardim para conversar, às vezes elas ficavam na nossa casa mas na maioria das vezes ficavam na mansão Malfoy. Entrei, em casa, temeroso com o que toda essa calmaria pudesse significar. Espalhados pela sala estavam os corpos destroçados dos elfos que viviam conosco. Ouvi um gemido abafado e corri para o andar de cima. Logo no corredor pude ver o sangue escorrendo por baixo do quarto do bebê. Abri a porta lentamente pedindo a Merlin que ali não fosse ela, que fosse apenas mais um elfo domestico, mais meus medos foram confirmados ao avista-la ali. Estirada na poltrona ao lado do berço do bebê ela estava amarrada totalmente ensanguentada e...Morta. No berço pude ver o que fizeram com o corpo do bebê trouxa, mesmo já estando morto o pequeno bebê não escapou. Todo seu diminuto corpo estava rasgado e ensanguentado, totalmente irreconhecível.
Lágrimas de desespero caiam por meus olhos ali a minha frente estava o corpo da pessoa que eu mais amei em toda a minha existência, destroçado. Por inúteis Sangues-ruins.
Ouvi novamente um gemido abafado, seguido de um grito estridente, vindo do meu quarto. Reconhecendo a voz de Narcisa, pedindo aos prantos para que parassem de machuca-la, enviei uma mensagem a Lúcio contando o que estava acontecendo e mandando-o chamar Severo e Rodolfo, pois se Narcisa estava aqui, Andrômeda e Bellatrix também estavam.
Corri para meu quarto e me deparei com a seguinte cena:
O corpo de Andrômeda estava estirado logo a porta com sinais de tortura, na cama de casal Bellatrix estava aparentemente desacordada e sangrando muito. Do outro lado do quarto o corpo de Rodolfo estava estirado no chão. Ele buraco do tamanho de um punho no seu peito, haviam atirado nele com armas trouxas, aparentemente antes de morrer ele tentava chegar até a cama de casal, onde Bellatrix estava. Ouvi novamente os pedidos de misericórdia de Narcisa, vinham do banheiro do quarto. Puxei minha varinha e invadi o banheiro, a cena era grotesca.Não vou falar muito sobre isso porque até mesmo apenas descrever isso é traumatizante. Eles a violavam enquanto lhe batiam com algum tipo de chicote com pontas de ferro. Praticamente a afogavam na banheira cheia d’água dentre outras crueldades. Imobilizei os trouxas, não os mataria tão facilmente, eles mataram a mulher que eu amo, meus amigos, e o corpo do bebê trouxa era a prova física do que eles fariam se ali fosse realmente minha filha. Não, eles morreriam muito mais lentamente. Sofreriam muito antes disso e implorariam por clemência, assim como Narcisa fazia. Peguei Narcisa no colo, ela estava bastante debilitada, e implorava para mim leva-la a um medi-bruxo, ela temia ter perdido o filho que carregava no ventre. Lúcio e Severo rapidamente chegaram, Lúcio levou Narcisa para um hospital prometendo que voltaria para torturar lentamente os malditos sangues-ruins. Peguei Bellatrix e a levei também para um hospital, mas logo voltei para onde Severo apenas olhava para o corpo de Andrômeda, e assim ficou por um tempo, depois ele seguiu para o Banheiro onde logo se podiam ouvir os gritos de dor dos trouxas assassinos.
Voltei para perto do corpo de Lissa, e fiquei assim por um tempo, apenas observando o que fizeram com ela, ao que parece ela tinha sofrido os mesmos abusos que Narcisa passava alguns instantes. Logo Lúcio chegou e os trouxas já estavam bastante debilitados, lancei o mais forte feitiço de cura que me lembrava neles, e logo recomeçamos a tortura-los.
Fizemos muito pior do que eles, passamos, torturamos eles com suas próprias armas e também com magia.
Logo depois que retiramos os corpos de Rodolfo, Andrômeda, Lissa e o bebê, queimamos a casa, não queríamos mais lembranças daquilo.Dias depois numa visita a Narcisa e a Bellatrix elas nos contaram tudo o que houve naquele maldito dia. Foi ali ouvindo as duas contarem as torturas que sofreram que nasceram o Lord das Trevas e seus Comensais da Morte. Sem ela eu não era mais o Tom Riddle bonzinho, eu era mal, cruel, frio. Sem ela eu era o herdeiro de Salazar Sonserina, um assassino.
Nós Iríamos dar um basta naquilo, quantos bruxos morreram por causa da incompetência do Ministério? Eu perdi toda a minha família, Severo perdeu sua esposa, Lúcio quase perdeu sua esposa e filho, Bellatrix perdeu o homem que amava, quem mais teria perdido as pessoas que amavam por que Alvo Dumbledore deu o voto final para que os trouxas tivessem acesso ao nosso mundo.
Voltei a seguir os passos de Salazar, mas agora eu não fazia isso apenas para ser reconhecido, eu fazia isso por ódio, angústia, sede de vingança. Passei a reunir seguidores, matando aqueles que me desafiavam ou não se juntavam a mim. Eu tinha um novo objetivo: Matar Alvo Dumbledore e assumir o mundo bruxo.
Mas o velho foi esperto e soube usar bem as cartas que tinha, ou seja, ele usou os assassinatos em Hogwarts contra mim, contou ao ministério que eu era o tão procurado herdeiro de Salazar. Eles não me parariam, não tinham poder o suficiente para isso, mas isso dificultou as coisas. Muitos dos meus seguidores foram mandados para Azkaban, inclusive Bellatrix que só saiu recentemente.
Eu fiquei sabendo de uma profecia, onde uma criança recém-nascida derrotaria o Lord das Trevas. Fiquei indignado com isso, como um bebê que mal saiu da barriga da mãe me derrotaria? Ordenei a caça e extermínio de qualquer recém-nascido bruxo que meus seguidores encontrassem. Por um tempo matamos vários bebês, eu não me importava mais de fazer isso, muitos fariam isso com minha filha se pudessem. Foi então que um de meus seguidores me informou que os Potter escondiam um bebê. Mandei todos irem atrás deles, queria todos mortos, os Potter haviam fugido de mim antes e isso não me agradou.
Algum tempo passou e eu cada vez mais suspeitava que a criança dos Potter era o bebê da profecia. Quando finalmente os encontrei, matei-os rapidamente, deixando o bebê por último, mas quando fui mata-lo o impossível aconteceu, eu não poderia tocar a criança e a maldição que eu lancei nele voltou contra mim. Obviamente eu não morri, tinha tomado muitas precauções quanto a isso, mas eu acabei perdendo meu corpo. Alguns pensam que eu morri, muitos poucos incluindo Dumbledore e o menino Potter acreditam que eu estou vivo. Passei anos tentando recuperar meu corpo, precisava vingar a morte daquela que mais amei. Apenas recentemente consegui recuperar minha forma física, e foi aí que eu a encontrei.”
Um silêncio ensurdecedor se instalou no quarto após ele terminar, todos estavam com olhos vagos se lembrando do passado e perdidos em pensamentos.
Eu ainda estava chocada com tantas revelações chocantes ao mesmo tempo. Eu sabia que ele falava a verdade, pois a dor, raiva, angustia e saudades estampadas em seus olhos provavam a veracidade de suas palavras.
Se me contassem essa história a alguns dias atrás eu sairia correndo horrorizada, mas agora nesse momento eu queria apenas apagar toda a dor que eles sentiam principalmente ele. Meu pai.
Levantei-me num salto da cadeira onde estava sentada, larguei a escova de cabelo que ainda segurava no chão e pulei no colo do Todo-Poderoso-Lord-das-Trevas, vulgo meu pai.
Abracei-o fortemente enterrando meu rosto em seu peito. Ele paralisou um pouco mas logo me abraçou de volta, limpando as lágrimas que só agora eu havia percebido que caiam dos meus olhos. Ele aproximou seus lábios da minha orelha e sussurrou com o que percebi ser a língua das cobras:
- Eu amo tanto você, minha pequena....
Fim do capitulo
Notas finais
Bom aí foi uma explicação para o nosso Lord das Trevas ter tanto ódio, não é?
Espero que tenham gostado, até a proxima!
Xoxo
P.E.
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