Isabella Potter

1 Everything have to start somewhere


Notas iniciais
Acho que, uma história tem que ter uma boa impressão, espero ter conseguido...

Isabella P. O. V.

31 de julho de 1992

Eu não posso falar muito do dia em que eu e meus irmãos nascemos, porque não me lembro nada dele, acho que nenhum bebê tecnicamente normal se lembraria, e mesmo eu sendo 0% normal não me lembro de nada, a não ser do flash branco da varinha de Voldemort, que é a única coisa de que meus irmãos também se recordam. Não é bem uma lembrança é mais como um sonho bem distante. Meu nascimento pode parecer muito atrás no tempo para começar essa história, mas como tudo começa por um começo, que assim seja.

Não sei a hora exata que tudo aconteceu, mas sei que certa hora da noite nesse dia, meu pai, Thiago, abriu a porta e se deparou com uma cesta com quatro bebês e uma carta, não muito esclarecedora e ao mesmo tempo bem esclarecedora, vou explicar, ou melhor mostrar a carta:

" Querido Thiago, sei que você não deve estar compreendendo nada, e acho que devo desculpas por isso. Você sabe o que fizemos então não preciso detalhar nada a você, porém eu preciso dizer que eu errei, eu errei quando me apaixonei por um humano, mas errei duas vezes por ter me envolvido com dois homens, pode parecer estranho, mas assim que eu o fiz, meu corpo involuntariamente misturou os materiais genéticos seus e de Eduardo, isso faz com que as crianças não sejam nem seus filhos nem dele. Sei que não é algo que a ciência ou a magia expliquem, mas é algo que pode ocorrer com pessoas como eu.

Eu sou, uma Deusa, sei que pode parecer estranho e também sei que se apaixonou por mim e que de certa forma eu te enganei por não dizer o que eu sou, mas eu posso explicar isso, nem mesmo eu me lembrava. Eu fui condenada por meus irmãos Zeus, Poseidon, Hades e Afrodite, fui condenada a passar trinta anos como uma humana e não me lembrar de que era uma Deusa, eu realmente não sabia de nada, descobri um pouco antes de ficar grávida, foi nesse dia, que eu lhe disse que estaria em uma reunião no ministério, foi nesse dia em que eu conheci Eduardo, ele não sabia de nada e então também não é culpa dele. A verdade é que a culpa sempre será minha.

Talvez as coisas que eu anote a seguir sejam necessárias para você explicar as crianças no futuro, mesmo que evite, eles precisarão saber.

Existem Deuses para cada mínima coisa no mundo, e eu sou a responsável por melhorar, tornar perfeitas as coisas que possuem qualquer anomalia, posso consertar e curar, porém também posso fazer o contrário.

Existe uma coisa de especial em meus filhos, eles possuem qualidades diferentes dos outros, e a menina, sei que você vai achar horrível o que eu fiz, a final que mãe faria uma coisa dessa, não é?

A menina foi, como eu posso explicar, foi escolhida por uma espécie de "aposta". Meu irmão Zeus teve um filho e apostamos qual seria o melhor, tem coisas que não dão para serem faladas no papel, e que só na hora exata você saberá, mas quero que saiba que tanto nossa filha como o filho de meu irmão possuem alguns poderes que os fazem ser superiores, além disso eles nasceram para se odiar, na hora certa um dos dois irá morrer e o outro terá seu destino traçado.

Eu irei ajuda-la na hora certa e ter certeza de que ela não irá falhar, eu mereço o trono tanto quanto ele merece, por isso preferimos resolver a questão com essa aposta.

Espero que um dia possa me perdoar por tudo, Lilian. "

Confesso que quando eu e essa carta fomos apresentadas eu não tive uma reação muito boa, hoje a coisa que mais me irrita é a assinatura, ela podia ter assinado como Deusa Lility de uma vez, depois de tudo que ela fez ainda assina com seu nome de "mortal", digo o nome que ela usava na sua forma humana. Eu entendo o fato de que ela não sabia que era uma Deusa, porque seus irmãos tiraram a memória dela quando a condenaram a viver como humana, mas que tipo de pessoa faz uma aposta com a própria filha? Tudo bem que ela não é tecnicamente uma pessoa, mas mesmo assim é algo totalmente insano o que ela fez.

Isso não vem ao caso, o fato é que depois de ler a tal carta ele nos pegou e trouxe para dentro, depois escutou passos eram de sua irmã, que pareceu tão surpresa quanto ele logo depois de nos fazer dormir, com muito sacrifício com a ajuda da irmã, ainda estávamos nas cestinhas porque não tínhamos nada, e Voldemort chegou, matou nosso pai, ou um deles no caso, e entrou na casa. Nossa tia tentou impedi-lo, mas ele a matou e tentou matar Harry, não viu a mim e aos meus irmãos pois estávamos de baixo da capa de invisibilidade, Harry era bem esperto e conseguiu rolar para sair. Mas ao menos uma coisa boa ela havia feito, ela nos deu uma proteção, e isso impediu que ele fosse morto e que monstros se aproximassem por um tempo.

Enquanto isso acontecia, Eduardo recebeu uma carta parecida, em pouco tempo ele localizou o endereço em que estávamos e chegou na casa, já era tarde, várias pessoas já haviam estado ali, ele só viu a casa totalmente destruída e chegou a pensar o pior, mas nos viu em uma cesta. Hagrid havia estado ali alguns momentos atrás, ele pegou Harry, mas nós ainda estávamos sob a capa. Pessoas do ministério também haviam estado ali para levar os corpos. Nossa mãe veio algum tempo depois e nos arrumou na cesta nova, era como se ela realmente não estivesse se importando com o fato de Harry ter ido.

Então, Eduardo nos pegou viu a carta em cima da manta fina que nos cobria e a guardou, logo depois nos levou para o carro e deixando a cesta no banco da frente. Ele de fato desrespeitou uma série de regras naquele dia, mas como ele iria adivinhar o que teria acontecido, ele estava chocado com o estado da casa e preocupado em não ter achado Harry junto com a gente, a carta dizia quatro, ou pelo menos a dele tinha essa informação. Ele conhecia poucas coisas sobre semideuses, ou coisas assim, mas sempre foi um ótimo bruxo, apesar de não ter estudado em Hogwarts, ele nunca tinha tido a oportunidade de conhecer Thiago ou a deusa maldita que havia feito aquilo em sua forma humana, a única vez em que esteve em Hogwarts foi durante o torneio tri bruxo, que ele ganhou, diga-se de passagem, e não se lembrava de ter visto ou ouvido esses nomes. Ele chamou suas duas ajudantes para ajuda-lo e ficou nos observando dormir na cama dele, completamente sem saber o que fazer.

No dia seguinte ele mandou que comprassem roupas e tudo aquilo que bebês precisam, contratou três babás para poder aprender o que fazer, apesar de tudo ele nunca deixou nós três sozinhos com as babás, ele sempre estava por perto, ele só demorou um tempo para aprender a cuidar de três bebês ao mesmo tempo, além disso durante os primeiros meses ele estava incessantemente procurando por Harry, o tempo inteiro, ele estava completamente desesperado com aquilo de não encontra-lo até que descobriu onze meses depois que Hagrid havia lhe pegado, ele foi até Hogwarts, pela primeira vez nos confiando as babás e dali a casa dos meus "tios" foi um pulo. Ele detestou o fato de Harry estar sendo tradado como um estranho, ele logo o tirou dali e uma semana depois estava com a guarda em mãos.

Foi uma adaptação complicada, mas deu tudo certo, dois anos depois estávamos indo para a escola trouxa, e ainda não havíamos tido qualquer contato com magia. Papai achou melhor que pudéssemos viver pelo menos por um tempo, normalmente, sem ser o centro das atenções, o que era um pouco complicado devido ao fato das multinacionais dele serem muito conhecidas em todo o mundo, mas eu acho que teria sido pior saber sobre Hogwarts ou sobre Nárnia mais cedo do que eu já tive que saber.

─ Oi meus amores. – Ele disse chegando do trabalho, ele já deixava nós mais sozinhos, mas ele ainda ligava de meia em meia hora e voltava sempre que nos escutava chorando pelo telefone.

Por mais que ele não admita, de repente ter quatro filhos fez ele se afastar um pouco da vida social, ele sempre se preocupou de mais, principalmente com o que a carta dizia sobre mim e acabou se esquecendo de viver normalmente com o passar do tempo, de qualquer forma hoje em dia eu e meus irmãos obrigamos ele a sair, nós já sabemos os cuidar sozinhos.

─ Oi papai. – Eu corri até ele e ele me deu um abraço.

─ Oi princesa. – Ele beijou a minha testa, me pegou no colo e foi até o tapete aonde eu brincava segundos antes com meus irmãos.

─ Vocês fizeram isso? – Ele perguntou apontando para o parque de diversão de lego que estava montado no tapete.

Digamos que a hiperatividade e a vontade de criar coisas novas sempre nos dominou, e a curiosidade pode ter suas vantagens as vezes, se tínhamos tanto brinquedo porque fazer as coisas fáceis da caixa se podíamos criar o que quiséssemos? Papai demorou um pouco para se acostumar, mas com o tempo ele entendeu que algumas magias ele não poderia evitar, principalmente as que já nasceram conosco, afinal certas coisas não se devem discutir só observar.

─ Sim, papai? – Mat respondeu e perguntou.

─ Sim? – Ele desviou o olhar do brinquedo para o filho.

─ "Poque" a gente vai na "iscola"? – Ele perguntou.

─ Vocês vão na escola, para brincar, aprender coisas novas. – Ele disse corrigindo meu irmão, e o sentando em sua outra perna.

─ Mas "poque"? Eu não "quelia" ir não papai, eu gosto de "blincar" aqui mesmo. – Ele disse trocando algumas palavras.

─ Porque você vai ter novos amiguinhos, eu juro que se você odiar eu deixo você ficar aqui amanhã, combinado? – Mat assentiu.

─ Papai, a mamãe não gostava da gente? – Harry perguntou, era a primeira vez que um de nós fazíamos essa pergunta.

─ Alguém te disse isso Harry? – Ele negou.

─ É que eu vejo as mamães de outras crianças levarem elas na praça e uma delas estava sozinha hoje de manhã, então eu perguntei e ela disse que os pais dela não tinham tempo para isso e que não gostavam dela.

─ Filho, você tem que parar de pensar nessas coisas ouviu, na hora certa vocês vão entender. – Harry assentiu. – Mas agora eu quero os três no banho tudo bem? – Nós assentimos e fomos cada um para o seu respectivo quarto (...)

Nós de fato não detestamos a escola, como meu pai previu. Andávamos com seguranças o tempo todo, e em todos os lugares, seria uma coisa estranha, porque dois seguranças para cada um se já tínhamos uma babá para cada? A resposta é bem simples, os seguranças eram para nos proteger dos monstros que viessem a surgir, não aconteceu muitas vezes, mas me lembro de uma delas, acredito que tenha sido assim que a proteção temporária de Lility acabou, porque é a primeira de que me lembro.

─ Eu não sei Maninha. – Gui disse. – Mas eu acho que é "difelente". – Eu olhei para as duas camisas iguais da vitrine da loja. – O papai disse que eu posso comprar quantas eu quiser porque é meu dia de comprar presentes do aniversário. – Ele disse e eu assenti, faríamos quatro anos amanhã, e ele estava fazendo o que eu e meus outros dois irmãos já tínhamos feito, comprando os "presentes". Digamos que meu pai decidiu que esse ano nós mesmos compraríamos nossos presentes, deu cinco mil dólares para cada um e disse que já podíamos cuidar do dinheiro e fazer dar para tudo que quiséssemos.

De fato nem eu nem o Guilherme éramos ruins com isso, mas o Mat e o Harry tiveram que abrir mão de algumas coisas.

─ Certo, certo. Vamos logo pagar e ir para a loja de brinquedos. – Eu disse e ele concordou, entregou as roupas para nossa babá que pegou o cartão que papai havia dado e pagou tudo.

─ Não vão querer mais nada crianças? – A atendente perguntou.

─ Não, obrigado. – Gui disse e ela assentiu, caminhamos até a porta e notamos que ela não abria.

─ A senhorita poderia por gentileza destrancar a porta? – Marie uma de nossas babás perguntou.

─ Não acho que eles vão sair daqui. – Eu me lembro da cara de choque que as duas fizeram antes de sacarem as varinhas, sim elas também faziam parte da segurança, eu e meu irmão não entendemos absolutamente nada, o que rendeu boas conversas, do tipo que podem ser mais difíceis do que as perguntas clichês de crianças, porque meu pai não estava lidando com coisas como: De onde vem os bebês? E sim com perguntas como: Eu posso soltar teias que nem o homem aranha papai? Foi uma semana complicada.

A partir daí ele viu parte do seu grande esforço ir para o lixo, esconder as coisas de nós estava cada vez mais difícil, porque quanto mais crescíamos mais vezes aquilo acontecia, repetidamente, no parque, no museu, na London Eye, (...)

Exatamente um ano depois que estávamos na escola, foi quando o menino loiro de olhos azuis chegou, com um sotaque francês e inglês ao mesmo tempo, aquilo era fofo na época, ele explicou que a mãe era francesa e o pai inglês assim como ele, e por isso os dois sotaques em um só, com o tempo ele foi perdendo tudo da França, e começou a falar de modo que todos o compreendessem bem.

1996, março, Londres.

Eu atravessei os portões da escola correndo em direção a minhas amigas, os seguranças mantiveram uma distância, mas a presença deles ali era notável, estava com uma boina naquele dia, estava muito frio os termômetros marcavam oito graus, o que significa, boinas e casacos bem quentinhos, além de um chocolate quente de café da manhã. Estávamos sentadas no banquinho de sempre esperando dar a hora certa quando um menino loiro caiu a alguns metros dali. Eu parei de conversar com as meninas e fui ver se estava tudo bem com ele.

─ Está tudo bem? Você se machucou? – Eu perguntei me aproximando e o ajudando com a neve na cabeça.

─ Sim, obrigado. – Ele disse e ficou vermelho, eu o peguei pela mão e o levei até o banco para que ele pudesse fica com as meninas e comigo esperando.

─ Você fala esquisito. – Me lembro de Blair dizendo.

─ Minha mãe é francesa, fiquei dois anos lá. – Ele disse um pouco enrolado.

Como toda criança logo nos tornamos melhores amigos, eu brincava de carrinho e ele de boneca, nunca brigávamos ou discutíamos pelo fato de ele ser um menino e eu uma menina, de fato Lucas era adorável, o menino inglês com sotaque francês que me deu flores em meu aniversário, mas não foram exatamente s flores que me impressionaram.

─ Sei que não é muito, mas eu não sabia o que te dar. – Ele disse envergonhado com um pequeno pacote com várias flores diferentes, nenhuma era igual, seria feio na concepção de um adulto, mas o que ele disse depois valia muito mais que aquele presente. – Essa quer dizer amizade. – Ele pegou a pequena flor e me estendeu. – Essa significa esperança. – Ele me estendeu mais uma das flores. – Proteção, carinho, alegria, sinceridade, respeito, admiração, paixão. – Ele disse a cada nome me estendendo uma flor. – E por último essa significa amor. – Ele disse tudo sem gaguejar, ou trocar letras, o que seria normal para uma criança de quase seis anos. Antes que eu pudesse agradecer ele passou uma fita azul em todas as flores formando um pequeno buque. – Eu queria saber se quer ser a minha namolada Isa? – Ele perguntou finalmente cometendo o simples erro na palavra. Sem joias, coisas caras, foram só simples palavras, nunca soube ao certo quando me apaixonei por ele, mas desconfio que foi exatamente ali.

Nossos pais nem se importaram com aquilo, afinal era algo inocente de criança, eles nem desconfiavam sobre nós dois, nem faziam ideia das coisas que não foram ditas nas cartas que haviam recebido. Não é como se a paz fosse durar para sempre, nem para pessoas normais isso acontece, então com nós dois não foi diferente. Um ano depois e um mês depois, exatamente nesse dia, foi o dia que ambos fomos para Nárnia, e nunca fomos os mesmos.

─ Sabe, a gente podia tentar algo novo. – Ele disse enquanto acariciava meus cabelos no jardim.

─ Tipo o que? – Eu questionei virando para o lado para olhar nos olhos dele.

─ Tipo algo mais intenso, se é que me intende. – Eu estava entendendo o que ele queria dizer, mas não sentia que aquela era a hora certa. Estávamos com quinze anos e na minha concepção era cedo demais. – Qual o problema disso, se eu amo você e você me ama?

─ Exatamente, não é como se precisássemos provar isso certo? – Ele me olhou com o cenho franzido.

─ Meu pai tem razão! – Ele exclamou e se levantou. – Você está fingindo! Esse tempo todo e você não sentia nada! – Eu olhei para ele assustada e sem a mínima noção do que ele estava falando. – Quer saber, acabou! Se é que existiu pra você. – Ele saiu correndo me deixando antônima no lugar, eu estava disposta a conversar, mas assim que eu me aproximei do palácio eu vi que ele não estava tão disposto assim, por isso já estava aos beijos com outra garota.

Não, Nárnia não tem culpa, os culpados são os que iniciaram esse circo, um circo era o que nós dois éramos, meros personagens. Treinávamos juntos e por mais que Zeus e Lility não entendessem, nós não nos odiávamos, e nunca teria acontecido, mas os dois são Deuses, e não mediram as consequências de seus atos quando decidiram manipular nossas vidas.

─ Você sabe filha, ele não merece você. – Eu assenti e a deixei me consolar. – Foi ele que te enganou, ele nunca te amou se não, não teria feito o que fez. – Eu deixei ela me manipular, e aos poucos eu passei a não agir mais como eu mesma.

Nós dois nos afastamos totalmente, deixamos de pensar e passamos a viver o que nossos pais diziam.

Lucas P. O. V.

14 de setembro de 1991

Mais especificamente o dia em que eu nasci, e o dia em que eu fui designado para uma aposta secreta entre dois deuses completamente fora de si.

Vamos explicar exatamente o que aconteceu, meu pai Zeus e sua irmã Lility, fizeram uma aposta ridícula e sem noção. Eles apostaram quem seria melhor eu ou a próxima filha dela. Quem matasse o outro primeiro teria o destino traçado em uma missão. Mas é claro que não tinha um melhor, Zeus pode ser o rei, mas estava competindo com a Deusa da perfeição, logo ninguém nunca ganhou, costumo dizer que nisso ela não fez julgo ao nome que carrega.

Nascemos para ter ódio um do outro, mas Afrodite dos deu sua benção e sem perceber o que havia feito quebrou tudo que foi proposto, a final ela acabara de dizer que ficaríamos juntos. Posso dizer que tivemos a faze do ódio, eu não gosto de me lembrar dela, mas ela existiu. Apesar de tudo a benção de Afrodite nos faz ter uma dívida eterna com ela.

11 de janeiro de "2012" (Nárnia)

─ Não é como se vocês acreditassem nela, certo? – Eu disse, naquele dia estávamos ambos com vinte anos, porque acho que todos sabem que, em Nárnia, o tempo passa diferente.

─ Eu duvido é que eles acreditem em você. – Ela retrucou, parecia uma briga como todas as outras, mas foi nesse dia que decidimos que duas pessoas eram de mais para aquele reino.

─ Dane-se, eles vão ter que escolher, ou você ou eu. – Ela me olhou como se eu estivesse louco, eu entendia o ponto de vista dela, mas sabia que ela estava tentando mentir para mim.

─ Mas, o que? Como assim Lucas? Eu achei que nós estávamos bem... – Eu a olhei ressentido por ela não admitir o que estava fazendo.

─ Não precisa mais mentir, o meu pai me contou tudo. E sabe de uma coisa, acho que no fundo eu já desconfiava. – Ela me olhou como se eu estivesse a machucando, e eu desviei o olhar.

─ E isso mesmo que você quer? – Eu assenti. – Então que vença o melhor, mas eu não quero o povo envolvido, isso é entre mim e você. – Eu concordei, e vi ela pegando uma mochila da mão da governanta. – Espero que saiba o que está fazendo. – Ela disse antes de sair do castelo.

A verdade é que eu sempre me culpo por não ter acreditado nela, não que nunca mais tenhamos tido alguma briga, mas era briguinhas bobas e normais. Eu nunca perdoei o meu pai por aquilo e ela nunca perdoou a mãe pelo que ela a fez acreditar quando foi embora.

Até hoje eu me lembro que desperdiçamos anos nisso, tanto tempo para nada, na minha opinião, hoje a gente pode rir se for pensar, mas na época não foi engraçado, quero dizer isso durou até os nossos vinte e dois anos, é tempo de mais para ficar brigando.

Um dia antes dessa cena havíamos conversado, normalmente, foi a conversa mais normal desde que eu terminei com ela, nos divertimos, nós voltamos a ser o que fomos, um casal romântico apaixonado, me sinto estupido por ter me levado pelo o que meu pai me disse depois, mas naquele dia, o dia em que de fato nós nos entregamos um ao outro, não havia nada que me fizesse acreditar que ela era outra pessoa.

Na manhã seguinte, antes do almoço, eu conversei com meu pai, estava disposto a dizer que a amava de verdade e que não faria o que ele havia pedido, foi quando ele fantasiou coisas na minha mente, me mostrou cenas desconexas, diálogos, tudo criado, mas eu não percebi e por isso briguei de novo com ela.

Olhando por esse ponto pode parecer que só eu começava as brigas, mas houve brigas em que ela deu o primeiro passo, a única diferença é que ela descobriu um pouco antes de mim que o erro não estava em mim ou nela, e sim em nossos pais.

Ela descobriu quando pode me matar e não conseguiu, ela falhou assim como semanas depois eu falhei. Chegamos tão perto que eu chego a sentir um arrepio quando me lembro.

─ E agora, você se acha o que agora? – Ela perguntou me mostrando a agulha. Eu pensei que ela fosse finalizar tudo, mas ela não fez isso. Quando ela acabou de arrumar a agulha na ponta da flecha, ela chegou a aponta-la em direção ao meu coração, mas não conseguiu atirar. Ao em vez disso ela quebrou a agulha em duas, a dissolvendo em pó. Ela se sentou no chão e colocou as mãos na cabeça como se estivesse sentindo uma dor absurda, depois ela me olhou completamente culpada, eu não entendi, e continuei imóvel esperando que ela me atingisse com uma outra agulha escondida. – Mãe, eu me recuso! – Ela gritou olhando para o céu, eu vi um raio surgir no céu e logo um segundo. – Eu não posso matar você, eu... – Ela respirou fundo antes de pegar uma adaga colocar em uma de minhas mãos amarradas e fugir.

─ Covarde! – Eu me lembro de gritar, eu não sabia o que ela tinha visto e nem que aquilo me faria mudar também, me faria voltar a pensar.

Naquele dia eu dei ordens para que a perseguissem em direção ao norte, ainda não via as coisas, não sabia o que estava fazendo, chego a arriscar que eu nem mesmo quis ver a verdade.

Algumas semanas depois eu a encurralei, e ficamos em posições contrárias, eu ainda achava que ela estava com alguma carta na manga, que aquilo não tinha sido nada mais do que um truque, eu ainda estava disposto a ajudar meu pai e mata-la.

─ Ande, me mate, você sabe como me matar – Daniel chegou do meu lado após ter atirado a flecha no braço esquerdo dela, e o pior de tudo eu mandei que ele fizesse isso, no fim das contas, a população escolher um lado ou não, não era uma escolha minha, eu poderia ter evitado, mas não evitei, mas ela sim, ela não permitiu que ninguém se ferisse indiretamente por ela e também se recusou a ferir qualquer um deles, ela se recusou a me matar quando pode, ela tee sua chance, e desperdiçou, não vou fazer o mesmo com a minha. – Eu sei que você não é como eu, você vai conseguir pegar essa arma pequena no seu bolso e fincar no meu coração, então faça logo. – Eu olhei para ela e depois para Daniel do meu lado.

─ Precisa de mais alguma coisa Senhor? – Eu neguei e fiz um sinal para que ele saísse, e ele obedeceu.

─ Vamos, ande logo com isso. A não ser que você finalmente tenha percebido que enganaram nós dois. – Eu olhei para ela franzindo a testa. – Pelo visto não, eu acharia fofo a sua lerdeza se fosse outra situação, mas agora... – Ela disse me fazendo sentir alguma coisa, eu balancei a cabeça, não ela não ia me enganar, ela não ia, ela estava blefando, usando a magia ela... Ela está sem... Ela não... não... – Ou talvez nem tão lerdo? ─ Não seja louco, ela conseguiu os poderes dela de volta e você não seu idiota, Aslan está ajudando ela!

─ Não tem nada para eu ser lerdo aqui e você sabe. – Eu tirei a agulha fina revestida de ouro imperial e bronze celestial, com a ponta de diamante. Inquebrável, eu sabia que aquilo era a única coisa que podia me matar e matá-la também e isso me fez sentir um calafrio, eu vi ela abaixando o olhar, como se estivesse sem defesa alguma. – Vai ser tão rápido que você... – Então eu vi, a onda de memórias que ela estava colocando na minha cabeça, a verdade, tudo, ela não mentiu, só não deixou sua mãe a comandar e a Deusa começou a lutar junto comigo, por achar que ela não era digna de ser sua filha, quando ela disse aquilo olhando para o céu, Lility passou a me ajudar também. Eu me ajoelhei no chão deixando a espada de lado e quebrando a agulha que se transformou em pó. Eu me aproximei dela sentindo me rosto molhar, eu estava chorando, chorando por ter quase feito a maior burrada da minha vida.

─ Ah! – Ela reclamou quando eu tirei a flecha do seu braço, eu percebi que os poderes dela não haviam voltado, mas então como? – Não me pergunte como, eu não fiz nada, colocaram na minha cabeça também. – Ela disse lendo os meus pensamentos, mas não literalmente. – Outra pessoa fez isso, mas eu nãos ei quem foi – Eu não dei muita atenção ao que ela estava dizendo.

─ Vamos, a gente precisa achar alguém para parar isso. – E disse pegando ela no colo. – Eu juro que nunca mais vou sequer pensar em duvidar de você. – Eu disse enquanto corria com ela no colo.

─ Está tudo bem senhor? – Um dos soldados que estava comigo perguntou.

─ Não, nada bem, ela precisa de remédios, alguma coisa! – Eu disse subindo com ela no cavalo e disparando em direção ao palácio.

─ Ei! – Ela disse como se já estivesse cansada de tentar começar a falar, de fato eu não deixei ela falar muito, mas no momento não era importante.

─ Sim? – Eu disse ainda olhando para frente.

─ Eu estou bem, a única coisa que podia me matar você já destruiu, só relaxa. – Eu sorri um pouco incrédulo.

─ Está brincando? Você tem noção de que eu ia e matar, eu... – Ela me interrompeu.

─ Chega! Para! – Eu a olhei assustado com a fala autoritária dela.

─ O que? – Eu perguntei esperando por uma risada que viria antigamente, mas não veio agora.

─ Para agora! – Eu parei o cavalo, como ela havia pedido.

─ Eu acho que prefiro Drs depois que você já estiver sem um ferimento ai. – Ela bufou impacientemente e desceu do cavalo.

─ Você é inacreditável! Não percebe que não tem a ver com você ou comigo? Nós dois não nos odiamos e isso está bem claro, porque se você não gostasse de mim teria me matado. – Eu passei as mãos pelo cabelo nervoso e desci do cavalo também. – Se era para eu odiar você e vice e versa, como eles deixaram isso acontecer? – Ela disse, subentendendo que me amava, eu queria ter ficado assustado com aquilo, mas fiquei feliz, inclusive um sorriso involuntário nasceu em meus lábios de novo, eu queria muito poder beija-la sem brigas dessa vez, mas o ferimento ainda estava lá e estava me preocupando. – Lucas! – Eu virei meu olhar para ela, ela ficava sexy brava.

─ Oi? O que? Já podemos continuar? – Ela revirou os olhos e eu sorri de novo, eu havia sido tão idiota que precisava arranjar coisas para me desculpar a altura das minhas idiotices.

─ Desisto! – Ela disse e começou a andar, me trazendo de volta dos meus pensamentos.

─ Ei! O que você pensa que está fazendo? – Ela continuou sem me dar atenção.

─ Você não pode andar, não vê que piora? – Eu disse me colocando na frente dela e a obrigando a parar. – Pare de ser teimosa! – Eu disse tentando evitar uma discussão, não queria brigar, não queria brigar nunca mais.

─ Eu? – Ela perguntou, me fazendo entender o Porquê do comportamento imaturo.

─ Okay, me desculpe, acho que devo te pedir desculpas por 1000 anos no mínimo, mas por favor suba ali comigo. – Ela ponderou. – Não quero ter que me casar com você sem braço, não que eu me importe, mas não acho que... O que? – Eu perguntei olhando para a cara assustada dela, e depois percebi o que eu estava fazendo, eu primeiro quase mato ela, que nem ela fez semana retrasada, mas seu fui um pouco além dela, e depois eu... eu acabei de pedi-la em casamento, e não queria retirar nada do que eu havia feito, mas desejei ter feito em outras circunstâncias.

─ Okay, Drs depois. – Ela disse e eu sorri ao ver que ela estava montando no cavalo, montei atrás dela e comecei a ir um pouco mais calmo, porém rápido do mesmo jeito.

─ Se eu soubesse que para te controlar era só fazer isso tinha experimentado antes. – Eu ri, e ela me olhou irônica.

─ O que, quase me matar? – Meu sorriso se foi e eu fiquei triste com a fala dela, não que não fosse verdade, mas pensar no que eu quase fiz ainda perturbava os meus pensamentos.

─ Não! Dizer que eu quero um futuro com você. – Eu disse e ela me olhou intrigada. – Oque? Não creio que achou que fosse brincadeira?! – Eu disse, sabendo que ela tinha sim achado que era brincadeira.

─ Vindo de você? Eu achei sim. – Dessa vez fui eu quem parei o cavalo, não só porque tínhamos chegado, mas para dizer aquilo sem distração alguma.

─ Sabe? Eu sei que a gente já teve altos e baixos, mas eu nunca pensei que você duvidaria que eu te amo, porque eu sei que apesar de nossas quase mortes... – Ela me interrompeu.

─ Desculpe, mas por um segundo eu achei mesmo que você queria me matar, e acho que estou em dúvida até agora. – Eu a sentei em um banco que tinha no haras.

─ Eu queria, mas mesmo antes de você ou sei lá quem me mostrar eu sabia que cada passo que eu dava a vontade de correr aumentava, eu nunca seria capaz, assim como você não foi, eu não seria capaz de jogar uma flecha contra você por isso eu pedi ao Daniel que fizesse, eu nunca conseguiria fazer algum mal para você. Eu te amo, não sei por que, mas eu te amo. – Eu disse.

─ Sabe o que é o pior? – Eu neguei. – Você não saber o Porquê! – Eu ri da forma como ela disse.

─ É que depois de tudo... Eu deveria te odiar certo? – Ela negou, ela tinha falado alguma coisa alguns minutos antes, provavelmente já deve ter chegado na resposta. – Okay, não? – Eu perguntei confuso.

─ Você não sabe o que significa uma benção de Afrodite? – Eu assenti e ela me olhou com um olhar como se fosse óbvio.

─ Certo, entendi. – Eu disse e suspirei por ser tão lerdo as vezes. – Você precisa de um curativo nisso daí – Eu me lembrei do ferimento que eu mesmo havia causado.

─ Daqui a pouco melhora, eu vou para o meu quarto, se é que você não destruiu ele. – Eu ri do comentário dela e antes que ela pudesse se levantar eu a peguei no colo como se ela fosse um saco de batatas. – E lá vamos nós de novo – Ela disse depois de bufar, mas não começou uma discussão dessa vez.

Eu a levei até a enfermaria e me certifiquei de estava tudo bem com ela antes de deixa-la na porta de seu quarto.

─ Entregue. – Eu disse parando na porta e ela me olhou com uma cara esquisita.

─ Isso foi estranho, vamos você faz melhor que isso. – Ela disse em um tom divertido. Nós começamos a rir depois daquilo, não posso dizer que eu beijei ela ali e tudo foi esquecido, porque as coisas não são como no livro da Cinderella, mas voltamos a ser amigos e com um pouco mais de tempo conseguimos reconstruir o que tínhamos antes de uma forma um milhão de vezes mais sólida.

E o pedido de casamento, eu consegui fazer de uma forma mais especial depois, porque aquele primeiro não serviu para muita coisa.

─ Ai! – Ela reclamou de pisar em mais uma pedra, porque mandei ela vir descalça mesmo? Ah sim o lago! – Não gosto de surpresas, porque você não tira as suas mãos dos meus olhos e fala logo o que é que você quiser hein? – Eu ri e continuei andando. – Sério Lucas essas coisas incomodam pra caramba!

─ Urum, sei que não é verdade, e se reclamar mais uma vez eu te pego no colo. – Ela suspirou e continuou andando sem falar ou perguntar mais nada. – Eu sei que vai valer a pena, estamos quase lá.

─ Certo – Andamos por mais alguns metros e eu ajudei ela a subir em um barco para só então liberar sua visão. – Wow! – Ela disse olhando para cima, eu tinha garantido um céu totalmente limpo na noite de hoje, estrelas são uma das coisas que ela mais gosta no mundo então todas elas estavam lá, como se estivéssemos em uma montanha com o céu sem nuvens.

─ Disse que ia valer a pena, não disse. – Ela sorriu e não parou de olhar para cima. – Ei... – Ela me olhou – Eu não queria que fosse algo normal e monótono, então eu fui lá em vima e peguei para você. – Eu disse tirando a pequena bola de fogo que estava em um vidro, vulgo estrela.

─ Você não deveria... – Eu coloquei levemente o dedo nos lábios dela.

─ Shiu, eu sei que aquilo que aconteceu um ano atrás não importa mais, mas eu queria uma forma de te mostrar que eu te amo, e eu posso pegar mil estrelas se você quiser. – Ela riu. – Mas a única estrela que eu quero comigo é você, porque as lá de cima são todas tão iguaizinhas, elas não sentem e não podem me fazer feliz. – Eu fiquei de pé, aquele lago estava me irritando, porque mesmo eu escolhi um lugar aquático? Eu peguei a mão dela e depois a segurei pela cintura e voamos até uma nuvem, a única que estava lá propositalmente. – Eu quero que essa seja nossa, e que possamos olhar para ela todos os dias. – Eu disse olhando nos olhos dela que estavam felizes e confusos. – Anéis não são eternos, as estrelas duram muito mais que ouro, prata... – Ela riu nervosamente para mim. – Você quer me ajudar colocar lá em cima? – Eu sabia que aquilo tinha sido um pedido de casamento diferente mais acho que foi perfeito.

─ Quero. – Ela disse quase em um sussurro, com os olhos levemente marejados apoiando o vidro na nuvem e sorrindo. Eu me aproximei mais dela e a beijei, calmamente, estávamos com muito tempo então não tinha porque ter pressa, teríamos a vida toda, e isso é bastante.

Eu acabei o beijo com alguns selinhos e encostei nossas testas. Ficamos assim por alguns segundos.

─ De onde você tira essas coisas?! – Eu ri e a puxei para se deitar comigo, nuvens são frias então eu tinha colocado uma coberta ali. – É sério! – Eu assenti e fiz um carinho no rosto dela quando ela apoiou os cotovelos no meu corpo.

─ Você gosta dessas coisas? – Ela me olhou como se a resposta fosse óbvia.

─ Eu amo essas coisas, mas eu aceitaria um simples quer casar comigo em um jantar com o anel na taça de champanhe. – Eu ri, e continuei fazendo carinho no rosto dela.

─ Se você quiser um anel... – Ela negou e suspirou antes de deitar a cabeça em meu peito. Ficamos em silencio assim por um tempo, era bom. – Acho que é porque eu te amo. – Ela se sentou sorrindo.

─ Hum isso significa que eu preciso urgentemente pensar uma coisa a sua altura também. – Eu ri.

─ É só que, parece tão comum o comum que chega a ser chato, pedidos de casamento são para serem especiais, diferentes... – Ela riu. – Os de namoro também, apesar de que eu sou muito fã do que eu fiz quando éramos crianças sabe? – Ela assentiu e pegou o pote de vidro. – Certo vamos acabar isso antes que você desista.

─ Isso não vai acontecer, a não ser que você tenha se arrependido! – Eu a olhei incrédulo.

─ Como você pode perguntar isso eu fui até lá e peguei uma estrela pra você. – Ela riu de novo e eu a acompanhei dessa vez.

─ Okay então sem volta. – Ela disse e se levantou, eu me levantei logo depois e esperei que ela abrisse o pote totalmente, e então juntos nós sopramos ela de volta para o lugar dela.

─ Sopros mágicos, você era tão ruim nisso. – Ela me olhou com uma expressão desafiadora.

─ Diz o cara que ficou com medo do lago lá em baixo. – Eu arregalei os olhos – Você não deveria ter dito isso Srta. Richard. – Eu a deitei de volta na nuvem e comecei um ataque de cosquinhas. (...)

Eu sei que sou totalmente não masculino perto dela, mas quem se importa? Dois anos depois ela me surpreendeu também e ela conseguiu fazer melhor. Mas sabe aquele ditado de que tudo que é bom dura pouco?

─ Não meu anjo, nós vamos lá porque eles querem conhecer a nova princesa deles. – Eu disse para minha filha de quatro anos. Nós não éramos irresponsáveis, muito pelo contrário, programamos nossos dois filhos. Thiago, com cinco anos, e Julia com quatro. Tivemos Thiago um ano depois que nos casamos e depois resolvemos que ele não devia crescer sozinho seria muito chato, já que ser príncipe o restringiria de um monte de coisas, ele precisava de alguém para brincar junto com ele.

No exato momento eu estava tentando acalmar a minha filha sobre sua coroação como princesa, eu sempre disse que era um absurdo isso ser feito aos quatro anos, e tentei mudar isso, mas não obtive muito êxito.

─ Papai, eu não "quelo" ir, eu tenho "vegonha". – Ela disse olhando nervosamente para a coroa que seria colocada em sua cabeça.

─ Eu sei meu amor, mas eu, a mamãe e o Thi vamos estar lá com você, o papai vai te levar no colo. – Eu disse pegando ela e olhando nos olhos claros da minha garotinha.

─ Toc toc. – Isa apareceu na porta e sorriu para nós dois.

─ Mamãe eu não quero ir. – Júlia disse correndo até ela.

─ Hum, nem eu, mas eu aposto que eles gostam mais de você do que e mim. – Ela se abaixou e a pegou no colo. – Vamos não vai ser tão ruim assim e se fizer algo errado não tem problema. – Júlia assentiu, mas não pareceu mais calma. – Jujuba, você vai se dar muito bem.

─ Mamãe, papai eu posso entrar? – Thiago perguntou e nó assentimos. – Maninha você só precisa relaxar e repetir aquelas palavras e pronto. – Ele disse conseguindo um pouco mais de êxito que nós dois em acalma-la.

Escutamos um pigarreio na porta

─ Aslan! – Julia foi até ele e deu um abraço ele a colocou em suas costas.

─ Queria mostrar algo importante a vocês antes de sua coroação.

Eu olhei para Isa, mas ela estava tão confusa quanto eu. Ele nos levou até o lago, o lago pelo qual entramos.

─ Precisamos mesmo? – Eu perguntei, não queria ter que ir, não agora, não queria voltar a ser uma criança e me esquecer de tudo.

Mas naquele momento não adiantava o que nós queríamos, simplesmente tivemos que entrar no lago e ali, nós voltamos, voltamos aos nossos cinco anos, voltamos as nossas vidas. Não foi tão ruim quanto pensamos, porque não nos lembramos de nada pelo o que ficar triste ou chorar, nem mesmo de Thiago ou de Júlia, tudo se foi. Nossas vidas no nosso mundo, foi um pouco mais simples eu posso dizer, nunca tentamos nos matar então, fomos na direção certa.

Notas finais
Reviews?? ----- Manu: Gente a Sophi modificou o capítulo, e eu já fiz as correções, se tiver erros ainda avisem okay?