Isabella Potter

18 Tento não ser comido por uma loba


Notas iniciais
Oiee, eu finalmente recebi um comentário LótusDoChay eu adorei sua review e já reescrevi o que tava parecido ;) to esperando a Manu betar e postar. Boa leitura.

P.O.V. Jason

Abri os olhos vagarosamente, tentando me lembrar de quem eu era ou o que eu estava fazendo ali. Tudo bem, meu nome é Jason Grace, só que o problema é que eu não me lembro de nada além no meu próprio nome. Tenho alguns flashes e me lembro de alguém me trazendo aqui, era uma mulher, tem também outra mulher chorando. Enfim são pontos tão desconexos que eu duvido que seja real.
Tentei me acostumar com a luz do sol em contato com meus olhos, minha cabeça estava explodindo como se eu tivesse levado uma pancada muito forte. Assim que minha visão entrou em foco eu avistei um lobo, parecia pronto para me matar, eu permaneci parado enquanto o animal me cheirava como se eu fosse a comida mais suculenta que ele tinha visto na vida. Estava pronto para morrer, mas não pronto para o que aconteceu.

– Então você é o filho de Jupter? Juno me disse que você era apetitoso, e que seria fácil te comer. Acho que ela estava certa – Eu arregalei os olhos, além de falar o animal ainda diz coisas sem sentido algum, que ele ia me comer era obvio, mas quem é esse tal de Jupter e essa Juno?

– Quem é você? E o que eu estou fazendo aqui? – Tentei fazer uma pergunta racional a final, era um lobo falante.

– Muito prazer meu nome é Lupa. Você está aqui para ser meu pupilo ou meu jantar. – ela, e não ele, disse com sua voz rouca. Eu estava tremendo por dentro mas eu sentia que se caso ela percebesse acabou eu viraria o jantar como ela mesma disse.

– E o que eu tenho que fazer – eu perguntei me pondo de pé devagar, sem movimentos bruscos.

– É simples, eu vou treinar você por uma semana, só uma semana e nem um dia a mais sequer, Se você vencer o meu lobo mais forte você vive e se tornará um dos meus filhos, se você demonstrar qualquer fraqueza ou perder, eu janto você. – Eu escutei a voz rouca e assustadora novamente, ela disse tudo de uma vez, e seus olhos brilharam quando ela falou em me jantar.

Dia 1. Se vocês pensam que eu tive uma semana de rei estão muito enganados, meu treinamento do dia era lidar com a água, tanta coisa e ela foi me colocar na água, já mencionei que nunca gostei muito de água? Assim que ela acabou aquela explicação doida de ou me jantar ou eu viver, o meu treino começou e nesse exato momento eu estava dentro de um rio.

– Tá, okay e agora? – Quando dizem que é melhor você não falar nada às vezes e você diz mesmo assim porque não leva em conta a opinião dos outros, você deveria começar a levar.

Eu senti algo me puxando pra baixo, a única reação que eu tive foi puxar todo o ar possível antes de afundar completamente. Abri os olhos e dei de cara com a loba, ela era ainda mais assustadora dentro d’água. Ela acabou de me puxar até o fundo e depois virou a cabeça para um objeto um pouco distante de mim. Eu entendi que era para ir lá e pegar. Ela me surpreendeu quando falou nitidamente dentro d’agua:

– Primeiro você pega depois sobe, se subir antes de pegar eu desisto de você – então essa era a ideia daquele treino doido de uma semana, cada dia seria um desafio que se eu perdesse nem iria para o próximo. E o último eu teria que matar um lobo, eu tenho que mencionar se essa luta vai ter armas ou não, mas agora tenho outra preocupação.

Eu comecei a nadar até a moeda dourada, na metade do caminho eu comecei a me forçar continuar, eu não tinha mais ar algum, sentia minha cabeça latejando como hoje mais cedo quando acordei, minhas costas estavam doendo e meu corpo ficando cada vez mais pesado. Apesar de tudo me forcei a continuar faltava pouco, cerca de um metro, você deve pensar que eu sou um frouxo agora experimenta ficar dois minutos sem respirar debaixo d’agua e se forçar manter a lucidez. Comecei a sentir minha visão perdendo o foco na mesma hora em que finalmente cheguei até a moeda e a peguei, dei um impulso com os pés para cima e não aguentando mais comecei a engolir água, desesperadamente, sentia meu coração disparado eu já conseguia ver ás arvores que rondavam o rio quando perdi a consciência.

A correnteza me levou até a borda do rio onde eu bati em cheio, bem naquele lugar em uma pedra, voltei à lucidez e depois de vomitar uns dois litros de água, verifiquei se a moeda ainda estava em meu bolso, eu tinha a enfiado lá quando percebi que não tinha mais jeito. Pelo menos aquilo tinha sido uma boa ideia, a única coisa que eu tinha que me preocupar agora era se eu ainda podia ter filhos depois daquela pancada extra forte.

Avistei a Loba maldita vindo na minha direção parecendo irritada por que eu não morri, ela realmente me queria como jantar.

– Parabéns, como prêmio a moeda é sua – eu olhei bem pra ela como se fosse uma piada, o que eu faria com aquela moeda que quase me tirou a vida? Fala sério. A moeda tinha uma escrita Ivlivs e mais nada. – Que foi, decepcionado? Não julgue algo que possa salvar a sua vida só por parecer insignificante – Eu nunca foi um gênio então não entendi o que ela quis dizer com algo que pode salvar a minha vida. Aguardei por novas instruções, ou novas tentativas de me matar. – Por hoje é só, você pode comer algumas frutas que tem naquelas arvores e depois durma. – eu assenti e fui até as tais árvores que eram um pouquinho altas, seria um longo dia.

Tentei pressionar as pernas como uma pinça na arvore e ir subindo em um movimento para cima e para baixo, mas não deu muito certo, desisti da ideia na terceira tentativa, eu nunca tinha visto bananeiras tão altas, se eu pelo menos tivesse uma faca ou uma coisa grande, é isso uma coisa grande. Rondei o local em busca a princípio de um pedaço de pau bem grande, mas na falta de um, me contentei com um cipó. Fiz um nó como aquele que eles usam para laçar animais, e tentei laçar a penca de bananas. Fiquei naquilo por umas duas horas até finalmente eu consegui derrubar aquelas bananas malditas. As bananas eram bem grandes, tinha uma dúzia, eu comi apenas duas e guardei as outras porque nunca se sabe se vai ter mais ou não. Segui o conselho da loba e fui deitar, forrei o chão com algumas folhas da bananeira e peguei a mochila que eu estava usando para servir de travesseiro.

Dia 2. Tudo veio como um flash no sonho, eu via minha mãe chorando e me entregando para uma mulher, minha irmã também chorava, eu me lembrei que ela me disse que precisava fazer aquilo para a segurança, eu é claro concordei em deixar ela e a minha irmã seguras, me recordo do nome da mulher, Juno, e dá história toda por trás disso. Depois a mulher, ou melhor, a Deusa, me fez dormir automaticamente. E ai eu cheguei aqui. Lembrei-me de tudo, provavelmente era uma espécie de magia que ela tinha colocado em mim para eu perder minha memória temporariamente. Sentei-me em minha cama de folhas nada confortável e avistei Lupa me olhando como se pensasse no que eu poderia fazer hoje.

– Pronto? – eu assenti, me recordando da moeda de ontem e do fato de não ter nem sequer a explorado para ver se fazia alguma coisa. – Muito bem, hoje você não vai lidar com agua alguma filho de Jupter. – A voz dela soou maligna, o que me fez gostar um pouquinho de ter ido para água ontem. – Suba nas minhas costas porque o caminho é longo – eu subi, e ela disparou quase me fazendo cair.

Corremos por uma meia hora até que ela parou, eu desci. Esperando que ela falasse.

– Pegue esse mapa – ela apontou para um mapa feito de couro pregado em uma arvore próxima. Eu fui até ele e o peguei. – Está vendo o x? Nele tem agua, você só vai viver se chegar nele, se não morre de sede – ela disse e disparou de volta. Eu me amaldiçoei por não ter pensado em pegar agua. Peguei o prego que o mapa estava pendurado talvez servisse para alguma coisa.

Comecei a seguir o caminho, o mapa era bem simples andar em um deserto é que não era simples. Eu estava andando a vinte minutos e já estava sentindo os sinais da desidratação, minha boca estava seca, o ar que eu respirava era quente e queimava meu corpo me causando um desconforto ainda maior que a agua entrando em meus pulmões. Eu nem mesmo estava na metade do caminho quando avistei um cacto, eu devia estar louco mais enfiei o prego no cacto que soltou um liquido. Estou dizendo, não aconselho suco de cacto a ninguém, tem um gosto amargo que me causou ânsia de vomito, mas pelo menos a queimação diminuiu e eu consegui chegar até a agua.
Não era bem um mini lago ou algo do tipo, era um cantil nem mesmo foi o suficiente para matar a minha sede, mas tirou o gosto amargo da minha boca e a deixou menos seca. Logo avistei a loba vindo em minha direção com a mesma cara de ontem como se estivesse se culpando por eu não ter morrido logo.

– Você é mais inteligente do que eu pensei Jason Grace, suba, vou te levar de volta – eu subi e retornamos a minha “gostosa” cama de folhas, eu estava começando a gostar dela de verdade.

Me sentei abri minha mochila, que tinha ficado por que eu não posso usar ela nesses treinos, peguei minhas duas bananas do dia e as comi, não me saciou totalmente mas tudo bem. Caminhei até o Rio com o meu mais novo cantil, bebi água suficiente para me reidratar e depois o enchi. Tomei meu caminho de volta e fui analisar a moedinha. Mexi nela de todas as formas imagináveis, mas não aconteceu nada. Deixei de lado e fui dormir.

Dia 3. Como sempre acordei com a loba na minha frente, ela me conduziu até um ninho de cobras e me falou para pegar uma maça bem no meio do ninho. Diferente das outras vezes ela me observou em todo o trajeto. Eu peguei algumas pedras do chão e joguei próximo ao ninho porém do lado oposto onde eu estava, as cobras se dirigiram até lá e eu fui e peguei a maça sem dificuldades. A loba como sempre me levou de volta, eu comi a maça depois das duas bananas acompanhadas de agua e me senti mais cheio que no dia anterior.

Dia 4. Já falei como eu ás vezes sofro com o fato de não ser muito inteligente. O teste era bem simples, mas bem complicado, qual das frutas eu posso comer e não morrer, mas como eu vou saber isso? Entendam, ela me deu três frutas e me disse para comer a que não tinha veneno, será que eu já tive alguma aula de biologia que ensinava a ver plantas com veneno? Fiquei olhando para as frutas até que sem querer deixei uma cair, um passarinho cheirou a fruta e a deixou de lado. Dez pontos pra mim, aquela não era. Joguei outra, dessa vez de propósito e o bicho bicou a fruta eu fui até o meu prêmio e o comi completando o desafio. Como eu amo passarinhos.

Dia 5. Okay, eu desisto. Como eu saio daqui de cima se não me suicidando. A loba tinha me feito escalar uma pedra provavelmente do mesmo tamanho que o Empire State e depois ela cortou a corda com que eu subi e falou para eu descer em no máximo duas horas e meia. Eu me sentei analisando a altura, alguém já falou pra ela que pular do Empire State é crime nos Estados Unidos? Eu fiquei duas horas olhando para baixo, até que ela me disse que o tempo estava acabando, ela me avisou quando faltavam exatamente cinco minutos e eu finalmente decidi que era melhor morrer fazendo uma coisa radical do que sendo esquartejado. Eu seria esquartejado de qualquer forma mais era melhor que eu já estivesse morto, pelo menos ia doer menos. Eu dei um grito e pulei esperando eu ir direto em contato com o chão e me espatifar mas o inevitável aconteceu, eu comecei a flutuar, de fato eu estava voando. Eu planei no chão com a loba me olhando com um olhar de espanto, nem eu estava acreditando. Precisei me beliscar para constatar que não era um sonho.

Dia seis. Hoje a loba apareceu e disse que eu não faria nada, hoje era meu dia de descanso para amanhã. Então acho que é isso eu morro dois dias depois que descubro que posso voar. Como não tinha nada para fazer desperdicei três horas do dia pegando outra penca de bananas e comi ela inteirinha além das duas que ainda restavam, seria provavelmente a minha última refeição então precisava caprichar. Depois resolvi fazer uma caminhada e deitei bem cedo, estava cansado.

Dia sete. Então é isso, você acorda nem tem tempo de pensar, nem te dão arma alguma e já tem um monte de lobo em volta de você e um bem na sua frente. Assim que eu me puis de pé o lobo começou a me atacar ele passou as unhas na minha perna arranhando ela de cima em baixo e recebendo uns uivos de seus companheiros em resposta. Qual é eu não tinha chance alguma, mas não ia entregar os pontos. Pulei em cima do lobo e comecei a o socar com toda força que eu tinha e ele revidou me jogando contra uma pedra fazendo a moeda que tinha dormido na minha mão girar no ar. O mais impressionante foi que quando ela voltou tinha se transformado em uma espada. O lobo deu o bote e eu o furei na barriga. Ele se desintegrou e sumiu.

– Muito bem herói, você vai conhecer seu novo lar agora – Ela me mandou subir nas suas costas, eu transformei a espada em moeda novamente e a obedeci, apesar de tudo estava muito machucado, se esse novo lar não tivesse médicos eu ia virar jantar de qualquer jeito, duvido que ela fosse desperdiçar comida só porque eu ganhei uma luta.
Eu já estava quase inconsciente quando vi uma placa escrita acampamento romano, depois desmaiei.

Notas finais
E ai? Reviews?